domingo, 13 de março de 2011

Nestas coisas sou muito ortodoxo...


Estou de saída para a Catedral da Luz.
Esta manhã dizia-me um amigo que a partida com o Portimonense era um jogo sem muito interesse.Felizmente que a nossa amizade, de longa data, nos permite abordagens mais genuínas. Isto porque, desde logo, fui muito contundente com ele: "Com o Benfica, todos os jogos são especiais!", disse-lhe, de forma quase agressiva.
De facto, é asim que eu penso. Só o facto do Benfica jogar, já é especial. É quase uma dádiva divina.
E o Benfica é sempre uma finalidade suprema.

... Por isso é que vou sempre de pé atrás quando se anunciam poupanças,mesmo que a razão possa ser, eventualmente, compreensível.
Para mim, o Benfica é tudo. E, sobretudo, é o momento presente!
Até porque o amanhã a Deus pertence...

PS - Com isto, quero dizer que não concordo com o que J. Jesus parece ter preparado para o jogo desta noite com o Portimonense. Espero que os resultados - o de hoje e o da próxima 5ª feira... - venham a revelar-se propícios...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma pequena-grande desilusão...


Acabei de chegar da Luz, aonde já não ia desde há quase três meses.
E, sinceramente, venho desiludido. Muito desiludido. E preocupado. Esperava ver a equipa mostrar outros argumentos, atendendo ao interesse que agora ganhou a Liga Europa, depois do campeonato estar praticamente fora de hipótese.
Defrontámos um adversário ao nosso alcance - embora servido por bons executantes, taticamente evoluídos... - e nunca conseguimos jogar ao nível que devíamos ter jogado. Para não variar, o PSG marcou primeiro (e até podia ter voltado a marcar...), e depois tivémos de correr atrás do prejuízo. O que fizémos, mais uma vez, de forma muito atabalhoada, muito em esforço, sem lucidez... e sem grande qualidade. Ganhámos por 2-1, é verdade. Mas soube-me a pouco. A muito pouco, mesmo. E estou convencido que deve ser curto. Muito curto...
Estivémos particularmente mal na defesa (onde comprometemos diversas vezes), fizémos mal a transição ofensiva e os alas não estiveram em campo.
Individualmente, reforcei a ideia que já tinha intuído acerca do Sidnei. Para mim, é mesmo um jogador vulgaríssimo (muito lento, pesado, displicente, pouco voluntarioso, complicativo...) que, obviamente, não merece um lugar na defesa do Benfica. Para mim, qualquer dos outros centrais do plantel fazem melhor o lugar. Mesmo Roderick, mau grado a sua juventude. No imediato, apostava em Jardel. E mandava regressar à base, já, Miguel Victor.
Hoje, o único destaque, pela positiva, terá de ser para Maxi Pereira. Um senhor jogador, que não podemos, de maneira nenhuma, perder. Aos nossos dirigentes, é urgente dizer: metam lá os pruridos que tem, relativamente ao empresário, para trás das costas, e tratem mas é de prolongar já o vínculo contratual do jogador.
Pela negativa - embora me custe muito fazê-lo... - terei que destacar, além do Sidnei, o Nico Gaitan e o Sálvio. Foram, hoje, duas nulidades, quer a atacar, quer a defender. Jesus também não esteve bem, porque se os atletas não davam garantias, não deviam ter iniciado o jogo a titulares. É verdade que, depois, Jesus emendou o erro, tirando-os do jogo. Mas isso foi já para cobrir o prejuízo, para minimizar as perdas e, consequentemente, deixámos de ganhar o que poderíamos ter ganho se outros tivessem sido os escolhidos.
Se quisesse ser corrosivo, poderia muito bem dizer que hoje jogámos apenas com oito, porque Sidnei, Gaitan e Salvio não contaram para nada. Ou melhor, Sidnei até contou, mas foi para complicar bastante e comprometer.
Tenho um sentimento de perda muito grande. A julgar pela amostra, devemo-nos estar a despedir da Europa do futebol, este ano...

Foi uma pequena-grande desilusão o meu regresso a Portugal e aos jogos ao vivo. E pergunto a mim mesmo se não deveria ter ficado mais uns tempos lá por fora.
Para mais, olho também para o meu país, e sou quase forçado a responder que sim, que era melhor ter ficado por lá...

terça-feira, 8 de março de 2011

Jesus tinha razão...


Quando já ninguém se lembra dos insignificantes, eis que os mesmos, numa desesperada tentativa de não se afundarem, se colam aos realmente significantes, para serem notícia...

Jesus tinha razão. Quim foi um guarda-redes vulgar, que se guindou à condição de estrela apenas por vestir a camisola do Benfica. A sua recente declaração, acerca do lance que causou a expulsão de Javi Garcia em braga (com letrinha pequenina, pois...), veio apenas confirmar a sua pequenês, também de espírito. Quim foi um guarda-redes vulgar, como acima escrevi; agora provou que é um homem apenas medíocre...

Como o são, também, Fernando Mendes, Jorge Ribeiro, e outros que vestiram a camisola do Glorioso e, mais tarde, após terem sido dispensados - porque não tinham lugar no plantel do Benfica, essa é que é a verdade... - vieram cuspir no prato onde já tinham comido.
Até ao fim dos meus dias, nunca mais me hei-de esquecer de Fernando Mendes que, babando-se de ódio por todos os poros, no final de um jogo em que o Belenenses recebeu o Benfica, declarou estar satisfeito pelo jogo que tinha feito, por estar decidido em contribuir para "acabar de vez com esse clube foleiro" (sic.), referindo-se ao Benfica. Filho da puta! Como se ele - um reles insignificante - tivesse alguma condição de causar dano ao Grande Benfica...
Do mesmo modo não me esquecerei, nunca, em circunstância alguma, do ódio que jorrou da graganta de Jorge Ribeiro quando, num Varzim-Benfica, marcou um golo ao Glorioso e se dirigiu ao banco do Benfica a gritar "Tomem, filhos da puta!!!". Que nojo e asco me causou tê-lo visto, depois disso, voltar a vestir o Manto Sagrado... Um erro imperdoável!

Sorrio, contudo, ao lembrar a citação de Luc de Clapiers Vauvenargues, extraída da obra "Reflexões e Máximas": O ódio dos fracos não é tão perigoso como a sua amizade...

Se ainda restassem dúvidas...


... ficariam desfeitas com estas imagens recolhidas pela SportTV no estádio e que, inexplicavelmente - ou talvez não... - não foram incluídas na transmissão realizada.
Não ficam dúvidas quanto ao que efectivamente ocorreu: um falta grosseira, a roçar a agressão, do jogador Alan (essa bailarina exótica e fingida...) sobre o Javi Garcia. Deveria ter sido marcada falta contra o braga (com letra pequena, mesmo...) e, a haver sanção disciplinar, deveria ter sido objecto da mesma aquela bailarina exótica, figura de um qualquer bordel da zona do Porto gerido pela mulher do Reinaldo Teles.

Ingénuos são aqueles que ainda pensavam que a missão de qualquer bom jornalista ou realizador se programas de TV seria a de esclarecer os factos e ter uma conduta o mais isenta possível...
Decididamente, cá no burgo, não é assim. E, se for da SportTV, então, estamos conversados. Já sabiamos ao serviço de quem ela está. Esta foi apenas mais uma confirmação, se isso fosse necessário.

Ontem escrevi que só quando houvesse SANGUE se poderia esperar - por medo, obviamente... - algum pudor e contenção da parte de certos agentes do nosso futebol. Juntem à lista, se fazem o favor, um ou dois escroques da SportTV, para que o efeito surtido seja mais eficaz...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Nem de propósito...


Regressei a Portugal na passada 6ª feira, depois de mais dois meses de trabalho num apaixonante projecto académico.
Voltei entusiasmado com a carreira recente do Glorioso, feita de 18 vitórias consecutivas, de muita garra e querer, de muita paixão e emoção, com exibições convincentes ao longo da série. Pelo menos tanto quanto pude acompanhar, quer através de breves resumos, quer de crónicas e de conversas mantidas com os amigos. Vitórias muito saborosas e merecidas - em especial aquelas sobre os rivais de sempre... - e outras tiradas a ferros, sobre clubes "menores", mas que, por isso mesmo, também foram bem festejadas.
Chego eivado deste espírito, imbuído deste espírito e, nem de propósito, sai-nos aquele jogo em Braga. Desculpem, queria dizer braga. É mesmo com letra pequena, porque aquela espécie de cidade não merece outra coisa, tal o modo como trataram (como têm tratado, melhor dizendo...) o Benfica e os benfiquistas.
Como é óbvio, nao tive condições de ir ver o jogo. E, mesmo que tivesse, não creio que tivesse ido, tal é o asco que me causa aquele bordel azul, em especial depois do que tem acontecido nos últimos tempos por aqueles lados, com pessoas e bens. Mas, continuando: segui o jogo pela televisão. E só tenho um comentário a fazer: grande Benfica, que a tanto resiste!!!
Aquele bordel azul está cada vez mais parecido com o estádio do ladrão, onde vale tudo e só não se tiram olhos porque não se consegue chegar aos jogadores do Benfica. Bolas de golfe, braceletes, isqueiros, moedas...enfim, tudo serve para arremessar. Os seguranças da 2045 são parte da organização e, no túnel ou na zona VIP, fartam-se de provocar, empurrar... e só não esmurram porque não calha. De facto, nem no tempo do guarda Abel era assim!
Carlos Xistra voltou ao seu melhor, aos bons velhos tempos do Apito Dourado, e isso deve estar a reflectir-se na conta bancária, obviamente.
E é tudo feito tão à descarada que, muito sinceramente, só vejo uma saída para banir, de uma vez por todas, os corruptos, os corruptores e toda a corja nogenta que lucra ilicitamente com o futebol: MATAR UNS QUANTOS TIPOS, PARA SERVIR DE EXEMPLO AOS OUTROS.
Considero-me mentalmente são e equilibrado, e avalio a verdadeira dimensão das minhas afirmações. Mas, de facto, só com SANGUE se poderá moralizar o futebol português. Se um qualquer porco, que faça o que fez Xistra este fim de semana, for morto e for anunciada a sua morte como consequência dessa conduta, os outros porcos muito dificilmente repetirão a gracinha...
Durante o período em que estive fora do país, vi apenas dois jogos ao vivo, em estádios do país que me acolheu. Lá, o campeonato é incomparavelmente mais competitivo do que o nosso, e rolam muitos milhares de euros em interesses desportivos e económicos. Mas, apesar de tudo, as arbitragens não deixam, sequer, supor a mínima dúvida de isenção. Os árbitros são profissionais, é verdade. Apesar de tudo, é verdade que também erram. Mas qualquer Carlos Xistra, Elmano Santos, Jorge Sousa ou outros do género estariam, à partida, condenados à morte. Por desprezo... e não só!!!
Hoje, a Carlos Xistra, esse sintomático espécie da arbitragem portuguesa, aqui deixo uma imagem, em jeito de homenagem:


... E um desejo expresso: que alguém te encontre numa rua escura e te faça gemer até à morte!!!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Somos a Memória e a Responsabilidade...


Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos.
Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.
                                                                      José Saramago

domingo, 12 de dezembro de 2010

Tanto sofrimento, tanta ansiedade, tanta precipitação...


Acabei de chegar da Catedral.
Estou extenuado. Não do regresso a casa, mas do cansaço que me provocou assistir ao jogo desta noite. Foi um sofrimento profundo assistir à ansiedade que a equipa revela, à precipitação que os jogadores evidenciam no desenvolvimento das jogadas, enfim... decididamente, foi um exercício impróprio para cardíacos.
Apesar disso, hoje houve mais nervo, mais entrega ao jogo, mais querer, embora a equipa esteja, mesmo, muito longe daquilo que pode, deve e tem de produzir.
O resultado é justo - quanto a mim peca por escasso... - mas a exibição deixa-me com um indisfarsável amargo de boca. Vencer o Braga por 2-0 não é mau. Mas o Braga que esteve hoje na Luz não foi um adversário difícil. Pelo contrário, esteve bem aquém daquele que nos visitou para o campeonato. A nossa defesa deu e sobrou para as (muito) poucas situações de apuro criadas. Mas a construção ofensiva ficou a anos-luz do que reamente tem que ser. Cardozo esteve apagadíssimo. Saviola foi também perdulário e, não fosse o golo apontado, poderíamos dizer que totalmente ineficaz. Aimar apareceu quase apenas no lance do 2º golo, que apontou. Enfim... foi mais uma exibição em que prevaleceu a precipitação, o atabalhoamento e a pouca eficácia, reincidentemente vistos esta época. E onde esteve sempre presente o sofrimento do costume, claro...
É verdade que o mau momento deixa os jogadores ansiosos e em crise de confiança. Mas dá que pensar como é que profissionais com a experiência, a classe e a qualidade, inquestionáveis, dos nossos jogadores, falham passes a cinco metros, chegam quase sempre mais tarde à bola, fazem faltas desnecessárias em zonas proibidas, falham execuções técnicas simples e ocasiões de golo incríveis.
Há que inverter a situação, urgentemente, sob pena de se hipotecar em absoluto o que resta da época. E nós, sócios e adeptos, temos de assumir um papel decisivo nessa inversão, porque, tal como devemos apoiar de forma apaixonada, também devemos ser exigentes e vigilantes para que ninguém se deixe adormecer. O facto é que as mais recentes manifestações de desagrado tiveram alguma consequência, vendo-se hoje uma atitude já mais consentânea com o que seria natural acontecer.

De positivo, tenho que referir a postura de Jorge Jesus, quer na antevisão ao jogo, quer depois do mesmo, nomeadamente ao dar o peito às balas e assumir as responsabilidades pelo menos bom momento da equipa, inclusivamente assumindo que o facto de alguns jogadores não estarem a corresponder ao esperado é culpa sua, por ser ele quem os treina durante a semana e quem decide pô-los a jogar, em detrimento de outros.
Também tem que se considerar positivo o facto de ter ficado provado que temos uma alternativa real, de qualidade, para a nossa baliza. Júlio César esteve absolutamente impecável.
Por último, registo ainda como altamente positivo o apoio que foi dado à equipa durante todo o jogo, mau grado a exibição ter ficado muito aquém do desejado, e de ter sido uma vitória altamente sofrida.

Será que as coisas podem começar, realmente, a mudar?...
Vamos lá, todos, cumprir o lema: E pluribus unum!!!