quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Do bom ao mau... e vice-versa!


 
Depois do miserável jogo em Moreira de Cónegos, voltámos a jogar na Luz.
Um jogo com uma equipa que podia complicar a tarefa do Benfica, já que o Desportivo das Aves está a fazer uma boa campanha na 2ª Liga...
Mas, afinal, acabou por ser bem mais fácil do que o previsto...
Uma vitória por 6-0, numa exibição que teve momentos de muito bom nível... e outros de inacreditável desacerto!
Apesar de tudo, a história do jogo foi a dos golos. A vitória começou a desenhar-se aos 5 minutos, com um golo de Rodrigo, a passe de Gaitán.
Depois veio um hat-trick de Cardozo, com golos aos 18, 22 e 32 minutos. O primeiro, na sequência de uma intercepção de um passe de um defesa do Aves para o seu guarda-redes. E os outros dois, a passes de Rodrigo, que esteve bem na frente de ataque.
Na 2ª parte, e apesar do ritmo ter amainado um pouco, o Benfica marcou por mais duas vezes.
Aos 57 minutos, Rodrigo recebeu um passe de Maxi Pereira e, depois de ter tirado o defesa adversário do caminho, com um belo trabalho individual, rematou de pé esquerdo para o fundo das redes do Aves. E aos 73 minutos, depois de ter sido derrubado na área adversária e de ter sido assinalada grande penalidade, Lima converteu o castigo máximo, fixando o resultado final em 6-0.
Pelo meio, porém, ficaram mais uma mão cheia de ocasiões desperdiçadas (Sim! Poderia ter sido um resultado histórico!...), bem como uns quantos erros e opções muito discutíveis, incompreensíveis numa equipa como o Benfica...
Não se podem admitir tantos passes extraviados e tanto atabalhoamento como o que aconteceu no meio-campo ofensivo e na zona de finalização. Jogadores como Nolito, Bruno César, e mesmo Rodrigo e Gaitán, têm de ser mais eficazes e discernir bem na conclusão das jogadas, em vez de insistir no lance individual, quando deviam optar pelo colectivo, e vice-versa...
E, no meio-campo defensivo, e na zona do miolo, os nossos jogadores tem de deixar de ser complicativos e de insistir nos lances individuais de condução da bola, em dribles e por entre os adversários, na sequência dos quais inúmeras vezes perdem a bola e permitem o contra-golpe adversário.
É incrível como o Desportivo das Aves, apesar de ter sido dominado ao longo do jogo, ainda conseguiu criar duas ou três ocasiões em que podia ter concretizado facilmente...
 
 
Num jogo onde alinharam, de início, Artur, Maxi Pereira, Jardel, Garay e Luisinho, André Gomes, Bruno César, Gaitán e Nolito, Cardozo e Rodrigo, também jogaram Matic (substituíu Jardel, ao intervalo, por lesão deste), Lima (desde os 60 minutos, no lugar de Cardozo) e Sálvio (desde os 75 minutos, no lugar de Rodrigo).
Pelos golos que marcou, Cardozo tem que merecer referência. Mas Rodrigo, que também marcou por duas vezes e assistiu Cardozo em outros dois golos, terá sido o homem do jogo. Mau grado o que (também) falhou...
 
 


 
No passado domingo, o Benfica voltou a jogar para a Liga.
Na Amoreira, com o Estoril, o jogo afigurava-se bem mais difícil. O Estoril está bem no campeonato, vinha fazendo boas exibições e conseguindo bons resultados, e estava motivado pelos últimos resultados, de entre os quais um empate (2-2) com o aquele clubezeco regional da palermo portuguesa, cedido já mesmo em período de compensação...
 
Apesar de algum equilíbrio na fase inicial da partida, a vitória final (3-1) justifica-se inteiramente, e não sofre qualquer contestação.
A partir dos 20 minutos de jogo, o Benfica assumiu, com naturalidade, o controle do jogo. No entanto, a pouca velocidade do nosso meio campo e a exibição mais complicativa de alguns dos nossos jogadores, aliada à boa organização defensiva do Estoril, foram protelando o inaugurar do marcador. A primeira grande ocasião de golo surgiu por essa altura, com Cardozo a falhar a emenda, à boca da baliza, na sequência de um cruzamento da esquerda, de Rodrigo.
O Estoril ia ripostando, e a nossa defesa, em especial Jardel, também comprometia em algumas ocasiões. Passes de risco, desnecessários, maus passes para os nossos jogadores do meio-campo, e alguma passividade na abordagem dos lances, iam provocando alguns sobressaltos. Como aos 32 minutos, quando Luís Leal ganhou o lance a Jardel (muito lento e preso de movimentos...) e rematou, sobre a esquerda, já perto da pequena área, para uma defesa, a dois tempos, de Artur.
O jogo, no entanto, continuava a ser dominado por nós. Melgarejo por muito pouco não marcou, aos 36 minutos, com Wagner a desviar com a ponta dos dedos, levando a bola a sair pela linha final. E, na sequência desse lance, Cardozo apontou o canto (?!?!), do lado direito do nosso ataque, e Gaitán acorreu à bola, perto do bico da pequena área, para, de calcanhar, com o pé esquerdo, fazer a bola descrever um arco e entrar na baliza estorilista pelo seu canto superior direito. Um golo do outro mundo, a premiar quem mais tinha feito por marcar, mesmo que nem sempre o tivesse feito como devia.
E antes do final da primeira parte, poderia ter surgido o segundo golo, quando Rodrigo rematou cruzado, da direita do nosso ataque, fazendo a bola passar por debaixo do guardião Wagner, sendo esta rechaçada já sobre a linha de golo por um defesa canarinho.
Na 2ª parte, o jogo manteve o mesmo sentido e, à medida que o tempo ia passando, acentuava-se o nosso domínio. Até que aos 60 minutos, Gaitán, com um passe magistral, efectuado da esquerda do nosso ataque, coloca a bola no peito de Lima (que entrara ao intervalo, para o lugar de Rodrigo) e este, amortecendo para o seu pé direito, sem deixar a bola cair no chão, fuzilou autenticamente o guardião estorilista, fazendo o 2-0.
Já antes Sálvio tinha recebido a bola à entrada da área, na sequência de um canto, e rematado para uma espectacular defesa de Wagner.
E o mesmo Sálvio, à passagem do minuto 66, num remate acrobático, no interior da área, quase em posição frontal, atirou a bola com estrondo ao poste da baliza do Estoril, ressaltando esta para lá da linha de golo e voltando a sair. Estava feito o 3-0, num lance que foi muito rápido, mas não deixou qualquer margem de dúvida quanto ao facto da bola ter estado, completa e inequivocamente, dentro da baliza adversária. Aliás, nem sequer houve protestos...
Daí até final, o Benfica controlou sempre o jogo.
Ou melhor, quase até ao final.
É que, no último minuto de jogo, na sequência de uma livre marcado na direita do nosso meio campo defensivo, a bola foi cruzada por alto para a zona de jurisdição de Artur e este, parecendo ter o lance controlado, fez-se à bola. Mas deixou-a ressaltar para a frente, para a cabeça de uma adversário que, meio surpreendido, a cabeceou para a nossa baliza. Um frango daqueles à moda antiga! À Quim, pode dizer-se assim...
E o pior é que, no recomeço da partida, já em período de compensação, num cruzamento desde a esquerda da nossa defesa, a bola cruzou toda a largura do campo, atravessando a nossa pequena área, pela frente de Artur, sem que este a recolhesse. Incrível!!! Valeu que o avançado adversário também chegou atrasado à bola...
 
 
A equipa inicial foi a seguinte: Artur; André Almeida, Jardel, Garay e Melgarejo; Matic, Sálvio, Enzo Pérez e Gaitán; Cardozo e Rodrigo. Ao intervalo, saíu Rodrigo e entrou Lima. No decurso da 2ª parte, Ola John redndeu Gaitán (70 min.) e Aimar substituíu Cardozo (75 min.).
Tem que se destacar, pela positiva, Gaitán, não só pelo golo que marcou, mas também pela assistência a Lima para o 2-0, e pelo que jogou e fez a equipa jogar. Garay também esteve, globalmente, bem, tal como Melgarejo. Lima marcou um grande golo, e foi sempre muito interventivo. Sálvio esteve a um bom nível, mas foi muito inconstante. Enzo Pérez começou menos bem, mas acabou a um nível muito satisfatório. Matic e André Almeida não estiveram ao nível do que já fizeram, mas não comprometeram. Cardozo esteve menos bem, tal como Rodrigo. Jardel esteve claramente aquém do que a equipa precisava, comprometendo em alguns lances. Ola John ficou muito aquém do que pode e sabe. Atacou sem chama e defendeu mal e sem consistência.
Aimar, que regressou à competição, entrou com o jogo muito facilitado, já resolvido, e ficou aquém daquilo que se esperava. É verdade que vem de uma paragem prolongada. Mas, talvez por isso mesmo, devia ter sido mais codicioso...
Por fim, Artur. Apesar das boas exibições que já fez, não me está a inspirar confiança nenhuma. Tem cometido falhas mais vezes do que o que devia, algumas das quais inexplicáveis. De entre essas, contam-se algumas situações em que não sai à bola, outras em que deixa a bola passar incólume na sua zona de jurisdição, outras ainda em que se faz tarde aos lances, enfim...
Estamos em vésperas de um clássico e não me esqueço que, no ano passado, a culpa do golo que fez a diferença no resultado final foi sua. Por não ter apanhado uma bola aérea, na pequena área...
Artur está, talvez, instalado na sua área de conforto (como agora se costuma dizer...). É preciso que alguém lhe abane o trono!
É que, no Benfica, Rei é apenas o Eusébio. E à posteriori, claro...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Agradeço-vos por...


... por me terem lixado o Réveillon!

É preciso que percebam que não representam um qualquer clube regional, mesmo que sumptuosamente alcandorado a patamares dos quais não é digno.
Não! Vocês representam um clube que é muito maior do que todas as vossas vontades e anseios juntos. Comparados ao Benfica vocês são muito, mas muito, mesmo, insignificantes...

Aos benfiquistas, àqueles que sentem verdadeiro amor ao clube, como eu e muitas daquelas pessoas que ontem estiveram a puxar por vocês em Moreira de Cónegos, vocês devem muito mais do que o retorno pelas avultadas verbas que vos são pagas: vocês devem entrega total!
Sejam dignos de vestir esse manto sagrado!...

domingo, 30 de dezembro de 2012

UMA MERDA!!!



Como era facilmente previsível, a exibição - e o resultado - desta tarde em Moreira de Cónegos foi uma MERDA!!!
 
Depois de umas férias totalmente despropositadas, a equipa apareceu hoje, naturalmente, sem ritmo, sem vontade de jogar, a deixar correr o marfim durante todo o jogo - por exemplo, Garay, mesmo a perder, saía da zona defensiva sempre a passo, com uma lentidão exasperante!!!... - com uma atitude doentia de displicência e superioridade, enfim... um autêntico NOJO!!!
 
Como qualquer cidadão deste país, as nossas vedetas deveriam ter tido folga no dia 25, e tolerância de ponto no dia 24.
Como qualquer cidadão, passavam essas folgas a descansar, e a preparar-se para voltar ao trabalho no dia seguinte, sendo que tinham trabalhado nos anteriores...
Mas não! Foram de férias para Veneza, para Cancún, ou para o caralho que os foda e, claro, voltar a trabalhar é uma seca dos tomates!!!
Vão-se foder!!!
 
Do empate - conseguido de penalty, já em período de compensação... - fica a imagem de uma equipa que nunca se empenhou verdadeiramente para vencer o jogo, um adversário que, tendo muito menos valor técnico, teve sempre muito mais vontade, correu e suou muito mais, chegou sempre primeiro à bola, teve  mais hipóteses de marcar, e acabou o jogo a arrastar-se dentro do campo, tal o estado de exaustão dos seus atletas.
O penalty falhado (muito mal marcado!!!) por Lima, aos 60 minutos, e o golo do empate, marcado por Cardozo na conversão de outra grande penalidade, no segundo minuto do período de compensação, são apenas pormenores de somenos importância num jogo que nunca deveria ter acontecido!
 
E, atenção! Ou muito me engano, ou vamos ter encore's do filme desta tarde...
Vão ficar sequelas, sim! Do resultado... e da exibição!!!

Misérias...


"Misérias", sim senhor...
Mas o título deste post também poderia ser o seguinte: "Das férias em Olhão à ausência dos Bês, na Luz, esta noite..."
 
Há dez dias, em Olhão, para a 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga, a equipa de futebol principal fez, talvez ,o pior jogo da temporada. É verdade que o onze apresentado por Jorge Jesus tinha muitas alterações relativamente à equipa habitualmente titular. Na realidade, com Paulo Lopes na baliza e com André Almeida, Jardel, Sidnei e Luisinho, a zona defensiva era toda nova (embora Jardel tenha jogado com alguma regularidade, por impedimento de Luisão...). Nas alas surgiram Nolito e Bruno César (?!?!), com Enzo Pérez e Gaitán no miolo, atrás de Rodrigo, e com André Gomes à frente da defesa. É verdade que foram muitas mexidas de uma só vez. Mas também é verdade que a equipa estava claramente num formato de férias, jogando num ritmo lento e sempre muito previsível, acumulando falhas e erros que só acontecem num clima de super-descompressão...
Além de uma muito discutível poupança, houve um inaceitável desresponsabilizar dos que foram chamados a competir!!!
O mais curioso é que, depois, muitos deles ainda reclamam por, supostamente, não terem hipóteses de se mostrar...
 
Num jogo em que começámos a perder, logo no reinício da partida, após o intervalo, valeram-nos os golos de Rodrigo (69 min.) e Lima (87 min.), para garantir os pontos indispensáveis para conseguir títulos. Mesmo que esse título seja a Taça da Liga...
De facto, só após as entradas de Salvio e Lima, para os lugares de André Gomes e Bruno César, aos 55 minutos, já depois do golo do Olhanense, e de Ola John substituir Nolito, aos 75 minutos, é que a equipa mostrou mais alguma consistência e qualidade. Na minha opinião, J. Jesus foi imprudente e expôs a equipa a um desaire que, numa competição com o formato da Taça da Liga, pode ser fatal...
Foi, também, evidente uma atitude de descompressão que em nada beneficiou a equipa. Defendo que os atletas que estão em melhor forma devem ser os escolhidos, independentemente da competição. Ainda por cima quando, a seguir à partida de Olhão, havia um período de onze dias sem competição...
 
 
 
 
Esta noite, na luz, a equipa B acrescentou mais um capítulo negro à prestação tão paupérrima que tem vindo a protagonizar na segunda liga. Uma derrota (0-1) com a equipa que era, antes desta jornada, a última classificada é, para mim, totalmente inaceitável...
Estive no estádio, a ver o jogo. Foi mau demais para ser verdade. Em especial a 2ª parte, que foi, no mínimo, execrável!!!
A verdade é que a equipa B não tem qualidade para jogar na Catedral. A jogar como o tem feito, só está a profanar um espaço que tem de ser mantido num patamar acima de toda a mediocridade!
Além da muita falta de qualidade na equipa B, também há muito pouca humildade dos atletas (que se julgam Maradonas... e, obviamente, não o são, nem de perto, nem de longe!!!...) e muito pouco profissionalismo.
Para mim, passavam a jogar no Centro de Estágio do Seixal. Já!
E, já agora, passavam a ter a companhia de uns quantos atletas da equipa A que, por sinal, também estão a precisar de ser colocados no seu devido lugar...
 
 
Amanhã (hoje...) há, outra vez, Taça da Liga.
Estou para ver se em Moreira de Cónegos vamos voltar a ter de aturar uns quantos meninos que, em Olhão, foram, literalmente, umas nódoas...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vitória segura, mas...


... mas com um sobressalto desnecessário!
E com mais uma meia hora inicial que se dispensava de bom grado!
 
De facto, e apesar da equipa ter começado o jogo com o Marítimo, no passado sábado, a jogar de forma segura, fê-lo a um ritmo baixo e de forma previsível, permitindo ao adversário ir fazendo valer a sua organização defensiva.
Além de um futebol lento e previsível, a denunciar a crença de, mais cedo ou mais tarde, o golo ter de aparecer, o Benfica tinha algumas unidades a render abaixo do expectável. Tal como no jogo de Alvalade, também a nossa ala direita não estava ao nível que devia, com Maxi Pereira a desguarnecer o sector defensivo, e Salvio a deixar a desejar, não pressionando o adversário que lhe surgia pela frente e descrendo das iniciativas ofensivas.
Foi, aliás, da marcação de um livre a punir uma falta assinalada a Salvio (sobre Sami), sobre a nossa ala direita, que Rodrigo António, ao minuto 25, de costas para a baliza, em posição de fora de jogo, aproveitou um meio-alívio da nossa defesa, rodou sobre si e rematou, de surpresa, batendo Artur, que nada pôde fazer.
O golo apareceu no primeiro remate do Marítimo, totalmente contrário à corrente de jogo! É que, mesmo sem jogar rápido, e sem uma qualidade extraordinária, o Benfica já tinha criado uma mão cheia de oportunidades, de entre as quais remates perigosos de Lima e Cardozo, parados pelo guardião madeirense... ou passados muito perto dos limites da sua baliza. E em outras ocasiões, foram os nossos jogadores e chegar atrasados às solicitações dos colegas de equipa, ou a optar por finalizações menos consequentes.
Depois do golo do adevrsário, a equipa começou a ser mais rápida nas suas acções ofensivas e, em consequência disso, surgiram ocasiões de golo em catadupa. Logo três minutos depois do golo sofrido, Lima podia ter feito melhor, na sequência de um canto. E, no minuto seguinte, Maxi Pereira rematou cruzado, correspondendo a um passe atrasado de Matic, que subira até à linha final, sobre a direita, tendo o remate do uruguaio sido desviado pela linha final por um defesa adversário. Na jogada seguinte, Cardozo foi isolado por André Gomes e, tendo hesitado no momento do remate, acabou por rematar frouxo e permitir a defesa, de recurso, do guardião adversário. E, na sequência dessa jogada, Ola John insistiu, sobre a direita e, quase sobre a pequena área, rematou forte, levando a bola à malha lateral da baliza.
Finalmente, no minuto seguinte, fruto da grande pressão atacante do Benfica, apareceu o golo do empate. Ola John cruzou, da esquerda, para o segundo poste, onde apareceu Salvio, de cabeça, a assistir Cardozo, no poste contrário, para este meter a cabeça à bola e fazer a bola balançar a rede adversária.
Daí até ao intervalo, o jogo continuou a ser jogado insistentemente no meio campo do Marítimo, com as situações de golo a continuarem a surgir. Destaque para um remate de Melgarejo, em trivela, já dentro da pequena área, com a bola a passar caprichosamente a escassos centímetros do poste esquerdo da baliza de Ricardo. Destaque, também, para um perigoso remate de Salvio, sobre a direita do nosso ataque, desviado já sobre a linha de golo, com o guardião batido, por um defesa insular.
E assim chegou o intervalo, com um empate no marcador, altamente lisonjeiro para o Marítimo, e demasiado penalizador para a falta de velocidade do Benfica do primeiro quarto de jogo...
 
 
A 2ª parte começou com a equipa a mostrar a mesma determinação com que acabara a etapa inicial.
Com Enzo Pérez na equipa, por troca com André Gomes, a construção ofensiva era ainda mais criativa, com as consequentes dificuldades para o adversário.
Logo nos primeiros minutos, Maxi Pereira, Lima, Salvio e Ola John criaram oportunidades para marcar, mas a bola teimava em não entrar. Até que, ao minuto 65, na marcação de um canto, Roberge joga a bola com a mão, dentro da grande área. Penalty, 2º amarelo para Roberge e o consequente vermelho. Na marcação do penalty, Cardozo deitou o guarda-redes para um lado e fez a bola entrar no lado contrário. Voltava a fazer-se justiça no marcador, embora a diferença mínima não espelhasse, nem de perto nem de longe, a diferença de qualidade e produção entre as duas equipas.
Mas, logo depois, na sequência de uma rápida incursão pela direita do nosso ataque, depois de fazer um primeiro remate, Lima oferece a Cardozo a hipótese de voltar a marcar e o paraguaio não falha. Era o 3-1, que vinha tranquilizar equipa e, especialmente, os adeptos.
Era, também, um hat-trick de Cardozo que, assim, chegava à marca dos 100 golos na Liga...
Cardozo que poderia ter marcado logo dois minutos depois do 3-1, depois de uma bela assistência de Lima. Cardozo parou com o peito, baixou para o seu pé esquerdo e, sem deixar cair a bola, aplicou um potente pontapé, fazendo o esférico passar por cima do travessão da baliza insular. Foi pena, porque teria sido um extraordinário golo!!!
Pouco depois do minuto 75, quase aconteceu o 4-1. Matic cruzou da direita e, na pequena área, Maxi Pereira e Lima não conseguiram empurrar a bola para as redes do Marítimo.
Cerca do minuto 80, Maxi acorreu a uma jogada no interior da área maritimista e caiu, tocado pelo guardião Ricardo. O árbitro nada assinalou...
Jorge Jesus fez entrar Gaitán para o lugar de Ola John, a pouco menos de dez minutos do final, e uns minutos depois foi a vez de Rodrigo render Cardozo.
Na primeira vez que tocou na bola, Rodrigo marcou. Passe de Matic a isolar Melgarejo, sobre a esquerda do nosso ataque, este a centrar com conta, peso e medida, para o centro da área, onde apareceu Rodrigo, isolado, a encostar o pé e a fazer o 4-1 final.
 
 
Foi um resultado justo, e que até pecou por escasso, tantas e tais foram as ocasiões criadas. Entristece-me ver que se falha tanto...
O homem do jogo foi, para mim, o Cardozo, que voltou a marcar três golos.
Contudo, o jogador que mais se destacou, pelo que jogou e fez jogar, foi o Matic. Que grande jogo, apenas manchado, de alguma forma, pela infelicidade de ter deixado escapar a bola no lance que deu o golo do Marítimo...
Na manobra ofensiva, Ola John esteve mais dicreto neste jogo, e Salvio foi o habitual: irregular, alternando o bom com o lamentável. Lima fez um jogo muito esforçado e, embora não estando feliz na concretização, assistiu bem os pares do ataque. André Gomes esteve mais discreto do que em Alvalade, parecendo acusar um pouco o facto de jogar na Catedral. Enzo Pérez, sem ter estado muito bem, foi mais decisivo que André Gomes. Gaitán e Rodrigo não jogaram tempo suficiente para se formar uma opinião. Entraram com o jogo já resolvido, embora Rodrigo ainda tenha feito o gosto ao pé.
Na defesa, actuação eficaz dos centrais - Garay e Jardel - e de Artur. Maxi Pereira esteve globalmente bem, mas desguarneceu um pouco o flanco, em especial na parte inicial da partida. Melgarejo esteve regular, tanto a defender como a atacar.
 
Agora, vem aí o Olhanense e o Moreirense, para a Taça da Liga, na qualidade de visitante, e, logo no segundo dia do novo ano, o Desportivo das Aves, para a Taça de Portugal, na Luz.
Embora possam não parecer, são jogos de grande dificuldade. E basta olhar para o passado recente, para se perceber que serão desafios muito complicados...
Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito do período de férias dos jogadores e equipa técnica. Acho bem que tenham um período de repouso, que lhes permita disfrutar da companhia de familiares e amigos, nesta quadra festiva.
Mas, atenção: as férias são para ser gozadas apenas depois do jogo de Olhão, e até ao de Moreira de Cónegos...
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Houve Benfica!!!... em metade do jogo...


A minha dúvida esclareceu-se... após a meia hora inicial do dérby da passada 2ª feira.
A vitória (3-1) em Alvalade, teve tanto de merecida como de sofrida. É que, só após o golo adversário, à passagem da meia hora da 1ª parte, é que começámos a entrar no jogo.
 
De facto, a primeira meia hora de jogo mostrou um Benfica completamente adormecido,  a deixar o adversário jogar à sua vontade e a chegar primeiro à bola, urdindo o seu futebol como lhe apetecia. Nesse período, como tem sempre acontecido em todos os jogos, não pressionámos, falhámos passes em catadupa, fomos lentos e previsíveis, e cometemos falhas tácticas e erros de posicionamento em demasia.
O nosso lado direito esteve particularmente ineficaz - e mesmo irritante!... - com Maxi Pereira e Sálvio a acumularem sucessivas jogadas comprometedoras, tanto na manobra ofensiva como na defensiva. Sálvio, então, irritou-me sobremaneira porque, nos primeiros vinte minutos, não teve uma única acção acertada! E Maxi Pereira completava o desastre, permitindo que o ala e o interior adversários jogassem sem serem importunados pelo nosso lado direito. Aliás, foi de um cruzamento desse lado que nasceu o golo de Wolfswinkel, que se antecipou à nossa defesa e meteu o pé à bola, a ver o que dava, acabando por ter a sorte de a ver dirigir-se para o fundo da baliza, pelo único buraco possível...
A verdade é que, até essa altura, nem sequer se podia dizer que havia Sporting a mais. O que havia era, inequívocamente, Benfica a menos!!!
 
O golo sofrido acabou por ter um efeito positivo na equipa, uma vez que daí em diante o Benfica apareceu a dominar e à procura de inverter o resultado.
Na verdade, mesmo antes do golo adversário, a equipa já começara a aparecer com mais acutilância e perigo na frente de ataque, embora as acções ofensivas fossem sempre muito lentas e previsíveis. Lima, por duas vezes, Cardozo e Ola John já tinham tentado a concretização...
Até ao final da etapa inicial, o Benfica esteve por duas vezes na iminência de marcar, por Lima, que rematou com muito perigo levando a bola a passar rente ao poste esquerdo da baliza de Rui Patrício, e por Cardozo, que rematou forte para uma defesa incompleta do guardião adversário, falhando Maxi Pereira, por pouco, a recarga vitoriosa. Existiram ainda mais duas ocasiões de algum perigo, num cruzamento de Cardozo a que Sálvio chegou atrasado, e num remate de Cardozo, na transformação de um livre em posição frontal, com a bola a passar por cima da baliza do Sporting.
 
 
 
Depois do intervalo, o Benfica veio muito mais determinado, rápido sobre a bola e a variar o seu futebol, com André Gomes a distribuir e os alas a levarem a bola pelos flancos.
Pouco depois do recomeço, Lima rematou forte, levando a bola a passar outra vez muito perto do alvo.
E, antes de se concluir o primeiro quarto de hora da segunda parte, Ola John cruzou da esquerda, Cardozo saltou e cabeceou entre os centrais do Sporting, encaminhando a bola para a baliza. Esta acabou por tabelar em Rojo, por duas vezes 8 na cabeça e no braço...) e entrar na baliza adversária. Finalmente, o Benfica conseguia materializar o seu domínio no jogo...
A equipa continuou a carregar, e o adversário pareceu quebrar, anímica e fisicamente.
Pouco depois do golo, Maxi Pereira e Sálvio remataram no seu flanco, sendo que o remate de Sálvio foi desviado para canto por Rojo, quando se encaminhava para a baliza. Na sequência do canto, Garay entrou à bola de cabeça, fazendo esta esbarrar no poste esquerdo da baliza de Rui Patrício...
O Benfica continuava a jogar de forma envolvente - e, agora, com mais velocidade... - com Ola John, Lima e Sálvio, lá na frente, e André Gomes mais atrás, com o apoio dos dois laterais e, mesmo, dos centrais, a imprimirem um ritmo de jogo constante, que o Sporting tinha muita dificuldade em acompanhar, tendo de recorrer a muitas faltas para parar os nossos jogadores.
Pelo meio, e contra a corrente do jogo, um remate de Insua, muito consentido sobre o nosso lado direito, acabou por surpreender e levar a bola ao poste da baliza de Artur...
Mas, na sequência do caudal ofensivo do Benfica, ainda antes do minuto 80, Sálvio, sobre a direita do nosso ataque, servido por Ola John, rematou para a baliza, onde já não estava Rui Patrício, e o remate acabou por ser desviado por Boulahrouz, com a mão, fechada, em punho, por cima da barra. Penalty, como não podia deixar de ser, e expulsão do central do Sporting. Na marcação, Cardozo fez golo, com muita calma e classe, deitando o guardião para o seu lado esquerdo e colocando a bola, sem hipótese de defesa, no canto oposto.
Após o golo, J. Jesus fez entrar Gaitán para o lugar de Ola John. Na altura pareceu-me pouco apropriada a substituição, até porque Ola John estava a ser um dos melhores em campo e vinha sendo determinante na reviravolta no resultado. Mas, a verdade é que Gaitán entrou muito bem, veloz e incisivo, disso beneficiando a qualidade do nosso jogo atacante.
O facto é que Gaitán amarelou dois adversários, ganhou uma série de faltas nas imediações da área do Sporting, sendo que uma delas, cobrada por Sálvio, permitiu a Cardozo, numa entrada fulgurante, de cabeça, no coração da grande área, a obtenção do terceiro golo do Benfica, à passagem do minuto 86.
Estava consumada a vitória. Justa, mas sofrida, num jogo do qual estivémos ausentes na primeira meia hora...
Até ao final do jogo, com o adversário completamente rendido e manietado, ainda houve tempo para André Almeida e Rodrigo substituirem Sálvio e Cardozo, e para Lima tentar a sua sorte, num livre em que a bola ficou caprichosamente presa na barreira.
 
 
O destaque individual tem de ir para Cardozo, que esteve nos três golos, mas também para André Gomes (que esteve muito seguro a controlar e a fazer circular a bola), Ola John, Lima e Sálvio, na 2ª parte (pela movimentação, veloz e criativa, que incutiram ao nosso jogo, pós-minuto 30...), bem como para a generalidade da linha defensiva, embora Garay tenha tido uma falha (que deu golo...) e Maxi Pereira tenha comprometido, na parte inicial do jogo. Jardel e Melgarejo estiveram nuito sóbrios, seguros e eficazes, tal como Matic, a garantir a consistência defensiva. Artur esteve seguro, dando confiança à equipa.
 
Em resumo, um bom jogo... nos dois terços finais da partida.
A atitude e postura iniciais da equipa, não podem repetir-se. Pelo contrário, temos que jogar sempre do modo como jogámos a partir do minuto 30 da primeira parte. Se quisermos atingir os nossos objectivos, claro!
 
Agora vem aí o Marítimo, em casa, para a Liga, e o Olhanense, no Algarve, para a Taça da Liga.
São dois jogos em que vamos ter de estar concentrados e continuamente empenhados, para podermos atingir os nossos desiredatos.
É preciso continuar a haver Benfica. Mas tem de ser SEMPRE!!!...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

E agora, vamos ter Benfica?...


Depois do período de férias do Benfica, em termos de futebol jogado, também não tive ânimo suficiente para deixar de estar de férias...
De facto, cansa ver tão pouco futebol, de uma equipa que tem a obrigação de dar muito mais do que o tem vindo a dar!!!
 
Primeiro foi a recepção ao Olhanense, para a Liga, num jogo onde estavam reunidos todos os ingredientes para fazermos um bom jogo, construirmos um resultado folgado e que nos permitisse dilatar o goal-average, e ficarmos sossegadamente à espera do resultados dos nossos adversários directos.
Mas, o que tivémos foi uma exibição a puxar muito para o fraco, perante um adversário que está a anos-luz de nós, em termos de potencial e soluções. Uma vitória por 2-0, com um golo de penalty, marcado pelo Cardozo, a meio da primeira parte, e outro de Luisão, a corresponder de cabeça, num lance de bola parada, à entrada do último quarto de hora de jogo.
Pelo meio ficou uma primeira parte apenas sofrível, com o habitual desperdício e o tradicional período de silly football, a desesperar mesmo o adepto mais paciente e fervoroso. E uma segunda parte mesmo mázinha, onde até se permitiu ao adversário veleidades impensáveis...
 
 
Depois foi a visita ao Barcelona, preparada com dez dias de folga competitiva, por via da falta de adversário definido, na eliminatória da Taça de Portugal disputada no fim de semana anterior.
E quando precisávamos de fazer um jogo à Benfica, de ser valentes e eficazes, eis que fracassámos...
O Barcelona alinhou com uma equipa onde marcaram presença muitos jogadores que habitualmente não são titulares. É verdade que jogaram Puyol, Montoya, Adriano, Thiago Alcantara, Rafinha, Tello e David Villa, bem como Messi, Piqué e Deulofeu, na 2ª parte, mas não jogaram Xavi, Iniesta, Jordi Alba, Fabregas, Daniel Alves, Pedro e outros. Ou seja, o Barcelona estendeu-nos a passadeira. Embora, por certo, o tenham feito mais a pensar em si e nos seus compromissos futuros, do que em nós, obviamente...
Apesar disso, e apesar de termos feito uma boa primeira parte, com um futebol do melhor que jogámos esta época, a equipa só durou meio jogo e, além disso, falhou escandalosas oportunidades para marcar, nomeadamente na etapa inicial, com destaque para Matic, Rodrigo, Lima, Ola John, Nolito e, mesmo sobre o final do jogo, Maxi Pereira. Enfim, pode-se dizer, sem qualquer exagero, que tínhamos obrigação de ter marcado por quatro vezes em Camp Nou! A jogada que mais me irritou foi a perdida de Rodrigo, isolado por Ola John, que, sózinho frente a Pinto, com Nolito isolado na zona frontal da baliza, optou por rematar, fazendo a bola passar a rasar o poste direito da baliza do Barcelona. Rodrigo foi egoísta, facto que se agravou porque não fez golo. Lima esteve para marcar por duas vezes, e numa delas teve azar, porque Pinto se conseguiu esticar todo e desviar a bola para o seu poste esquerdo. Enfim, a este nível não se podem falhar ocasiões destas.
O que é facto é que, se não nos apurámos para os oitavos de final, ficamos a devê-lo a nós próprios, isto é, à nossa tremenda falta de eficácia!
 
 
 
 
Com isto tudo, estou bastante preocupado com o dérby desta joranada, com os rivais de Alvalade. Por uma série de razões: há muito que não fazemos um golo de bola corrida; temos apresentado um futebol muito irregular, marcado por incompreensíveis intranquilidades e titubeâncias; não temos tido eficácia no último terço do terreno, nem ao nível da concretização; jogamos com alguma apatia, não pressionamos o adversário e somos pouco determinados na abordagem dos lances; enfim ...
Além disso, vamos, muito possivelmente, ter de nos haver com uma arbitragem enquadrada no sistema vigente, ou seja, vamos ser, sempre, empurrados para baixo. A máfia instituída, e os seus beneficiários, não deixarão, por certo, de contabilizar a seu favor esta ocasião de ouro, ao mesmo tempo que darão uma ajuda preciosa aos seus escravizados aliados!
 
Por tudo isso, precisamos mesmo de uma exibição à Benfica!!!
Será que vamos ter Benfica?...