quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Patético e deprimente...


Este Benfica está a jogar (jogará?...) um futebol patético. Absoluta, e realmente, patético! E deprimente. Verdadeiramente deprimente...
Na linha do que tem sido a matriz dos últimos tempos (que já vem da época passada, pelo menos...), no empate com o Twente (2-2), esta noite, na Holanda, a equipa esteve ao seu nível habitual. Ou seja, muito frágil e muito pobre. Até dói ver como qualquer equipa que defronte o Benfica joga a seu belo prazer, sem ser minimamente perturbada nem pressionada. Ninguém do Benfica marca, ninguém faz pressão, ninguém mete o pé de forma decidida... enfim, uma postura de grande displicência e permissividade, que nos coloca a jeito para o que têm sido as repetidas desgraças.
A equipa sofre golos de forma fácil, independentemente de quem joga mais recuado e na baliza. Já lhe perdi a conta, mas desde meados da época passada, há mais de três dezenas de jogos que vimos sofrendo golos, com a excepção do Trabzonspor, na Luz. E, mesmo nesse jogo, sofremos golos, embora tenham sido anulados...
Creio que o problema maior reside na postura dos jogadores, intuída, provavelmente, pelo estilo de jogo que lhes tem sido incutido. Julgo que só pode ser isso. Os jogadores são lentos a intervir; jogam sempre em souplesse, como se fossem grandes craques excepcionalmente evoluídos; não pressionam, e deixam o adversário correr de uma baliza à outra sem lhes saírem ao caminho; jogam de forma muito lateralizada e lenta; atiram-se para o chão sempre à espera que o àrbitro marque falta; param as eventuais jogadas de contra-ataque rápido, transformando-as em ataques planeados, lentos e denunciados; efectuam passes de elevado risco, em situações em que os mesmos eram totalmente dispensáveis; falham passes simples, mesmo a curtas distâncias; perdem lances, por os abordarem de forma bastante lenta, e deixam os adversários saírem a jogar sózinhos... enfim, uma postura totalmente imprópria, que deprime mesmo o mais frio dos adeptos!!!

No jogo de hoje foi essa, mais uma vez, a postura da equipa e dos jogadores, individualmente...
Mesmo os reforços - alguns dos quais até mostraram qualidade e recursos técnicos e físicos interessantes... - parece que já desaprenderam e, nesta altura, estão a jogar da mesma forma que os restantes jogadores. Refiro-me, por exemplo, a Garay, a Witsel ou a Emerson. O caso mais gritante é mesmo o do Emerson, que está a revelar-se cada vez menos solução para o lugar. Não defende como devia, e ataca pouco, e mal. Se quiser ser honesto, tenho de reconhecer que mesmo César Peixoto não fez pior do que tem feito Emerson nos últimos tempos. Se Capdevilla não for melhor que Emerson, então estamos muito mal!!!
Aliás, os reforços do plantel para esta época deixam-me de boca aberta. Continuamos a ter falta de um lateral direito de qualidade (Maxi Pereira está definitivamente acabado e não tem velocidade sequer para dar luta aos adversários (hoje, os dois golos do Twente foram pelo seu lado, não tendo saído ao adversário, no 1º golo e, no 2º golo, com a bola à sua inteira mercê deixou-se antecipar pelo extremo, que ainda teve todo o tempo para levar a bola até à lina do fundo e centrar para o 2º poste. Enfim, uma exibição miserável. Ao nível da de Emerson, do lado contrário.
De Gaitán nem vale a pena falar. Individualista, não ajuda nada a defender. E são mais as vezes em que fica sem a bola, do que as que consegue dar sequência, ou produzir, uma jogada de envolvimento colectivo.
Saviola fez hoje, como na grande maioria dos últimos jogos, uma exibição ao nível do que de pior tem feito. Está claramente à porta, para sair da equipa.
De positivo só refiro o Aimar, o Nolito e o Cardozo (a espaços...), bem como o Artur, embora me pareça que este podia ter feito mais no 1º golo do Twente e em duas ou três saídas em falso, uma das quais numa jogada de bola pelo chão.

De Jorge Jesus nem vale a pena falar. Mais uma vez, quando mexeu na equipa acabou com ela. Quando tirou Aimar, para meter o Saviola, a equipa foi-se abaixo, literalmente. A vencer por 2-1, tirou Aimar e fez entrar Saviola. Quando já havia 2-2, tirou Cardozo para meter Matic.
Perceberam? Eu também não...
A vencer, se queria reforçar as acções ofensivas, para tentar preservar a vantagem, fazia sentido ter entrado Matic. Mas não: só resolveu aguentar quando já estava empatado...
O problema deve ser meu e não de Jorge Jesus, claro...

Enfim, em suma, estou bastante desapontado com a equipa.
Não acredito que nos apuremos para a fase de grupos da Champions, tal é a facilidade com que sofremos golos e com que não concretizamos as ocasiões eventualmente criadas.

Em resumo, não acredito que, com este treinador - e, à conta dele, com esta postura da equipa e com este modelo de jogo... - se vá a algum lado!
Nem com este presidente, que parece perceber tanto de futebol como eu de escanfandrismo...

O meu Benfica está, realmente, patético e deprimente...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

VÃO-SE FODER!!!


Estes filhos da puta estão a gozar connosco!!!
Vieira, Jesus, Rui Costa... e os atletas só podem estar a gozar com os benfiquistas.
FODA_SE!!!!

Quem é que explica como é que...
... um presidente que gere como quer o clube, sem a oposição de ninguém;
... um treinador que manda, desmanda, re-manda e volta a desmandar, que compra quem quer e dispensa quem muito bem entende;
... um director desportivo que ganha quanto quer e só aparece quando lhe dá jeito aparecer;
... jogadores que são autênticos príncipes e a quem nunca falta o dinheiro e demais mordomias;
... SÃO CAPAZES DE FAZER A MERDA QUE FIZERAM ESTA NOITE EM BARCELOS, num jogo com uma equipa tão miserável como é o Gil Vicente?!?....

VÃO-SE FODER!!!
VOCÊS SÃO TODOS UMA MERDA DESMESURADA!!!
FODA-SE!!!


PS - Bem bom que estive sem computador e, logo, sem hipóteses de escrever nos últimos tempos. Se não, a raiva que estou hoje a descarregar em vocês já teria sido descarregada há mais tempo. É que, apesar da vitória sobre o Arsenal (Eusébio Cup, 2-1) e da passagem ao play-off da Champions (2-0 e 1-1 com o Trabzonspor), a matriz de irresponsabilização, as asneiras (de alto a baixo), as exibições miseráveis e a cultura de mediocridade estão aí para durar...




quarta-feira, 20 de julho de 2011

Meio jogo...


Meio jogo, foi quanto durou o futebol do Benfica, na partida com o Anderlecht, no fecho do Torneio do Guadiana.
Depois de uma entrada em jogo muito pouco convincente, a bola foi sendo, progressivamente, mais bem tratada, e o Benfica foi pressionando mais e melhor, acertando mais os passes e, sobretudo, emprestando mais ritmo e qualidade ao jogo. Marcou-se um golo, mas podiam ter-se marcado outros mais. Continua a ser preocupante o desacerto na finalização e, nesta partida, destacou-se nesse (mau) aspecto o Jara que, à sua conta, perdeu um bom par de ocasiões para desfeitear o guarda-redes contrário..
Com os homens do ataque a movimentarem-se continuamente, com o jogo a ser pautado por um miolo constituído por Witsel e Matic, e com as alas dinamizadas por Enzo Perez e Nico Gaitán, viu-se o melhor Benfica desta pré-época.
Nos antípodas, a defesa continuou a ser um autêntico passador, e até o guarda-redes Artur parece estar a ficar contaminado. Foi assim que o Anderlecht, sem que o justificasse minimamente, empatou o jogo, na sequência de (mais) um lance caricato, onde a acção de Fábio Faria (no primeiro lance que disputou na posição de central, depois do abandono de Miguel Victor...) e a de Artur se conjugaram (embrulharam-se...) para facilitar a vida ao avançado do Anderlecht Lukaku. E, mais tarde, depois de um slalom pela meia esquerda, o atacante do Anderlecht, Suarez, deixou para trás o André Almeida e o Enzo Perez (este até desistiu da jogada...) e rematou cruzado para o poste mais longínquo, batendo pela segunda vez Artur (que voltou a parecer-me não ter feito tudo o que podia para evitar o golo...).
Na segunda parte, com a entrada das vacas sagradas Aimar e Cardozo, e também de Bruno César (que começa a desaprender...), o futebol do Benfica foi perdendo qualidade e voltámos a ter o Benfica miserável que viramos até então nesta pré-época. E nem Nolito, nem Urreta, bastaram para equilibrar os pratos da balança...
O jogo parecia não ter solução, com Cardozo a voltar a ser paupérrimo, quer no jogo jogado, quer na movimentação e na procura de espaços, e com Aimar armado em Maradona displicente, a entregar, continuamente, a bola aos adversários, na sequência de passes que só ele entendia, retirando, invariavelmente, qualquer possibilidade de sucesso à equipa. Enfim, um cenário horripilante, auto-criado e nunca corrigido, nem de dentro do próprio jogo, nem de fora para dentro, por quem tinha a missão (e o dever!...) de orientar a equipa.
Acabou por ser, uma vez mais, o dispensado-mor (Urreta) a marcar um golo de belo efeito e a dar o troféu ao Benfica, embora sem o brilho e a glória que todos queríamos.
Referências pela positiva - além das já mencionadas acima... - para Javi Garcia, muito bem no lugar de central adaptado, e também Saviola, que fez um jogo agradável, em contraste absoluto com o que vinha sendo habitual.

Amanhã (hoje...) há mais, na Luz, com o Toulouse.
Esperamos que haja mesmo mais... e muito melhor!

domingo, 17 de julho de 2011

Mais do mesmo...


Ontem, jogo com o PSG, integrado no Torneio do Guadiana. Mais do mesmo...
Com uma diferença: o resultado. Vitória de 3-1, num jogo pobre, embora não tão pobre quanto os anteriores.

Um desempenho defensivo muito pobre, resultou na não interrupção da série consecutiva de jogos a sofrer golos. Já lhes perdi a conta, mas são, seguramente, mais de duas dezenas de partidas a sofrer golos, sistematicamente.
De resto, muitos passes falhados, muitos jogadores sem saber o que fazer, jogadas que culminam com ridículos remates ou opções absolutamente despropositradas, enfim... um cardápio capaz de deixar aterrorizado até o mais indefectível adepto!!!

Não consigo deixar de pensar que anda aqui algo de muito estranho...

Não consigo contabilizar, com precisão, quantos foram os contratados nas últimas duas épocas. Mas não devo errar muito se atirar com um número próximo das duas dúzias.
E, sendo verdade as notícias de hoje, poderemos ter mais três jogadores a caminho.
A ser verdade, trata-se de mais um negócio onde se salvará apenas uma parte bem restrita. No caso, Capdevilla. Os outros - Emerson e Eduardo - devem vir para permitir constituir a equipa de reserva à equipa de reserva da segunda equipa do clube...

Desculpem-me o desabafo: PORRA!!! ESTÃO GOZAR COMIGO!!!...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Na espiral do desastre...


Estamos a girar na espiral do desastre... desde o final da época 2009/2010!!!

Mais um jogo miserável, com o nosso desempenho a rimar bem com o resultado. Uma derrota (1-2) com o modestíssimo Dijon (um autêntico colosso, com 20 anos de existência, recém promovido à principal liga francesa, onde vai estar pela primeira vez, depois de ter sido terceiro classificado da segunda liga na época passada...). No Benfica, jogadores e treinador estiveram ao nível a que nos têm acostumado, isto é, baixo, ou muito baixo, mesmo, na maioria dos casos.

Ninguém vê isto, caramba?!?
Onde é que nós vamos parar, se não houver a coragem de dizer BASTA?
Temos um contentor de jogadores - a maioria deles de qualidade bastante aceitável - temos óptimas condições de trabalho, adeptos aguerridos e fiéis, condições económicas para garantir reforços que os outros não podem e, nem assim, as coisas tomam um rumo normal?!?
E digo NORMAL, porque em qualquer outro clube do mundo, o acumular destas condições seria uma situação quase paradisíaca que, necessariamente, resultaria numa efectiva melhoria das prestações individuais e colectivas, boas exibições (ou, pelo menos, decentes...) e resultados, normalmente, condizentes com os recursos empenhados.
No Benfica, porém, não é assim. Infelizmente...

Temos um técnico com plenos poderes na escolha de jogadores e colaboradores, e na definição do modelo de jogo. Gastámos, nos últimos 2 anos, cerca de 150 milhões (!!!) em passes de jogadores. Tem de perguntar-se, inevitavelmente, PARA QUÊ?

J. Jesus vai morrer de fartura. Porque não sabe comer. Porque come mais com os olhos do que com a barriga.
Dar um plantel destes a J. Jesus é o mesmo que entregar o volante de um fórmula 1 a um vendilhão de peixe que só consegue conduzir um triciclo com motor de 50 c.c..
Daquela cabeça não sai nada. Ou melhor, saem inúmeras invenções, equívocos imensos, pequenos ódios e muitas condenações prévias e, ainda e sempre, uma sede imensa de recursos que só interessam até serem possuídos, após o que nunca medram. Vá lá saber-se porquê...

Nos últimos anos, na nossa liga doméstica, não têm faltado exemplos de treinadores que não são mestres da táctica nem dispõem de plantéis milionários e acabam por levar as suas equipas a obter exibições seguras e resultados sólidos, que se traduzem, habitualmente, em algumas conquistas. Na nossa casa, com mestres da táctica e dinheiro em quantidade, continuamos a rodopiar num redemoinho que ameaça seriamente engolir-nos cruelmente, e ainda há quem assobie para o lado e ache que isto é absolutamente normal (como dizia o inefável Artur Jorge, quando por cá passou, depois de ter sido desprogramado o seu cérebro...).
Até quando continuarão a assobiar para o lado, como se nada - de muito grave! - se esteja a passar?...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Recomeçou...



Recomeçou o futebol...
Começa como começou no ano passado: com muita mediocridade disfarçada de profissionalismo e com muitos palermas armados em deuses e convencidos que são craques, ou mesmo os melhores do mundo e arredores...
Ontem, e também hoje, o Benfica voltou aos jogos.
Ontem, uma vitória de 9-1 sobre uma selecção de Friburgo. Hoje, um empate (1-1) com o Servette.
Ontem e hoje, exibições paupérrimas, a tender para o miserável.
Ontem e hoje, profissionais a jogar muito abaixo de um nível de futebol de rua.
Ontem e hoje, erros, falhas clamorosas  e fífias incríveis e inconcebíveis.
Ontem e hoje... Jesus!!! Como no ano passado: miserável!

O que te fizeram, meu Benfica? Que roupagens te vestiram?
A tua doença é do tamanho do meu desânimo.
Será que alguém me (nos) vai acordar deste pesadelo? Quando?...


domingo, 15 de maio de 2011

Jorge Jesus não tem estatura para o Benfica...


Terminou a época futebolística. Oficialmente, entenda-se.
Em termos práticos já tinha acabado. Acabou com o atirar da toalha ao chão, após o jogo de Braga, para a Liga...
Acabou como começou. Sem chama, sem honra e sem glória...

Agora que está consumada uma época desportiva horrorosa, com resultados inimagináveis no passado mais recente, chegou a altura de, sem que possamos ser apelidados de desestabilizadores e maus benfiquistas, apontar o dedo aos responsáveis, exigir responsabilidades e preparar o futuro.
(Devo confessar que esta referência a "preparar o futuro" tresanda a Zportem...)
Atendendo ao seu posicionamento na estrutura que geriu o futebol do Benfica na época que agora finda, aos largos poderes de que dispôs para dispensar e avalizar contratações, bem como para gerir todo o grupo de trabalho, o grande - quase o único... - culpado, é Jorge Jesus.
Jorge Jesus cometeu o pecado de abusar da dívida de gratidão dos benfiquistas que, após um período em claro, voltaram na época passada a sentir a alegria de serem campeões.
Mas Jorge Jesus - que só se sagrou campeão na última jornada, a 15 minutos do fim de um jogo com o Rio Ave, na Luz... - endeusou-se, abrutalhou-se e, como se ainda houvesse margem para isso, tornou-se no expoente máximo da arrogância!
E, apesar de toda a festa feita, Jorge Jesus tinha apenas sido o técnico de um grupo de trabalho que era composto por atletas - então motivados, confiantes, ambiciosos, empurrados pelos sócios e adeptos... - como, por exemplo, de entre outros, Cardozo, Di Maria, Aimar, Saviola, Coentrão, Maxi, Luisão, Ramires, David Luís. E tinha beneficiado de um ano totalmente atípico, da parte dos dois nossos maiores rivais.
Mas, depois disso, e com um grupo reforçado por Gaitán, Sálvio, Roberto e Jara, por exemplo, e ainda por outros atletas por si escolhidos, Jorge Jesus estragou todo o trabalho feito, arvorou-se no único detentor da verdade e do saber absoluto e foi, de erro em erro, de invenção em invenção, de declaração em declaração, produzindo resultados cada vez piores, batendo recordes de sinal negativo, coleccionando humilhações (a nível internacional, mas também interno...), encostando jogadores, enfraquecendo o grupo de trabalho - técnica, táctica e anímicamente... - até o perder por completo, e, no fim, conseguir ficar com uma mão cheia de nada (a Taça da Liga até desprestigia, neste contexto...), mau grado o 2º lugar no campeonato... a 21 pontos da liderança!

Jorge Jesus não tem - e não poderia ter... - um nível cultural que lhe permita estar à altura do que merece o universo benfiquista. Também não tem - como ficou provado esta época, à saciedade... - os recursos técnico-tácticos que ele próprio se atribuíu. O mestre da táctica fartou-se de meter a pata na poça e de levar baile de muitos aprendizes de feiticeiro...
Mas Jorge Jesus deveria ter tido a inteligência - ou, no mínimo, a esperteza... - de perceber que quem está calado não diz asneiras. E também é verdade que alguém lho devia ter dito!

Por muito que me custe dizê-lo, Jorge Jesus, o treinador do meu amado e Glorioso Benfica, não tem estatura - nem intelectual, nem técnico-táctica, nem moral... - para liderar o furebol do clube.

Uma prova da sua pequenêz moral foi dada esta noite na Luz, depois do último jogo da época - uma decepcionante exibição e um confrangedor empate 3-3 como o Leiria, depois de uma quase tão confrangedora vitória por 2-1 sobre o Rio Ave, na jornada anterior, em Vila do Conde... - quando, no flash-interviu, num falso e lamentável exercício de modéstia, disse que o Nuno Gomes tinha de jogar esta noite. Como se não o tivesse injustiçado a época toda, mantendo-o quase sempre fora do grupo de convocados, em detrimento de outros que, mais novos e com mais força física, renderam invariavelmente menos do que rendia o nosso capitão. Diz o povo que com papas e bolos se enganam os tolos. Mas, a mim não me engana a mansa declaração de Jorge Jesus.
E, para já começar a encontrar escudos para o que venha a correr mal na próxima época, também já disse Jorge Jesus que os jogadores vão chegar tarde porque vão participar na Copa América. Mete nojo este tipo de discurso...
Como se as outras equipas também não tivessem jogadores envolvidos na Copa América ou em outras competições, ou como se no Benfica só jogassem jogadores das selecções do continente americano!!!...

O meu maior pesar é que a próxima época vai ser mais do mesmo, pelo que estou a ver...
Vão ser os jogadores que chegam tarde e vêm cansados. Vão ser os árbitros que nos vão tirar o campeonato à terceira jornada. Vão ser as más exibições que são momentos que acontecem... mas que depois vão continuar a acontecer por toda a época. Vão ser os grandes jogadores que se contratam, mas que vão levar tempo a aparecer. Enfim, vai ser tudo aquilo que não tiver a ver connosco! Mas, nunca vai ser o pouco critério nas contratações, a pouca entrega à luta e ao trabalho, as gestões parvas e contraproducentes do plantel, os jogadores encostados por birra do treinador, ou os jogadores que jogam sempre, mesmo que se arrastem em campo e não rendam a ponta de um corno, enfim...

E, pelo andar da carruagem, para o ano é que vai ser, como tem sido habitual dizer-se para os lados da lagartagem...
E uma série de bons benfiquistas, na Benfica TV e não só, vão continuar a branquear tudo aquilo que vai mal no Reino da Àguia. Provavelmente estarão bem intencionados, mas vão contribuir para continuar a enterrar o que resta do Benfica de que sempre me orgulhei...


PS - Para a minha querida, Buonna notte Principessa...