domingo, 30 de outubro de 2011

Vitória... miserável


Depois de um mês fora de casa, voltei esta noite à Luz.
O jogo com o Olhanense deixava-me de pé atrás, porque, apesar de nunca nos terem vencido, costumam ser incómodos, criar dificuldades e, até, por vezes, tirar-nos alguns pontos. Além disso, Daúto Faquirá construíu uma equipa que costuma ser aguerrida e actuar como um bloco. O Olhanense, aliás, empatara já esta época em Alvalade...
Apesar dos meus receios, um golo marcado pouco mais de vinte segundos após o pontapé de saída, um caudal ofensivo considerável (da nossa parte, claro...) e um segundo golo de Rodrigo ainda dentro do primeiro quarto de hora da partida, deixaram-me bem mais confiante e descansado.
Só que, a partir da meia hora de jogo, o Benfica começou a complicar, a querer adornar em demasia as jogadas, a ser displicente e a falhar passes incríveis no nosso meio campo defensivo, e as coisas começaram a ficar muito pouco agradáveis. E, gradualmente, foram caminhando para a vulgaridade excessiva e, mesmo, para o miserável.
No arranque da segunda parte do jogo, o Olhanense veio mais afoito, acreditando que, se lutasse, poderia causar algum estrago e, logo ao minuto 47, na sequência de um cruzamento feito com todo o à vontade a partir do lado esquerdo da nossa defesa (andavam por ali a passear Bruno César, Matic e, claro, Emerson!...), a bola atravessou lentamente toda a nossa grande área (passou a queimar Luisão e Maxi Pereira...) e Wilson Eduardo adiantou-se a Gaitán (que ali estava quase estacionado junto ao segundo poste) e rematou para o fundo da baliza, sem que Artur Moraes pudesse fazer o que quer que fosse. Foi um autêntico balde de água fria. Não apenas pelo golo do adversário, a reduzir a vantagem no marcador para a margem mínima, mas porque o Benfica, a jogar como estava, iria certamente passar por dificuldades e muito sofrimento até ao fim da partida.
E, de facto, foi assim. Não pelo que o Olhanense tenha jogado, mas antes pelo que o Benfica deveria ter jogado e não jogou.
Em resumo: foi uma segunda parte (... e já a parte final do primeiro tempo tinha sido assim...) miserável, muito sofrida, em que os jogadores pareciam ter desaprendido por completo de jogar futebol, não acertavam uma jogada e, mais grave, refugiavam-se nas jogadas para trás, falhando muitas delas e propiciando as acções ofensivas do adversário.
Acabámos todos com o credo na boca. Embora o Nolito tivesse feito um golo limpo que foi anulado por um fiscal de linha com anti-vermelhite crónica, a qualidade do nosso futebol foi, nesse período e até ao final do jogo, muito aquém do minimamente aceitável.



Em termos individuais, tenho que destacar o Rodrigo, pelo jogo que fez, pelos dois golos que marcou, e pelo modo sempre empenhado com que se entregou à luta.
Também Artur, Garay, Matic, Bruno César e Luisão (mau grado o lance do golo do Olhanense...), estiveram a um nível aceitável. Mas, Gaitán, Aimar, Cardozo e, muito especialmente, Emerson, estiveram muito abaixo do razoável.
As entradas de Witsel, Saviola e, especialmente, Nolito, ainda deram uma outra vida e solidez à equipa. Mas mesmo isso foi muito pouco para as necessidades.
Vêm aí jogos muito complicados, num ciclo curto e inferal, com viagens longas e jogos da selecção pelo meio. E, ou as coisas mudam muito, ou, então, vamos comprometer seriamente os nossos objectivos...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Obrigado, Benfica...


Acabo de regressar a Portugal, depois de mais um mês de trabalho fora do país, envolvido num projecto académico que me vem permitindo continuar a  acreditar que vale a pena ser empeendedor e voluntarioso.
Reencontro um país que está literalmente pelas pontas, descrente dos seus líderes - nomeadamente dos políticos e dos economistas... - que caminha indubitavelmente na direcção errada, envolto em injustiças e minado pela corrupção e pelo compadrio.
Neste quadro, negro, só me aconchega uma idéia: vou voltar à Luz, a estar perto do Benfica. E ensaio, mesmo que em surdina, uma exclamação: obrigado, Benfica! Afinal, ainda há algo que vale a pena, neste país tristonho e sombrio...


Enquanto estive fora, aliás, nunca o Benfica me saíu do pensamento. E embora não tenha podido acompanhar os jogos senão à distância, estive sempre em dia com as incidências do nosso futebol.
A vitória na Roménia, sobre o Otelul Galati (1-0), e as vitórias domésticas sobre o Paços de Ferreira (4-1, na Luz), o Portimonense (2-0, em Portimão, para a Taça de Portugal) e o Beira-Mar (1-0, em Aveiro), foram adoçando a minha estadia no estrangeiro.
Mas, a cereja no cimo do bolo foi mesmo o jogo com o Basileia, na Suiça (vitória por 2-0, para a CL), que tive o especial prazer de presenciar. De facto, estando relativamente perto, não resisti a fazer a viagem até Basileia e, na companhia de um amigo, também benfiquista... mas menos fundamentalista, pude assistir no St. Jakob-Park a uma boa vitória da nossa equipa. Fizémos um jogo muito conseguido, ostentando uma segurança e maturidade que muito me agradou, e que apenas ficou manchado pela lesão do Maxi Pereira e pela expulsão do Emerson. O Maxi, pelo que sei, já vai estar de volta no próximo jogo, mas o Emerson ficará de fora. Um problema para o qual não temos (aparentemente...) solução, e cuja ocorrência não cuidámos devidamente...


O nosso futebol, nomeadamente a nível interno, tanto quanto sei, tem sido o bastante para ir dando conta das encomendas, e a entrada na equipa de alguns jogadores menos utilizados pode vir a ajudar nas próximas batalhas. Em sentido contrário, a perda de gás de alguns outros, frequentemente utilizados, pode ser preocupante. Nolito, Gaitán e outros, têm de estar em forma, porque quando não estão a equipa ressente-se, como já se viu...

Vamos esperar pelos próximos compromissos.
... E não esquecer que, quando o Benfica está bem, Portugal fica menos amargo...

domingo, 25 de setembro de 2011

Aquém do possível, mas...



Do Benfica, espero sempre a vitória. Mesmo quando se sabe que o sistema é avesso a que ela aconteça...

Mais uma vez ficámos aquém do efectivamente possível, mas, atendendo às circunstâncias (jogámos no curral do CRAC, com um árbitro da Palermo portuguesa, ante uma horda de selvagens...) e às incidências do jogo (entrámos mal, criámos e falhámos a primeira ocasião de golo, sofremos o primeiro golo de bola parada, de forma consentida...) não devemos estar totalmente insatisfeito.
De facto, corrigimos alguma coisa na 2ª parte, empatámos o jogo num lance muito bem construído pelo Nolito e finalizado pelo Cardozo, depois de ludibriar um central e o guarda redes e, embora tenhamos voltado a facilitar apenas três minutos depois, permitindo ao adversário voltar à vantagem, estivémos a um nível globalmente agradável e dominámos o jogo por completo. Empatámos, com um belo golo de Gaitán, após assistência magistral de Saviola, e já antes o poderíamos ter feito quando Cardozo, isolado sobre o lado esquerdo da área adversária, atirou rasteiro e Helton defendeu com os pés, sem saber muito bem como.
Considero que a equipa esteve empenhada, e destaco, neste particular, a fúria de Nolito, a raça de Maxi Pereira, o voluntarismo de Emerson e Gaitán, e o estoicismo de Cardozo.
Menos bem esteve novamente a defesa, permitindo espaços e veleidades que não se poderiam ter verificado. Os golos do adversário foram, em meu entender, muito consentidos. No primeiro, Kléber salta no bico da pequena área sem a oposição de quem o marcava (Maxi Pereira), e faz um remate de cabeça, de cima para baixo, para o canto mais distante da nossa baliza. No segundo, após a marcação de um canto à maneira curta, a bola é metida, paralelamente à linha de fundo, para o interior da pequena área onde aparece Otamendi entre os nossos centrais (aqui lentos e sem reacção...) a empurrar para a baliza. Pelo meio ficaram algumas desconcentrações, de que resultaram um centro para um adversário isolado na pequena área (valeu Artur Moraes...) e uma ou outra progressão dos adversários, sem grande oposição nossa, culminadas com remates, embora sem grande perigo.
No miolo, Javi Garvia e Witsel foram garantindo alguma consistência e estabilidade, permitindo aos alas (Nolito e Gaitán), bem como aos laterais (Emerson e Maxi Pereira) construir transições rápidas em direcção à área adversária.
Lá na frente, Cardozo esteve sempre muito empenhado e activo, embora actuasse algo isolado, já que Aimar nunca conseguiu aparecer no jogo, perdido entre o meio campo e as costas do ponta de lança.



De realçar, ainda, as atitudes muito pouco dignas de Hulk e, muito especialmente, de Guarin e Fucile, que passaram o jogo todo em simulações e a tentar criar situações que resultassem no sancionamento disciplinar dos nossos jogadores. É um autêntico nojo ver aqueles vermes descerem tão baixo como o fizeram, sem qualquer pudor, nem um pingo de vergonha na cara. É verdade que estão habituados a essas cenas e, habitualmente, os bois de preto vão na cantiga. Ontem, porém, Jorge Sousa (muito estranhamente, para mim...) não se prestou a colaborações, nesse âmbito.
Depois de outras cenas vergonhosas no plano internacional, Guarin e Fucile voltaram agora à cena. O que nos vai valendo é que a imprensa internacional não cala, nem branqueia, essas situações. Já está a correr mundo um vídeo do Fucile a simular ter sido agredido pelo Cardozo com um toque na nádega, e a queixar-se de imediato... da cara!!! Essa situação é de uma idiotice só ao alcance de palermas como ele. E acaba por colocar em cheque todos aqueles que, habitualmente, dão cobertura a este tipo de encenação. Até o jornal O Jogo e (pasme-se!!!...) Jorge Coroado se viram na obrigação de dizer que não tinha havido nada de anormal no lance me causa.
Na merda ficou também o chuleco infeliz do Vitor Pereira que, na conferência de imprensa do pós-jogo (certamente instruído pelos chico-espertos da torre das antas...) disse que Cardozo devia ter sido expulso. Palhaço!!!

Ontem, no final do jogo, o empate (2-2) deixou-me como se tivéssemos perdido. Agora, mais calmo, tenho de reconhecer que, não sendo bom, é melhor do que uma eventual derrota.
E, sobretudo, fica a satisfação de ver tanta besta tentar justificar o facto de os andrades terem sido (claramente) dominados, com argumentário tão anedótico e balofo...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Entre o cravo e a ferradura...


Nem sempre a vida nos deixa tempo para fazer o que mais nos apetece...
Neste período, em que por motivos profissionais não me foi possível vir aqui deixar registos, o Benfica voltou a estar irregular, com o martelo a acertar uma vez no cravo e outra na ferradura.
Salvaram-se os resultados, mau grado o amargo de boca que deixou o empate com o Manchester United (1-1), depois de termos estado em vantagem.

No jogo com o Guimarães, sofremos desnecessariamente. Controlámos sempre o jogo, fomos sempre mais fortes, marcámos dois golos através da conversão de duas grandes penalidades, pelo Cardozo, e ainda falhámos uma outra, pelo meio, com o Cardozo a atirar à barra. Mas acabámos todos em sobressalto, com o estádio à beira de um ataque de nervos...
Pelo meio ficou o golo do Guimarães, que resulta de uma perda de bola no nosso meio campo ofensivo, com o atacante vimaranense a trazer a bola desde cerca de 50 metros da baliza e, depois de flectir para a baliza, a partir do bico da grande área, com dois defesas à ilharga e de ângulo quase impossível, remata, fazendo a bola passar por baixo de Artur Moraes... que me pareceu claramente mal batido. E ficaram, também, muitas oportunidades falhadas, alguns (muito poucos, na verdade...) perigosos contra-ataques adversários, muitas faltas contra nós incrivelmente assinalados pelo boi de preto, a tentar empurrar-nos para junto da nossa baliza, à espera de, num lance casual, sofrermos prejuízo.
No final da partida, com o resultado de 2-1, o presidente do Guimarães carpia por todos os lados, contestando o facto do árbitro ter assinalado três grandes penalidades contra a sua equipa. Esqueceu-se, porém, que as imagens falam por si. E, na verdade, não só as três assinaladas foram muito justamente assinaladas, como ainda ficou por marcar uma outra, assim como ficaram por sancionar duas expulsões a jogadores do Vitória, uma por acumulação de amarelos e outra com vermelho directo (agressão nítida e evidente do jogador do Guimarães). Evidentemente que, hoje, o homem não deve saber onde se meter, depois de as evidências provarem, com tanta eloquência, que, afinal, o beneficiado foi apenas um: o Guimarães.

Na 4ª feira passada, com o Manchester, a tarefa que tínhamos pela frente era muito mais complicada, tal a indiscutível valia do adversário. De facto, o campeão inglês não costuma facilitar e, a prova disso, é que se apresentou na Luz com uma equipa praticamente idêntica àquela que alinhou na final da Champions, com o Barcelona, na época passada.
Entrou melhor o Manchester, mas, aos poucos, fomos equilibrando a partida, discutindo os lances em todo o campo, e perturbando as linhas mais recuadas do United. Quando Cardozo, depois de receber um passe de Gaitán, que amorteceu com o peito, rodou sobre o central inglês e disparou de primeira, de pé direito (!!) fazendo um golo de levantar o estádio, a Luz quase veio abaixo!


Daí em diante, o Manchester passou por dificuldades, e o Benfica, galvanizado, foi fazendo o seu jogo, trocando a bola e chegando com perigo à baliza do adversário. Porém, qual filme já tantas vezes visto, foi falhando sucessiva e assustadoramente na hora de finalizar, ou dando ao guarda-redes dos ingleses a possibilidade de fazer defesas impossíveis e brilhar no jogo.
Ao cair da 1ª parte, o galês Giggs interceptou (mais um passe mal endossado...) uma bola a meio-campo, correu com ela em direcção à baliza e, sem que alguém lhe desse oposição digna desse nome, teve tempo para preparar o remate e, de fora da grande área, disparar para a baliza. Pareceu-me, uma vez mais, que Artur poderia ter feito mais do que fez...
A verdade é que, como em outros jogos recentes, com equipas inglesas, transpareceu, de forma intensa, a sensação de que aquele era um jogo que poderíamos ter vencido. Claramente.
Não porque o adversário fosse fácil - estávamos perante o finalista vencido da última Liga dos Campeões... - mas porque fomos, efectivamente, mais fortes, globalmente, e criámos mais oportunidades, as quais, uma vez mais, fomos desperdiçando consecutiva e exasperadoramente.

Ontem voltei ao estádio.
A primeira sensação foi de alguma tristeza. Depois da moldura humana da noite europeia, 30.000 espectadores era um número desanimador...
(Claro que os jogos dos nossos adversários directos juntam muito menos do que esse número, mas... isso é problema deles. Não deixa de ser sintomático que, por exemplo, no jogo do Feirense com o clube da fruta, tenham estado cerca de 8.000 espectadores...)
O nosso jogo com a Académica - que tantos pontos nos roubou em casa, nos últimos anos... - foi um bom espectáculo, com a equipa a desenvolver, embora a espaços, um bom futebol, solto, rápido e versátil, mas com os mesmos défices: finalização deficiente (e aquém do necessário...) e uma fragilidade defensiva e (in)segurança de passe bastante comprometedoras.
Foi assim que, já no final da 1ª parte, inúmeras vezes depois de termos desperdiçado lances de golo, a Académica acabou por marcar, mais uma vez num remate de fora da área, depois de uma nossa perda de bola a meio-campo. Mais uma vez Artur Moraes ficou muito mal na fotografia: o remate até nem foi muito forte e Artur meteu as mãos à bola, deixando-a escapar para dentro da baliza.
Quis o destino que, apenas volvidos dois minutos, Nolito entrasse na área academista e, com grande determinação, repusesse a justiça no resultado.


A 2ª parte foi do mesmo teor, embora a Académica começasse a abrir mais espaços, em especial a partir dos 65 minutos, quando se aventurou mais no ataque para tentar chegar ao golo.
Mesmo assim, os nossos atacantes estiveram perdulários, e o golo da traquilidade acabou por aparecer de uma falha do guarda-redes da Académica que, desentendendo-se com o central, deixou a bola sobrar para Aimar que, de cabeça (!!), fez o 3-1. Já no período de compensação, Nolito fez o 4-1, num lance de bonito recorte.

É preciso estar, ainda, melhor, em especial ser-se mais consistente, pois só assim poderemos encarar de forma mais confiante o desenrolar das partidas.
Faço votos para que assim seja!

Uma referência final, apenas para homenagear aquele que é, indiscutivelmente, um jogador à Benfica: Nolito.
Nolito ataca, defende, faz assistências, remata e faz golos, enfim... realmente um jogador à Benfica!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jara, Urreta, César Peixoto... de entre outros dramas


Jara e Urreta renovaram os seus contratos e... foram cedidos ao Granada e ao Guimarães, respectivamente.
César Peixoto recusa-se a jogar como lateral esquerdo, apenas aceitando interpretar as posições de "10" ou de médio ala esquerdo.
Joan Capdevilla fica de fora da Champions, depois de JJ o ter utilizado no jogo com o Feirense e ter dito que "alguma vez ele havia de ser utilizado" (sic.)...
O capitão Nuno Gomes, depois de mais de 10 anos de águia ao peito, é empurrado para Braga, no defeso, depois de, na última jornada do anterior campeonato, no jogo com a União de Leiria, ter jogado cerca de 10 minutos e de JJ ter dito, no final dessa partida, no flash-interview que Nuno Gomes "tinha de jogar aquele jogo" (sic.)...

Qual o denominador comum de todos estes episódios?
Pois claro! Jorge Jesus...

Só eu é que estou a ver o filme?...

Como?!?!?...


Joan Capdevilla, lateral esquerdo campeão do mundo pela selecção de Espanha, contratado pelo Benfica a custo zero há dois meses, não será inscrito para a disputa da fase de grupos da Champions...
Palavra de honra que, a princípio, pensei que fosse mais uma das muitas atoardas que a nossa reles comunicação social se lembra de inventar, para vender jornais. Mas, depois de ouvir JJ confirmar, fiquei completamente estupefacto...
O que se passa no nosso Benfica, meu Deus?...

Então, ficamos apenas com um lateral esquerdo inscrito? Como se justifica que seja essa a única posição para a qual apenas se inscreve um jogador, enquanto para outras se chamam, no mímino, sempre dois atletas e, para algumas, se convocam mesmo quatro jogadores?
Haverá quem seja capaz de, racional e objectivamente, clarificar o que se passa e repor o bom senso nesta pseudo-gestão da equipa de futebol?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Enevoada...


Foi uma vitória (2-0) enevoada a que obtivémos na noite de ontem, na Madeira, em casa do Nacional.Tal como o tempo, aliás.

E, a propósito, não se pode deixar de protestar, de forma veemente, contra quem (os oliveirinhas, claro!...) continua a decidir de modo absolutista e totalitário acerca das transmissões televisivas, fixando horários impróprios e sem atender a quaisquer outras condicionantes que não sejam os seus únicos e próprios interesses. Um autêntico nojo, este estado de coisas!!!
No caso do jogo de ontem, a situação do nevoeiro que se abateu sobre o campo, situado na zona alta da ilha, é reincidente e era inteiramente previsível. Não se compreende porque se impôs aquele horário, naquele recinto, e nas condições previsíveis, lesando espectadores e telespectadores. Absolutamente lamentável!!!

O jogo foi muito prejudicado pelo estado do tempo. Esteve suspenso por duas vezes e correu, mesmo, o risco de não ser concluído.
Entrámos mal no jogo. Artur foi, mais uma vez, providencial, evitando males maiores.
Pouco depois dos vinte minutos, já depois da primeira interrupção do jogo, Cardozo correspondeu da melhor maneira a um bom centro de Gaitán e, de cabeça, rematando de cima para baixo, como mandam as regras, fez o primeiro golo. Daí em diante o Nacional quebrou bastante, mas, como vem sendo hábito, nunca conseguimos resolver o jogo, nomeadamente aumentando o score, mau grado algumas boas ocasiões criadas.
Na 2ª parte, o Nacional voltou a entrar com alguma intensidade, mas o Benfica recompôs-se e voltou a mandar no jogo, por inteiro. Contudo, não materializou em golos o seu domínio.
Creio que o desacerto na finalização - e também em grande parte do jogo ofensivo... - se fica a dever a uma grande inconstância na atitude de alguns dos nossos jogadores que, fiados na sua maior valia técnica, são displicentes, lentos e nem sempre determinados e empenhados na disputa dos lances.
Em função desse facto, bem como da falta de eficácia e consistência uma vez mais reveladas, referi que a nossa vitória havia sido enevoada. E foi-o, efectivamente.
E sofrida, também. Muito sofrida. Tão sofrida que, mesmo a jogar contra dez, por expulsão de um adversário, o Benfica passou por uma ou outra (poucas, é certo...) situações de maior aperto. Uma delas foi já no último minuto do período de compensação, na sequência de um canto. Nessa jogada, no entanto, Bruno César acabou por recuperar a bola, correu da nossa grande área para a baliza do Nacional, adiantando-se aos defesas adversários, e, com grande confiança, com o guarda-redes adversário pela frente, rematou para o fundo da baliza, estabelecendo o 2-0 final.
Um sufoco, outra vez...
O facto positivo é que, finalmente, não sofremos golos. Aleluia!!!

Da artbitragem, pode-se dizer que esteve ao nível do que era esperado. O nomeado foi (claro... tinha de ser assim, ou parecido!) Artur Soares Dias que, uma vez mais, deu provas de estar, totalmente, ao serviço da máfia nortenha. Não nos marcou nenhum golo, é verdade - embora não lhe faltasse vontade, certamente... - mas apitou sempre contra nós. E, muito importante, deixou os sarrafeiros do Nacional carregarem forte e feio sobre os nossos jogadores, com particular incidência sobre Aimar, Witsel, Cardozo, Gaitán e, mais tarde, Enzo Peres e Bruno César. Um tal de Felipe - sim, o mesmo que no ano passado, no jogo com o clube da fruta, pôs, inacreditavelmente, a mão à bola, dentro da sua grande área, para originar a marcação de um penalty... - carregou violentamente, num espaço de três minutos, o Witsel, da primeira vez pisando-lhe o pé, já sem a bola por perto, e, depois, agredindo-o com o cotovelo, nas barbas do árbitro, e viu apenas o cartão amarelo, nessa segunda situação. Incrível!!! E vergonhoso!!!
O Nacional é, claramente, um clube da esfera da máfia que controla o nosso futebol. À semelhança do seu presidente, Rui Alves, conhecido naquelas paragens atlânticas por o "Quinhentinhos", numa alusão aos subornos que aceitava para desenrascar quem lhe pagava...

O Benfica, mesmo que esteja a jogar abaixo daquilo que os adeptos anseiam, é a estrela mais candente e pura deste charco que é o futebol português...