domingo, 19 de agosto de 2012

Inaceitável!!!...


Benfica, 2 - braga, 2...
(Estádio da Luz, jornada 1 da Liga)

Inaceitável!!!
... Com um plantel riquíssimo - e caro, como nunca!... - recheado de muitas e variadas soluções, e escolhido ao gosto do treinador, é inaceitável o resultado desta noite, na Luz. Tal como é inaceitável a exibição!...

Contra um adversário que (parece-me bem...) se vai ver e desejar para andar, este ano, nos lugares da frente, fomos de uma qualidade e ineficácia confrangedoras. Nem mesmo quando ficámos a jogar contra 10 (expulsão do central Douglão, ao minuto 70) fomos capazes de fazer coisa que se visse.
Fomos, mais uma vez, medíocres...
Porra!!! Estamos a jogar em casa, com mais de 55 mil nas bancadas, gastámos mais de 20 milhões em reforços, deixámos no banco e/ou fora da convocatória gente como Carlos Martins, Gáitan, Aimar, Ola John, Enzo Pérez, Nolito, etc..., e não conseguimos vencer - ou, sequer, mandar no jogo!... - contra uma equipa que fez uma pré-época miserável, perdendo com adversários de ínfima dimensão futebolística!...
Temos um grupo que se mantém estável desde há vários anos, um treinador que vai para a 4ª época à frente da equipa, óptimas condições de trabalho... e não conseguimos ver resultados disso?!?...

O jogo foi todo muito embrulhado e complicativo...
Nunca fomos capazes de mandar no jogo. A equipa esteve confusa, precipitada e falhou lances em barda, tanto a defender como a atacar. O adversário jogou como quis, criou perigo e só não marcou porque foi incompetente...
Só perto da meia hora o jogo ficou mais equilibrado, embora nunca tenhamos criado perigo real. Pouco. Muito pouco... para tantos recursos!!!
Do adversário, porém, também não houve grande mérito, nem especial acerto. Na verdade, só estiveram realmente bem foi a simular e tentar cavar faltas e cartões aos jogadores do Benfica...
Neste particular, estiveram muito activos o rabeta do Mossoró (que nome do c......!!!) e o filho-de-puta do Rúben Amorim (que é atleta do Benfica e se diz benfiquista!!!...), que fez filmes até dizer chega e conseguiu mesmo arrancar um cartão ao Maxi. Nogento, no mínimo. No próximo ano, quando acabar a cedência ao braga e voltar ao Benfica, era encaminhado, de imediato, para a equipa B e, de preferência, para o banco!!!...
Logo no início da 2ª parte, aos 48 minutos, Salvio marcou, na sequência de um cruzamento da direita, de Rodrigo. Pensei que o mais difícil estava feito. Enganei-me.
Logo depois, aos 55 minutos, Melgarejo foi capaz de meter a cabeça onde podia ter posto os pés, para tentar desviar um cruzamento da direita da nossa defesa, e fez autogolo. Pouco depois, aos 62 minutos, Melgarejo acorre a um lance do seu lado da defesa, tem a bola controlada mas, sem que haja qualquer explicação, alivia a bola para a entrada da nossa grande área, onde um adversário aparece a recolhê-la e a metê-la na pequena área, para o rabeta do Mossoró contornar Artur e fazer o golo. Culpas para Melgarejo, obviamente, mas também para os centrais e para o guarda-redes. Aliás, Artur esteve particularmente mal em mais do que uma situação - numa delas, na primeira parte, meteu a bola num atacante adversário, estando este praticamente isolado... - e não acrescentou rigorosamente nada à equipa, não tendo nenhuma acção especialmente meritória.
J. Jesus, à sua maneira, também ajudou à festa. Substituíu Bruno César por Nolito (64 min.), e Salvio e Rodrigo por Enzo Pérez e Aimar (68 min.). Como é habitual, as substituições não produziram quaisquer resultados. Aliás, tem mesmo que se estranhar que, com a equipa a perder, o treinador tire um avançado jovem e fisicamente possante, para colocar um jogador que praticamente não fez pré-época e tem estado lesionado. A saída de Salvio também pareceu ser de cabo-de-esquadra, até porque este estava a ser um dos melhores da equipa...
Contudo, o empate apareceu ao minuto 70, por Cardozo, na conversão de uma grande penalidade, a castigar mão de Douglão. O central foi expulso, mas esse facto não foi minimamente aproveitado.
O futebol do Benfica andou sempre muito a rondar a mediocridade, sem progressão nem eficácia, fosse a atacar, fosse a defender.
Ao minuto 82, a bola foi mandada em arco, da esquerda do nosso ataque, para a pequena área do braga, tendo Cardozo saltado com o guarda-redes adversário. A verdade é que não houve contacto faltoso, mas o guarda-redes não agarrou a bola, que escapou para o corpo de um defesa e entrou na baliza. Artur Soares Dias não teve qualquer dificuldade em marcar falta ao atacante, claro...
O que mais me lixa é ouvir J. Jesus dizer, no fim da partida, que tinha gostado da arbitragem! Foda-se!!! Cala-te, c......!!! Não queres criticar, não critiques. Mas não elogies. Ainda por cima, a arbitragem foi, naturalmente, tendenciosa...


Por falar em J. Jesus, quero registar que, às 19:48 horas, quando foi conhecida a equipa inicial (Artur, Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo, Javi Garcia, Witsel, Salvio, Bruno César, Rodrigo e Cardozo) eu fiquei com a firme certeza que vamos continuar a ter um treinador que inventa demais, que continua a ser desmesuradamente casmurro, e que os défices da equipa só vão ser corrigidos quando ele... for substituído!!!
Quando da divulgação da equipa não pude deixar de (certamente como muitos benfiquistas...) me perguntar: E Carlos Martins? Nem ele, nem Aimar? E Enzo Pérez? Nem ele, nem Gaitán, nem Nolito?...
Prevejo que vamos andar a época toda a bater no Melgarejo. Como foi com Emerson, no ano passado. Mas a realidade é que temos dois laterais com muitas deficiências a defender, obrigados a fazer toda a sua ala sem que isso represente qualquer mais-valia prática e, ao mesmo tempo, deixando, na prática, as tarefas defensivas entregues a dois centrais que derivam para as laterais e ao trinco (habitualmente Javi Garcia). Este esquema não resultou, ou, pelo menos, não resultou ainda. Nem me parece que resulte nunca...
Se a crença e o firme propósito de defender as nossas idéias são uma virtude que deve ser preservada, a casmurrice e a ortodoxia excessiva, e não recompensada, são atitudes de comprovada burrice!!!...

Estamos no 1º jogo oficial. Eu sei.
Mas tenho a certeza que este ano vamos voltar a fazer uma época miserável... e a não ganhar nada. Pelo menos com J. Jesus...

sábado, 18 de agosto de 2012

Registo para memória futura...




Nos últimos dias, muitos foram os que se deliciaram a opinar acerca do episódio de Dusseldorf, que envolveu Luisão e o actor-árbitro alemão...

Foram especialmente incisivas as intervenções dos jornaleiros (sem ofensa para os verdadeiros...) avençados dos me(r)dia, da comunicação social mafiosa, bem como de adeptos convenientemente desmemorados e de algumas figurinhas (que se julgam) de referência dos adversários mais directos, desde dirigentes a jogadores.
O chefe da camorra da Palermo portuguesa, entre bufas e sonhados espasmos amorosos por brasileiras menores de idade, também se atreveu, embora a medo, de qualificar de vergonha o episódio do jogo com o Fortuna Dusseldorf.
... Como se aquele pedaço de merda putrefacta pudesse falar de vergonha sem fazer a própria mãe corar de vergonha...

Hoje, na inauguração da Casa do Benfica da Batalha, Luís Filipe Vieira teve ocasião de, para registo e memória futura, deixar um recado à altura, que reproduzo abaixo, socorrendo-me da notícia inserta na versão on-line de um jornal desportivo:
«Para aqueles que falaram de vergonha, é bom que façam um pequeno exercício de memória. Vergonha é ser condenado por corrupção desportiva. Vergonha para o país foi saber-se que houve quem corrompesse árbitros com prostitutas e outros esquemas. Vergonha foi todos sabermos o que se passou, quando e como se passou, mas a justiça portuguesa ter preferido ignorar os factos. Vergonha é recordar a imagem de árbitros como José Pratas e outros a fugirem de campo de jogadores e adeptos. Vergonha é agredir jornalistas por terem opinião. Vergonha é intimidar pessoas do próprio Clube apenas porque pensam de forma diferente. Vergonha é ameaçar ou agredir jogadores apenas porque estes não querem renovar ou ser emprestados. Vergonha é ter ordenados em atraso e fazer de conta que não se passa nada! Vergonha é saber que algumas pessoas gozam de total impunidade em Portugal».


Parece-me que estou a imaginar alguns benfiquistas - daqueles que se fartaram de lamentar que a atitude de Luisão foi uma vergonha e que o Benfica estava desgraçado por causa dele... - a pedir a demissão de LFV por ter tido a ousadia de colocar em risco o bom nome do Benfica...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Rodrigo Mora: empréstimo, porquê?...


Não compreendo este novo empréstimo de Rodrigo Mora...
O jogador fez uma pré-época de muito bom nível.
Na pré-época, rendeu mais que Saviola, por exemplo. E no ano passado, fez uma boa época, na Argentina, com golos e boas exibições.
Quanto a mim, seria uma excelente alternativa para o nosso ataque. Móvel, rápido, com bom sentido de baliza e de processos práticos e directos, é mais maduro do que o Nélson Oliveira e do que o próprio Rodrigo, e mais eficaz que Saviola ou Kardec.
Com Nélson Oliveira emprestado (e bem, quanto a mim...), com Saviola a mostrar-se cada vez menos opção, Kardec a não confirmar o que se esperaria dele, e Rodrigo a dar mostrar de alguma imaturidade (fruto da sua juventude...) e muita irregularidade, Mora parecia-me o elemento certo para ser a alternativa no ataque...


Não percebo esta opção de Jorge Jesus, em especial depois das belíssimas indicações desta pré-época, com boas exibições e vários golos marcados nos jogos e, até, um hat-trick (Gil Vicente)...

sábado, 11 de agosto de 2012

Benfica B - mais sofrimento...


Começou hoje a 2ª liga, onde vai competir a equipa B.

Esta tarde, na Luz, recebemos o braga B (sim, com letra minúscula, para dar a devida dimensão desse clubezeco porco, à semelhança do vizinho mais a sul...).
Recebemos... e não vencemos. Emapte a 2, que me sabe (como sempre que não se ganha...) a derrota.

A equipa alinhou com: Mika; João Cancelo, Carole, Fábio Cardoso (J. Mário, aos 84 m.) e Luís Martins; Hélder Costa (André Gomes, aos 72 m.), André Almeida, Luciano (C. Costa, aos 72 m.) e Ivan Cavaleiro; Miguel Rosa e Djaniny.
Marcador: 0-1 (37 m., Aníbal); 1-1 (38 m., Luís Martins); 1-2 (63 m., Luciano, na própria baliza); 2-2 (91 m., André Gomes)

Existe alguma qualidade na equipa, mas o resultado é muito insípido.
No fundo, a equipa não joga como equipa. E uma equipa não é o somatório das suas partes.
Prevalece a qualidade individual e a atitude de alguns atletas, mas é evidente uma qualidade global e uma atitude colectiva muito aquém do exigível.
O primeiro golo do braga B foi apontado na sequência de um livre, marcado para o miolo da grande área, onde apareceu sózinho, sem marcação nem oposição, um jogador adversário. Falta de qualidade e atitude colectiva, claro está...
O segundo golo do adversário (autogolo de Luciano) surge de um cruzamento da esquerda da nossa defesa, onde a bola foi colocada num contra-golpe, com o nosso lateral avançado, sem que tenha havido a necessária compensação. Falta de qualidade e atitude colectiva, como se vê...
Os nossos golos (ambos de belo efeito...) surgiram de remates de ressaca, na sequência de acções de ataque falhadas. Qualidade e atitude individual, obviamente...

Sinceramente, para mim, que respiro cada uma das incidências do Benfica, a equipa B vai ser um adicional de sofrimento...
Fica a possibilidade de vir a valer a pena, fazendo despontar, eventualmente, jovens como Ivan Cavaleiro, Miguel Rosa, Hélder Costa, André Gomes ou Luís Martins.
A ver vamos...


PS - O boi de preto, Marco "Semilha" Ferreira, está-se a treinar para quando tiver de apitar jogos da primeira equipa do Benfica: apitou a tudo que pudesse ser contra o Benfica... e evitou apitar tudo o que fosse a favor!...

Que grande merda!!!...


Que grande merda, sem dúvida!!!
Ou melhor, que grandes merdas, no plural...
Grande merda, o jogo; ou, mais propriamente, o jogo que (não) fizémos...
Grande merda, o árbitro, durante todo o tempo em que esteve a pé...
Grande merda, o episódio que antecedeu o fim do encontro, aos 39 minutos da primeira parte...

O jogo com o Fortuna de Dusseldorf, já por si, não prenunciava nada de bom. Porque se trata de uma equipa alemã, porque não tem valor reconhecido nem história significativa, porque tem um historial social e desportivo algo truculento e titubeante, enfim... se não fosse por outras coisas, seria, pelo menos, porque eu detesto profundamente os alemães!

Apresentámos uma equipa que não lembraria a ninguém... a não ser a J. Jesus.
Para último teste de pré-época, devo dizer que fiquei bastente preocupado com a equipa inicial: Artur; Maxi, Luisão, Garay e Melgarejo; Javi Garcia; Enzo Pérez, Carlos Martins e Ola John; Saviola e Cardozo.
Se, na defesa, não haverá muita volta a dar (incluindo Javi à frente desta...), já no meio campo e no ataque seria de esperar algo diferente do que o que foi apresentado. Enzo Pérez?!? Ola John?!? Saviola?!?...
Se for esta a equipa base, a nossa luta pela liderança vai ser muito curta...
E Witsel? Já está no Real Madrid? Então porque não jogou? Salvio veio para ser suplente? Ou não precisa de minutos? Bruno César? Nolito? Rodrigo?...
Aos 20 minutos de jogo, já me tinha saturado de ver tanta monotonia e mediocridade. Jogava-se a passo e falhavam-se passes em barda. Ola John, aos 23 min., falhou o endosso a Carlos Martins, a 5 metros dele, metendo a bola nos pés de um alemão, que nem sequer o estava a pressionar!!!...
O Benfica era invariavelmente apanhado em contra-pé, na sequência de erros técnicos, e atitudinais, individuais e colectivos.
Por essa altura, Saviola (tem quase 31 anos!...), à saída da nossa grande área, teve o desplante de tentar fintar um adversário e, como seria de esperar, perdeu a bola. Este lançou-a para o flanco direito do seu ataque, de onde saíu cruzamento para a nossa pequena área, onde apareceu, à vontade, um adversário a tentar marcar, de calcanhar. Por sorte, falhou uma conclusão que até era fácil...
Pouco depois foi Maxi Pereira a criar uma situação de apuro, perdendo a bola para um alemão que, de imediato, lançou em profundidade. Artur teve que sair da área, para salvar, a pontapé...
O mesmo Artur, aos 30 minutos, defendeu, para cima, um excelente remate de Voronin, sobre a direita da nossa defesa, onde teve tempo e espaço para tudo.
O Benfica limitava-se a ver jogar. Não percebo o que quer J. Jesus. Percebe-se que espera que Maxi Pereira e Melgarejo subam nas alas. E eles sobem. Só que não têm acção, porque a bola não lhes chega aos pés. Como Javi Garcia descia para o centro da defesa, abrindo Luisão na direita e Garay na esquerda, ficava o miolo entregue apenas a C. Martins, sem o mínimo de hipóteses de suster os adversários, permitindo-lhes jogar à vontade. Pérez e Ola John não estavam em lado nenhum, Cardozo estava plantado lá na frente e Saviola não sabia onde havia de estar...
Era isto, apenas isto, o Benfica desta tarde, em Dusseldorf.
A única nota positiva foi um cabeceamento de Garay, na sequência de um livre de C. Martins, com a bola a passar muito perto do poste esquerdo da baliza alemã.

Aos 37 min., Javi Garcia entra em falta sobre um adversário. O árbitro, supostamente por palavras, mostra o cartão amarelo. Uso a expressão supostamente, porque a falta não era, nem pouco mais ou menos, para cartão. No minuto 39, de novo Javi entra a uma bola endossada a um adversário, impele a bola em sentido contrário àquele em que ela vinha (portanto, claramente, joga na bola...), mas acaba por derrubar o adversário, na sequência da jogada, porque entrou pelas suas costas. O árbitro, sem que nada o jutificasse, leva a mão ao bolso e tira o cartão amarelo, aparentemente para o exibir ao espanhol.
Maxi Pereira e Carlos Martins, que estão por perto, dirigem-se ao árbitro alemão, contestando o que parece que seria a sua opção. Este empurra Maxi com o cotovelo e, entretanto, Luisão vem em sua direcção, colocando-se à frente de Maxi e C. Martins, opondo o seu peito à marcha do árbitro. Este, num movimento absolutamente inaudito, projecta os seus braços na direcção de Luisão e, acto contínuo, naturalmente, cai de costas no relvado, ficando, aparentemente, inanimado. Digo aparentemente, porque deu toda a sensação que estava a simular...
O desmaio dura muito pouco tempo: não mais de um minuto. Levanta-se e, de imediato, rodeando-se dos seus auxiliares, dirige-se para as cabines... de onde nunca mais saíu.


Passados cerca de 15 minutos, o treinador do Fortuna Dusseldorf regressou ao campo, com a indicação de que não haveria mais jogo, porque o árbitro se recusava a continuar a apitar.
Já tenho muitos anos de futebol, e de vida. Mas nunca vi nada parecido com isto!!!...

O Benfica regressou aos balneários, num clima de grande incredulidade.
Apesar de não haver qualquer justificação para o teatro que o árbitro alemão fez, vamos a ver se o incidente não origina nenhum dissabor.
As coisas já estão suficientemente más, por si só. Não precisamos de mais nada, obrigado...
O que mais chateia é que fico com a sensação de que podíamos ter evitado esta situação...


PS - Este árbitro, num jogo do CRAC, mesmo num dos tempos mais recentes - não era preciso ser no tempo do João Pinto, do André e do Paulinho Santos... - não aguentava 5 minutos em campo. Ou, então, tinha que fazer previamente um estágio com o José Pratas e treinar muito atletismo...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Na linha do que é habitual...


O jogo de hoje, com a equipa campeã italiana, a Juventus, disputado em Genéve, foi na linha do que tem sido habitual...
Habitual nesta fase preparatória da época. E habitual, também, relativamente aos últimos tempos do nosso futebol.
Por isso me custa muito engolir esta ideia de que a equipa está a crescer.
Não está nada! Está estagnada, isso sim, sem apresentar melhorias significativas, em nenhum dos sectores.

Realmente, a equipa defende miseravelmente, seja contra o Gil Vicente, seja contra a equipa dos amigos do Figo, contra o PSV ou a Juventus. Tanto faz!!!
E, no ataque, não se vê nenhum acréscimo de qualidade ou eficácia, por mais extremos, avançados ou médios que se comprem!!!
Depois do jogo desta tarde, fiquei ainda mais preocupado com o futuro imediato do nosso futebol...

A Juventus apresentou-se na sua máxima força, ou quase - ao contrário do que teimavam em dizer uns quantos antis, preocupados com o que o Benfica pudesse fazer de bom... - apresentando de início cinco titulares da selecção italiana, de entre os quais o enorme Andrea Pilro, para mim o melhor playmaker do último Europeu.
Do nosso lado, surpreendeu-me a titularidade de Gaitán e Enzo Pérez, nas alas, bem como o facto do ataque ser entregue a Michel.
A primeira parte foi monótona, muito por culpa do espartilho táctico dos italianos, mas também pela falta de criatividade e velocidade do nosso jogo ofensivo. A Juventus pouco incomodou o nosso sector defensivo, embora apresentasse um meio-campo de cinco elementos, muito consistente e esclarecido.
Sem fazermos um bom jogo - longe disso... - ainda conseguimos criar uma ou outra situação e, como tem sido hábito, malbaratámos os lances de bola parada de que dispusémos - fossem livres ou cantos...- sem que deles tivéssemos tirado qualquer vantagem. Pelo contrário: esses lances eram facilmente transformados em jogadas de contra-ataque adversário, deixando-nos em posição de apuro.
De assinalar a lesão de Gaitán, logo aos cinco minutos de jogo, que obrigou à entrada de Bruno César para o seu lugar. A propósito, parece-me que Gaitán vai ter uma época miserável, um pouco à semelhança da anterior. É um jogador mandrião, desmotivado, que se esconde muito durante o jogo e aparece apenas a espaços, e a quem as coisas saem muito inconstantes, seja em termos de quantidade, seja de qualidade. Por isso, em minha opinião, nesta altura está a mais na equipa. Só espero que J. Jesus tenha o discernimento suficiente de lhe dar os minutos de banco que se impõem...

A segunda parte foi um pouco melhor, de um lado e de outro. O jogo recomeçou, praticamente, com um penalty a favor da Juventus. O nosso meio campo perdeu uma (mais uma, de muitas!!!...) bolas na saída para o ataque, e o miolo italiano meteu-a na frente de ataque, no ponta-de-lança. Artur saíu e falhou o pontapé na bola e Maxi Pereira não resistiu a dar um ligeiro toque nas costas do avançado italiano (que também estava a ser estorvado por um dos nossos centrais...) e este deixou-se cair. Penalty, por sinal muito mal marcado, e Artur a conseguir, sem grande esforço, defender, redimindo-se, de certa forma, do erro cometido.
Depois deste lance, e agora com Cardozo, Mora e Nolito em campo (entraram para os lugares de Michel, ao intervalo, e Carlos Martins e Nolito, aos 56 minutos), o Benfica passou a ser mais acutilante e, aos poucos, foi encostando a Juventus às cordas.
Mora podia ter marcado, naquela que foi a melhor oportunidade de todo o encontro, depois de uma boa jogada - individual, na sua parte final... - sobre o flanco esquerdo do nosso ataque, que culminou com um remate efectuado já sobre a linha de pequena área adversária.
Quase aos setenta minutos, entrou Ola John para o lugar de Bruno César e, dez minutos depois, foi a vez de entrar Luisinho para o lugar de Melgarejo. Se Cardozo e Mora estiveram relativamente bem, Nolito e Luisinho estiveram apenas medianos - este, até, acabou por comprometer no lance que deu o empate à Juventus, no último minuto do prolongamento, embora tivesse estado bem no cruzamento que deu o golo, de cabeça, a Cardozo... - e Ola John esteve bastante abaixo do aceitável. É verdade que é novo, precisa de se adaptar ao nosso futebol e às suas exigências, mas começo a achar que, por oito milhões de euros, tem que se render muito mais do que aquilo que se tem visto. Durante o jogo de hoje, dei por mim a pensar se ali não haverá muito de Djaló e, mesmo, de Balboa...

O nosso golo surgiu num cabeceamento irrepreensível de Cardozo, de cima para baixo, como mandam as regras, que apareceu ao segundo poste a corresponder a um cruzamento de Luisinho, na esquerda do nosso atque. Aos 88 minutos, o resultado tinha, necessariamente, de estar feito!!!...
Contudo, aos 92 minutos, ou seja, no último minutos do tempo de compensação dado pelo árbitro, eis que o ala direito da Juventus cruza para a nossa área, depois de passar com alguma facilidade e sem ser perturbado pelo Luisinho, e, ao segundo poste, sozinho, com Maxi Pereira a ficar-se nas covas, apareceu a encostar o pé um atacante italiano (Krasic).
Não é possível ser-se campeão, ou ganhar o que quer que seja, com este tipo de postura e de desatenção...

Mais do que triste, estou mesmo é muito preocupado.
E a época ainda não começou...

domingo, 29 de julho de 2012

Vitórias gordas... e preocupantes!!!



Ontem e hoje, vitórias gordas... e preocupantes!!!
Pode parecer um contrassenso, mas é bastante compreensível...


27Julho2012
Ao fim da tarde de ontem, na Luz, disputou-se mais uma edição da Eusébio Cup.
Desta vez, o adversário foi o Real Madrid, campeão espanhol em título. O resultado, foi à antiga: 5 a 2!!! E até podiam ter sido mais...
O jogo começou bem. Logo ao terceiro minuto, Carlos Martins marcou um livre sobre a direita do nosso ataque, na projecção da linha limite da grande área do Real. Javi Garcia acorreu à bola, sobre a zona central da área e, de cabeça, com um gesto perfeito, rodou a cabeça e marcou um golgo de belo efeito. Depois, veio o habitual período de brindes ao adversário e Callejón, aos 18 e 20 minutos, deu a volta ao marcador. Erros inaceitáveis do sector defensivo, sobre a nossa esquerda e na zona dos centrais, permitiram o golo adversário, mesmo quando éramos nós a dominar o jogo...
Porém, pouco tempo depois, Carlos Martins (outra vez...) bateu mais um livre, outra vez do lado direito do nosso ataque, e apareceu agora Witsel a cabecear, à entrada da pequena área, para o fundo da baliza do Real, repondo alguma justiça no marcador. E com esse resultado se chegou ao intervalo. Registo, ainda, para um falhanço escandaloso de Cardozo, ao minuto 31, em zona frontal à baliza e só com o guarda-redes pela frente, depois de um centro com conta, peso e medida, de Melgarejo.
No início da segunda parte, Enzo Perez apareceu no lugar de Nolito, e desfez o empate, num golo magistral, aos 53 minutos. Aos 58 minutos, Carlos Martins fez o 4-2 com um golo não menos espectacular, num remate de primeira, depois de um centro atrasado de Witsel, sobre a direita do nosso ataque. E aos 85 minutos, Enzo Perez fechou a contagem, com um chapéu sobre o guarda-redes do Real Madrid, após um passe de Kardec, feito já dentro da grande área, sobre a direita do nosso ataque.
O Real apresentou algumas ausências, em especial no sector recuado. Contudo, alinharam de início, de entre outros, Granero, Lass Diara, Kaká, Di Maria, Callejón e Higuain. E, mais tarde, jogaram ainda, Fábio Coentrão, Alex, Benzema e Morata, a estrela ascencional merengue...
Pelo Benfica, alinharam, de início, Artur, Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo, Javi García, Witsel, Gaitán, Carlos Martins, Nolito e Cardozo. Ao intervalo, entraram Enzo Perez (saíu Nolito), Kardec (saíu Cardozo) e Ola John (saíu Gaitán) e, no decorrer da 2ª parte, Bruno César (para o lugar de Carlos Martins), Saviola (saindo Witsel) e, mesmo no final do jogo, Michel (por troca com Kardec) e Luisinho (rendendo Melgarejo).


Destaques, pela positiva, para Carlos Martins - encheu o campo, marcou um golo e deu dois a marcar... - Witsel - fez o emapte a 2-2 e esteve sempre em todo o campo, a defender e a atacar - Enzo Perez - marcou dois golos e revelou argumentos técncios e níveis motivacionais mais próximos do que se espera dele... - e Maxi Pereira, pelas razões de sempre: raça, garra e disponibilidade total.
Pela negativa, destaco a reiterada e preocupante incapacidade para defender, a gritante falta de agressividade nas acções defensivas, a grande facilidade e constância com que se cometem falhas incríveis na transição ofensiva, de que resultam contra-ataques mortíferos e, em consonância com isso, o enorme défice de recuperação defensiva. Não se pode admitir que os defesas deixem, por inúmeras vezes, a bola nos pés dos adversários, apenas porque pretenderam inventar um passe impossível, ou arriscar uma jogada individual dispensável ou um passe desnecessário. E ontem, no jogo com o Real Madrid, como já acontecera com o PSV Eindhoven, essas situações multiplicaram-se!...


28Julho2012
Hoje, em Barcelos, com o Gil Vicente, disputámos o Troféu Crédito Agrícola.
Os gilistas faziam a apresentação aos sócios e, como é habitual, disputavam o referido troféu. Estivémos presentes pela primeira vez e, embora apresentando uma equipa com jogadores que habitualmente não são titulares, acabámos por vencer por... 2-5!!! Como ontem.
O Gil Vicente começou o jogo a pressionar. Porém, nesse período o Benfica foi eficaz e consistente e, nas saídas para o ataque, causou sempre grande perigo. Aos 13 minutos, Mora correspondeu, de cabeça, a um centro de Luisinho, e inaugurou o marcador. Dois minutos depois, Mora apontou um livre e Miguel Vitor apareceu na área a desviar, de cabeça, para o fundo das redes gilistas. Aos 21 minutos, Enzo Perez desmarcou Mora, que apareceu em velocidade a ganhar aos centrais de Barcelos e, com o guarda-resdes a tentar fazer a mancha, atirou rasteiro, para o poste mais distante, fazendo o 3-0. E aos 30 minutos fez o hat-trick, encostando o pé num centro da esquerda, de Luisinho.
Ao minuto 40, o árbitro de Braga, Cosme Machado, teve a sua primeira - e única!... - oportunidade para fazer golo, e não a desperdiçou! De facto, na sequência de uma disputa de bola entre Miguel Vitor e um atacante do Gil Vicente, Miguel Vitor fez falta sobre o gilista, fora da área, sobre a esquerda, e este foi atirar-se uns metros mais à frente, caindo sobre o limite da grande área. Cosme Machado, claro, marcou penalty! Afinal, estes jogos são de preparação, ou não? Então, ele está, de facto, a preparar-se para a próxima época. Enfim, o costume...
Ao intervalo, entraram Ola John, Kardec e Michel, para os lugares de Hugo Vieira, Mora e Nélson Oliveira. A equipa perdeu fulgor atacante, muito pela ausência de Mora, mas também pelas actuações menos conseguidas de Ola John e Kardec.
Depois, como já é habitual, abrimos o período de ofertas, e deixámos o Gil Vicente jogar à sua vontade. Pelo meio, permitimos que fizesse o 2-4, na sequência de um cruzamento feito sobre a direita da nossa defesa, aparecendo solto, sem marcação, nas costas de Jardel e com Luisinho apenas a assistir, um gilista a rematar de cabeça... quase ao nível do relvado(!!!) , para o fundo das nossas redes.
Aos 67 minutos, Bruno César apontou um livre, com o guarda-redes anfitrião a sacudir, com dificuldade, para a frente, aparecendo Michel a fazer a recarga, atirando para o fundo das redes e fixando o resultado final em 5-2.
O Benfica alinhou com Paulo Lopes, João Cancelo, Miguel Vítor, Jardel, Luisinho, Roderick, Enzo Peréz, Bruno César, Mora, Hugo Vieira, Nélson Oliveira. Jogaram, também, como já foi referido, Ola John, Kardec e Michel, e, ainda, Mika (saíu Paulo Lopes), André Almeida e André Gomes, que renderam, ao mesmo tempo, Enzo Perez e Bruno César.


Neste jogo, destaco, pela positiva, Rodrigo Mora, não só pelo hat-trick que consumou em apenas 45 minutos, mas também pela boa exibição global que realizou. Destaque, ainda, para a boa estreia de João Cancelo na lateral direita da defesa, e para as actuações agradáveis de Enzo Perez e Bruno César. Destaque, por fim, para o facto do Benfica ter acabado o jogo com sete portugueses - seis deles formados no Benfica... - e com uma equipa muito próxima dos sub-21.
Pela negativa, tal como nos últimos jogos, a incapacidade global para defender com um mínimo de qualidade, e a facilidade com que se cometem erros inadmissíveis a este nível.


Por isso o título deste post: Vitórias gordas... e preocupantes!!!



PS - Ontem, a jogar com o equipamento alternativo, vencemos o Real Madrid. Não está mal!... Mas eu continuo a não gostar de ver aquele arranjo e conjunto cromático...