terça-feira, 13 de março de 2012

Vitória feliz, com exibição miserável...


A vitória de ontem (1-2) sobre o Paços de Ferreira, na Mata Real, só valeu pelos 3 pontos que representou. Por nada mais...
Foi uma exibição miserável, praticamente durante toda a partida, mau grado algumas ocasiões de golo criadas... e escandalosamente falhadas. Como tem sido habitual, aliás!
Sinceramente, não compreendo como é que um grupo de trabalho que já está junto há bastante tempo, sob as ordens da mesma equipa técnica, que usufrui de excelentes condições, conta com o apoio de uma massa adepta fervorosa (e numerosa) e que transforma qualquer estádio num mini Estádio da Luz, como se viu ontem em Paços de Ferreira, consegue a proeza de jogar de forma tão desligada, tão pobre e tão amorfa como tem vindo a fazer, de forma mais evidente nos últimos tempos...

Foi uma vitória muito feliz, depois do Paços de Ferreira ter estado a vencer e, mesmo, poder ter ampliado a vantagem.
O mais curioso é que, mesmo sem estar a jogar nada, o Benfica criou, pelo menos, quatro boas ocasiões de golo (Cardozo, com duas, Nolito e Saviola), antes do golo do Paços de Ferreira, que não foram transformadas.
Mas o facto é que os nossos jogadores não tinham garra, jogavam a passo e (muito!) para os lados e para trás, não pressionavam os adversários, chegavam sempre tarde à bola, falhavam passes atrás de passes, enfim... uma coisa absolutamente miserável!
No golo do Paços de Ferreira, marcado por volta dos 30 minutos, Artur defende um primeiro remate, depois de não ter sido capaz de segurar um cruzamento da direita da nossa defesa, e a bola fica à mercê de três jogadores nossos, à frente da baliza, sem que nenhum seja lesto a aliviar o lance, permitindo que o avançado do Paços remate para o fundo das redes. Esse lance foi o espelho das facilidades que a defesa concedeu, à semelhança do que tem sido habitual ao longo de todo o campeonato, salvo honrosas, e muito esporádicas, ocasiões...


Ao intervalo entraram Gaitán e Nélson Oliveira para os lugares de Nolito e Saviola, mas o nosso jogo continuou com o mesmo ritmo, sem qualidade, sem chama e sem consequência. O Paços podia ter feito o segundo golo, e até teve uma bola no poste. Só depois de transposto o primeiro quarto de hora da segunda parte é que o jogo mudou qualquer coisa, com Nélson Oliveira a aparecer mais interventivo e a mexer com a dinâmica de ataque da equipa.
E, numa incursão pela direita, Nélson cruzou para o centro da grande área, Cardozo fez-se à bola mas deixou-a passar para Gaitán que, de primeira, rematou para o fundo da baliza. Cerca de 5 minutos depois, na marcação de um livre à entrada da grande área do Paços, descaído para a direita do nosso ataque, Bruno César, de pé esquerdo, fez a bola sobrevoar a barreira e entrar, a meia altura, rente ao poste esquerdo da baliza do Paços de Ferreira, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes.


Daí até final, o jogo passou a estar controlado, e ficou mais fácil quando Michel viu o 2º cartão amarelo, e o consequente vermelho. E mais ainda quando, nos últimos minutos da partida, Ricardo foi expulso, com vermelho directo, por uma entrada assassina sobre Bruno César, que este evitou ao saltar atempadamente.

A exibição foi, globalmente, paupérrima. Miserável, mesmo.
Também em termos individuais as coisas estiveram muito mal. Artur, desta feita, esteve bem, embora pudesse ter feito mais no lance que deu o golo do Paços de Ferreira, já que não segurou, como devia, o cruzamento, rasteiro, feito para o interior da pequena área. Bruno César, em especial na parte final do jogo, tal como Witsel, foram dos menos maus. Nélson Oliveira deu alguma vida ao ataque, tal como Gaitán, pela esquerda, mas ambos ficaram aquém do que deviam. Javia Garcia e Maxi Pereira foram lutadores, mas as coisas não saíram bem. O resto da defesa (Luisão, Jardel e Capdevilla), tal como Nolito, Saviola, Cardozo e, depois, Rodrigo, que rendeu o paraguaio, estiveram bem abaixo do que se exigia...



Pior do que a má exibição do Benfica só mesmo a pulhice de (mais) uma arbitragem na linha das dos últimos encontros...
Desta vez, coube-nos um árbitro que, ou muito me engano, ou será o menino-de-oiro do sistema  muito em breve. Ontem, conseguiu a proeza de não assinalar três (sim, três!!!...) penaltys claros, daqueles que não deixam quaisquer dúvidas, a favor do Benfica: um abraço (literalmente um abraço!!!...) de um defesa do Paços ao Jardel, impedindo-o claramente de saltar à bola, na sequência de um canto; uma obstrução, claríssima, do defesa do Paços de Ferreira a Bruno César, derrubando-o quando a bola já tinha passado; e uma rasteira, por trás, a Nélson Oliveira, quando se encaminhava para a baliza, com a bola controlada. O mais ridículo, e tristemente escandaloso, é que Bruno Esteves acabou por mostrar cartões amarelos a Bruno César e a Nélson Oliveira... por simulação!
Foda-sssssssseeeeeeeeeeeeeee!!!

PS - Bruno Esteves está a seguir, curiosamente (ou talvez não!...) os mesmos passos de Pedro Proença...


domingo, 11 de março de 2012

Bruno 'pedaço-de-merda' Alves - take 2



No final do jogo da última 3ª feira, o monte de esterco (sem ofensa para o esterco...) do Bruno 'pedaço-de-merda' Alves esteve no flash-interview.
Vomitando um ódio medonho - que nunca conseguiu disfarçar... - pelo clube que, outra vez, lhe fez a vida negra, não foi capaz de reconhecer o mérito do Benfica (e não admitiu o demérito do Zénit...), nem lhe endereçou parábens ou votos de sucesso para o restante da prova.
A única coisa que conseguiu fazer foi repetir que era português, que não tinha nada contra o Rodrigo ou qualquer outro jogador, e que devia ter sido tratado como um português que vem jogar ao seu país.

Fernando Pessoa disse, com grande propriedade e inteligência, que a sua pátria era a língua portuguesa.
A minha verdadeira pátria é o Benfica. Mas é, também, a língua portuguesa, sim senhor.

Bruno 'pedaço-de-merda' Alves não cabe no minha definição de pátria. Primeiro porque, graças a Deus, não é benfiquista (ufa!!!...). Depois, porque, embora da sua cloaca superior lhe brotem grunhidos que podem soar a português, a sua verdadeira língua é o palermês, dialecto indígena falado na região sul do território galego, mais propriamente numa aldeia ridícula e insignificante conhecida como a Palermo do oeste da europa...
Bruno 'pedaço-de-merda' Alves, tive pena de não ir ao estádio, porque assim não pude, presencialmente, assobiar-te nem chamar-te filho de puta...

Vitória... que não recupera as perdas



A vitória (2-0) da passada 3ª feira, sobre o Zenit, qualificou o Benfica para os quartos-de-final da Champions League.
Foi uma boa vitória - sem ter sido uma boa exibição - com a equipa a estar, de novo, a um nível abaixo do que se deseja e pode. Voltaram a cometer-se erros diversos, a falhar de forma incrível na finalização, a sofrer até ao último momento... para levar de vencida um adversário acessível, e que até veio jogar apenas para não perder.
A diferença, face aos jogos anteriores, esteve apenas numa maior consistência defensiva. No resto, esteve tudo ao mesmo nível, ou seja, técnicos e atletas tiveram uma prestação a tender bastante para o fraco...

(Não resisto a abrir aqui um parêntesis para registar que, na ânsia de vender mais uns números do pasquim, no dia seguinte o jornal "A Bola" falava de uma grande exibição do Benfica - "Inferno da Luz ao rubro com grande exibição da águia", era o que subtitulava o pasquim, ao lado do título, em grandes parangonas: "É assim o Benfica europeu!"
Terão conseguido vender mais uns jornais, certamente. Alguns benfiquistas poderão, até, ter-se deixado iludir. Mas acredito que a grande maioria não se deixou embalar no canto daquela sereia. Aliás, faço votos para que assim tenha sido. Eu, pela minha parte, não vou em futebóis...)

Continuo muito desiludido pelo que (não) fizeram técnicos e jogadores, particularmente nas últimas partidas. Tenho a alma tão seca e amargurada que nem me apetece muito apreciar o trabalho da equipa, individual e colectivamente.
De qualquer forma, seria injusto não referir que Witsel, Maxi Pereira (até pelo golo que marcou...), Luisão, Javi Garcia e Jardel estiveram a um bom nível. Com exibições de sinal contrário estiveram Emerson (obviamente!...), Rodrigo, Gaitán, Cardozo, Bruno César e, até, Artur, que está a ser preocupantemente reincidente na forma displicente, mesmo medíocre e incompetente, como aborda certos lances. Os jogadores que foram chamados no decorrer do jogo (Nolito, Matic e Nélson Oliveira, que substituíram, respectivamente, Rodrigo, Gaitán e Cardozo) estiveram praticamente ao nível dos que substituíram, embora Matic tenha sido importante, porque veio povoar o meio-campo defensivo, tal como Nélson Oliveira que, apesar de ter falhado de modo escandaloso duas flagrantes oportunidades e ter sido incompetente quando podia assistir um companheiro que ficaria na cara do golo (Nolito), acabou por apontar o 2º golo, já em período de compensações.
Jorge Jesus continua a teimar em Emerson (vá lá saber-se porquê...) e em colocar Gaitán (em evidente e irritante baixa de forma...) de início, quando tem outras soluções no banco. E continua a perder inúmeras oportunidades para estar calado e, assim, passar uma imagem de humildade (que, na realidade não tem!...), deixando-se de fanfarronices e palermices, que em nada o beneficiam, nem prestigiam o Benfica. De facto, no flash-interview do final do jogo, J. Jesus voltou a estar ao seu nível, relembrando que em 20 jogos das competições europeias, na Luz, apenas tinha perdido um jogo e blá blá, blá blá, etc... Esqueceu-se, porém, que tem sido também por sua culpa que o Benfica tem perdido estupidamente pontos nos jogos da Liga, onde passou de 5 pontos de avanço para 3 (na realidade, 4...) de desvantagem, e que foi por sua culpa que foi prematuramente eliminado da Taça de Portugal, e que tem sido humilhado frente a rivais, até na sua própria casa, nos tempos mais recentes...
Jorge Jesus terá méritos, certamente. Mas é um fanfarrão de meia-tijela, comete erros de forma reiterada e é mais teimoso que uma mula. Por via disso, tem-se exposto inúmeras vezes ao ridículo, nos tempos mais recentes, colando à sua a imagem do Benfica. É por isso que temos de lhe dizer que se cale, trabalhe, não invente e não seja burro nem teimoso!

É que, Jorge Jesus e os jogadores parece que ainda não perceberam que o que se vai perdendo está, irremediavelmente, perdido.
E não é passível de recuperação...




Na passada 3ª feira, tal como havia decidido, não fui ao estádio. E, como já aqui havia confidenciado, não conto ir nos próximos tempos...
Dói-me muito ver o Benfica jogar como o tem feito nos tempos mais recentes.
Amo demais o Benfica para ficar a assistir, passivamente, ao contínuo desmoronar das mais legítimas expectativas dos sócios, adeptos e simpatizantes.
Não me conformo com o facto das boas exibições e das disputas suadas serem a excepção a uma regra que está a matar, literalmente, o Benfica e os benfiquistas.

(A propósito, na 3ª feira passada houve prémio pela vitória?...)

sábado, 3 de março de 2012

Vocês são, TODOS, uma GRANDE MERDA!!!


Gestores desportivos incompetentes, mais preocupados com o marketing e o faz de conta empresarial do que com a afirmação desportiva do clube...
Dirigentes e técnicos acéfalos, que pautam a sua conduta e as suas escolhas pela casmurrice e pela imbecilidade...
Jogadores que se assumem como maradonas, mas que provam, à saciedade, uma gritante falta de atitude mental, uma enorme falta de entrega ao jogo e défices técnico-tácticos assustadores, que falham rotunda e continuadamente nos jogos por não pressionarem, por não serem rápidos, por não serem lúcidos nas escolhas nem eficazes na hora de executar, e por serem burros ao envolverem-se em situações de que resultam prejuízo certo...

A derrota (2-3) de hoje, na nossa casa, frente a uma equipa de corruptos que tem enfardado por essa europa fora (e que também já foi envergonhada pelo Gil Vicente [3-0 , para o campeonato] e pela Académica [3-0, para a Taça de Portugal]...), treinada por um gajo foleiro e pimba que tem um currículo invejável (Espinho e Santa Clara são os colossos mais conhecidos...) e se estreia na liga como treinador principal, foi, para mim, a gota de água!
Estive na Luz, embora me tenha custado bastante. Em especial porque sofro, de maneira inimaginável, com os insucessos da equipa. Porém, não vou lá mais. Pelo menos nos próximos tempos. A vida está difícil, em termos económicos e financeiros, e o desânimo e sofrimento que trago na alma poderá ser evitado, pelo menos parcialmente. Custa-me perceber como é que uma equipa que joga em casa em quase todos os estádios, se arrasta penosamente de exibição em exibição e de resultado em resultado, sem garra, sem querer, e com uma confrangedora debilidade mental, anímica e física...

Do jogo de hoje, nem me apetece falar...
A equipa foi miserável, individual e colectivamente.
Artur esteve como tem estado nos últimos (longos...) tempos, ou seja, ineficaz. Tem culpas inequívocas no primeiro golo (um remate desferido do bico da grande área, que lhe passa muito próximo das mãos...) e no terceiro (uma saída em falso, sobre a linha da pequena área, permitindo que o adversário cabeceie para golo, aos 86 minutos...!!!), e esperava-se muito mais da sua parte no segundo golo, pois não está nem na baliza, nem fora dela, passando-lhe a bola, rematada não com muita força,  mesmo ao lado da mão esquerda...
Pior do que Artur, em termos de lances decisivos, só mesmo Gáitan ou o desgraçado do Emerson. Gáitan, porque se fartou de anular a acção ofensiva da equipa, ofereceu bolas ao adversário uma infinidade de vezes (inclusivamente no lance que originou o terceiro golo) e não esteve para se cansar a correr atrás dos adversários. Emerson, porque, de entre muitas outras misérias: deixou ao adversário espaço para rematar, no primeiro golo; não ofereceu qualquer oposição para evitar o remate do adversário, quando estava em condições de o fazer, no segundo; e porque foi estupidamente burro para fazer uma falta que permitiu (o termo mais adequado seria possibilitou....) ao benfiquista (puta que o pariu!!!...) Pedro Proença mostrar-lhe o segundo cartão amarelo e expulsá-lo. Até aqui, Emerson já tinha enterrado várias vezes a equipa; hoje, só o fez com mais eloquência.
A mim, ao contrário de J. Jesus, não me custa muito perceber o facto da equipa de arbitragem ter validado o terceiro golo dos filhos de puta do CRAC. Isso não me espanta rigorosamente nada, porque é comum que assim seja...
O que me espanta é a burrice de J. Jesus, que tem um lateral esquerdo campeão da europa e do mundo (Capdevilla), em selecções, e mantem a titular na equipa um fulano que defende horrivelmente, ataca de forma miserável, pensa com os pés, treme como varas verdes quando tem a bola em seu poder, só joga para trás e, mesmo assim, falha passes de forma continuada e oferece inúmeras vezes a bola aos adversários.
O que me espanta é ter-se empurrado para outro clube (ainda por cima para um actual concorrente directo, o braga...) um jogador polivalente (Rúben Amorim) que, inclusivamente, era a mais credível alternativa na lateral direita da defesa.
O que me espanta é ter-se pago cinco milhões e meio pelo passe de um jogador (Enzo Pérez) que vinha lesionado, que foi tratado no clube, que fez uma birra e, depois do Natal, se apresentou cerca de três semanas depois de toda a restante equipa, para forçar um empréstimo e, depois (embora após um processo disciplinar muito publicitado...), o mesmo é emprestado ao clube a quem se o comprou, com a agravante de ter jogado logo depois de ter chegado a esse clube, enquanto por cá andou sempre entregue ao departamento médico.
O que me espanta é o branqueamento que uma série de sócios e adeptos benfiquistas (dos bons, porque se diz que também há maus...) insiste em fazer da forma incompetente, pouco empenhada e pouco profissional, com que os dirigentes, técnicos e atletas estão a realizar o seu trabalho.
São essas situações que me espantam verdadeiramente...
Por isso, porque não me revejo nestas figurinhas nem nos seus desempenhos, e porque me dói profundamente a situação, vou procurar não me envolver como talvez devesse.
E à guiza de desabafo, deixem-me libertar um sentido grito de revolta: VÃO TODOS P'RO CARALHO!!!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vocês secam qualquer fonte...


Perder com o Zenit...
Logo depois, perder com o Guimarães, e empatar com a Académica!?!?...
Querem, mesmo, ser campeões?.....
Vocês não merecem nada!!! Nem ser campeões, nem o respeito e o carinho dos adeptos!!!
A vossa postura e o vosso desempenho têm sido uma merda!!!
Vocês - jogadores, mas também técnicos e dirigentes!... - andam armados em vedetas, apenas interessados em protagonismo individual e em garantir os melhores contratos - de preferência milionários - para o futuro imediato!
Já enojam, pelo número e pelo conteúdo, as múltiplas declarações e entrevistas patéticas, e a procura, cega e contínua, de garantir os melhores contratos - de preferência milionários...
Muito sinceramente, vocês não merecem o pão que comem nem o ar que respiram...

Vocês secam qualquer fonte!
Vocês matam-nos a crença, por mais eterna que seja a chama...
Sem que isso vos doa minimamente...

FODA-SSSSSSEEEEEEEEEE!!!!!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um gelo absoluto...


Gelo. Um gelo absoluto... é tudo o que me vai na alma.
Construímos um sonho, que alimentamos todos os dias, colocando-o no mais recôndito do nosso ser, para que nada o perturbe ou polua...
De repente, e por obra - ausente, ou negligente... - dos que nos são tão próximos e que nós sempre estimámos e quisémos preservar, eis que nos causam dano de monta...

A minha alma é, hoje, um túmulo escuro e gélido...
Será que sabem como nós, adeptos, nos sentimos, quando vocês nos desiludem?...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Derrota previsível. Muito previsível, infelizmente...


Era previsível, claro...
Pelo menos para mim, era, realmente, previsível o que aconteceu hoje em Guimarães. E foi uma derrota por 1-0 porque o adversário era fraco...

Tenho vindo a escrever, desde há muito que: a equipa não é consistente; perde bolas incríveis; é apanhada inúmeras vezes em contra-pé e não recupera convenientemente; não pressiona os adversários; é lenta e previsível a atacar; mastiga muito o jogo e abusa dos passes para trás; é macia a defender e perde inúmeros lances por se deixar antecipar; faz faltas desnecessárias em zonas complicadas; ..........
Não o escrevo hoje por termos perdido um jogo. Repito-o, apenas...

Entrámos no jogo como se vencer fosse uma questão de tempo...
Em consequência disso, a equipa trabalhou pouco e mal - e houve muitos que acabaram a partida com a camisola praticamente seca... - e subestimou o adversário. Sofreu um golo muito consentido (mais um!!!...), com a bola a passear sobre a linha da pequena área sem que ninguém se dignasse resolver a situação. Em resultado disso, um fulano que nem consta da caderneta de cromos, de costas para a baliza, tem tempo para rematar à meia volta e fazer a bola entrar, enrolada, na nossa baliza. Com Artur a vê-la entrar, paulatinamente. Mais uma vez me pareceu que não fez o que podia, e devia. Ai, se fosse o Roberto...
A defesa esteve insegura, como tem sido comum desde o início da época. Não defende de forma autoritária, deixa-se antecipar inexplicavelmente, sobe no terreno sem qualquer nexo e é lenta e ineficaz a recuperar. Refiro-me a Emerson (claro...), mas também a Luisão, Garay e Maxi Pereira. Os centrais continuaram hoje a não ser suficientemente eficazes na sua zona de acção, comprometendo a manobra defensiva. Maxi Pereira foi, hoje, para mim, o menos mau da defesa. Não porque jogasse bem, mas porque tentou fazê-lo e foi esforçado.
Matic foi a miséria do costume: trapalhão, pouco esclarecido e ineficaz na posse de bola e transição para o ataque, e lento a pensar e a jogar. Tivémos muitos jogadores para aquela posição nos últimos tempos e, assim de memória, não me lembro de algum pior do que ele...
No meio campo, Aimar teve um ou outro rasgo, mas nunca fez a diferença e, pelo contrário, entregou muitas bolas nos pés dos adversários. Nolito foi igual a si mesmo, lutando muito, à frente e atrás, mas as coisas não lhe saíram como é costume. Gaitán... não jogou nada, fosse a defender, fosse a atacar. Está complicativo, individualista e não sua a camisola...
Na frente, Cardozo não ganhou uma bola! E fez um remate... ao minuto 85!!! Rodrigo foi esforçado, mas ineficaz.
Das substituições - Matic por Witsel, Maxi Pereira por Bruno César e Gaitán por Nélson Oliveira - nenhum fruto se colheu. Embora Witsel tenha estado melhor do que Matic (não era difícil...) e Nélson Oliveira tenha agitado um pouco o ataque, as coisas bão mudaram nada...
Enfim... uma merda!!!

Há jogadores que, nitidamente, estão com a cabeça em outro lugar.
Pensaram que já tinham ganho o campeonato e, vai daí, é só aparecer na comunicação social (muitos a fazerem declarações patetas...) e nas redes sociais, lançando mensagens que revelam um convencimento asnático e um nível de descontração que só pode resultar em desastre. De tal forma que alguns se permitem jogar como se fossem craques da primeira equipa de um qualquer Barcelona ou Real Madrid...
Basta de palermices e de vedetismos anedóticos!!! Toca mas é a trabalhar com humildade, a dar o litro durante todo o jogo, e a respeitar todos os adversários!...

Sobre J. Jesus e sobre os árbitros, não volto a falar. De qualquer forma, o que dissesse seria de sinal idêntico, em ambos os casos, e o discurso seria similar ao que tenho tido...


Esta equipa - todos incluídos: dirigentes, técnicos e jogadores... - está um autêntico deserto: de ideias, de empenho e (começa a parecer-me...) de resultados.
No ano passado, o início do descalabro foi em Guimarães...