quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vitória, mas... (I)



Na passada 6ª feira, em jogo para a Taça de Portugal, vitória (0-2) sobre o Moreirense, em Moreira de Cónegos.
Vitória natural, mas...
Mas, apesar do inequívoco domínio e controle do jogo, praticamente durante toda a partida, acabou por ser mais um jogo apenas resolvido sobre a hora, e com a tradicional fase de algum aperto.
Com 0-0 ao intervalo, com o Moreirense a jogar ferrolhado sobre a sua defesa, depois de uma primeira parte jogada a uma velocidade abaixo da recomendável e com a bola a percorrer muito os terrenos do centro, adivinhava-se uma tarefa complicada na segunda parte. E, de facto, assim foi.
Apesar disso, o primeiro golo aconteceu à passagem do minuto 60, num pontapé de ressaca de Matic, dentro da grande área, descaído para a esquerda do nosso ataque, com a bola a tabelar num defesa adversário antes de entrar na baliza. E o golo da tranquilidade só apareceu já no período de compensação, este, sim, depois de uma bonita jogada de Gaitán, sobre a esquerda, com este a endossar a Cardozo que, sobre o bico da pequena área, apenas teve de encostar o pé e fazer o golo. Terá sido a melhor jogada do encontro...
Pelo meio ficaram os habituais disparates, incompreensíveis em jogadores do nível dos que vestem o manto sagrado, com passes despropositados e perdas de bola inconcebíveis, e com uma permissividade e uma passividade assustadoras e desesperantes. A equipa pôs-se a jeito e as coisas não correram mal porque não calhou... e porque o adversário era realmente muito fraquinho.
O jogo marcou o regresso de Luisão, depois do castigo de 2 meses, na sequência do incidente com a florzinha alemã, em Dusseldorf, tendo o nosso capitão estado globalmente bem.
 
 
Matic e Jardel - mais um jogo de muito bom nível, sem complicar e a ser muito eficaz... - estiveram bastante bem. Paulo Lopes, na baliza, esteve impecável. André Almeida cumpriu, e Luisinho teve um jogo com altos e baixos, e ia comprometendo em dois ou três lances. Bruno César e Rodrigo fizeram um jogo para esquecer (ou para não esquecer!...). Gaitán esteve muito irregular e Nolito está uma sombra do que já foi, tendo-se apagado gradualmente, ao longo do jogo, até ser substituído por Ola John, na entrada para o último quarto de hora de jogo. Lima, que voltou a fazer um jogo de grande entrega e muita mobilidade, já havia dado o seu lugar a Cardozo, um minuto antes. Cardozo fez um jogo regular... e marcou um golo!
Para deixar o quadro pintado com as cores do costume, mais dois habituées: um apagão no estádio - muito comum quando jogamos no norte!... - e um filho da puta de apito (Duarte Gomes) que voltou a fazer vista grossa a uma falta grosseira (carga pelas costas, e fora de tempo...) de um defesa moreirense, dentro da sua grande área, sobre Bruno César. E este ainda viu a cartolina amarela, supostamente por simulação...
Só com sangue se resolve esta situação!!!...
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Parca vitória, pobre futebol...



Vitória tangencial (1-0) e muito sofrida, em Vila do Conde, ao início da noite do passado domingo...
 
Um resultado que nos deu três pontos, é verdade, mas que voltou a confirmar as deficiências do nosso actual futebol. E esse facto deixa-me bastante apreensivo para o futuro mais imediato, onde nos espera uma série de jogos de alguma dificuldade e de grande importância para a definição da nossa época desportiva. A começar com a eliminatória da Taça de Portugal, já na próxima 6ª feira, e compreendendo, também, as duas últimas jornadas da Champions e os compromissos imediatos do campeonato, que podem ser complicados... se não jogarmos um futebol diferente. Para melhor, obviamente!
 
No jogo do passado domingo, voltámos a jogar um futebol lento, muito pouco flanqueado, com perdas de bola exasperantes e absolutamente inadmissíveis, tanto na saída para o ataque, como no último terço do terreno, junto da área adversária.
Sálvio, Ola John, Enzo Perez, e até mesmo Lima, perderam, em conjunto, incontáveis lances na transição para o ataque, por insistirem em jogadas individuais e complicarem o que teria de ser feito de forma fácil e colectiva. Sálvio, então, fez-me desesperar continuamente, tantas e tão evitáveis foram as situações em que não fez o que devia. E foi assim durante toda a partida, começando logo nos primeiros minutos de jogo. Um autêntico desespero!!!
É verdade que a equipa parecia querer tomar conta do jogo, mas jogava sempre de forma pouco consistente, sem grande objectividade e com baixa intensidade competitiva.
O primeiro remate com algum perigo só apareceu depois de cumprido o primeiro quarto de hora, por intermédio de Lima, que fez a bola passar perto do poste de Oblak. Perto dos 25 minutos, Cardozo rematou cruzado, à entrada da área, e a bola foi embater no poste direito da baliza dos vilacondenses. Por essa altura, a qualidade de jogo era, então, um pouco melhor. Matic, ainda antes da meia hora, teve uma boa oportunidade, cabeceando na zona central da grande área, de cima para baixo, mas permitiu a defesa de Oblak. Um pouco antes do minuto 40 da 1ª parte, Cardozo recebeu bem um centro de Matic e, à meia volta, rematou forte, de pé esquerdo, para Oblak voltar a negar o golo. E uns minutos depois, Ola John, sobre a esquerda do nosso ataque, rematou forte e cruzado, para mais uma boa defesa de Oblak. Entretanto, já no período de compensação da 1ª parte, Sálvio faz um lançamento lateral longo, Jardel cabeceou para trás e, na pequena área, apareceu Lima a rematar, decidido, para o fundo das redes do Rio Ave.
O intervalo chegou pouco depois, com o resultado a favorecer-nos.
A 2ª parte trouxe um Rio Ave mais atrevido e, também, um Benfica ainda menos esclarecido e eficaz. Foi do Rio Ave a primeira ocasião de perigo, com Garay a falhar a intervenção, na pequena área, e João Tomás a fazer o mesmo, em frente a Artur. Foi preciso esperar para lá dos primeiros 10 minutos da etapa complementar para ver um remate do Benfica, com Cardozo a chutar fraco e para as mãos de Oblak. Á passagem do minuto 60, uma boa jogada do nosso ataque, resultou num remate perigoso de Cardozo, que levou a bola a passar a rasar o poste da baliza vilacondense. E quase que por aí se ficou o nosso futebol, com muitas jogadas confusas e inconsequentes, e mais um ou outro remate à baliza adversária, sem qualquer perigo.
Valeu, globalmente, a nossa organização defensiva, que nos foi pondo a salvo das investidas adversárias, mau grado uma ou outra falha, em especial junto às linhas laterais, que nos causaram algum sobressalto.
 
 
Individualmente, destaque para a exibição de Cardozo e Lima, sempre muito lutadores, e de Ola John, na frente de ataque.
Matic esteve pendular e foi resolvendo alguns problemas defensivos e, a espaços, ajudando no ataque. Enzo Perez esteve bastante abaixo do nível que já mostrou, o mesmo acontecendo com Bruno César, que o substituíu à meia hora da primeira parte, por lesão do argentino. Também Gaitán, que rendeu Sálvio pouco depois do minuto 60, fez um jogo muito pobre, à semelhança do substituído Sálvio.
Na defesa, Jardel esteve bem, tal como Garay que, contudo, falhou algumas vezes, uma das quais poderia ter dado a João Tomás o golo do Rio Ave. Na esquerda, Melgarejo esteve regular, mas perdeu alguns lances, em especial na 2ª parte. À direita jogou André Almeida e, depois dos 83 minutos, Miguel Vitor, tendo aquele ocupado um lugar no meio campo, quando Lima foi substituído. André Almeida esteve relativamente certo a defender, mas foi muito pouco incisivo na manobra ofensiva. Miguel Vitor, por seu turno, não teve exibição que mereça elogios, tendo até algumas falhas que poderiam ter tido consequências diferentes. O seu lugar não é na lateral direita, decididamente. Alguém poderá explicar isso a Jorge Jesus?...
Por fim, Artur. Artur esteve impecável... embora não me agrade nada vê-lo andar longe da sua área de acção.
 
Os momentos finais da partida trouxeram alguns sobressaltos defensivos. Em suma, como em tantos outros jogos, pusémo-nos a jeito e... acabámos com o credo na boca!
Decididamente, o Benfica tem que jogar muito mais do que o que tem feito, e resolver os jogos em tempo útil, para se precaver de surpresas desagradáveis. É que, como costuma dizer a vox populi brasileira, "um dia a casa cai"...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Vitória, mas...


 
... mas com uma exibição embrulhada, muito pouco homogénea, com falta de consistência, bastantes desperdícios e muitos equívocos e desacertos.
Para a história, vai ficar o resultado de 2-0 frente aos russos do Spartak de Moscovo. Não vão perdurar na memória, nem na generalidade dos registos, as incidências reais da partida. E ainda bem, porque o jogo não nos pode deixar muito orgulhosos do que a equipa (não) fez...
 
A primeira parte foi bastante fraca, com o Benfica a revelar sempre muita falta de objectividade e muito pouca eficácia, nomeadamente nas tarefas ofensivas. Pouca criatividade, um futebol muito lateralizado e um ritmo que permitia ao adversário arrumar-se bem em campo e tentar o contra-ataque, a juntar a jogadores pouco esclarecidos e complicativos, nomeadamente os alas, Sálvio e Ola John, justificaram o nulo ao intervalo.
Também Rodrigo, na frente de ataque, esteve particularmente desinspirado, enquanto Enzo Pérez andou quase sempre desaparecido do jogo.
Além disso, não faltaram as (já habituais...) decisões da arbitragem em prejuízo do Benfica, por parte de um árbitro fraco - o alemão (...dassssseeee!!!) Floren Mayer - que esteve (muito) mal auxiliado pelos árbitros assistentes e pelos árbitros de baliza. Logo aos 2 minutos de jogo, Garay é escandalosamente puxado pela camisola, quando tentava cabecear uma bola na área adversária; toda a gente viu essa acção, menos o árbitro. E aos 36 minutos, Lima, desmarcado em profundidade, foi empurrado pelas costas, bem dentro da grande área russa, com o árbitro a nada assinalar, e com o auxiliar e o árbitro de baliza daquele lado a fecharem os olhos à evidência. Pelo meio ainda houve uns fora-de-jogo mal tirados, facto do qual também os russos se podem queixar. O mais penalizador, porém, foi um fora-de-jogo (mal) assinalado a Rodrigo, já no final da 1ª parte, em que o jogador ficaria em situação bastante vantajosa.
A etapa inicial ficou, também, marcada por um considerável número de remates à baliza dos russos, quase todos executados de forma deficiente e sem direcção, bem como pelo total - repito, total... - desaproveitamento das situações de bola parada (cantos, livres, lançamentos laterais...).
(Para piorar as coisas, os coxos [tecnicamente falando...] do Celtic estavam a vencer o Barcelona por 1-0...)
 
 
O jogo estava a chamar por Cardozo, e Jorge Jesus fez o que qualquer mortal faria: tirou Rodrigo e meteu Cardozo.
Alguns jogadores vieram, também, transfigurados para a 2ª parte. Um deles foi Ola John, que se passou a colar mais à linha e a partir decidido no um-contra-um. Sálvio também regressou menos complicativo, embora tenha sido, globalmente, um dos menos esclarecidos e produtivos dos nossos jogadores.
Mas o homem do jogo foi mesmo Cardozo. Marcou um golo de grande classe, aos 51 minutos, desmarcando-se e recebendo, de pé direito, um passe a rasgar a defesa, de Ola Jonh, e rematando de imediato, do bico da pequena área, para o fundo da baliza dos russos. O árbitro, incrivelmente, anulou o golo, por suposto fora-de-jogo...
Mas aos 56 minutos Cardozo havia, mesmo, de marcar, de cabeça, na pequena área, com um remate como mandam as regras, de cima para baixo, após assistência de Melgarejo, desmarcado por Ola Jonh.
E aos 69 minutos voltou a marcar, de pé esquerdo, a rematar de primeira, na zona frontal da baliza, após assistência, da esquerda, de... Ola John!
Cardozo veio, realmente, revolucionar o jogo de ataque da equipa, beneficiando bastante da companhia de Lima que, muito mais móvel, arrasta consigo a defesa adversária.
E foi, ainda, Cardozo que, depois de receber um passe, de costas para a baliza russa, depois de se ter voltado, driblado o seu marcador directo e ter entrado na área adversária, foi rasteirado, por tràs, quando ia isolado para a baliza e se preparava para rematar. O árbitro assinalou o penalty (como não podia deixar de fazer...) e expulsou o central russo. Cardozo marcou o penalty... e acertou na trave! Foi pena. Cardozo não o merecia...
A jogar contra dez, e a vencer por 2-0, o jogo estava praticamente decidido.
Então, o nosso futebol voltou a decair, e a equipa voltou a cometer erros e a jogar sem grande acutilância. Mesmo assim, foram surgindo algumas situações de perigo, com os remates a saírem perto, mas sempre ao lado. A situação mais escandalosa foi uma perdida de Cardozo quando, descaído sobre a meia-direita, só com o guardião Rebrov pela frente, rematou rasteiro para o poste mais distante, e a bola, caprichosamente, saíu ligeiramente ao lado.
 
Das prestações individuais, devem referir-se Cardozo, sem dúvida, e Ola John, pela 2ª parte que fez. A defesa esteve bem e, como habitualmente, Melgarejo e Maxi Pereira apoiaram bem o ataque. Lima esteve, como tem acontecido, muito lutador e pautou a sua acção por uma grande mobilidade na frente de ataque. André Almeida esteve sempre muito activo, e Enzo Pérez, na 2ª parte, conferiu alguma consistência e qualidade ao nosso jogo interior. Artur esteve muito seguro, e fez três boas defesas, na sequência de contra-ataques russos, em alturas chave do jogo.
Rodrigo e, em especial, Sálvio, estiveram bastante aquém do que a equipa necessitava. Sálvio foi especialmente irritante, porque nunca decidiu bem as jogadas, foi sempre complicativo, perdulário, e esteve inúmeras vezes ausente do seu posicionamento, permitindo a ocorrência de situações de perigo para a equipa. Bruno César, que rendeu Lima aos 74 minutos, e André Gomes, que substituíu Maxi Pereira aos 82 minutos, não trouzeram nada de novo ao jogo, tendo estado abaixo do que se esperava.
 
 
A nós próprios, ficámos a dever mais dois ou três golos.
O árbitro alemão, Mark Floren Mayer (um nome a lembrar...), ficou-nos a dever um golo, já marcado, e... dois penaltys!
 
(O pior da noite foi a derrota do Barcelona em Glasgow, por 2-1, contra um adversário que joga um futebol apenas físico e que, em minha opinião, é a pior equipa do grupo. O que aconteceu nos dois jogos que disputaram com o Barcelona, não foi sorte; foi, objectivamente, um inaceitável abuso da felicidade própria e do extremo azar dos catalães!...
De qualquer forma, esses jogos provaram que todos os resultados são possíveis. Quando se joga com garra e entrega total... que é uma coisa que não se pode dizer dos jogos que já disputámos nesta edição da Champions!)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Correspondam!!!...


 
Amanhã... há noite europeia na Luz.
 
Num grupo aparentemente acessível, com o Celtic e o Spartak de Moscovo, além do (teoricamente) inacessível Barcelona, a prestação do Benfica tem sido má demais...
Um empate em Glasgow, frente a uma equipa que é, realmente, muito pobre e limitada, em termos técnicos, foi um mau início de competição.
Mau início que teve prolongamento na jornada seguinte, em casa, onde a derrota com o Barcelona aconteceu muito por omissão nossa.
Por último, na viagem a Moscovo, mais uma miserável exibição, sem garra e sem chama, que se saldou por mais uma derrota, pela diferença mínima, face a uma equipa que jogou com muito pulmão para compensar o seu notório défice técnico.
 
Nesta edição da Champions, nunca jogámos como devíamos, à Benfica...
Será diferente amanhã?
Correspondam, s.f.f.!!!
A camisola que vestem não merece outra coisa que não seja uma entrega total. E os sócios e adeptos merecem, no mínimo, que joguem com a mesma intensidade com que eles próprios vivem o Benfica...

domingo, 4 de novembro de 2012

Foram uns calões!!!...

 
Vitória (3-0) sobre o Guimarães, na Luz...
Aparentemente, um bom resultado.
Contudo, a verdade é que os jogadores não fizeram um jogo à Benfica. Pelo contrário: jogaram sempre a passo, muitas vezes para trás, complicaram o que era simples, e nem sequer se pode dizer que tenham tido grande oposição do adversário.
O Guimarães esteve sempre muito encolhido no seu meio-campo, não criou perigo algum - à execpção de um remate, a meio da primeira parte, que Artur defendeu muito bem... - e defendeu sempre com todos atrás da linha da bola, colocando o autocarro à frente da baliza.
Mesmo por isso, impunha-se que a equipa jogasse rápido, que fosse criativa e empenhada, objectiva e eficaz. Porém, foi tudo menos isso!!!
Foram precisos 37 minutos para marcar um golo a uma defesa fraquinha (embora numerosa...), muito fraquinha, mesmo. E só voltámos a marcar, de penalty, no reinício da segunda parte, também por Cardozo.
Lima marcou aos 67 minutos, e por aí ficámos.
 
 
 
Pelo meio, uma exibição que me irritou profundamente, com vários jogadores a terem uma atitude que me envergonha enquanto benfiquista, porque não suaram a camisola, jogaram sempre a passo - devagar, devagarinho e parados... - e não respeitaram os sócios, nem os mais de 30.000 que estiveram no estádio.
Destaques pela positiva, apenas para Cardozo e Lima, pelos golos que marcaram, e para Ola John, porque foi empenhado e assistiu para dois dos três golos.
 
 
 
A defesa cumpriu, globalmente, embora o adversário tenha sido praticamente inofensivo. Prova disso é o facto de apenas terem feito 4 remates em toda a partida, a culminar 12 jogadas de ataque. Ainda assim, Luisinho foi o elemento mais fraco, tendo comprometido por duas ou três vezes, a meio da primeira parte. (Jorge Jesus tem uma quota parte de responsabilidade, pelo incentivo que foram as suas palavras no final do jogo anterior, em Barcelos...)
Pela negativa, destaque maior para Salvio, que me fez desesperar, tal foi a baixa intensidade com que se entregou ao jogo, a nula objectividade e a extrema complicação com que nos brindou, sempre que a bola lhe chegou aos pés. Também Carlos Martins, e depois André Gomes, estiveram a um nível miserável. No caso de André Gomes, a chamada à equipa principal está claramente a fazer-lhe mal. Esteve perdulário, infantilmente altivo e soberbo, e foi displicente vezes sem conta, daí resultando uma enormidade de perdas de bola e a morte de muitas jogadas. Agravou a paupérrima exibição com uma falta desnecessária a meio-campo (entrada, dura, de pé em riste, que culminou com uma pisadela no pé do adversário...), na sequência da qual o árbitro lhe mostrou, prontamente, o cartão vermelho. Se não lhe derem nas orelhas, urgentemente, vai-se perder como jogador...
Nem sequer o facto de poderem continuar no primeiro lugar da classificação, embora com o mesmo número de pontos, se marcassem mais um golo (para fazerem o desempate por goal-average), os fez correr mais um pouco...
Calões do c.....!!!
O Benfica exige mais do que o que deram...
Haja vergonha!!!...
 
PS - O boi preto fez o que pôde, como é habitual. Deixou por marcar dois penaltys que, em outros recintos, seriam de imediato marcados. Não expulsou o defesa que puxou Salvio no lance em que se viu obrigado a marcar o penalty, logo a abrir a segunda parte. E expulsou, com um excesso de zelo evidente, André Gomes. Os do costume devem ficar-lhe agradecidos...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ai, Jesus...


É urgente!
É, mesmo, uma prioridade alguém ter uma conversa com Jorge Jesus, para evitar que nos fragilize, nos envergonhe e se cubra de ridículo...
 
Jorge Jesus tem uma maneira de ser e de estar muito sui generis. E, quanto a isso, pouco se pode fazer...
Jorge Jesus tem idéias e convicções que não são partilhadas pelas pessoas que reconhecem algum mérito ao senso-comum. E, quanto a isso, só se poderá fazer alguma coisa quando se tiver de considerar a renovação do seu contrato, ou a dispensa dos seus serviços...
 
Mas, Jorge Jesus tem cometido imprudências e erros, e proferido afirmações, que nos prejudicam claramente, nos enfraquecem e nos expõem - a nós e a ele, claro!... - ao ridículo. E, quanto a isso, temos a obrigação de agir de imediato...
 
Jorge Jesus, no passado sábado, no flash-interview que se seguiu ao final do jogo com o Gil Vicente, e depois também na conferência de imprensa, disse - sem que ninguém lhe tivesse perguntado expressamente... - referindo-se a Ola John e a Luisinho, qualquer coisa parecida com isto: "Servem para aqui, mas não servem para a Champions. Eu não me iludo."
Eu fiquei absolutamente siderado!!! Porra!!! Que desmesurada idiotice...
Mesmo que Jesus pensasse efectivamente isso, não tinha o direito de o referir em público. O impacto que isso terá nos atletas será, logicamente, devastador. O prejuízo que causa ao Benfica, diminuindo publicamente o valor de dois dos seus activos, é brutal. E o ridiculo a que nos expõe, e a ele próprio, é confrangedor. É que a contratação de um e outro jogador foram, logicamente, avalizadas por si. No caso de Ola John, inclusivé, sabe-se que J. Jesus o terá desafiado, no final do encontro Benfica com a sua anterior equipa (o Twente), a juntar-se ao balneário da Luz...
Porra!!! Não percebo...
Jorge Jesus é treinador do Benfica. E, por isso, tem de ser apoiado e protegido. E ajudado, claro!...
Por isso mesmo, alguém tem de por mão nisto. E tem de ser já, antes que algo de mais abstruso venha por aí abaixo...
 
PS - Já agora, digam-lhe para se referir ao holandês pelo seu verdadeiro nome: Ola John, e não... Alan John!!!...

Bom resultado... em meio jogo!


O jogo tinha tudo para ser complicado...
O nosso futebol vinha dando provas de estar bem abaixo do necessário; a equipa estava desfalcada de unidades habitualmente titulares; o adversário tinha a segunda melhor defesa do campeonato (mesmo melhor que a nossa...) e ainda não tinha perdido em sua casa; Jorge Jesus tinha voltado a inventar (trocando Melgarejo por Luisinho, colocando Ola John de início, colocando André Gomes no miolo, no lugar de Enzo Pérez, e este sobre a ala esquerda); e... jogávamos com o equipamento alternativo.
Mas, como se sabe, a lógica não quer nada com o futebol!
 
O jogo começou como têm começado os últimos, ou seja, com o adversário a procurar logo a nossa baliza. Ainda antes de esgotado o primeiro minuto, o Gil Vicente rematou à nossa baliza.
Mas, na resposta, Enzo Pérez foi pelo corredor direito abaixo até que, próximo da área adversária, endossou a bola a Maxi Pereira que, na linha, de imediato, cruzou para a pequena área, onde apareceu Lima, vindo de tràs, a meter a cabeça à bola e a fazer o primeiro golo. Ainda não se tinha esgotado o segundo minuto de jogo. Começar melhor era impossível...
A equipa ensaiou, então, algumas jogadas de bom recorte, sempre focada na baliza adversária. Apesar de tudo, subsistiram algumas imprecisões de passe, sobretudo a meio-campo e, a espaços, vinha ao de cima alguma inconsistência no controle do jogo, que não resultaram em jogadas de perigo porque o adversário também não se encontrava no jogo.
À passagem da meia hora, numa jogada de belo recorte, sobre a esquerda do nosso ataque, envolvendo Luisinho, Enzo Pérez e Lima, este foi à linha final, depois de receber um passe de Enzo Pérez que rasgou a defesa gilista, e cruzou atrasado para o miolo da área, onde apareceu Luisinho, vindo de trás, a encostar o pé esquerdo e a fazer a bola entrar pela segunda vez na baliza dos de Barcelos. Um golo português, na Liga, cerca de dezasseis (!!!) meses depois de um outro português - Nuno Gomes - ter marcado pela última vez um golo luso pela nossa equipa.
 
 
Com o Gil Vicente completamente subjugado, André Gomes ainda fez, no período de compensação da primeira parte, o terceiro golo, num lance de insistência, frente à baliza adversária, depois de um remate de Enzo Pérez que o guradião gilista defendeu, com dificuldade, para a frente. Depois de uma primeira tentativa de André Gomes, de novo rechaçada pelo guarda-redes adversário, o miúdo, por entre guardião e defesas adversários, enviou mesmo a bola para o fundo das redes.
 
 
 
Bom... e o jogo terminou aí...
Sim. Porque, na 2ª parte, voltámos a ver algo parecido com o que foram os últimos jogos. Ou quase...
A equipa limitou-se a controlar, deixou o adversário jogar à vontade, e passou a ir lá à frente apenas esporadicamente.
Numa dessas vezes, Lima poderia ter feito o 4º golo quando, à passagem do minuto 60, foi isolado por Enzo Pérez, ficou na cara do guardião adversário, mas permitiu-lhe a defesa.
Nessa 2ª parte, nem sequer faltou o cunho de Jorge Jesus quando, sem que nada o justificasse, resolveu tirar Matic - o nosso único recuperador de bolas do meio-campo... - para meter Bruno César. Não sei o que queria fazer, mas que conseguiu fragilizar-nos, no miolo, sem dúvida que o conseguiu!... Inacreditável!!!
Acresce que Bruno César não trouxe nada de novo à equipa, o que não surpreende, atendendo à actual forma do jogador...
Daí até final, saíu Lima (aos 75 min.) para a entrada de Rodrigo e, aos 83 min. foi a vez de André Almeida render Cardozo.
Pelo meio, aos 70 minutos, Enzo Pérez foi precipitado e travou, em falta, um adversário que se esgueirava pelo lado direito da nossa defesa, em direcçao à baliza. O árbitro mostrou-lhe o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Ficámos a jogar com dez, e isso ainda nos fez encolher mais...
 
O que é curioso é que o jogador que arrancou os dois amarelos a Enzo Pérez, e que aos 20 min. da 1ª parte também já tinha arrancado um a Matic, de nome Pio - que de pio não tem, realmente, nada... - deveria ter visto por duas vezes a cartolina amarela, logo no início da partida, por faltas muito duras - claramente para amarelo!... - cometidas sobre Lima e Enzo Pérez, respectivamente aos 5 e 12 minutos de jogo.
Claro que Vasco Santos, depois de ter sido visto a jantar na noite anterior (6ª feira) num restaurante do Porto, com um destacado dirigente do clube da fruta, cumpriu até onde lhe foi possível o seu papel. Só não pôde deixar de anular um golo ao Gil Vicente, pouco depois do minuto 70, porque este foi marcado com a mão por um jogador dos de Barcelos, num lance que mesmo um cego teria necessáriamente de ver, de tão evidente que foi...
 
No Benfica - que apenas jogou, verdadeiramente, na 1ª parte... - destaco a exibição de Lima, que tem sido um ponta-de-lança à maneira antiga, tem marcado, e tem dado a marcar, tem jogado e tem feito jogar, e me parecer ter sido um belíssimo reforço para a nossa equipa.
Também Enzo Pérez esteve quase sempre bem, construindo e levando a equipa para a frente, embora tenha estado menos certo a defender.
André Gomes esteve bem, mas ainda tem de melhorar muito para poder entrar, de caras, nas contas da equipa. Parece-me que se deslumbrou um pouco, em especial depois do golo e, em consequência disso, perdeu lances que não podia ter perdido, alguns dos quais poderiam ter resultado em maior prejuízo.
Ola John começou a partida muito trapalhão, algo inseguro, mas foi melhorando ao longo do jogo. De tal forma que, depois do meio da primeira parte, raramente perdeu um lance no um-contra-um, e nunca se escondeu no jogo, contribuindo para uma boa dinâmica de ataque. Na segunda parte, como o resto da equipa, baixou de rendimento.
 
 
Matic fez um jogo esforçado e competente, marcando sempre bem os adversários e dobrando os colegas, quer à esquerda, quer à direita. Perdeu alguns lances, mas globalmente esteve bem. Foi substituído não sei porquê...
A defesa esteve quase sempre bem, marcando em cima. No apoio ao ataque, Maxi Pereira e Luisinho destacaram-se. Os centrais, nem por isso. Quando se trata de sair a jogar, qualquer um deles sente dificuldades, optando muitas vezes por passes em profundidade, que resultam pouco. Em relação a Luisinho, esteve também muito bem a defender, e foi rápido a sair para o ataque. Uma bela exibição, que não merecia as palavras infelizes de Jorge Jesus, no flash interview, repetidas depois na conferência de imprensa ("Para aqui chegam. Para a Champions, não. Não me iludo...", disse, mais ou menos assim, referindo-se a Luisinho e Ola John...).
Artur também esteve seguro, mas tem de ser mais prudente em certos lances, onde não se justifica correr riscos... e que podem resultar em grave prejuízo.
Cardozo, bem como os suplentes utilizados (Bruno César, Rodrigo e André Almeida), estiveram abaixo do resto da equipa, e muito abaixo do que eles próprios podem render...
 
Em suma, um bom resultado... em meio jogo!
Um resultado melhor do que a exibição, na globalidade. Para felicidade nossa...