domingo, 29 de julho de 2012

Vitórias gordas... e preocupantes!!!



Ontem e hoje, vitórias gordas... e preocupantes!!!
Pode parecer um contrassenso, mas é bastante compreensível...


27Julho2012
Ao fim da tarde de ontem, na Luz, disputou-se mais uma edição da Eusébio Cup.
Desta vez, o adversário foi o Real Madrid, campeão espanhol em título. O resultado, foi à antiga: 5 a 2!!! E até podiam ter sido mais...
O jogo começou bem. Logo ao terceiro minuto, Carlos Martins marcou um livre sobre a direita do nosso ataque, na projecção da linha limite da grande área do Real. Javi Garcia acorreu à bola, sobre a zona central da área e, de cabeça, com um gesto perfeito, rodou a cabeça e marcou um golgo de belo efeito. Depois, veio o habitual período de brindes ao adversário e Callejón, aos 18 e 20 minutos, deu a volta ao marcador. Erros inaceitáveis do sector defensivo, sobre a nossa esquerda e na zona dos centrais, permitiram o golo adversário, mesmo quando éramos nós a dominar o jogo...
Porém, pouco tempo depois, Carlos Martins (outra vez...) bateu mais um livre, outra vez do lado direito do nosso ataque, e apareceu agora Witsel a cabecear, à entrada da pequena área, para o fundo da baliza do Real, repondo alguma justiça no marcador. E com esse resultado se chegou ao intervalo. Registo, ainda, para um falhanço escandaloso de Cardozo, ao minuto 31, em zona frontal à baliza e só com o guarda-redes pela frente, depois de um centro com conta, peso e medida, de Melgarejo.
No início da segunda parte, Enzo Perez apareceu no lugar de Nolito, e desfez o empate, num golo magistral, aos 53 minutos. Aos 58 minutos, Carlos Martins fez o 4-2 com um golo não menos espectacular, num remate de primeira, depois de um centro atrasado de Witsel, sobre a direita do nosso ataque. E aos 85 minutos, Enzo Perez fechou a contagem, com um chapéu sobre o guarda-redes do Real Madrid, após um passe de Kardec, feito já dentro da grande área, sobre a direita do nosso ataque.
O Real apresentou algumas ausências, em especial no sector recuado. Contudo, alinharam de início, de entre outros, Granero, Lass Diara, Kaká, Di Maria, Callejón e Higuain. E, mais tarde, jogaram ainda, Fábio Coentrão, Alex, Benzema e Morata, a estrela ascencional merengue...
Pelo Benfica, alinharam, de início, Artur, Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo, Javi García, Witsel, Gaitán, Carlos Martins, Nolito e Cardozo. Ao intervalo, entraram Enzo Perez (saíu Nolito), Kardec (saíu Cardozo) e Ola John (saíu Gaitán) e, no decorrer da 2ª parte, Bruno César (para o lugar de Carlos Martins), Saviola (saindo Witsel) e, mesmo no final do jogo, Michel (por troca com Kardec) e Luisinho (rendendo Melgarejo).


Destaques, pela positiva, para Carlos Martins - encheu o campo, marcou um golo e deu dois a marcar... - Witsel - fez o emapte a 2-2 e esteve sempre em todo o campo, a defender e a atacar - Enzo Perez - marcou dois golos e revelou argumentos técncios e níveis motivacionais mais próximos do que se espera dele... - e Maxi Pereira, pelas razões de sempre: raça, garra e disponibilidade total.
Pela negativa, destaco a reiterada e preocupante incapacidade para defender, a gritante falta de agressividade nas acções defensivas, a grande facilidade e constância com que se cometem falhas incríveis na transição ofensiva, de que resultam contra-ataques mortíferos e, em consonância com isso, o enorme défice de recuperação defensiva. Não se pode admitir que os defesas deixem, por inúmeras vezes, a bola nos pés dos adversários, apenas porque pretenderam inventar um passe impossível, ou arriscar uma jogada individual dispensável ou um passe desnecessário. E ontem, no jogo com o Real Madrid, como já acontecera com o PSV Eindhoven, essas situações multiplicaram-se!...


28Julho2012
Hoje, em Barcelos, com o Gil Vicente, disputámos o Troféu Crédito Agrícola.
Os gilistas faziam a apresentação aos sócios e, como é habitual, disputavam o referido troféu. Estivémos presentes pela primeira vez e, embora apresentando uma equipa com jogadores que habitualmente não são titulares, acabámos por vencer por... 2-5!!! Como ontem.
O Gil Vicente começou o jogo a pressionar. Porém, nesse período o Benfica foi eficaz e consistente e, nas saídas para o ataque, causou sempre grande perigo. Aos 13 minutos, Mora correspondeu, de cabeça, a um centro de Luisinho, e inaugurou o marcador. Dois minutos depois, Mora apontou um livre e Miguel Vitor apareceu na área a desviar, de cabeça, para o fundo das redes gilistas. Aos 21 minutos, Enzo Perez desmarcou Mora, que apareceu em velocidade a ganhar aos centrais de Barcelos e, com o guarda-resdes a tentar fazer a mancha, atirou rasteiro, para o poste mais distante, fazendo o 3-0. E aos 30 minutos fez o hat-trick, encostando o pé num centro da esquerda, de Luisinho.
Ao minuto 40, o árbitro de Braga, Cosme Machado, teve a sua primeira - e única!... - oportunidade para fazer golo, e não a desperdiçou! De facto, na sequência de uma disputa de bola entre Miguel Vitor e um atacante do Gil Vicente, Miguel Vitor fez falta sobre o gilista, fora da área, sobre a esquerda, e este foi atirar-se uns metros mais à frente, caindo sobre o limite da grande área. Cosme Machado, claro, marcou penalty! Afinal, estes jogos são de preparação, ou não? Então, ele está, de facto, a preparar-se para a próxima época. Enfim, o costume...
Ao intervalo, entraram Ola John, Kardec e Michel, para os lugares de Hugo Vieira, Mora e Nélson Oliveira. A equipa perdeu fulgor atacante, muito pela ausência de Mora, mas também pelas actuações menos conseguidas de Ola John e Kardec.
Depois, como já é habitual, abrimos o período de ofertas, e deixámos o Gil Vicente jogar à sua vontade. Pelo meio, permitimos que fizesse o 2-4, na sequência de um cruzamento feito sobre a direita da nossa defesa, aparecendo solto, sem marcação, nas costas de Jardel e com Luisinho apenas a assistir, um gilista a rematar de cabeça... quase ao nível do relvado(!!!) , para o fundo das nossas redes.
Aos 67 minutos, Bruno César apontou um livre, com o guarda-redes anfitrião a sacudir, com dificuldade, para a frente, aparecendo Michel a fazer a recarga, atirando para o fundo das redes e fixando o resultado final em 5-2.
O Benfica alinhou com Paulo Lopes, João Cancelo, Miguel Vítor, Jardel, Luisinho, Roderick, Enzo Peréz, Bruno César, Mora, Hugo Vieira, Nélson Oliveira. Jogaram, também, como já foi referido, Ola John, Kardec e Michel, e, ainda, Mika (saíu Paulo Lopes), André Almeida e André Gomes, que renderam, ao mesmo tempo, Enzo Perez e Bruno César.


Neste jogo, destaco, pela positiva, Rodrigo Mora, não só pelo hat-trick que consumou em apenas 45 minutos, mas também pela boa exibição global que realizou. Destaque, ainda, para a boa estreia de João Cancelo na lateral direita da defesa, e para as actuações agradáveis de Enzo Perez e Bruno César. Destaque, por fim, para o facto do Benfica ter acabado o jogo com sete portugueses - seis deles formados no Benfica... - e com uma equipa muito próxima dos sub-21.
Pela negativa, tal como nos últimos jogos, a incapacidade global para defender com um mínimo de qualidade, e a facilidade com que se cometem erros inadmissíveis a este nível.


Por isso o título deste post: Vitórias gordas... e preocupantes!!!



PS - Ontem, a jogar com o equipamento alternativo, vencemos o Real Madrid. Não está mal!... Mas eu continuo a não gostar de ver aquele arranjo e conjunto cromático...

domingo, 22 de julho de 2012

... E voltámos a ter "misérias"!!!


Depois de uma vitória (5-1) no jogo de angariação de apoios para as vítimas da fome, disputado na Luz, em que teve por opositor uma equipa denominada por qualquer coisa parecida com "Os amigos de Figo e o resto do mundo" (?), formada por antigas estrelas do futebol, o Benfica partiu para a Polónia, para participar no torneio Wroclaw Polish Masters, que reuniu o Atlético de Bilbau, o PSV Eindhoven e o campeão polaco, o Slask Wroclaw.

E, então, depois do regresso do futebol - que anunciei alegremente no anterior post... - eis que regressam, também, e em abundância, as "misérias" que nos têm sido comuns nos últimos tempos...

Já no jogo de ontem - vitória por 2-4 sobre o Slask Wroclaw - depois de uma exibição apenas agradável e de uma vantagem de 2 a 0, eis que a equipa faz o reload e se coloca ao nível dos piores desempenhos do passado recente, falhando passes e comentendo erros (técnicos, tácticos e de postura, individual e colectiva...) em barda e, em três minutos, sofre dois golos de uma equipa que só com muita boa vontade se pode considerar de valor mediano.
Valeram, depois, a maior qualidade dos nossos atletas e a mediania do adversário, para se recuperar a liderança no marcador e o direito a jogar a final do torneio.
(Para ser mais correcto, o que nos valeu, mesmo, foi um atleta chamado Carlos Martins, que narcou um golo e fez duas assistências para outros tantos, e que, no ano passado, foi emprestado ao Granada... porque, supostamente, não cabia no plantel...)

Hoje, perante uma equipa que nos é, naturalmente, inferior - embora o PSV Eindhoven seja, como é natural, mais forte que o campeão polaco... - o jogo foi muito menos conseguido e, ao contrário do de ontem, nunca fomos claramente superiores ao adversário. Embora tivéssemos essa obrigação!!!
Valeu, mais uma vez, Carlos Martins, que marcou, num remate frontal e de fora da área, aos 35 minutos da primeira parte, fazendo o 1-0...
O intervalo trouxe um futebol ainda mais pobre e menos dominador e, com naturalidade, o adversário empatou a partida. Pouco depois fez o 2-1 e, mais tarde, Maxi Pereira viu o 2º amarelo e foi expulso e o PSV fez o 3-1. E não fez mais dois ou três golos porque os seus avançados foram perdulários...
Pior do que o resultado foi a exibição, com os jogadores a arrastarem-se pelo campo sem saber o que fazer, sem conseguirem ganhar a bola e, quando a tiveram, a fazer dela o que não deviam...
Enfim, mais do mesmo, em relação ao passado recente e de má memória...
Fico com sensação fortíssima de dejá vu, e vislumbro um péssimo prenúncio para o futuro...

Para agravar a situação, temos de levar com as habituais desculpas esfarrapadas, de dirigentes, técnicos e comentadores amigos.
Que estes jogos são para dar minutos aos atletas e que o resultado não é importante (... então porque diabo é que os nossos adversários se dão tanto ao trabalho de vencer os jogos e levar os troféus consigo?...), que as experiências têm de ser feitas antes do início da competição oficial, que estes jogos servem para os atletas se conhecerem melhor, que estas partidas servem para fazer crescer a equipa... enfim, um nunca mais acabar de justificações e desculpas que só aceita quem queira ser enganado. Então, os treinos servem para quê? E as contratações são feitas sem prever o seu enquadramento futuro? E a equipa está a conhecer-se agora, ou a maioria do grupo já vem de anos anteriores?...
Se é para fazer o que vimos ontem e hoje, o melhor será jogarem à porta fechada! Pelo menos não causam desalento aos adeptos, não desmoralizam a equipa nem dão trunfos morais aos adversários...

Não perdemos nada. Ainda. Mas que este estado de coisas ajuda a perder, lá isso ajuda...


PS - Em minha opinião, o equipamento alternativo é, mesmo, feio, e não tem nada a ver com a génese do manto sagrado. E quando o usamos as coisas nunca correm bem...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Voltámos a ter futebol!!!...



Voltámos a ter futebol!!!...

(Entretanto, houve para aí uns jogos de futebol, mas como não foram do Benfica, foi como se não tivessem ocorrido.
Já agora, parabéns à Espanha pela renovação do título europeu...)

Mesmo sem futebol, o Benfica esteve sempre presente. No coração e na alma...

O defeso futebolístico trouxe alegrias (hóquei, futsal, basquetebol, atletismo...), mas também alguns amargos de boca (andebol, voleibol...).
Os benfiquistas só se conformam com a vitória, pelo que não posso dizer que o intermezzo futebolístico tenha sido realmente bom...

Estive fora de portas desde meados de Maio - viajei logo após a última jornada da Liga (vitória por 1-3, em Setúbal) - e só regressei no início da semana passada.
Ainda pensei em retardar o regresso, para acompanhar o estágio da equipa em Evian, mas isso acabou por não ser viável.
Mas, perto ou longe, a ligação ao Benfica é sempre extrema...

Estes primeiros dias de preparação deixaram-me com uma sensação de alguma intanquilidade.
Tenho de confessar que, globalmente, estou satisfeito com o rendimento da equipa e dos atletas. Isto, apesar de ainda persistirem erros e posturas que não podem ocorrer, não só individual, mas também coletivamente.
Em simultâneo, noto algum adormecimento e passividade face à definição do plantel, bem como em relação a aspectos extra-desportivos que necessitam - como sente a generalidade dos benfiquistas - de ser clarificados e cuidados, para que não condicionem a verdade desportiva e tornem inúteis o empenho e a dedicação de todos - atletas, técnicos, dirigentes, sócios e adeptos - à causa benfiquista.

Ao futebol (até agora) jogado, não se pode deixar de dar nota positiva.
As vitórias sobre o Marselha (2-0) e o RH Hamm (3-0), do Luxemburgo (uma equipa muito bem estruturada, apesar de, supostamente, amadora...), e mesmo o empate desta noite com o Lille, têm de se considerar resultados positivos. Tal como as exibições, mau grado alguns erros e posturas, individuais e colectivas, que não são admissíveis. Alguns continuam a inventar, a persistir em jogar à Maradona e a fazer (e falhar!...) passes dispensáveis... e que resultam em desfavor do colectivo. E outros continuam a ser bastante eloquentes relativamente à contrariedade com que estão (ou continuam...) no plantel. Não acredito que esses atletas tenham problemas físicos ou que estejam fatigados logo no início da época!!!
E, atenção, não se podem aceitar birras e atitudes para forçar a saída ou o empréstimo. A única postura sadia e consistente é exigir que correspondam como profissionais que são... até porque são (muito bem) pagos para jogarem futebol. Disciplina e mão-de-ferro são condições imprescindíveis ao sucesso. Empréstimos para a Argentina, Brasil... ou mesmo para Braga (agora já não é possível...) não podem, nunca, ser solução. Pelo contrário: são soluções perniciosas.

Mãos à obra, pessoal.
Eu vou fazer a minha parte...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

É tudo uma questão de direcção...

É, mesmo, uma questão de direcção. De direcção espacial, entenda-se...




Os benfiquistas que tem contestado, publicamente, o actual momento do nosso futebol - direito que lhes é legítimo e inquestionável... - estão a desgastar-se (e a desgastar-nos...) sem daí retirarem qualquer proveito, nem ajudarem, realmente, o Benfica.
E é tudo uma questão de pontaria...

Que tal apontarem para o sítio certo, hem?...



Sim, se dirigirem a vossa força contestatária para os verdadeiros inimigos do Benfica, redesenhando a dentição ou recompondo a plástica facial destes grandessíssimos filhos de puta (ou de uns quantos mais, cujas fuças aqui não estão... nem é preciso!), aí sim: prestam um grande, e relevante, serviço ao Benfica!
Se lhes reservarem, em vez de umas férias efémeras no Brasil, uma reforma calma e pacata, numa qualquer cadeira de rodas, também não estarão a prestar um mau serviço à sociedade, não senhor!
E porque, para grandes males, grandes remédios, se algum deles aparecer morto à porta do estádio do ladrão (por exemplo... e só por exemplo, claro!...) mais de metade da populção portuguesa residente em Portugal continental não irá à missa nem ao funeral do monstro. Disso não há qualquer dúvida...

De contrário, podem trazer o Messi e outros dez iguais a ele, mais o Mourinho e o Pep Guardiola juntos, que o resultado será sempre o mesmo...
E vocês vão levar a vida toda a gritar para o L.F. Vieira se ir embora, e para o J. Jesus dar corda às botas, independentemente dos méritos que possam ter tido, que tenham, ou possam vir a ter!

As putas e os paneleiros do nosso futebolzinho merdoso já perderam a vergonha há muito tempo.
E como também não têm medo, porque se sabem protegidos por polícias corruptos, juízes comprados e por dirigentes e políticos mafiosos, só um susto muito grande os poderá fazer vacilar. Pelo menos um pouco...

domingo, 6 de maio de 2012

"Isto" pega-se...



Um sábado negro para as nossas cores, deixou-me com uma azia indisfarçável. Foda-se!!!

PARTE 1
Com o título de juniores no bolso, depois de estarmos a vencer por 2-0 em Braga, já na 2ª parte do jogo, ainda fomos perder por 3-2. Obviamente, entregámos o título aos osgas verdes, que agora só tem de vencer o último jogo, em casa. Foda-se!!!

PARTE 2
No voleibol, a jogar no pavilhão da Luz, com a final empatada a um jogo, tínhamos hoje a possibilidade de conquistar o título nacional. Depois de no ano passado o termos perdido, miseravelmente, para uma daquelas equipas pagas com o dinheiro de todos nós, contribuintes - no caso, o Fonte Bastardo, dos Açores... - voltámos este ano a entregar (literalmente!!!) o título, depois de inúmeros erros e falhas inadmissíveis numa equipa e num plantel daquele calibre. Miserável. Uma desilusão tremenda!!! Foda-se!!!

PARTE 3
Depois do voleibol, o futebol.
No último jogo caseiro deste campeonato, com a equipa a precisar da vitória para garantir o acesso directo à Champions, e perante um adversário (o Leiria...) demasiado frágil e a passar por um momento dificílimo, em termos desportivos, económicos e directivos, eis que nos apresentamos ao mais baixo nível que é possível imaginar...
Uma vitória, por 1-0, com uma exibição real e objectivamente miserável, com os jogadores a arrastarem-se pelo campo, a permitirem que o adversário, com metade da equipa constituída por juniores, jogue à vontade em todo o campo...
Os nossos jogadores falharam passes a meia dúzia de metros, a desentenderam-se com os colegas de equipa, meteram-lhes a bola para as zonas mais incríveis e a fizeram opções patéticas na hora de decidir, falhando escandalosamente na concretização, enfim... um quadro quase dantesco. Horripilante, mesmo...
Talvez consiga eleger alguém como o menos mau; o Bruno César, talvez. Até pelo golo que marcou, de livre directo, aos 20 minutos da 1ª parte.
Eleger o pior seria bem mais difícil, tantos são os candidatos: Garay, Luisão, Luís Martins, Saviola, Cardozo, Aimar... e, por isso, não o vou fazer.

EPÍLOGO
Sinceramente, estou siderado. Pelo presente, mas também pelo futuro.
E não consigo compreender o porquê deste estado de coisas. Honestamente.
O clube está, tanto quanto é possível, financeiramente estável. Recuperou a credibilidade que uns quantos energúmenos haviam malbaratado nos últimos tempos. Cresceu indubitavelmente, em termos de gestão, de estratégia comercial e de gestão de imagem e marketing. Tem um imenso património desportivo e histórico, agora mais bem preservado. Está servido de instalações e estruturas desportivas de grande nível, de inegável adequabilidade, e suficientes para dar resposta às necessidades. Está dotado de instrumentos inovadores e vantajosos, no campo da comunicação e ligação aos sócios e à sociedade em geral.
Temos um lote de jogadores de inegável qualidade, e quantidade. Temos um treinador que, embora com uma maneira de ser desajustada ao meu padrão de preferências, tem resultados (estatisticamente comprováveis...) ao nível dos melhores da nossa história. Temos um corpo dirigente que, embora não umbilicalmente benfiquista, tem propiciado (na globalidade...) estabilidade e capacidade de satisfação das necessidades.
Enfim... temos tudo para dar certo! No entanto, as desilusões sucedem-se a um ritmo superior ao que a minha paixão vermelha admite...
E o pior é que "isto" - a letargia, a mediocridade exibicional e a falta de resultados absolutamente convincentes, de que emergem as desilusões e os desencantos... - ao que parece, pega-se...

Quo Vadis, Benfica?
O que temos de fazer para te ter, de novo, pulsante, pelos campos a vibrar?...

PS - (Será que o bruxo de Fafe resolveria qualquer coisa?...)

domingo, 29 de abril de 2012

Sem qualificação...



... Sem qualificação, mesmo!!!
Depois de uma exibição agradável e de uma boa vitória, na Luz, contra o Marítimo, como é possível descer a um nível tão baixo como o desta noite, com o Rio Ave?!?....

O empate a dois golos foi, para mim, uma derrota. Porque não vencemos, como devíamos, e porque ficamos matematicamente impossibilitados de vencer o campeonato. Mesmo sabendo que isso era praticamente impossível, sabe sempre muito mal não ganhar um jogo...

Não me apetece escrever nada de substântivo sobre o jogo...
Só quero deixar um grito de revolta, saído bem do fundo do corpo e da alma, porque não admito que os mesmos jogadores tenham atitudes tão díspares, sem qualquer razão que o justifique, em momentos tão próximos!
Estão desmotivados? Então, que se motivem, foda-se!!!
Razões para andar desmotivado tenho eu, que vivo num país de corruptos, onde se escraviza quem trabalha e se protege quem explora e suga o sangue dos trabalhadores. Que ganho pouco, que tenho de fazer contas para viver e vejo o meu salário reduzido e os preços dos produtos, dos serviços e dos impostos aumentados constantemente.
... E, pior do que tudo o mais, que sofro por ver o meu clube ser representado por um grupo de jogadores que se comportam muitas vezes como mercenários, embora sejam pagos principescamente e com condições de vida e trabalho de sonho, mas que entram em campo mais para cumprir calendário do que para dar o litro, como daria qualquer adepto como eu - até suar sangue!... - mesmo que tivesse de pagar para jogar!

Como é possível entrar no jogo como entrámos hoje?
Os jogadores - quase todos eles... - estiveram em campo nitidamente como se estivessem a fazer um grande frete!...
Muitos dos que subiram ao relvado estavam nitidamente a pensar na próxima época... e na sua situação em concreto, claro!!!
J. Jesus já se apercebeu disso e deixou de fora da equipa Gaitán e Javi Garcia. Mas ficaram ainda Artur, Garay, Luisão, Witsel, Aimar, Cardozo...
Como é possível que, nos primeiros 10 minutos de jogo, Garay tenha feito dois passes, à distância de cinco metros, à saída do nosso meio campo defensivo, para os pés dos adversários, embora não estivesse pressionado?!?!?...
Como é possível que Artur e Luisão tenham estado tão desconcentrados como aconteceu no (inocente...) lance que deu o primeiro golo do Rio Ave?
Como é possível que Artur tenha ficado a ver a bola dirigir-se, em arco, a baixa altura e devagar, para o fundo da baliza, no segundo golo do Rio Ave, sem esboçar sequer uma tentativa de se fazer ao lance?
Como é possível que Aimar tenha andado tão desligado do jogo como esteve, sem procurar a bola e, quando a teve, tenha estado tão apático?
Como é possível que Cardozo tenha passado o jogo sem atacar a bola, sem dar luta, sem pressionar os adversários e sem crira uma situação real de perigo?

Para mim - como já escrevi anteriormente, e como tenho dito aos amigos... - jogador que estivesse em campo a pensar no contrato da próxima época, distraído com a saída para Manchester, Londres, Roma ou Buenos Aires (ou para quaisquer outras latitudes...), já tinha sido devidamente informado que, ou se aplicava como devia ser, para merecer que a sua situação fosse ponderada ou, caso contrário, só saía pelo valor da cláusula de rescisão!
... E se não se pusesse fino, tinha o caminho aberto para o banco... ou para treinar com a equipa B!!!

Mas isto sou eu, que amo o Benfica tanto como a minha própria vida...


Post Scriptum:

Antes do jogo - como já aconteceu em outras alturas, recentemente... - uns quantos benfiquistas entretiveram-se a escrever declarações de amor a Luís Filipe Vieira nas paredes do recinto do Rio Ave. Deram, assim, sequência à contestação a LFV (e, certamente, à continuidade de J. Jesus no Benfica...), esquecendo que quem joga são os jogadores.
Se LFV não tivesse propiciado as necessárias condições à equipa, ou se não tivesse defendido os interesses do Benfica (embora, aqui, possa ter tido alguns lapsos, admito...), ainda poderia compreender a contestação.
Por outro lado, J. Jesus fez um bom trabalho, tanto ao nível da formação da equipa como da valorização individual dos jogadores. É verdade que cometeu erros, foi teimoso (e a equipa ficou prejudicada com essa teimosia...) e, por vezes, fala demais e diz o que não deve. Mas, como todos vimos, pôs a equipa a jogar futebol e obteve bons resultados, na Europa e dentro de portas. O problema foi a incosntância verificada!
E aqui é que está a verdadeira questão: porque é que os jogadores são inconstantes, fazem jogos com altos níveis de entrega e outros com uma postura e qualidade inadmissíveis? Presidente e o treinador são os mesmos... e mantêm o mesmo discurso e a mesma prática!
A verdade é que não é o presidente, nem o treinador, quem corre, dentro do campo, mais ou menos; não é o presidente, nem o treinador, quem está no jogo, concentrado ou desconcentrado; não é o presidente, nem o treinador, quem tem comportamentos e posturas em campo que favorecem ou, pelo contrário, prejudicam a equipa...
Na minha opinião, o Benfica não tem que ter apenas bons jogadores. Antes de tudo, tem que ter jogadores humildes, trabalhadores, honestos, e com muita raça e querer. Enfim, tem que ter na sua equipa homens, em vez de ídolos com pés de barro. Depois, se eles forem maradonas, tanto melhor; se não, pelo menos saberemos que serão humildes, honestos e esforçados...

Mas isto sou eu a dizer.
Eu, que amo o Benfica tanto como a minha própria vida...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vitória fácil... e a jogar futebol!


... A jogar futebol!
A vitória sobre o Marítimo (4-1) foi justa, clara, sem espinhas, e obtida com a equipa a jogar bom futebol...
Foi uma vitória à Benfica!

Quando se soube a constituição da equipa, ficou-se em suspenso. Jorge Jesus mudava, de uma assentada, 3 das pedras de que não abdicara durante a época: Emerson, Javi Garcia e Gaitán. Nos seus lugares apareceram Capdevilla, Matic e Nolito. Uma equipa para agradar aos sócios? Ou (finalmente!...) um sinal de estar a ser mais pragmático e menos casmurro?
O que é facto é que a equipa apareceu a jogar com muita intensidade, em pressing constante, com um futebol variado e explorando bem as faixas laterais, onde Nolito e Bruno César, apoiados por Capdevilla e Maxi Pereira, criavam uma dinâmica que colocava inúmeros problemas às linhas recuadas do Marítimo. A equipa madeirense passou os primeiros quinze minutos sem sequer passar a linha divisória do meio campo, com o Benfica a criar uma série de boas ocasiões de concretização. Saviola rematou ao poste, à passagem do minuto 4, e logo depois Luisão e Cardozo estiveram prestes a marcar.
Até que, à passagem dos quinze minutos, Aimar recebeu um passe da direita, de Maxi Pereira, tocou atrasado para o coração da grande área, onde apareceu Nolito a rematar de pé esquerdo, de primeira, rasteiro, para o fundo da baliza de Peçanha. E o mesmo Nolito, quatro minutos mais tarde, foi isolado por um passe magistral de Saviola e, à saída do guarda redes brasileiro do Marítimo, tocou a bola por cima, fazendo um chapéu perfeito e um golo de belo efeito.


Perto da meia hora de jogo surgiu mais uma grande oportunidade para aumentar o marcador, com Cardozo, sobre a esquerda, a receber uma bola da direita, de Bruno César, e a meter de primeira para o centro da área, onde Saviola rematou bem, à meia volta, com a bola a embater num defensor do Marítimo.
Alguns minutos depois, nova investida pela direita, agora de Maxi Pereira, e a bola cruzada para o interior da pequena área, onde um defesa se antecipa a Cardozo, quando este se aprestava para rematar para o fundo da baliza do Marítimo.
E logo depois, perto do final da primeira parte, mais duas excelentes ocasiões, na sequência de bonitas jogadas de futebol, com Capdevilla a ser isolado por Saviola e a rematar de primeira, para uma grande defesa de Peçanha, e com Bruno César a rematar colocado, obrigando Peçanha a esticar-se todo para defender, bem junto ao poste esquerdo da sua baliza.
Apesar do ritmo ter abrandado um pouco no final da 1ª parte, o resultado era curto para tantas oportunidades criadas...


No regresso dos balneários, o Marítimo apareceu muito mais atrevido e, para não variar, lá sofremos o golito da ordem, em mais uma desatenção do nosso sector recuado, com o Sami a descobrir um buraco na zona central da nossa defesa, apanhada em contra-pé, para rematar (meio no ar, meio na bola...) atabalhoadamente, fazendo-a passar entre Bruno César (que entretanto acudira àquela zona...) e Artur, e encaminhar-se lentamente para a nossa baliza, vazia.
O Marítimo, mesmo sem jogar grande coisa, tentava intranquilizar a nossa equipa, saindo agora mais veloz para o ataque. Durante alguns momentos não estivémos como devíamos, falhando alguns passes e incorrendo em alguns descuidos tácticos e posicionais. Nessa altura, quando foi preciso, Artur esteve sempre bem...
Entretanto, vendo que a equipa começava a estar mais fragilizada no miolo (Matic estava agora mais sozinho, por falta de frescura física de Aimar e Saviola...), Jorge Jesus fez sair os dois atacantes argentinos e colocou em campo Javi Garcia e Rodrigo. E a equipa ficou bem melhor daí em diante.
Resultados mais imediatos não era possível, já que na primeira vez que tocou na bola, Rodrigo marcou o terceiro golo, encostando o pé, em plena pequena área, frente à baliza, após uma assistência perfeita de Nolito, da esquerda do nosso ataque.
E apenas cinco minutos depois, Bruno César arrumou com a questão, após mais uma bonita jogada do nosso ataque, que culminou com um passe soberbo de Nolito (mais um!...) que, da esquerda, fez a bola cruzar toda a grande área, rasgando por entre a defesa do Marítimo e indo cair no pé do brasileiro que, com muita classe, ajeitou para o pé esquerdo, e com esse mesmo fuzilou Peçanha, obtendo um golo de belo efeito.

O homem do jogo foi, claramente, Nolito. Marcou os dois primeiros golos do encontro, e deu a marcar os outros dois. Uma exibição de grande nível. É, sem dúvida, um desequilibrador nato...
E é pena que tenha estado num momento menos bom de forma quando a equipa precisou da sua criatividade...


De resto, também Artur, Maxi Pereira, Capdevilla, Matic e Bruno César, estiveram bastante bem. Aimar e Saviola, enquanto duraram, fizeram boas exibições. Luisão, Garay e Cardozo não estiveram particularmente felizes. Rodrigo esteve bem, embora tivesse sido algo perdulário e, em algumas situações, um pouco egoísta. Javi Garcia cumpriu bem a função de ajudar a parar o meio campo do Marítimo. Nélson Oliveira não esteve muito em jogo, talvez porque quando entrou a equipa já tinha o jogo resolvido e jogava com menor fulgor e intensidade.

(Não notei as ausências de Gaitán e de... Emerson.)

Jogámos bom futebol e, embora não isentos de erros, mostrámos uma equipa que muitas vezes não fomos ao longo da época. E tínhamos que ter sido, porque temos valor, individual e colectivo, para isso!
Durante este jogo, dei por mim muitas vezes a murmurar: "Porra, é tão fácil jogar futebol!..."
Por isso ainda me custa mais termos deixado escapar um campeonato que tinha sido tão fácil de vencer...