quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Paupérrimo... é o mínimo que se pode dizer!


Foi uma exibição muito fraca, a desta noite europeia, com o Otelul Galati. Muito para lá do medíocre. Foi, mesmo, paupérrima a nossa exibição...
Não me senti, também, especialmente satisfeito esta noite, no estádio. Foi, de longe, a pior assistência em jogos para a Champions, nos últimos tempos. O ambiente estava pouco animado, e foi ficando pior com o passar do tempo. Com o golo de Cardozo, logo aos 7 minutos, ainda se sentiu um acréscimo de entusiasmo, que poderia ter sido alimentado - e, talvez, até aumentado... - se a exibição tivesse tido algo de interessante, se a equipa tivesse estado empenhada, decidida e tivesse feito um jogo aguerrido e de vontade.
Incompreensivelmente, nada disso aconteceu. E tínhamos tudo para fazer um jogo agradável, bem jogado e que apagasse a má imagem das últimas partidas. Tínhamos tudo, mesmo. Porque já estávamos apurados e, por isso, a pressão não existia, porque o adversário era realmente acessível, e porque jogávamos em nossa casa, perante o nosso público.
Afinal, o jogo foi miserável. Pobre, muito pobre mesmo...
Valeu a vitória por 1-0, e o 1º lugar no grupo. Apenas isso. Tudo o resto foi mau demais!
Saí do estádio de tal maneira macambúzio que nem me apeteceu ir tomar um copo com os amigos, como acontece habitualmente depois dos jogos em casa. Estou, mesmo, preocupado.
A jogar como jogámos hoje - e como temos jogado os últimos jogos - não vamos lá. Não vamos, de certeza!...

O jogo do próximo Domingo, na Madeira, tem tudo para ser um autêntico desastre!
... À atenção de dirigentes, técnicos e jogadores...

domingo, 4 de dezembro de 2011

MERDA!!!...


Uma merda!!!...
Não é possível conceder qualquer crédito a um bando que é capaz de se comportar como ontem se comportaram aqueles fulanos que se vestiram de vermelho, na parvónia do chulo-que-se-chama-alberto!!! Não é, não!!!
Nem a essa tropa, nem ao cabo que os guia de perto!!!
Não tenho outro desejo que não seja o de os mandar, a todos, comer merda!!!

Se aqueles indivíduos que ontem por ali andaram, a fazer que jogavam, nitidamente a deixar correr o marfim, sonhassem, sequer, com que paixão e intensidade os verdadeiros benfiquistas vivem o Benfica, tremeriam só de pensar nas consequências das suas atitudes e posturas...

Temos que ser honestos e objectivos: um resultado destes estava para acontecer há muito tempo, tal a pobreza e a irregularidade do nosso desempenho em campo, desde o início da época. Ou melhor, desde a pré-época. Com uma ou outra intermitência positiva, é verdade. Mas nunca com a classe, a consistência ou a segurança que deveríamos ter.
Estamos na liderança do campeonato, depois de termos ido ao estádio dos porcos e ao braguita, e de termos recebido os viscondes falidos. Empatámos nos dois primeiros, e ganhámos, à tangente, em nossa casa, aos rivais da segunda circular. Mas, em qual desses jogos fomos uma equipa à altura das nossas capacidades. Não foram sempre jogos muito sofridos, a deixar algum amargo de boca, apesar dos resultados não terem sido negativos? Fomos claramente melhores que os nossos adversários, apesar de nas duas saídas ao norte os nossos adversários terem jogado aquém do que lhes é comum?...
Estamos, também, na liderança do nosso grupo da Champions, é verdade! Mas quando é que fizémos algo de verdadeiramente épico, ou transcendente? Empatámos, em casa, com um Manchester de segunda. Vencemos, com muita felicidade, sem termos sido claramente melhores, os romenos do Otelul Galati e, sobretudo, com muita, muita sorte, o Basileia. Depois, empatámos com o Basileia em nossa casa, acabando o jogo com o credo na boca, aguentando o resultado a muito custo. Fomos, a seguir a Old Traford - onde o Manchester foi recentemente eliminado da Taça da Liga por uma equipa secundária... - disputar o jogo com uma equipa que está a anos-luz do que habitualmente é, tivémos a felicidade de marcar aos 3 minutos de jogo, num auto-golo, e passámos o tempo daí para a frente a gerir um resultado que, como todos sabem, é traiçoeiro. E o resultado foi o adversário reverter a situação, colocando-se na posição de vencedor. Só mais um golpe de sorte permitiu que, quase no imediato, voltássemos a marcar, empatando o jogo. E, daí em diante, foi mais do mesmo, ou seja, defender forte e feio, e esperar que não acontecesse o golo adversário.
(Aliás, tem sido sempre um pouco assim, seja no campeonato, na taça, ou na Champions. Até com a Naval!!!...)
MERDA!!!


Esta derrota com o Marítimo (2-1) e a consequente eliminação da Taça de Portugal - já lá vão oito anos desde a última conquista, o que é absolutamente inadmissível para uma equipa como o Benfica!!!... - deveu-se aos jogadores, que por ali andaram a pastar, claramente, mas também ao auto-intitulado mestre da tática. Uns, porque não correram, foram displicentes, não tiveram garra nem empenho, e foram arrogantes e incompetentes. Outros, porque continuam a ser casmurros (ou mesmo burros!!!...), caprichosos e inoperativos, inventando e complicando aquilo que, se for atalhado de forma simples, resulta sempre positivamente!!!
Eduardo foi mau demais, estando injustificadamente adiantado no lance do primeiro golo, e tendo saído da baliza para não fazer nada no segundo!!! Se falasse espanhol, hoje estaria meia nação a desancar no Roberto!!! Como é tuga, não se tuge, nem se tuge...
Ruben Amorim e Emerson foram miseráveis. Tanto a atacar, como a defender, mau grado o Marítimo nunca tenha apresentado muitos problemas à nossa linha defensiva!!!
Até Garay esteve, ontem, muito abaixo do que é comum acontecer, em especial na segunda parte. Nesse período falhou passes incríveis, complicou, foi lento a atacar os adversários (como no lance do segundo golo...) e, consequentemente, também merece reparo negativo.
Witsel andou grande parte do tempo a dormir, deixando-se antecipar pelos adversários, e não saindo a jogar como seria conveniente à equipa. Tal como Emerson, Matic, Rúben Amorim ou Gaitán, gosta muito de jogar para trás!!! Até parece que ninguém lhes disse que o objectivo é introduzir a bola na baliza que está no meio campo oposto ao nosso...
Gaitán não acertou duas jogadas consecutivas. Está uma miséria, com a agravante de estar convencido que é o melhor do mundo e arredores!!! A jogar assim, só pode mesmo esperar que a massa adepta o queira matar, como ele próprio reconheceu na entrevista que deu a um dos nossos pasquins desportivos...
Saviola, infelizmente, é patético e deprimente a jogar. Não tem velocidade, não mostra garra nem ambição, é capaz de falhar passes a curta distância uns atrás dos outros, faz passes para os espaços mais improváveis e onde, invariavelmente, não está (porque não é expectável que lá esteja!!!...) ninguém. Enfim... miserável!!!
Rodrigo também está a perder fôlego, jogo após jogo. A perder fôlego e a ganhar maus vícios, porque já falha ocasiões umas atrás das outras, e já não corre a disputar todas as jogadas como antes fazia...
Nolito, a par de Jardel, foram , para mim, os que mais quiseram jogar à bola, emprestando sempre ao jogo uma fibra que é apanágio dos benfiquistas. O que é curioso é terem pouco tempo de casa. Os que cá estão há mais tempo, JJ incluído, estão-se a cagar para nós...
Os que entraram, saídos do banco - Aimar, Maxi Pereira e Nélson Oliveira - estiveram melhor do que os que foram substituir. Aimar, ainda que sem o fulgor de outras épocas, tem sempre lugar no Benfica. Ou, dito de outra forma, não há outro que faça o seu lugar.

Só um burro como JJ não consegue aprender com os (inúmeros) erros que tem cometido. Escolher para um jogo a eliminar uma equipa como a que escolheu ontem, só pode ser por burrice, ou... propositadamente!!! Como não acredito nesta última hipótese, confirma-se que o tipo é mesmo burro!!! Foda-ssssse!!!
Será que ele acredita que há alguém capaz de ser pior que o Emerson?!?! Capdevilla, mesmo a jogar sem uma perna, é sempre mais jogador que Emerson...
Será que JJ acredita que se o Eduardo fosse um guarda-redes seguro uma equipa que pagou quatro milhões por ele o empurrava, assim, pela porta fora?...
Será que JJ não se lembra das actuações de Ruben Amorim a lateral direito, em que sempre enterrou a equipa?...
Será que JJ ainda não percebeu que Matic não é, nem nunca será, um trinco?...
Será que JJ ainda não percebeu que Gaitán só pode jogar quando houver prémios pecuniários em jogo, ou quando estiver por perto algum olheiro encarregue de um negócio que lhe possa render algum?...
Será que JJ ainda não percebeu que Saviola está, pelo menos nesta altura, definitivamente abaixo dos mínimos exigíveis para jogar no Benfica?...
Será que JJ é mesmo burro?!?!...
MERDA!!!


Nunca, nos últimos tempos, uma derrota me deixou tão agastado como esta...
Era uma competição que tínhamos de vencer!!!
Este jogo era triplamente importante: primeiro, pela razão que já apontei; depois, porque nos permitiria desmoralizar um adversário com quem vamos disputar mais duas partidas num período imediato; e, finalmente, porque nos daria algum embalo para os próximos compromissos, que seriam o Otelul Galati (CL, em casa), o mesmo Marítimo (campeonato, fora), o Rio Ave (campeonato, em casa), o Sporting (TP, fora) e o Guimarães (TL, fora)...
Pesa-me, também, esta derrota, porque o Marítimo, apesar do 5º lugar que ocupa, não me parecer nada de especial.
E julgo que os próximos tempos vão trazer isso à evidência...

Estou preocupado. Muito preocupado...
Porque não acredito nesta equipa, nem neste treinador.
... E porque o passado recente dá-nos maus exemplos. No ano passado estivémos imensos jogos sem perder, mesmo a vencer, e seguiu-se o descalabro...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vitória justa... mas sofrida


Mais uma vitória sobre o nosso rival histórico...
Foi uma vitória justa... mas sofrida. Desnecessariamente sofrida, digo eu.
Não foi um jogo muito conseguido, do ponto de vista exibicional, mas teve períodos muito interessantes. Muito tático, com muita luta e nem sempre com o necessário discernimento da nossa parte.
A equipa entrou humilde e com grande determinação. Em resultado disso, Gaitán atirou ao poste direito da baliza do Sporting, quase fazendo um golo que seria extraordinário. A bola, caprichosamente, embateu no poste e cruzou toda a baliza, passando entre Rui Patrício e a linha de golo e saindo pela linha de fundo.
Num jogo de sentido único, mas com o Sporting a responder bem, a espaços, o golo surgiu de um pontapé de canto na esquerda do nosso ataque, aos 41 minutos, com Aimar a bater ao primeiro poste e Javi Garcia a atirar, de cima para baixo, sem hipótese para o guardião adversário.
No regresso do intervalo, foi Cardozo que, depois de sentar, literalmente, os dois centrais do Sporting, chutou forte com o pé esquerdo, descaído sobre a esquerda do nosso ataque, para uma soberba defesa do guarda-redes do Sporting.
Pouco depois caíu a máscara ao árbitro João Capela quando este, numa atitude totalmente desproporcionada, mostrou - com uma enorme pressa... - o 2º cartão amarelo a Cardozo e, consequentemente, o cartão vermelho. Não fosse Cardozo lembrar-se de fazer o gosto ao pé e, assim, retirar a hipótese da lagartagem ainda tentar discutir o jogo...
(Enoja-me, sobremaneira, a vigarice e a chico-espertice que grassa na nossa arbitragem. Mas deu-me um gozo muito grande ver que o Benfica venceu o jogo contra um bom adversário e, mais do que isso, contra um sistema que continua a servir, de forma vil e despudorada, sempre os mesmos!!! Inchem, filhos da puta!!!)
Cardozo, por seu lado, também não tem desculpa. Mesmo tendo razão no lance que protesta - o central lagarto Ony... qualquer coisa não só acotovela Cardozo como também, no momento seguinte, se desvia propositadamente para que o paraguaio caia desapoiado no chão - o nosso jogador não tinha nada que bater com a mão no relvado. E isso porque, como estava bom de ver, Capela ia tentar arranjar forma de pôr o Sporting, pela nona vez consecutiva (!!!), a jogar contra um adversário em inferioridade numérica.
Desde a altura da expulsão até ao final do jogo o adversário, naturalmente, forçou o ritmo e acercou-se com mais intensidade da nossa baliza. A propósito, Artur Moraes esteve geralmente bem, tendo até feito duas intervenções de grande classe. Porém, em outras tantas vezes ia comprometendo, fruto de desatenções que não lhe são habituais. Na defesa, a esquipa esteve bem, devendo destacar-se Jardel que, pouco utilizado, substituíu Luisão, lesionado, e deu uma boa resposta.
Gostei de Javi Garcia (muito certo e, até, empreendedor no ataque), de Aimar e de Witsel, e, mesmo, de Gaitán, que, ao contrário do que é comum acontecer, teve uma postura humilde e foi muito abnegado a defender. Rodrigo, que substituíu Aimar após a expulsão de Cardozo, também não esteve mal, e teria estado melhor se tivesse feito o 2-0 quando, ao cair do pano, foi lançado em profundidade e permitiu uma boa defesa ao guarda-redes adversário.

Porém, continuo a achar que é preciso mais qualquer coisa. Seja qualidade, seja eficiência, seja objectividade...
É que vêm aí muitos e grandes desafios, que vão exigir muito pulmão e coração. Já na próxima 6ª feira, com o Marítimo, para a Taça...




PS - Após o fim do jogo, alguns adeptos do Sporting - que gostam de se dizer bons desportistas e pessoas educadas... - entretiveram-se a dar mostras da sua boa educação e sentido de fair-play e, sem qualquer razão que o justificasse, largaram fogo a uma série de cadeiras, na zona do estádio que lhes fora reservada, e onde eles próprios viram o jogo.
Quer dizer, perderam (e de forma justa!...) o jogo, contaram com a ajuda do árbitro para jogarem meia hora contra dez e disso não tiraram qualquer vantagem, e deram conta da sua javardice queimando cadeiras. De facto, poucas vitórias, nos últimos tempos, me souberam tão bem como esta...

sábado, 26 de novembro de 2011

Apesar de tudo, foi fraquinho...



Os últimos compromissos do nosso futebol tinham graus de dificuldade diferentes: a Naval, para a Taça de Portugal, na Figueira da Foz, e o Manchester United, para a Champion's League, em Old Traford.
Num, e noutro, fiquei com um travor a pouco...

Na Figueira, com a Naval, independentemente do autêntico dilúvio que aconteceu no decurso do jogo, e de ter jogado uma equipa quase só de segundas escolhas, a partida foi muito mal jogada, com inúmeras falhas (técnicas e tácticas...) individuais e colectivas, numa espiral de ansiedade que apenas acalmou com o golo de Rodrigo, já para lá do minuto 70, dois ou três minutos depois de ele ter entrado em campo. E, mesmo assim, ainda se permitiu que a Naval desenhasse algumas jogadas no nosso meio campo defensivo, que poderiam ter tido consequências menos agradáveis...
Enfim, mesmo não querendo ser redutor, tem de admitir-se que foi muito pouco para o que deveria ter sido. O jogo, e o resultado...

Em Manchester a tarefa era de extrema dificuldade. Embora, como continuo a crer, o Benfica tem sempre boas hipóteses de sucesso contra equipas do futebol inglês, essencialmente se souber ser rápido nas acções ofensivas e organizado no desempenho defensivo.
O jogo não podia ter começado melhor para nós. Aos 3 minutos, Gaitán cruzou do lado direito do nosso ataque, depois de uma jogada de bom recorte técnico, colectiva e individualmente, e a bola foi rechaçada pelo central Jones... para dentro da sua baliza!
Até aos 30 minutos o Benfica fez um jogo relativamente conseguido, controlando bem a meio campo e não dando espaços na zona defensiva próxima da grande área. Apesar de tudo, já dentro do último quarto de hora da primeira parte, de um lance de bola parada (livre marcado do lado direito da nossa defesa) nasceu o golo do empate, da cabeça de Berbatov, que apareceu entre os nossos centrais (Luisão deveria ter feito melhor...) a cabecear de cima para baixo, cruzado, para o poste mais longe, não dando hipóteses a Artur Moraes.
Na 2ª parte, à passagem do primeiro quarto de hora, já depois da saída de Luisão, por lesão, Fletcher apareceu nas costas da defesa, acorrendo a uma bola metida no coração da grande área, para marcar o segundo do Manchester. Afortunadamente, logo depois, aos 61 minutos, após uma jogada de insistência na asa esquerda do nosso ataque, Aimar aproveitou um desentendimento entre o guarda redes e o central do United para, já na pequena área, atirar para o fundo das redes, repondo a igualdade.
Até ao final do jogo assistiu-se a um jogo vivo, mas não muito bem jogado, com o Benfica a tentar controlar as operações. Neste particular, a entrada de Matic (para o lugar de Aimar, avançando Witsel para o apoio a Rodrigo...) para fazer companhia a Javi Garcia no meio campo defensivo, surtiu efeito, já que a partir daí não mais o Manchester chegou com verdadeiro perigo à nossa baliza. Foi, até, o Benfica quem poderia ter marcado, em duas ocasiões claras, nomeadamente através de Rodrigo que, ao contrário do que sucedera nos jogos anteriores, não foi tão eficaz quanto tem sido.
Apesar de tudo, ficou a sensação de algum sabor a pouco...
É preciso mais qualquer coisa. E vencer, claro!

Os próximos desafios são de grande dificuldade e vão exigir mais qualidade, mais intensidade e mais eficácia. E o facto de se jogar por mais de uma vez com o mesmo adversário, num curto espaço de tempo, também não ajuda nada...
Para já, vamos ter amanhã o derby. Sem Luisão, quase garantidamente, o que é uma contrariedade de monta. E o adversário está forte...
Vamos a ver.
Mas que é preciso mais, e melhor, disso não há dúvidas...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Num sobe e desce contínuo...


De Braga a Genebra, uma viagem da medicoridade à normalidade...
De facto, esta frase traduz o que foi o Benfica de Braga (empate 1-1, com o "benfiquista" Pedro Proença a inventar, claramente, um penalty para o braga, numa noite em que a iluminação do estádio tosco faliu por três convenientes vezes, para impedir alguma continuidade na partida...) e o de Genebra, no particular com o Galatasaray (vitória por 2-0, nitidamente escassa para o futebol produzido pelo Benfica...).
Em Braga fomos (quase) miseráveis, sem chama, nem querer, num jogo que poderíamos ter vencido sem grande dificuldade, somando três pontos que nos deixariam na frente do campeonato, isolados. Não quisémos. Porque estivémos quase sempre encolhidos  - em especial na 1ª parte... - e porque aquele energúmeno - a quem alguém, em boa hora, partiu um dente do frontispíco cavalar do dito - inventou, de forma despudorada, um penalty a favor do braga. Que da próxima vez acerte um camião TIR na dentição frontal do animal, são os meus sinceros desejos!!!
O jogo de Braga, além do roubo de Proença, teve aquele filme de terror da iluminação eléctrica estar a falhar de pouco a pouco, impedindo liminarmente que o Benfica pudesse impor algum ritmo ao jogo. E, no final, ainda pudémos apreciar o decrépito Quim, nitidamente ressabiado, a tentar passar a mensagem de que o Benfica não tinha sido a equipa mais consistente. Soou tão a falso o seu testemunho que, mesmo que as estatísticas do jogo não o provassem, à saciedade, a sua postura não deixaria dúvidas a ninguém. Como pode alguém descer a um nível tão degradante?...


Em Genebra, a equipa não fez um grande jogo, mas já esteve a um nível mais próximo do que é o seu valor.
Perante um adversário difícil, com currículo nacional e internacional, e a alinhar com muitos atletas que nem segundas escolhas têm sido, a equipa esteve bem. Apresentou garra, boa atitude táctica e uma apreciável consistência nas movimentações, apenas falhando, de forma preocupante, na finalização. De facto, foram 2-0 apenas; mas poderiam ter sido meia dúzia, porque oportunidades não faltaram.
Gostei de ver Saviola - apareceu renascido, a comandar o jogo de ataque da equipa... - e dos miúdos da formação, em especial de Cafú. Luís Martins não me agradou especialmente, embora também não tenha comprometido. Dos velhinhos, voltei a gostar do Garay e do Artur, estando também Jardel num plano bem aceitável. Já Capdevilla desiludiu-me bastante, pois estava à espera de mais qualidade, de um maior acerto e de uma postura mais autoritária e experiente. Pior do que Capdevilla, no entanto, esteve Emerson, pese o facto de estar a jogar fora do seu lugar habitual.

Sexta-feira temos o jogo com a Naval, para a Taça de Portugal.
Fico a aguardar o que nos trará. Jorge Jesus já anunciou que vai utilizar alguns dos que jogaram em Genebra e isso, atendendo ao que produziram nesse jogo, poderá ser bom para o Benfica.
Mas é preciso não inventar. E, sobretudo, jogar à Benfica: com garra, crença e vontade de ganhar.
E, atenção, a Naval também vai jogar com onze...
Faço votos para que jogue apenas com onze...

sábado, 5 de novembro de 2011

Crónica de um desastre anunciado...

 


Já todos estávamos à espera...
Sabia-se que seria uma questão de tempo até começar a pagar-se pela sobranceria dos nossos jogadores. Ou, dito de forma diferente, sabia-se que, a jogar como o vinhamos fazendo, era certo que viríamos a sofrer dissabores.
Num jogo que, à semelhança dos mais recentes, começou bem para nós, com a equipa a pressionar o adversário e a procurar cedo o golo, voltámos a marcar nos primeiros minutos, durámos meia hora e, depois, desaparecemos por completo. E não pode ter sido por cansaço, certamente, porque ninguém dura apenas meia hora!
O que é facto é que os nossos jogadores andam aburguesados, armados em artistas, a jogar a passo e para trás, sem ambição e a deixar correr o marfim, como se fosse inevitável que as camisolas ganhassem os jogos...
Já tinha aqui escrito, e comentado com os amigos, que o resultado de tal postura seria, necessariamente, o comprometimento dos nossos objectivos. Neste caso, o empate (1-1) com o Basileia, depois de estarmos a vencer desde o quarto minuto, não só nos retirou o apuramento imediato, como também nos desalojou do primeiro lugar do grupo (por troca com o Manchester United), expondo publicamente a falta de atitude e disponibilidade física e mental da equipa e dos seus jogadores (e técnicos também...).
Estiveram alguns a roçar a mediocridade, outros exiberam-se a um nível absolutamente banal, enquanto que, pela positiva, poucos há a referir.


De entre estes, Rodrigo merece referência pelo belo golo que marcou, pelo anterior remate ao poste e pela dinâmica que emprestou ao sector mais avançado da equipa; por outro lado, esteve perdulário em inúmeras situações, a fazer lembrar uns outros que, no passado recente, naquela posição jogaram.
Luisão, Garay e Artur também tiveram prestações positivas, embora com falhas pontuais.
Nos antípodas estiveram Matic, Maxi Pereira (que se passa com ele, a perder infantilmente inúmeras bolas e a comprometer por diversas vezes?...), Gaitán, Witsel, Aimar, Bruno César e Cardozo. Não pressionaram (Cardozo, então, esteve miserável neste aspecto em concreto!...), falharam passes sem conta, complicaram o que era fácil, remataram de forma totalmente despropositada, enfim... estiveram a um nível absolutamente inconcebível!!!
Nolito, quando entrou, ainda deu outro ritmo ao ataque, mas foi sempre um elemento isolado no marasmo geral da equipa.
No banco, Raúl José foi de uma pobreza confrangedora. Estive no estádio, mesmo por trás do banco da nossa equipa, e, que me lembre, só por volta do minuto 85 (talvez mais...) é que o adjunto de Jesus (ausente por castigo) disse qualquer coisa para os jogadores, para dentro do campo!!!!!!...
Depois, quanto às opções técnicas, tem de se questionar, vivamente, a situação da lateral esquerda da nossa defesa. Sejamos honestos: Luís Martins não é, nem de perto, nem de longe, jogador para o Benfica. Pelo menos não o é nesta altura! Melhores do que ele, naquela posição, dispensámos alguns no passado recente. Foi um autêntico furo a defender, foi caricato a atacar (apesar de alguma voluntariedade patenteada...) e esteve sempre perdido em campo, também por falta do apoio de quem fez a ala esquerda do nosso meio campo.
E aqui volta à baila, necessariamente, a questão da não inscrição do Capdevilla na Champions. Como é possível que JJ continue a ter autoridade para impor as suas birras e imbecilidades, depois de já ter ficado provado que só é mestre da treta, e não da táctica?
JJ é um péssimo condutor de homens, um teimoso sem tamanho e um grotesco e inconsequente gabarola que, de cada vez que abre a boca, desprestigia o Benfica e se cobre de ridículo. À conta das suas baboseiras, estamos a começar a ver passar os navios...

O ciclo de jogos que aí vem é de grande dificuldade.
Assim, como estamos, e com as opções assumidas, certamente não vamos conseguir os nossos intentos...

domingo, 30 de outubro de 2011

Vitória... miserável


Depois de um mês fora de casa, voltei esta noite à Luz.
O jogo com o Olhanense deixava-me de pé atrás, porque, apesar de nunca nos terem vencido, costumam ser incómodos, criar dificuldades e, até, por vezes, tirar-nos alguns pontos. Além disso, Daúto Faquirá construíu uma equipa que costuma ser aguerrida e actuar como um bloco. O Olhanense, aliás, empatara já esta época em Alvalade...
Apesar dos meus receios, um golo marcado pouco mais de vinte segundos após o pontapé de saída, um caudal ofensivo considerável (da nossa parte, claro...) e um segundo golo de Rodrigo ainda dentro do primeiro quarto de hora da partida, deixaram-me bem mais confiante e descansado.
Só que, a partir da meia hora de jogo, o Benfica começou a complicar, a querer adornar em demasia as jogadas, a ser displicente e a falhar passes incríveis no nosso meio campo defensivo, e as coisas começaram a ficar muito pouco agradáveis. E, gradualmente, foram caminhando para a vulgaridade excessiva e, mesmo, para o miserável.
No arranque da segunda parte do jogo, o Olhanense veio mais afoito, acreditando que, se lutasse, poderia causar algum estrago e, logo ao minuto 47, na sequência de um cruzamento feito com todo o à vontade a partir do lado esquerdo da nossa defesa (andavam por ali a passear Bruno César, Matic e, claro, Emerson!...), a bola atravessou lentamente toda a nossa grande área (passou a queimar Luisão e Maxi Pereira...) e Wilson Eduardo adiantou-se a Gaitán (que ali estava quase estacionado junto ao segundo poste) e rematou para o fundo da baliza, sem que Artur Moraes pudesse fazer o que quer que fosse. Foi um autêntico balde de água fria. Não apenas pelo golo do adversário, a reduzir a vantagem no marcador para a margem mínima, mas porque o Benfica, a jogar como estava, iria certamente passar por dificuldades e muito sofrimento até ao fim da partida.
E, de facto, foi assim. Não pelo que o Olhanense tenha jogado, mas antes pelo que o Benfica deveria ter jogado e não jogou.
Em resumo: foi uma segunda parte (... e já a parte final do primeiro tempo tinha sido assim...) miserável, muito sofrida, em que os jogadores pareciam ter desaprendido por completo de jogar futebol, não acertavam uma jogada e, mais grave, refugiavam-se nas jogadas para trás, falhando muitas delas e propiciando as acções ofensivas do adversário.
Acabámos todos com o credo na boca. Embora o Nolito tivesse feito um golo limpo que foi anulado por um fiscal de linha com anti-vermelhite crónica, a qualidade do nosso futebol foi, nesse período e até ao final do jogo, muito aquém do minimamente aceitável.



Em termos individuais, tenho que destacar o Rodrigo, pelo jogo que fez, pelos dois golos que marcou, e pelo modo sempre empenhado com que se entregou à luta.
Também Artur, Garay, Matic, Bruno César e Luisão (mau grado o lance do golo do Olhanense...), estiveram a um nível aceitável. Mas, Gaitán, Aimar, Cardozo e, muito especialmente, Emerson, estiveram muito abaixo do razoável.
As entradas de Witsel, Saviola e, especialmente, Nolito, ainda deram uma outra vida e solidez à equipa. Mas mesmo isso foi muito pouco para as necessidades.
Vêm aí jogos muito complicados, num ciclo curto e inferal, com viagens longas e jogos da selecção pelo meio. E, ou as coisas mudam muito, ou, então, vamos comprometer seriamente os nossos objectivos...