domingo, 15 de maio de 2011

Jorge Jesus não tem estatura para o Benfica...


Terminou a época futebolística. Oficialmente, entenda-se.
Em termos práticos já tinha acabado. Acabou com o atirar da toalha ao chão, após o jogo de Braga, para a Liga...
Acabou como começou. Sem chama, sem honra e sem glória...

Agora que está consumada uma época desportiva horrorosa, com resultados inimagináveis no passado mais recente, chegou a altura de, sem que possamos ser apelidados de desestabilizadores e maus benfiquistas, apontar o dedo aos responsáveis, exigir responsabilidades e preparar o futuro.
(Devo confessar que esta referência a "preparar o futuro" tresanda a Zportem...)
Atendendo ao seu posicionamento na estrutura que geriu o futebol do Benfica na época que agora finda, aos largos poderes de que dispôs para dispensar e avalizar contratações, bem como para gerir todo o grupo de trabalho, o grande - quase o único... - culpado, é Jorge Jesus.
Jorge Jesus cometeu o pecado de abusar da dívida de gratidão dos benfiquistas que, após um período em claro, voltaram na época passada a sentir a alegria de serem campeões.
Mas Jorge Jesus - que só se sagrou campeão na última jornada, a 15 minutos do fim de um jogo com o Rio Ave, na Luz... - endeusou-se, abrutalhou-se e, como se ainda houvesse margem para isso, tornou-se no expoente máximo da arrogância!
E, apesar de toda a festa feita, Jorge Jesus tinha apenas sido o técnico de um grupo de trabalho que era composto por atletas - então motivados, confiantes, ambiciosos, empurrados pelos sócios e adeptos... - como, por exemplo, de entre outros, Cardozo, Di Maria, Aimar, Saviola, Coentrão, Maxi, Luisão, Ramires, David Luís. E tinha beneficiado de um ano totalmente atípico, da parte dos dois nossos maiores rivais.
Mas, depois disso, e com um grupo reforçado por Gaitán, Sálvio, Roberto e Jara, por exemplo, e ainda por outros atletas por si escolhidos, Jorge Jesus estragou todo o trabalho feito, arvorou-se no único detentor da verdade e do saber absoluto e foi, de erro em erro, de invenção em invenção, de declaração em declaração, produzindo resultados cada vez piores, batendo recordes de sinal negativo, coleccionando humilhações (a nível internacional, mas também interno...), encostando jogadores, enfraquecendo o grupo de trabalho - técnica, táctica e anímicamente... - até o perder por completo, e, no fim, conseguir ficar com uma mão cheia de nada (a Taça da Liga até desprestigia, neste contexto...), mau grado o 2º lugar no campeonato... a 21 pontos da liderança!

Jorge Jesus não tem - e não poderia ter... - um nível cultural que lhe permita estar à altura do que merece o universo benfiquista. Também não tem - como ficou provado esta época, à saciedade... - os recursos técnico-tácticos que ele próprio se atribuíu. O mestre da táctica fartou-se de meter a pata na poça e de levar baile de muitos aprendizes de feiticeiro...
Mas Jorge Jesus deveria ter tido a inteligência - ou, no mínimo, a esperteza... - de perceber que quem está calado não diz asneiras. E também é verdade que alguém lho devia ter dito!

Por muito que me custe dizê-lo, Jorge Jesus, o treinador do meu amado e Glorioso Benfica, não tem estatura - nem intelectual, nem técnico-táctica, nem moral... - para liderar o furebol do clube.

Uma prova da sua pequenêz moral foi dada esta noite na Luz, depois do último jogo da época - uma decepcionante exibição e um confrangedor empate 3-3 como o Leiria, depois de uma quase tão confrangedora vitória por 2-1 sobre o Rio Ave, na jornada anterior, em Vila do Conde... - quando, no flash-interviu, num falso e lamentável exercício de modéstia, disse que o Nuno Gomes tinha de jogar esta noite. Como se não o tivesse injustiçado a época toda, mantendo-o quase sempre fora do grupo de convocados, em detrimento de outros que, mais novos e com mais força física, renderam invariavelmente menos do que rendia o nosso capitão. Diz o povo que com papas e bolos se enganam os tolos. Mas, a mim não me engana a mansa declaração de Jorge Jesus.
E, para já começar a encontrar escudos para o que venha a correr mal na próxima época, também já disse Jorge Jesus que os jogadores vão chegar tarde porque vão participar na Copa América. Mete nojo este tipo de discurso...
Como se as outras equipas também não tivessem jogadores envolvidos na Copa América ou em outras competições, ou como se no Benfica só jogassem jogadores das selecções do continente americano!!!...

O meu maior pesar é que a próxima época vai ser mais do mesmo, pelo que estou a ver...
Vão ser os jogadores que chegam tarde e vêm cansados. Vão ser os árbitros que nos vão tirar o campeonato à terceira jornada. Vão ser as más exibições que são momentos que acontecem... mas que depois vão continuar a acontecer por toda a época. Vão ser os grandes jogadores que se contratam, mas que vão levar tempo a aparecer. Enfim, vai ser tudo aquilo que não tiver a ver connosco! Mas, nunca vai ser o pouco critério nas contratações, a pouca entrega à luta e ao trabalho, as gestões parvas e contraproducentes do plantel, os jogadores encostados por birra do treinador, ou os jogadores que jogam sempre, mesmo que se arrastem em campo e não rendam a ponta de um corno, enfim...

E, pelo andar da carruagem, para o ano é que vai ser, como tem sido habitual dizer-se para os lados da lagartagem...
E uma série de bons benfiquistas, na Benfica TV e não só, vão continuar a branquear tudo aquilo que vai mal no Reino da Àguia. Provavelmente estarão bem intencionados, mas vão contribuir para continuar a enterrar o que resta do Benfica de que sempre me orgulhei...


PS - Para a minha querida, Buonna notte Principessa...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um bloco de gelo... e um futuro negro


Tenho no peito, cansado, o frio cortante de um grande bloco de gelo...

Não aconteceu nada de que não eu estivesse à espera. Mas, mesmo assim, não dói menos.
O Benfica (este, com que não me consigo identificar...) perdeu em Braga, por 1-0, e está afastado da final da Liga Europa. O jogo foi, mais uma vez, para mim, extremamente penoso de acompanhar, porque os jogadores não honraram a camisola, não lutaram como deviam, não mostraram qualquer tipo de respeito pelo momento, não tiveram garra, não pressionaram o adversário nem disputaram os lances, jogaram a passo e de forma displicente, cometeram erros e não se mobilizaram para os corrigir... enfim, um espectáculo miserável, uma total e absoluta falta de respeito pelo Benfica e pelos benfiquistas.
Jorge Jesus esteve igual a si mesmo: incapaz de fazer o que quer que fosse para reverter a situação.

A equipa foi o resultado do que dela se fez, ao longo da época: uma equipa derrotada, em termos físicos e anímicos, que pretenderam poupar e apenas enfraqueceram, que - por manifesta falta de rotinas e por grande défice de confiança - defendeu mal e atacou de forma lenta e atabalhoada.
Obviamente, e sem qualquer tipo de rodeios, tenho que dizer que a culpa é, neste particular, única e exclusivamente, de Jorge Jesus e da restante equipa técnica. Foram incompetentes e inconsequentes, mau grado todo o manancial de recursos de que dispuseram, em termos qualitativos e quantitativos.
Jorge Jesus, depois de ter sido campeão na época passada, comportou-se como se fosse o autêntico Deus. Além de pautar a sua atitude por uma grande arrogância e uma teimosia extrema, foi prolixo em opções que se vieram a confirmar - como seria, aliás, expectável...- absolutamente desajustadas, cometeu erros primários, tanto ao nível da gestão do plantel, como na condução da equipa, no campo, e, por isso, tem de ser identificado como o coveiro de todos os nossos sonhos.
Jorge Jesus foi o protagonista do toque de Midas... mas ao contrário!!!

... Um futuro negro, prevejo eu...
... Porque já se ouvem os que se assumem como verdadeiros benfiquistas - por oposição aos que sempre disseram que o rei ia nú, e que, por isso, não eram verdadeiros benfiquistas - dizer que a hora é de dar colo e apoio incondicional aos nossos jogadores (sim, aqueles que têm jogado com o querer e a vontade que temos visto...) e ao treinador (sim, aquele que se julgou Deus e cagou em cima de todos os outros...), porque no próximo ano é que vai ser...
... Porque nem mesmo depois de todas as evidências, e de clube, sócios, adeptos e simpatizantes, terem sido desrespeitados, os inveterados opinion-maker - que invadem, principalmente, a Benfica TV e a blogosfera... - continuam a dizer que quem critica está a fazer o papel da oposição e a fragilizar o grupo, e que... blá, blá, blá...

Por favor, vamos a acordar, Benfica!!!


PS - Dói-me ainda mais o coração porque a minha querida Princesa - benfiquista de corpo inteiro... - está perto de adormecer para sempre, e vai partir não levando as melhores recordações do seu Benfica...
Buona notte, principessa...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Chama gelada...



Em vez de chama ardente, temos que ser sinceros e admitir que a chama está gelada...
Depois das férias da Páscoa passadas na neve, e de ter vindo encontrar gravemente doente um familiar muito querido - que, infelizmente, com grande dor nossa, nos vai deixar em breve... - também o Benfica tem contribuído para me deixar de coração gelado.

A doença de um ser querido relativiza tudo o resto. E este texto é, também, uma homenagem a esse ser que, muito dolorosamente, nos vai deixar proximamente, lançando sobre nós - e sobre mim, em particular - uma tristeza infinda e uma indescritível sensação de perda profunda...

O Benfica.
Este Benfica também me deixa triste. Mas, para o Benfica haverá sempre um futuro, um amanhã que virá...

Na passada 5ª feira não estive em Lisboa e, por isso, só pude acompanhar o jogo pela televisão, embora estivesse com a cabeça noutro lado. Não vi o jogo com a atenção necessária para formular uma opinião bem alicerçada no que realmente aconteceu. No entanto, do que vi, ficou-me o mesmo amargo de boca que subsiste desde há muito tempo: a equipa é frágil, defende mal, ataca de forma previsível e macia, e comete erros atrás de erros. Mesmo os mais experientes do plantel. A ideia com que fiquei foi que se o braga (com letrinha pequena, para ser justo com a real dimensão dessa agremiação...) não tivesse sido tão cauteloso, e apertasse mais um pouco, o resultado teria sido ainda pior para nós. Como disse o Aimar, também me parece que o 2-1 é um resultado curto...
Hoje, pelas razões já aludidas, também não tive disposição para fazer a viagem até Olhão. E também porque fazer mais de 400 Kms. para ir ver jogar (se se pode chamar jogar ao que muitos andaram lá dentro a fazer...) uma equipa secundaríssima, desmotivada, comandada por alguém que há muito tomou o freio nos dentes e só faz o que lhe dá na real gana, com os resultados que se conhecem, decididamente não me seduzia. Não perdi nada. Vi pela televisão, e o que vi não me agradou. Nada. Mas, sinceramente, neste empate (1-1) sem brilho nem mérito, houve tanta coisa, e tantos, que estiveram tão mal, que me vou abster de fazer qualquer apreciação, individual ou colectiva. Além de que não estou com disposição nenhuma para isso.
Vou, apenas, registar dois factos:
1º - O Benfica, nos quase 20 últimos jogos disputados (para as diversas competições...) tem sempre sofrido um ou mais golos, a grande maioria deles resultantes de prestações, individuais ou colectivas, inadmissíveis. Realmente, que me lembre, é preciso recuar até 20 de Fevereiro (Sporting, 0 - Benfica, 2) para encontrar um jogo em que não tenhamos sofrido golos!!!
2º - A malfadada gestão do plantel que o Jorge Jesus impôs ao universo benfiquista - com os nefastos resultados que se conhecem, nomeadamente ao nível da perda de rotinas e da falte de confiança da equipa... - afinal tem servido para alguma coisa: tem servido para provar que se continua a malbaratar dinheiro em contratações de activos que, a jogar desta maneira, nem numa equipa de amigos, constituída para jogar aos fins de semana, teriam lugar. Estou a falar de Filipe Menezes, de Airton, de Kardec, de Sidnei, de Roderick Miranda, de Luís Filipe, de Fernandez, etc, etc, etc...

Por favor, digam-me que eu estou a sonhar, que isto é um pesadelo e que, quando acordar, verei que a realidade é outra...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Porquê não aprender?...



O Benfica venceu, ao fim da tarde de domingo, na Luz, o Beira-Mar, por 2-1.
Foi mais um jogo para cumprir calendário, em que Jorge Jesus fez alinhar (adivinhem...), mais uma vez, uma equipa provadamente incapaz de dar garantias de vitória.
Ao contrário do que acontecera no domingo anterior, em que não me tinha, deliberadamente, deslocado à Figueira da Foz, para assistir ao nosso jogo com a Naval, desta vez não consegui resistir e fui ao Estádio, apesar de ter uma profunda sensação que iria vir de lá com a alma a um canto, como se costuma dizer.
Bastou apenas ficar a  conhecer a constituição das equipas, para logo perceber que jogo iríamos ter. Uma equipa que apresenta como centrais Roderick e Sidnei, numa defesa sem qualquer habitual titular, com um meio campo totalmente atípico e pouco verosímil, e com uma frente de ataque entregue a Kardec e Jara, não pode ter grandes pretensões, nem a nível do resultado, nem em termos exibicionais.
E o jogo confirmou isso mesmo. Em especial na 1ª parte, Sidnei e Rodereick acumularam uma infinidade de erros incríveis, quase parecendo estar ao despique para ver quem fazia mais e maiores asneiras. E esses erros só não deram em golo, porque os adversários (felizmente para nós...) estiveram francamente mal em termos ofensivos e de concretização. Foi valendo um Júlio César que, então, se exibiu a um nível bem melhor do que na Figureira. Do meio campo para a frente, nada de novo: egoísmos de Jara, opções incríveis de Carlos Martins, perdas de bola e passes infantis de Aimar para os adversários, a total ineficácia de Kardec e o cinzentismo - quase ausência... - de Fernandez.
O pior é que isto se pega, como já se viu!!!

Jorge Jesus, porquê não aprender com os erros?...
Aprender e, subsequentemente, corrigir, seria o processo natural e regular de toda e qualquer gestão. Com Jesus parece que não...
Infelizmente para o Benfica...


PS - Vou para a neve, com a família. Tenho pena de não estar cá para ver a 2ª mão da meia-final da Taça de Portugal (4ª feira, na Luz), nem a final da Taça da Liga (sábado, em Coimbra). Apesar de estar muito renitente, por via da recente gestão do plantel e das exibições e resultados que a mesma produziu, gostava muito que os resultados desses dois jogos servissem para provar que Jorge Jesus teve razão em gerir como geriu a equipa...

domingo, 17 de abril de 2011

De olhos fechados...


Estou como o Luisão: de olhos fechados, a querer acreditar num milagre...

Na 5ª feira, em Eindhoven, viveu-se mais um penoso/desgastante episódio no nosso futebol actual. Por um lado, conseguimos um empate que bastou para os nossos objectivos mais imediatos; por outro, tivémos uma partida em que até nem começámos mal, resvalávamos para pior, estivémos à beira do abismo (2-0), depois tivémos alguma felicidade em marcar ao cair da primeira parte (Luisão), equilibrámos a contenda (mesmo jogando mal...) e, no final, até nos podemos queixar de alguma infelicidade por não termos saído da Holanda com a vitória no jogo.
Percebe-se? Não? Eu, sinceramente, também fico muito baralhado (e preocupado...) com as nunaces das nossas exibições, prestações e resultados...

Mesmo a mais de 48 horas do final do jogo com o PSV Eindhoven, continuo aturdido com as (reais) incidências do jogo, nomeadamente:
a) Como é possível começar tão bem o jogo, criando jogadas bonitas e oportunidades flagrantes (não concretizadas...) e, no imediato, essa dinâmica desaparecer por completo?
b) Como é possível jogadores de grande rendimento e regularidade (como, por exemplo, Maxi Pereira...) terem períodos do jogo tão paupérrimos como aconteceu na passada 5ª feira?
c) Como é possível consentir dois golos, num curto espaço de tempo, sem que se tenha oferecido um mínimo de oposição, credível, ao adversário?
d) Como é possível uma sucessão tão volumosa de erros individuais e colectivos, em tempos e espaços inadmissíveis, sabendo-se que os mesmos poderiam (como foram...) ser aproveitados implacavelmente pelos adversários?
e) Como é possível que alguns jogadores se permitam a uma postura de completo laxismo e inacção, nomeadamente quando são batidos e ultrapassados em pelos adversários mais directos, abdicando totalmente da luta desde o momento em que são vencidos?

Infelizmente, o Benfica é um adversário fácil demais para um equipa que actue como tal, que pressione e dispute o jogo no campo todo, que discuta cada lance até ao limite. Somos, hoje, uma equipa que tem inegavelmente uma gama de recursos técnicos de grande qualidade, mas, também - porquê, não sei... - uma forma estupidamente macia de jogar, um modo quase suicida de (não) disputar os lances, um rol infindável de erros individuais e colectivos, uma atracção especial por fracassar quando tal seja absolutamente proibido, enfim... uma predisposição incompreensível para defraudar expectativas e contrariar os mais recônditos desejos de sócios, adeptos e simpatizantes!

Ao ver o Benfica jogar, hoje, apreende-se a imagem de uma equipa insegura, pouco obejctiva, com um grave défice de confiança, que joga muito para trás e para os lados, e muito pouco para a frente, com jogadores que se decidem por opções desconformes e nada produtivas (como rematar à baliza do meio do campo, ou, ao contrário, não assumir um remate em zona frontal...), numa espiral de infelicidades que angustiam e deprimem a nação benfiquista.
Jorge Jesus bem podia estar convencido que dando descanso aos titulares estaria a semear para colher melhores frutos. Continuo inteiramente convencido do contrário. A meu ver, a equipa precisa mesmo é de jogar, cimentar rotinas, ganhar confiança e interiorizar um alto ritmo competitivo, habituar-se a ganhar...
Ver Maxi Pereira, ou Cardozo, ou Javi Garcia, ou Carlos Martins, entre outros, jogar como jogaram na 5ª feira passada, é uma dor de alma. Como diz o povo, é na forja que se molda o aço, e na luta que se ganha a unidade!

Este domingo, com o Beira-Mar, estou muito curioso para ver se Jorge Jesus terá, finalmente, começado a acordar.
Estou de olhos fechados, a querer acreditar num milagre...

domingo, 10 de abril de 2011

EXECRÁVEL!!!


Realmente execrável, este benfiquinha que Jorge Jesus teima em servir-nos repetidamente!!!
Como já tinha previsto, tivémos esta noite na Figueira um benfica (com letra pequena, sim, infelizmente...) ridículo, mesmo patético, que me envergonhou profundamente...
Jorge Jesus é prepotente, teimoso como uma mula, arrogante, e continua a gerir o futebol do clube como se fosse o seu dono. Ele que até é um assumido lagarto...
Jesus deve ser o único treinador de um clube grande que se dá ao luxo de o gerir - de forma incompetente, diga-se, porque os resultados estão à vista... - a seu bel-prazer, marimbando-se para os sócios e adeptos, sem respeito por eles nem pela história e pelas responsabilidades do clube, delapidando continuadamente o nível exibicional e prestacional de um grupo de trabalho que tem todas as condições para entrar em campo sempre para vencer. Como é sua obrigação, aliás!!! E, para isso, devem jogar efectivamente os melhores, claro!!!
Esta gestão que Jesus tem feito (e hoje, cobardemente, nem sequer prestou declarações, como podia e devia, mesmo estando castigado!!!...) só me merece um comentário, curto e grosso:
JORGE JESUS, VAI PRÓ CARALHO, PÁ!!!

Entre erros, teimosias e factos...


É assim que tem estado Jorge Jesus: entre erros, teimosias e factos...
Quem tem de tomar decisões, estará, humanamente, condenado a errar, mais cedo ou mais tarde. Errar uma, duas, três vezes... será admissível, e ainda mais quando se acredita na validade das opções tomadas. Mas, quando se persiste no erro, muito para lá do razoável, e quando todos apontam soluções diferentes das que defendemos, é preciso - é urgente, imperioso... - reflectir honestamente sobre a situação.
Ora, Jorge Jesus continua a ser irredutivelmente teimoso. Pelo menos na maioria das situações...

No jogo da passada 5ª feira, com o PSV Eindhoven, substituíu Sidnei por Jardel, como era defendido por inúmeros benfiquistas, devido à pobreza das últimas exibições e da postura do atleta dentro de campo. Obviamente, resultou. Como era, naturalmente, previsível. Jorge Jesus tomou essa opção depois de Sidnei ter comprometido descaradamente em todas as últimas partidas que disputou.
Roberto, que tem comprometido, igualmente, foi mantido na equipa. Resultado: mais um golo sofrido em condições absolutamente inconcebíveis, que só não nos causará maiores engulhos (previsivelmente...) porque, mesmo sobre o final do jogo, o Benfica fez o 4-1, garantindo algum (e apenas algum...) conforto para o jogo da 2ª mão. Até quando se persistiria em Roberto, era a pergunta que se impunha.

Tivémos, ontem, uma meia resposta. Isto é, Roberto não foi convocado para o jogo com a Naval. O que isto quer dizer, não sei bem. Mas cheira-me que vamos ter Roberto a continuar a comprometer na nossa baliza...

A propósito, Jesus volta a cometer o erro do jogo com o Portimonense, na Luz. Ou seja, trata o jogo desta noite, na Figueira, como se se tratasse de um desafio menor, deixando de fora, por opção, jogadores fundamentais na manobra da equipa e, cheira-me, vai promover a titulares todas as segundas escolhas que puder!
Mas que raio!!! Alguém lhe explica que o Benfica não é o Braga ou o Belenenses?...
Só de pensar que a dupla de centrais para esta noite deve ser o Sidnei e o Roderick, com o Luís Filipe na direita e, talvez, o Carole na esquerda, fico de cabelos em pé!

Este não é o meu Benfica. Nem o dos benfiquistas, decerto...
É que o Benfica é uma entidade sempre de corpo inteiro. Nunca é meio-Benfica...
É, também, por todas estas envolvências que hoje não vou à Figueira da Foz. Custa-me imenso, mas não consigo ir...