terça-feira, 20 de setembro de 2011

Entre o cravo e a ferradura...


Nem sempre a vida nos deixa tempo para fazer o que mais nos apetece...
Neste período, em que por motivos profissionais não me foi possível vir aqui deixar registos, o Benfica voltou a estar irregular, com o martelo a acertar uma vez no cravo e outra na ferradura.
Salvaram-se os resultados, mau grado o amargo de boca que deixou o empate com o Manchester United (1-1), depois de termos estado em vantagem.

No jogo com o Guimarães, sofremos desnecessariamente. Controlámos sempre o jogo, fomos sempre mais fortes, marcámos dois golos através da conversão de duas grandes penalidades, pelo Cardozo, e ainda falhámos uma outra, pelo meio, com o Cardozo a atirar à barra. Mas acabámos todos em sobressalto, com o estádio à beira de um ataque de nervos...
Pelo meio ficou o golo do Guimarães, que resulta de uma perda de bola no nosso meio campo ofensivo, com o atacante vimaranense a trazer a bola desde cerca de 50 metros da baliza e, depois de flectir para a baliza, a partir do bico da grande área, com dois defesas à ilharga e de ângulo quase impossível, remata, fazendo a bola passar por baixo de Artur Moraes... que me pareceu claramente mal batido. E ficaram, também, muitas oportunidades falhadas, alguns (muito poucos, na verdade...) perigosos contra-ataques adversários, muitas faltas contra nós incrivelmente assinalados pelo boi de preto, a tentar empurrar-nos para junto da nossa baliza, à espera de, num lance casual, sofrermos prejuízo.
No final da partida, com o resultado de 2-1, o presidente do Guimarães carpia por todos os lados, contestando o facto do árbitro ter assinalado três grandes penalidades contra a sua equipa. Esqueceu-se, porém, que as imagens falam por si. E, na verdade, não só as três assinaladas foram muito justamente assinaladas, como ainda ficou por marcar uma outra, assim como ficaram por sancionar duas expulsões a jogadores do Vitória, uma por acumulação de amarelos e outra com vermelho directo (agressão nítida e evidente do jogador do Guimarães). Evidentemente que, hoje, o homem não deve saber onde se meter, depois de as evidências provarem, com tanta eloquência, que, afinal, o beneficiado foi apenas um: o Guimarães.

Na 4ª feira passada, com o Manchester, a tarefa que tínhamos pela frente era muito mais complicada, tal a indiscutível valia do adversário. De facto, o campeão inglês não costuma facilitar e, a prova disso, é que se apresentou na Luz com uma equipa praticamente idêntica àquela que alinhou na final da Champions, com o Barcelona, na época passada.
Entrou melhor o Manchester, mas, aos poucos, fomos equilibrando a partida, discutindo os lances em todo o campo, e perturbando as linhas mais recuadas do United. Quando Cardozo, depois de receber um passe de Gaitán, que amorteceu com o peito, rodou sobre o central inglês e disparou de primeira, de pé direito (!!) fazendo um golo de levantar o estádio, a Luz quase veio abaixo!


Daí em diante, o Manchester passou por dificuldades, e o Benfica, galvanizado, foi fazendo o seu jogo, trocando a bola e chegando com perigo à baliza do adversário. Porém, qual filme já tantas vezes visto, foi falhando sucessiva e assustadoramente na hora de finalizar, ou dando ao guarda-redes dos ingleses a possibilidade de fazer defesas impossíveis e brilhar no jogo.
Ao cair da 1ª parte, o galês Giggs interceptou (mais um passe mal endossado...) uma bola a meio-campo, correu com ela em direcção à baliza e, sem que alguém lhe desse oposição digna desse nome, teve tempo para preparar o remate e, de fora da grande área, disparar para a baliza. Pareceu-me, uma vez mais, que Artur poderia ter feito mais do que fez...
A verdade é que, como em outros jogos recentes, com equipas inglesas, transpareceu, de forma intensa, a sensação de que aquele era um jogo que poderíamos ter vencido. Claramente.
Não porque o adversário fosse fácil - estávamos perante o finalista vencido da última Liga dos Campeões... - mas porque fomos, efectivamente, mais fortes, globalmente, e criámos mais oportunidades, as quais, uma vez mais, fomos desperdiçando consecutiva e exasperadoramente.

Ontem voltei ao estádio.
A primeira sensação foi de alguma tristeza. Depois da moldura humana da noite europeia, 30.000 espectadores era um número desanimador...
(Claro que os jogos dos nossos adversários directos juntam muito menos do que esse número, mas... isso é problema deles. Não deixa de ser sintomático que, por exemplo, no jogo do Feirense com o clube da fruta, tenham estado cerca de 8.000 espectadores...)
O nosso jogo com a Académica - que tantos pontos nos roubou em casa, nos últimos anos... - foi um bom espectáculo, com a equipa a desenvolver, embora a espaços, um bom futebol, solto, rápido e versátil, mas com os mesmos défices: finalização deficiente (e aquém do necessário...) e uma fragilidade defensiva e (in)segurança de passe bastante comprometedoras.
Foi assim que, já no final da 1ª parte, inúmeras vezes depois de termos desperdiçado lances de golo, a Académica acabou por marcar, mais uma vez num remate de fora da área, depois de uma nossa perda de bola a meio-campo. Mais uma vez Artur Moraes ficou muito mal na fotografia: o remate até nem foi muito forte e Artur meteu as mãos à bola, deixando-a escapar para dentro da baliza.
Quis o destino que, apenas volvidos dois minutos, Nolito entrasse na área academista e, com grande determinação, repusesse a justiça no resultado.


A 2ª parte foi do mesmo teor, embora a Académica começasse a abrir mais espaços, em especial a partir dos 65 minutos, quando se aventurou mais no ataque para tentar chegar ao golo.
Mesmo assim, os nossos atacantes estiveram perdulários, e o golo da traquilidade acabou por aparecer de uma falha do guarda-redes da Académica que, desentendendo-se com o central, deixou a bola sobrar para Aimar que, de cabeça (!!), fez o 3-1. Já no período de compensação, Nolito fez o 4-1, num lance de bonito recorte.

É preciso estar, ainda, melhor, em especial ser-se mais consistente, pois só assim poderemos encarar de forma mais confiante o desenrolar das partidas.
Faço votos para que assim seja!

Uma referência final, apenas para homenagear aquele que é, indiscutivelmente, um jogador à Benfica: Nolito.
Nolito ataca, defende, faz assistências, remata e faz golos, enfim... realmente um jogador à Benfica!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jara, Urreta, César Peixoto... de entre outros dramas


Jara e Urreta renovaram os seus contratos e... foram cedidos ao Granada e ao Guimarães, respectivamente.
César Peixoto recusa-se a jogar como lateral esquerdo, apenas aceitando interpretar as posições de "10" ou de médio ala esquerdo.
Joan Capdevilla fica de fora da Champions, depois de JJ o ter utilizado no jogo com o Feirense e ter dito que "alguma vez ele havia de ser utilizado" (sic.)...
O capitão Nuno Gomes, depois de mais de 10 anos de águia ao peito, é empurrado para Braga, no defeso, depois de, na última jornada do anterior campeonato, no jogo com a União de Leiria, ter jogado cerca de 10 minutos e de JJ ter dito, no final dessa partida, no flash-interview que Nuno Gomes "tinha de jogar aquele jogo" (sic.)...

Qual o denominador comum de todos estes episódios?
Pois claro! Jorge Jesus...

Só eu é que estou a ver o filme?...

Como?!?!?...


Joan Capdevilla, lateral esquerdo campeão do mundo pela selecção de Espanha, contratado pelo Benfica a custo zero há dois meses, não será inscrito para a disputa da fase de grupos da Champions...
Palavra de honra que, a princípio, pensei que fosse mais uma das muitas atoardas que a nossa reles comunicação social se lembra de inventar, para vender jornais. Mas, depois de ouvir JJ confirmar, fiquei completamente estupefacto...
O que se passa no nosso Benfica, meu Deus?...

Então, ficamos apenas com um lateral esquerdo inscrito? Como se justifica que seja essa a única posição para a qual apenas se inscreve um jogador, enquanto para outras se chamam, no mímino, sempre dois atletas e, para algumas, se convocam mesmo quatro jogadores?
Haverá quem seja capaz de, racional e objectivamente, clarificar o que se passa e repor o bom senso nesta pseudo-gestão da equipa de futebol?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Enevoada...


Foi uma vitória (2-0) enevoada a que obtivémos na noite de ontem, na Madeira, em casa do Nacional.Tal como o tempo, aliás.

E, a propósito, não se pode deixar de protestar, de forma veemente, contra quem (os oliveirinhas, claro!...) continua a decidir de modo absolutista e totalitário acerca das transmissões televisivas, fixando horários impróprios e sem atender a quaisquer outras condicionantes que não sejam os seus únicos e próprios interesses. Um autêntico nojo, este estado de coisas!!!
No caso do jogo de ontem, a situação do nevoeiro que se abateu sobre o campo, situado na zona alta da ilha, é reincidente e era inteiramente previsível. Não se compreende porque se impôs aquele horário, naquele recinto, e nas condições previsíveis, lesando espectadores e telespectadores. Absolutamente lamentável!!!

O jogo foi muito prejudicado pelo estado do tempo. Esteve suspenso por duas vezes e correu, mesmo, o risco de não ser concluído.
Entrámos mal no jogo. Artur foi, mais uma vez, providencial, evitando males maiores.
Pouco depois dos vinte minutos, já depois da primeira interrupção do jogo, Cardozo correspondeu da melhor maneira a um bom centro de Gaitán e, de cabeça, rematando de cima para baixo, como mandam as regras, fez o primeiro golo. Daí em diante o Nacional quebrou bastante, mas, como vem sendo hábito, nunca conseguimos resolver o jogo, nomeadamente aumentando o score, mau grado algumas boas ocasiões criadas.
Na 2ª parte, o Nacional voltou a entrar com alguma intensidade, mas o Benfica recompôs-se e voltou a mandar no jogo, por inteiro. Contudo, não materializou em golos o seu domínio.
Creio que o desacerto na finalização - e também em grande parte do jogo ofensivo... - se fica a dever a uma grande inconstância na atitude de alguns dos nossos jogadores que, fiados na sua maior valia técnica, são displicentes, lentos e nem sempre determinados e empenhados na disputa dos lances.
Em função desse facto, bem como da falta de eficácia e consistência uma vez mais reveladas, referi que a nossa vitória havia sido enevoada. E foi-o, efectivamente.
E sofrida, também. Muito sofrida. Tão sofrida que, mesmo a jogar contra dez, por expulsão de um adversário, o Benfica passou por uma ou outra (poucas, é certo...) situações de maior aperto. Uma delas foi já no último minuto do período de compensação, na sequência de um canto. Nessa jogada, no entanto, Bruno César acabou por recuperar a bola, correu da nossa grande área para a baliza do Nacional, adiantando-se aos defesas adversários, e, com grande confiança, com o guarda-redes adversário pela frente, rematou para o fundo da baliza, estabelecendo o 2-0 final.
Um sufoco, outra vez...
O facto positivo é que, finalmente, não sofremos golos. Aleluia!!!

Da artbitragem, pode-se dizer que esteve ao nível do que era esperado. O nomeado foi (claro... tinha de ser assim, ou parecido!) Artur Soares Dias que, uma vez mais, deu provas de estar, totalmente, ao serviço da máfia nortenha. Não nos marcou nenhum golo, é verdade - embora não lhe faltasse vontade, certamente... - mas apitou sempre contra nós. E, muito importante, deixou os sarrafeiros do Nacional carregarem forte e feio sobre os nossos jogadores, com particular incidência sobre Aimar, Witsel, Cardozo, Gaitán e, mais tarde, Enzo Peres e Bruno César. Um tal de Felipe - sim, o mesmo que no ano passado, no jogo com o clube da fruta, pôs, inacreditavelmente, a mão à bola, dentro da sua grande área, para originar a marcação de um penalty... - carregou violentamente, num espaço de três minutos, o Witsel, da primeira vez pisando-lhe o pé, já sem a bola por perto, e, depois, agredindo-o com o cotovelo, nas barbas do árbitro, e viu apenas o cartão amarelo, nessa segunda situação. Incrível!!! E vergonhoso!!!
O Nacional é, claramente, um clube da esfera da máfia que controla o nosso futebol. À semelhança do seu presidente, Rui Alves, conhecido naquelas paragens atlânticas por o "Quinhentinhos", numa alusão aos subornos que aceitava para desenrascar quem lhe pagava...

O Benfica, mesmo que esteja a jogar abaixo daquilo que os adeptos anseiam, é a estrela mais candente e pura deste charco que é o futebol português...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quase, quase na perfeição...


Foi uma noite quase perfeita, a da última 4ª feira, na Luz...

Há muito que não se via a nossa equipa com a atitude que teve no jogo com o Twente. Grande garra, muita concentração, pressão imediata sobre o adversário quando não tínhamos a bola... enfim, um Benfica a jogar à Benfica!!!
Custa-me muito perceber porque é que um jogo destes só acontece de quando em vez, sendo, claramente, a excepção à regra. Não compreendo! Nem vislumbro razão para que isso aconteça...
(Não quero ser injusto com ninguém, mas atrevo-me a dizer que é preciso jogar sempre assim, independentemente de haver prémios em jogo.)
Foi, realmente, uma noite quase perfeita. E só não foi perfeita porque, depois do 3-0, a equipa limitou-se a deixar correr o marfim, permitindo que o Twente - até aí completamente dominado e sem hipótese de qualquer espécie de réplica... - se organizasse um pouco mais no seu meio campo defensivo e desenhasse algumas iniciativas de ataque. E foi precisamente de uma delas que resultou o golo de honra dos holandeses, uma vez mais marcado pelo inevitável Bryan Ruiz. Este sul-americano, que esteve, supostamente, nas cogitações da nossa SAD, é um jogador de grandes recursos (físicos e técnico-tácticos) e méritos inquestionáveis, pelo que nos seria, quase de certeza, muito útil.
Foi pena não termos interrompido a série de jogos a sofrer golos, em especial porque isso teria significado que havíamos sido concentrados e eficazes durante todo o jogo. Paciência...

Para o meu lado, à excepção do já referido, foi mesmo uma noite perfeita. Depois de sair do estádio fui tomar um copo com os amigos e depois, bem ao princípio da manhã, fui apanhar o avião para umas mini férias em Maiorca. Uma maravilha! Em especial porque aconteceram depois de uma noite europeia à Benfica!
Vamos ficar à espera que o futuro nos reserve muitas mais alegrias...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Outra vez...


Outra vez... a sofrer para ganhar um jogo a uma equipa assustadoramente inferior...

Continuamos a sofrer golos inexplicáveis...
Continuamos a sofrer tremendamente para ganhar um joguito...
Continuamos a ser uma equipa (somos uma equipa?!...) que não pressiona, que defende mal, que se põe sempre a jeito e deixa os adeptos à beira de um ataque de nervos.
O jogo de ontem (anteontem, já...) com o Feirense foi mais um desta saga maldita. No estádio, pelo menos na zona onde fico, o ambiente era de grande apreensão. E foi-o até final...
Aquela vitória de 3 a 1 não pode deixar descansado quem tenha sangue a correr nas veias.

E não encontro outra explicação para a fragilidade e ineficácia do nosso futebol que não seja um desajustado sistema táctico, uma imprópria postura competitiva, individual e colectiva, e uma notória e continuada ausência de acção directiva e de gestão dos jogos e do treino do grupo de trabalho.
E não me apetece dizer mais nada.

Só que assim não vamos a lado nenhum...


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Patético e deprimente...


Este Benfica está a jogar (jogará?...) um futebol patético. Absoluta, e realmente, patético! E deprimente. Verdadeiramente deprimente...
Na linha do que tem sido a matriz dos últimos tempos (que já vem da época passada, pelo menos...), no empate com o Twente (2-2), esta noite, na Holanda, a equipa esteve ao seu nível habitual. Ou seja, muito frágil e muito pobre. Até dói ver como qualquer equipa que defronte o Benfica joga a seu belo prazer, sem ser minimamente perturbada nem pressionada. Ninguém do Benfica marca, ninguém faz pressão, ninguém mete o pé de forma decidida... enfim, uma postura de grande displicência e permissividade, que nos coloca a jeito para o que têm sido as repetidas desgraças.
A equipa sofre golos de forma fácil, independentemente de quem joga mais recuado e na baliza. Já lhe perdi a conta, mas desde meados da época passada, há mais de três dezenas de jogos que vimos sofrendo golos, com a excepção do Trabzonspor, na Luz. E, mesmo nesse jogo, sofremos golos, embora tenham sido anulados...
Creio que o problema maior reside na postura dos jogadores, intuída, provavelmente, pelo estilo de jogo que lhes tem sido incutido. Julgo que só pode ser isso. Os jogadores são lentos a intervir; jogam sempre em souplesse, como se fossem grandes craques excepcionalmente evoluídos; não pressionam, e deixam o adversário correr de uma baliza à outra sem lhes saírem ao caminho; jogam de forma muito lateralizada e lenta; atiram-se para o chão sempre à espera que o àrbitro marque falta; param as eventuais jogadas de contra-ataque rápido, transformando-as em ataques planeados, lentos e denunciados; efectuam passes de elevado risco, em situações em que os mesmos eram totalmente dispensáveis; falham passes simples, mesmo a curtas distâncias; perdem lances, por os abordarem de forma bastante lenta, e deixam os adversários saírem a jogar sózinhos... enfim, uma postura totalmente imprópria, que deprime mesmo o mais frio dos adeptos!!!

No jogo de hoje foi essa, mais uma vez, a postura da equipa e dos jogadores, individualmente...
Mesmo os reforços - alguns dos quais até mostraram qualidade e recursos técnicos e físicos interessantes... - parece que já desaprenderam e, nesta altura, estão a jogar da mesma forma que os restantes jogadores. Refiro-me, por exemplo, a Garay, a Witsel ou a Emerson. O caso mais gritante é mesmo o do Emerson, que está a revelar-se cada vez menos solução para o lugar. Não defende como devia, e ataca pouco, e mal. Se quiser ser honesto, tenho de reconhecer que mesmo César Peixoto não fez pior do que tem feito Emerson nos últimos tempos. Se Capdevilla não for melhor que Emerson, então estamos muito mal!!!
Aliás, os reforços do plantel para esta época deixam-me de boca aberta. Continuamos a ter falta de um lateral direito de qualidade (Maxi Pereira está definitivamente acabado e não tem velocidade sequer para dar luta aos adversários (hoje, os dois golos do Twente foram pelo seu lado, não tendo saído ao adversário, no 1º golo e, no 2º golo, com a bola à sua inteira mercê deixou-se antecipar pelo extremo, que ainda teve todo o tempo para levar a bola até à lina do fundo e centrar para o 2º poste. Enfim, uma exibição miserável. Ao nível da de Emerson, do lado contrário.
De Gaitán nem vale a pena falar. Individualista, não ajuda nada a defender. E são mais as vezes em que fica sem a bola, do que as que consegue dar sequência, ou produzir, uma jogada de envolvimento colectivo.
Saviola fez hoje, como na grande maioria dos últimos jogos, uma exibição ao nível do que de pior tem feito. Está claramente à porta, para sair da equipa.
De positivo só refiro o Aimar, o Nolito e o Cardozo (a espaços...), bem como o Artur, embora me pareça que este podia ter feito mais no 1º golo do Twente e em duas ou três saídas em falso, uma das quais numa jogada de bola pelo chão.

De Jorge Jesus nem vale a pena falar. Mais uma vez, quando mexeu na equipa acabou com ela. Quando tirou Aimar, para meter o Saviola, a equipa foi-se abaixo, literalmente. A vencer por 2-1, tirou Aimar e fez entrar Saviola. Quando já havia 2-2, tirou Cardozo para meter Matic.
Perceberam? Eu também não...
A vencer, se queria reforçar as acções ofensivas, para tentar preservar a vantagem, fazia sentido ter entrado Matic. Mas não: só resolveu aguentar quando já estava empatado...
O problema deve ser meu e não de Jorge Jesus, claro...

Enfim, em suma, estou bastante desapontado com a equipa.
Não acredito que nos apuremos para a fase de grupos da Champions, tal é a facilidade com que sofremos golos e com que não concretizamos as ocasiões eventualmente criadas.

Em resumo, não acredito que, com este treinador - e, à conta dele, com esta postura da equipa e com este modelo de jogo... - se vá a algum lado!
Nem com este presidente, que parece perceber tanto de futebol como eu de escanfandrismo...

O meu Benfica está, realmente, patético e deprimente...