terça-feira, 17 de julho de 2012

Voltámos a ter futebol!!!...



Voltámos a ter futebol!!!...

(Entretanto, houve para aí uns jogos de futebol, mas como não foram do Benfica, foi como se não tivessem ocorrido.
Já agora, parabéns à Espanha pela renovação do título europeu...)

Mesmo sem futebol, o Benfica esteve sempre presente. No coração e na alma...

O defeso futebolístico trouxe alegrias (hóquei, futsal, basquetebol, atletismo...), mas também alguns amargos de boca (andebol, voleibol...).
Os benfiquistas só se conformam com a vitória, pelo que não posso dizer que o intermezzo futebolístico tenha sido realmente bom...

Estive fora de portas desde meados de Maio - viajei logo após a última jornada da Liga (vitória por 1-3, em Setúbal) - e só regressei no início da semana passada.
Ainda pensei em retardar o regresso, para acompanhar o estágio da equipa em Evian, mas isso acabou por não ser viável.
Mas, perto ou longe, a ligação ao Benfica é sempre extrema...

Estes primeiros dias de preparação deixaram-me com uma sensação de alguma intanquilidade.
Tenho de confessar que, globalmente, estou satisfeito com o rendimento da equipa e dos atletas. Isto, apesar de ainda persistirem erros e posturas que não podem ocorrer, não só individual, mas também coletivamente.
Em simultâneo, noto algum adormecimento e passividade face à definição do plantel, bem como em relação a aspectos extra-desportivos que necessitam - como sente a generalidade dos benfiquistas - de ser clarificados e cuidados, para que não condicionem a verdade desportiva e tornem inúteis o empenho e a dedicação de todos - atletas, técnicos, dirigentes, sócios e adeptos - à causa benfiquista.

Ao futebol (até agora) jogado, não se pode deixar de dar nota positiva.
As vitórias sobre o Marselha (2-0) e o RH Hamm (3-0), do Luxemburgo (uma equipa muito bem estruturada, apesar de, supostamente, amadora...), e mesmo o empate desta noite com o Lille, têm de se considerar resultados positivos. Tal como as exibições, mau grado alguns erros e posturas, individuais e colectivas, que não são admissíveis. Alguns continuam a inventar, a persistir em jogar à Maradona e a fazer (e falhar!...) passes dispensáveis... e que resultam em desfavor do colectivo. E outros continuam a ser bastante eloquentes relativamente à contrariedade com que estão (ou continuam...) no plantel. Não acredito que esses atletas tenham problemas físicos ou que estejam fatigados logo no início da época!!!
E, atenção, não se podem aceitar birras e atitudes para forçar a saída ou o empréstimo. A única postura sadia e consistente é exigir que correspondam como profissionais que são... até porque são (muito bem) pagos para jogarem futebol. Disciplina e mão-de-ferro são condições imprescindíveis ao sucesso. Empréstimos para a Argentina, Brasil... ou mesmo para Braga (agora já não é possível...) não podem, nunca, ser solução. Pelo contrário: são soluções perniciosas.

Mãos à obra, pessoal.
Eu vou fazer a minha parte...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

É tudo uma questão de direcção...

É, mesmo, uma questão de direcção. De direcção espacial, entenda-se...




Os benfiquistas que tem contestado, publicamente, o actual momento do nosso futebol - direito que lhes é legítimo e inquestionável... - estão a desgastar-se (e a desgastar-nos...) sem daí retirarem qualquer proveito, nem ajudarem, realmente, o Benfica.
E é tudo uma questão de pontaria...

Que tal apontarem para o sítio certo, hem?...



Sim, se dirigirem a vossa força contestatária para os verdadeiros inimigos do Benfica, redesenhando a dentição ou recompondo a plástica facial destes grandessíssimos filhos de puta (ou de uns quantos mais, cujas fuças aqui não estão... nem é preciso!), aí sim: prestam um grande, e relevante, serviço ao Benfica!
Se lhes reservarem, em vez de umas férias efémeras no Brasil, uma reforma calma e pacata, numa qualquer cadeira de rodas, também não estarão a prestar um mau serviço à sociedade, não senhor!
E porque, para grandes males, grandes remédios, se algum deles aparecer morto à porta do estádio do ladrão (por exemplo... e só por exemplo, claro!...) mais de metade da populção portuguesa residente em Portugal continental não irá à missa nem ao funeral do monstro. Disso não há qualquer dúvida...

De contrário, podem trazer o Messi e outros dez iguais a ele, mais o Mourinho e o Pep Guardiola juntos, que o resultado será sempre o mesmo...
E vocês vão levar a vida toda a gritar para o L.F. Vieira se ir embora, e para o J. Jesus dar corda às botas, independentemente dos méritos que possam ter tido, que tenham, ou possam vir a ter!

As putas e os paneleiros do nosso futebolzinho merdoso já perderam a vergonha há muito tempo.
E como também não têm medo, porque se sabem protegidos por polícias corruptos, juízes comprados e por dirigentes e políticos mafiosos, só um susto muito grande os poderá fazer vacilar. Pelo menos um pouco...

domingo, 6 de maio de 2012

"Isto" pega-se...



Um sábado negro para as nossas cores, deixou-me com uma azia indisfarçável. Foda-se!!!

PARTE 1
Com o título de juniores no bolso, depois de estarmos a vencer por 2-0 em Braga, já na 2ª parte do jogo, ainda fomos perder por 3-2. Obviamente, entregámos o título aos osgas verdes, que agora só tem de vencer o último jogo, em casa. Foda-se!!!

PARTE 2
No voleibol, a jogar no pavilhão da Luz, com a final empatada a um jogo, tínhamos hoje a possibilidade de conquistar o título nacional. Depois de no ano passado o termos perdido, miseravelmente, para uma daquelas equipas pagas com o dinheiro de todos nós, contribuintes - no caso, o Fonte Bastardo, dos Açores... - voltámos este ano a entregar (literalmente!!!) o título, depois de inúmeros erros e falhas inadmissíveis numa equipa e num plantel daquele calibre. Miserável. Uma desilusão tremenda!!! Foda-se!!!

PARTE 3
Depois do voleibol, o futebol.
No último jogo caseiro deste campeonato, com a equipa a precisar da vitória para garantir o acesso directo à Champions, e perante um adversário (o Leiria...) demasiado frágil e a passar por um momento dificílimo, em termos desportivos, económicos e directivos, eis que nos apresentamos ao mais baixo nível que é possível imaginar...
Uma vitória, por 1-0, com uma exibição real e objectivamente miserável, com os jogadores a arrastarem-se pelo campo, a permitirem que o adversário, com metade da equipa constituída por juniores, jogue à vontade em todo o campo...
Os nossos jogadores falharam passes a meia dúzia de metros, a desentenderam-se com os colegas de equipa, meteram-lhes a bola para as zonas mais incríveis e a fizeram opções patéticas na hora de decidir, falhando escandalosamente na concretização, enfim... um quadro quase dantesco. Horripilante, mesmo...
Talvez consiga eleger alguém como o menos mau; o Bruno César, talvez. Até pelo golo que marcou, de livre directo, aos 20 minutos da 1ª parte.
Eleger o pior seria bem mais difícil, tantos são os candidatos: Garay, Luisão, Luís Martins, Saviola, Cardozo, Aimar... e, por isso, não o vou fazer.

EPÍLOGO
Sinceramente, estou siderado. Pelo presente, mas também pelo futuro.
E não consigo compreender o porquê deste estado de coisas. Honestamente.
O clube está, tanto quanto é possível, financeiramente estável. Recuperou a credibilidade que uns quantos energúmenos haviam malbaratado nos últimos tempos. Cresceu indubitavelmente, em termos de gestão, de estratégia comercial e de gestão de imagem e marketing. Tem um imenso património desportivo e histórico, agora mais bem preservado. Está servido de instalações e estruturas desportivas de grande nível, de inegável adequabilidade, e suficientes para dar resposta às necessidades. Está dotado de instrumentos inovadores e vantajosos, no campo da comunicação e ligação aos sócios e à sociedade em geral.
Temos um lote de jogadores de inegável qualidade, e quantidade. Temos um treinador que, embora com uma maneira de ser desajustada ao meu padrão de preferências, tem resultados (estatisticamente comprováveis...) ao nível dos melhores da nossa história. Temos um corpo dirigente que, embora não umbilicalmente benfiquista, tem propiciado (na globalidade...) estabilidade e capacidade de satisfação das necessidades.
Enfim... temos tudo para dar certo! No entanto, as desilusões sucedem-se a um ritmo superior ao que a minha paixão vermelha admite...
E o pior é que "isto" - a letargia, a mediocridade exibicional e a falta de resultados absolutamente convincentes, de que emergem as desilusões e os desencantos... - ao que parece, pega-se...

Quo Vadis, Benfica?
O que temos de fazer para te ter, de novo, pulsante, pelos campos a vibrar?...

PS - (Será que o bruxo de Fafe resolveria qualquer coisa?...)

domingo, 29 de abril de 2012

Sem qualificação...



... Sem qualificação, mesmo!!!
Depois de uma exibição agradável e de uma boa vitória, na Luz, contra o Marítimo, como é possível descer a um nível tão baixo como o desta noite, com o Rio Ave?!?....

O empate a dois golos foi, para mim, uma derrota. Porque não vencemos, como devíamos, e porque ficamos matematicamente impossibilitados de vencer o campeonato. Mesmo sabendo que isso era praticamente impossível, sabe sempre muito mal não ganhar um jogo...

Não me apetece escrever nada de substântivo sobre o jogo...
Só quero deixar um grito de revolta, saído bem do fundo do corpo e da alma, porque não admito que os mesmos jogadores tenham atitudes tão díspares, sem qualquer razão que o justifique, em momentos tão próximos!
Estão desmotivados? Então, que se motivem, foda-se!!!
Razões para andar desmotivado tenho eu, que vivo num país de corruptos, onde se escraviza quem trabalha e se protege quem explora e suga o sangue dos trabalhadores. Que ganho pouco, que tenho de fazer contas para viver e vejo o meu salário reduzido e os preços dos produtos, dos serviços e dos impostos aumentados constantemente.
... E, pior do que tudo o mais, que sofro por ver o meu clube ser representado por um grupo de jogadores que se comportam muitas vezes como mercenários, embora sejam pagos principescamente e com condições de vida e trabalho de sonho, mas que entram em campo mais para cumprir calendário do que para dar o litro, como daria qualquer adepto como eu - até suar sangue!... - mesmo que tivesse de pagar para jogar!

Como é possível entrar no jogo como entrámos hoje?
Os jogadores - quase todos eles... - estiveram em campo nitidamente como se estivessem a fazer um grande frete!...
Muitos dos que subiram ao relvado estavam nitidamente a pensar na próxima época... e na sua situação em concreto, claro!!!
J. Jesus já se apercebeu disso e deixou de fora da equipa Gaitán e Javi Garcia. Mas ficaram ainda Artur, Garay, Luisão, Witsel, Aimar, Cardozo...
Como é possível que, nos primeiros 10 minutos de jogo, Garay tenha feito dois passes, à distância de cinco metros, à saída do nosso meio campo defensivo, para os pés dos adversários, embora não estivesse pressionado?!?!?...
Como é possível que Artur e Luisão tenham estado tão desconcentrados como aconteceu no (inocente...) lance que deu o primeiro golo do Rio Ave?
Como é possível que Artur tenha ficado a ver a bola dirigir-se, em arco, a baixa altura e devagar, para o fundo da baliza, no segundo golo do Rio Ave, sem esboçar sequer uma tentativa de se fazer ao lance?
Como é possível que Aimar tenha andado tão desligado do jogo como esteve, sem procurar a bola e, quando a teve, tenha estado tão apático?
Como é possível que Cardozo tenha passado o jogo sem atacar a bola, sem dar luta, sem pressionar os adversários e sem crira uma situação real de perigo?

Para mim - como já escrevi anteriormente, e como tenho dito aos amigos... - jogador que estivesse em campo a pensar no contrato da próxima época, distraído com a saída para Manchester, Londres, Roma ou Buenos Aires (ou para quaisquer outras latitudes...), já tinha sido devidamente informado que, ou se aplicava como devia ser, para merecer que a sua situação fosse ponderada ou, caso contrário, só saía pelo valor da cláusula de rescisão!
... E se não se pusesse fino, tinha o caminho aberto para o banco... ou para treinar com a equipa B!!!

Mas isto sou eu, que amo o Benfica tanto como a minha própria vida...


Post Scriptum:

Antes do jogo - como já aconteceu em outras alturas, recentemente... - uns quantos benfiquistas entretiveram-se a escrever declarações de amor a Luís Filipe Vieira nas paredes do recinto do Rio Ave. Deram, assim, sequência à contestação a LFV (e, certamente, à continuidade de J. Jesus no Benfica...), esquecendo que quem joga são os jogadores.
Se LFV não tivesse propiciado as necessárias condições à equipa, ou se não tivesse defendido os interesses do Benfica (embora, aqui, possa ter tido alguns lapsos, admito...), ainda poderia compreender a contestação.
Por outro lado, J. Jesus fez um bom trabalho, tanto ao nível da formação da equipa como da valorização individual dos jogadores. É verdade que cometeu erros, foi teimoso (e a equipa ficou prejudicada com essa teimosia...) e, por vezes, fala demais e diz o que não deve. Mas, como todos vimos, pôs a equipa a jogar futebol e obteve bons resultados, na Europa e dentro de portas. O problema foi a incosntância verificada!
E aqui é que está a verdadeira questão: porque é que os jogadores são inconstantes, fazem jogos com altos níveis de entrega e outros com uma postura e qualidade inadmissíveis? Presidente e o treinador são os mesmos... e mantêm o mesmo discurso e a mesma prática!
A verdade é que não é o presidente, nem o treinador, quem corre, dentro do campo, mais ou menos; não é o presidente, nem o treinador, quem está no jogo, concentrado ou desconcentrado; não é o presidente, nem o treinador, quem tem comportamentos e posturas em campo que favorecem ou, pelo contrário, prejudicam a equipa...
Na minha opinião, o Benfica não tem que ter apenas bons jogadores. Antes de tudo, tem que ter jogadores humildes, trabalhadores, honestos, e com muita raça e querer. Enfim, tem que ter na sua equipa homens, em vez de ídolos com pés de barro. Depois, se eles forem maradonas, tanto melhor; se não, pelo menos saberemos que serão humildes, honestos e esforçados...

Mas isto sou eu a dizer.
Eu, que amo o Benfica tanto como a minha própria vida...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vitória fácil... e a jogar futebol!


... A jogar futebol!
A vitória sobre o Marítimo (4-1) foi justa, clara, sem espinhas, e obtida com a equipa a jogar bom futebol...
Foi uma vitória à Benfica!

Quando se soube a constituição da equipa, ficou-se em suspenso. Jorge Jesus mudava, de uma assentada, 3 das pedras de que não abdicara durante a época: Emerson, Javi Garcia e Gaitán. Nos seus lugares apareceram Capdevilla, Matic e Nolito. Uma equipa para agradar aos sócios? Ou (finalmente!...) um sinal de estar a ser mais pragmático e menos casmurro?
O que é facto é que a equipa apareceu a jogar com muita intensidade, em pressing constante, com um futebol variado e explorando bem as faixas laterais, onde Nolito e Bruno César, apoiados por Capdevilla e Maxi Pereira, criavam uma dinâmica que colocava inúmeros problemas às linhas recuadas do Marítimo. A equipa madeirense passou os primeiros quinze minutos sem sequer passar a linha divisória do meio campo, com o Benfica a criar uma série de boas ocasiões de concretização. Saviola rematou ao poste, à passagem do minuto 4, e logo depois Luisão e Cardozo estiveram prestes a marcar.
Até que, à passagem dos quinze minutos, Aimar recebeu um passe da direita, de Maxi Pereira, tocou atrasado para o coração da grande área, onde apareceu Nolito a rematar de pé esquerdo, de primeira, rasteiro, para o fundo da baliza de Peçanha. E o mesmo Nolito, quatro minutos mais tarde, foi isolado por um passe magistral de Saviola e, à saída do guarda redes brasileiro do Marítimo, tocou a bola por cima, fazendo um chapéu perfeito e um golo de belo efeito.


Perto da meia hora de jogo surgiu mais uma grande oportunidade para aumentar o marcador, com Cardozo, sobre a esquerda, a receber uma bola da direita, de Bruno César, e a meter de primeira para o centro da área, onde Saviola rematou bem, à meia volta, com a bola a embater num defensor do Marítimo.
Alguns minutos depois, nova investida pela direita, agora de Maxi Pereira, e a bola cruzada para o interior da pequena área, onde um defesa se antecipa a Cardozo, quando este se aprestava para rematar para o fundo da baliza do Marítimo.
E logo depois, perto do final da primeira parte, mais duas excelentes ocasiões, na sequência de bonitas jogadas de futebol, com Capdevilla a ser isolado por Saviola e a rematar de primeira, para uma grande defesa de Peçanha, e com Bruno César a rematar colocado, obrigando Peçanha a esticar-se todo para defender, bem junto ao poste esquerdo da sua baliza.
Apesar do ritmo ter abrandado um pouco no final da 1ª parte, o resultado era curto para tantas oportunidades criadas...


No regresso dos balneários, o Marítimo apareceu muito mais atrevido e, para não variar, lá sofremos o golito da ordem, em mais uma desatenção do nosso sector recuado, com o Sami a descobrir um buraco na zona central da nossa defesa, apanhada em contra-pé, para rematar (meio no ar, meio na bola...) atabalhoadamente, fazendo-a passar entre Bruno César (que entretanto acudira àquela zona...) e Artur, e encaminhar-se lentamente para a nossa baliza, vazia.
O Marítimo, mesmo sem jogar grande coisa, tentava intranquilizar a nossa equipa, saindo agora mais veloz para o ataque. Durante alguns momentos não estivémos como devíamos, falhando alguns passes e incorrendo em alguns descuidos tácticos e posicionais. Nessa altura, quando foi preciso, Artur esteve sempre bem...
Entretanto, vendo que a equipa começava a estar mais fragilizada no miolo (Matic estava agora mais sozinho, por falta de frescura física de Aimar e Saviola...), Jorge Jesus fez sair os dois atacantes argentinos e colocou em campo Javi Garcia e Rodrigo. E a equipa ficou bem melhor daí em diante.
Resultados mais imediatos não era possível, já que na primeira vez que tocou na bola, Rodrigo marcou o terceiro golo, encostando o pé, em plena pequena área, frente à baliza, após uma assistência perfeita de Nolito, da esquerda do nosso ataque.
E apenas cinco minutos depois, Bruno César arrumou com a questão, após mais uma bonita jogada do nosso ataque, que culminou com um passe soberbo de Nolito (mais um!...) que, da esquerda, fez a bola cruzar toda a grande área, rasgando por entre a defesa do Marítimo e indo cair no pé do brasileiro que, com muita classe, ajeitou para o pé esquerdo, e com esse mesmo fuzilou Peçanha, obtendo um golo de belo efeito.

O homem do jogo foi, claramente, Nolito. Marcou os dois primeiros golos do encontro, e deu a marcar os outros dois. Uma exibição de grande nível. É, sem dúvida, um desequilibrador nato...
E é pena que tenha estado num momento menos bom de forma quando a equipa precisou da sua criatividade...


De resto, também Artur, Maxi Pereira, Capdevilla, Matic e Bruno César, estiveram bastante bem. Aimar e Saviola, enquanto duraram, fizeram boas exibições. Luisão, Garay e Cardozo não estiveram particularmente felizes. Rodrigo esteve bem, embora tivesse sido algo perdulário e, em algumas situações, um pouco egoísta. Javi Garcia cumpriu bem a função de ajudar a parar o meio campo do Marítimo. Nélson Oliveira não esteve muito em jogo, talvez porque quando entrou a equipa já tinha o jogo resolvido e jogava com menor fulgor e intensidade.

(Não notei as ausências de Gaitán e de... Emerson.)

Jogámos bom futebol e, embora não isentos de erros, mostrámos uma equipa que muitas vezes não fomos ao longo da época. E tínhamos que ter sido, porque temos valor, individual e colectivo, para isso!
Durante este jogo, dei por mim muitas vezes a murmurar: "Porra, é tão fácil jogar futebol!..."
Por isso ainda me custa mais termos deixado escapar um campeonato que tinha sido tão fácil de vencer...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Devemos acreditar em Jesus?...


É o dilema deste final de época.
Independentemente do que vier a ser o resultado final do campeonato, a grande questão será, realmente, centrada na manutenção, ou na troca, do treinador.
Tenho sido bastante crítico em relação a Jorge Jesus, não só porque não compreendo muitas das suas opções (e, não sendo catedrático, vejo futebol - correcção, vejo o Benfica... - há muitos, muitos, anos), mas também porque reconheço que tem uma maneira de ser e de estar que pode ser desagradável e, até, contraproducente, tanto interna como externamente.
Jorge Jesus tem um feitio difícil, não me parece muito culto nem particularmente hábil para gerir algumas situações e, quanto a mim, foi-lhe dada muita rédea solta e nenhum acompanhamento (ou aconselhamento) próximo, em termos de intervenção pública e de gestão de imagem. Com prejuízo para si... e para o próprio clube.

Contudo, parece-me que Jorge Jesus é um treinador com grandes capacidades e muito potencial ainda por explorar, que, se for capaz - ou se o ajudarem a... - gerir de forma mais racional e pragmática, e menos emocional, o grupo de trabalho, e o próprio planeamento e trabalho desportivo, dará a volta a estes períodos baixos do nosso futebol e guiará a equipa para muitas conquistas.
Confesso que até a mim isto que escrevo me parece um pouco estranho, em especial porque tenho sido muito crítico - talvez por deformação profissional... - de Jorge Jesus, do seu trabalho e dos resultados obtidos.
Porém, o que é facto é que nunca nos últimos anos ganhamos tanto como com Jorge Jesus, e nunca realizámos tantas mais-valias, desportivas e financeiras, como temos realizado com ele.
E, embora não goste muito de falar nisso, a verdade é que se não tivéssemos sido tão prejudicados pela arbitragem como fomos, estaríamos muito bem embalados, a caminho do Marquês...
Sinceramente, olhando para todos os lados, não vejo alternativa que possa apresentar mais probabilidades de sucesso do que o previsível com Jorge Jesus.

Creio que precisaremos, sobretudo, de agir a três níveis:
1º - Arranjar jogadores para duas ou três posições mais fragilizadas e, simultaneamente, exigir dos jogadores uma maior constância e entrega ao jogo, pondo em primeiro lugar os interesses do grupo, embora se aceite que não esqueçam os seus; não os podem é pôr em primeiro lugar!
2º - Gerir os relacionamentos desportivos, no plano institucional e no financeiro, com o distanciamento que as circunstâncias desde há muito vêm aconselhando; ou seja, não servir de cobertor a quem, sistematicamente, nos prejudica e fragiliza (árbitragem, dirigentes desportivos associativos, comunicação social...)
3º - Dedicar especial atenção à questão das arbitragens e da justiça desportiva, definindo e pondo em prática as estratégias e iniciativas que se afigurem como as necessárias e adequadas para garantir que cessem roubos e ataques como os que têm sido comuns, mesmo que essas iniciativas passem pelo uso de armas mais... expeditas.

Para além disso, fica a faltar dizer:
Jesus, o Benfica conta contigo! Queremos-te entre nós!
No banco, ou na bancada, tanto faz!!!



(Não ligues muito a isto. É que ainda há gente que acredita em Artures Jorges ou Manuéis Josés, esses treinadores tão bons e que nos trouxeram tantos títulos...)

Obrigação cumprida... sem grande brilho


Vencemos, novamente, a Taça da Liga.
Naturalmente. Como se esperava, cumprimos a nossa obrigação. É mais um troféu para a nossa vitrine...
É verdade que não fizémos um jogo muito famoso, mas fomos justos vencedores e, se ficaram golos por marcar, foi para o nosso lado.

Ao contrário do que muitos querem fazer crer, a Taça da Liga é uma prova bastante competitiva, que põe em confronto as melhores equipas das duas ligas profissionais.
Sendo uma prova que mistura uma fase de grupos com uma fase a eliminar é, sem dúvida, bastante seletiva.
E se isso não fosse suficiente, bastaria ver que superámos, directamente, de entre outros, o Guimarães e o Marítimo, e que eliminámos na meia final o desportivo do freixo que, como se sabe, é muito hábil em promover destinos turísticos, fruta e docinhos para dormir. E que o outro finalista deixou pelo caminho, diretamente, o recreativo do campo grande e o crac b...

A Taça da Liga não faz esquecer uma época pouco positiva, mas atenua um pouco.
Perdê-la é que seria realmente desastroso...

Uma referência à presença na nossa equipa, nesta final, do Matic (grande jogo!) e do Capdevilla que, a par de Witsel e Bruno César, e até de Aimar, Maxi Pereira, Rodrigo e Eduardo (embora este sem trabalho quase nenhum...) fizeram um bom jogo. Saviola, que saíu do banco para, na vez que tocou na bola, fazer o golo da vitória, também fica na história. Tal como Rodrigo, que tinha apontado o primeiro...




PS - Achei curioso o facto dos jogadores do Gil Vicente (que foi derrotado) terem sido recebidos em festa em Barcelos, e dos jogadores do Benfica (que venceram, com inteira justiça, o troféu) terem sido vaiados por uns 10 (?) adeptos, alguns de cara tapada, tanto em Coimbra como em Lisboa. Se os jogadores começam a perceber que perdendo é que são bem recebidos, estamos tramados...