quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O empate... foi uma derrota!


O empate (2-2) com aquela equipazita regional-provinciana, assumidamente corrupta, foi, realmente... uma derrota!
 
Derrota... porque temos, de longe, um futebol de muito maior qualidade - como demonstrámos por diversas vezes esta época... - e, no domingo, não fizémos valer isso.
Derrota... porque perdemos uma oportunidade, real, de dar um golpe no adversário que mais perto temos na classificação.
Derrota... porque permitimos que esse bando de deserdados da qualidade futebolística saísse da Luz a pensar que valem alguma coisa...
 
Foi um empate-derrota por (muita) culpa própria.
Padecemos dos mesmos males que já nos haviam afligido em ocasiões anteriores: muitas desconcentrações, individuais e colectivas; inúmeros, e inadmissíveis erros, técnicos e tácticos, decorrentes de uma postura de alguma sobranceria e assumpção de um super-virtuosismo que, objectivamente, muitos dos nossos não têm; grande fragilidade de músculo no meio campo; défice claro na contabilidade que decorre da opção de ter laterias muito subidos, mas que atacam pouco, e mal, e comprometem nas tarefas defensivas, por repetidas ausências e falhas de posicionamento e falência física.
O resultado de tudo isso foi que, aos 8 minutos Garay ofereceu um golo, falhando o corte fácil de uma bola atirada para o interior da área, de um livre sobre a direita da nossa defesa.
E se é verdade que Matic, 2 minutos depois, de pé direito, sem deixar a bola cair no chão, repôs a igualdade no marcador, com um tiro imparável, desferido quase do limite da grande área adversária, lá voltou a aparecer mais um brinde nosso. Desta vez foi, mais uma vez, Artur a oferecer o golo ao adversário quando, aos 15 minutos, se permitiu sair a jogar com os pés, sobre a direita da nossa área, permitindo que um gajo que parece ter vindo do Biafra lhe roubasse a bola e voltasse a colocar-nos em desvantagem.
Embora 2 minutos depois Gaitán tivesse voltado a fazer o empate, a verdade é que estivémos sempre muito aquém do que podíamos e devíamos - porque tínhamos condições para isso e era essa a nossa obrigação!... - ter feito.
 
 
 
A verdade é que o adversário não contabilizou uma única oportunidade real de golo, em todo o jogo. O nosso jogo, apesar de muito mastigado, lento e eivado de erros e equívocos, individuais e colectivos, ainda deu para ameaçar a baliza adversária, em especial na 2ª parte, contabilizando-se uma boa meia dúzia de remates perigosos. Já dentro do último quarto de hora da partida, Cardozo, isolado, rematou forte e em jeito, mas o primeiro guarda-redes adversário (dois dois ou três com que aquela equipazeca costuma jogar, em cada jogo...) - um fulano com um certo ar de guia de camelos egípcio!... - esticou-se todo e tocou a bola com a ponta dos dedos, fazendo-a, caprichosamente, ir ao poste direito da sua baliza e sair pela linha final.
 
Como escrevia um dos pasquins da nossa comunicação social desportiva - sim, porque "A Bola" também é um verdadeiro pasquim!!!... - a diferença esteve na baliza: enquanto o nosso guarda-redes ofereceu um golo, o outro roubou-nos um!
 
Individualmente, só quero destacar Matic, que fez um grande jogo. Muitas vezes esteve sózinho - sim, é verdade!... - no nosso meio campo, e mesmo assim foi dando para as encomendas.
O resto da equipa esteve entre o medícore e o miserável, com especial relevo para toda a defesa e para o miolo. Enzo Pérez, então, fez-me desesperar, tal foi o nível - miserável, mesmo!!! - do seu jogo.
Pior do que Enzo Pérez só mesmo Artur. Pelo segundo jogo, consecutivo, e em replay de outras situações anteriores - uma das quais nos custou 3 pontos contra o mesmo adversário, neste mesmo palco, no ano passado... - o rapaz fez merda! E da grossa! Está, claramente, na altura de se sentar no banco. Aí, ao menos, pode pensar na seleção brasileira sem nos prejudicar. Só me apetece gritar: Vai p'ró caralho!!!
É verdade que não custou oito milhões e meio. Mas está a ficar muito parecido com Roberto...
Tenho saudades de ver um guarda-redes a sério - tipo Bento, ou Preud'home... - na baliza do Benfica. Nesta altura, Paulo Lopes está para Artur, como os dois referidos estão para Roberto...
 
PS - Amanhã temos Taça de Portugal, com a Académica, em Coimbra. Vamos ter Benfica? Ou vamos ter o remake do jogo com aquela mesma equipa para a Taça da Liga?...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Poupanças, incúrias e outras maldições...


Vitória (3-2) complicada, por culpa própria, sobre a Académica, em mais um jogo da Taça da Liga...
Muita poupança, muita gente a querer armar em Maradona e a jogar sempre da maneira mais complicada e arriscada possível, erros grosseiros - individuais e colectivos... - e uma continuada fatalidade de, contra o Benfica, os avançados e os guarda-redes adversários serem muito eficazes, iam provocando a nossa primeira derrota no futebol doméstico... que nos deixaria fora das meias-finais da Taça da Liga!
Com uma equipa repleta de muitas segundas (terceiras e quartas...) escolhas - Paulo Lopes; Maxi Pereira, Jardel, Roderick e Luisinho; André Gomes, Ola John, Bruno César e Nolito; Aimar e Lima - o Benfica até entrou a jogar de forma agradável, trocando bem a bola e procurando o golo.
O domínio intensificou-se a partir do quarto de hora de jogo, e Ola John, Nolito, Aimar e André Gomes, tiveram boas ocasiões para inaugurar o marcador, o que, no entanto, só veio a acontecer ao minuto 40, quando Lima, isolado por Bruno César, fintou Peiser e, de pé esquerdo, descaído sobre esse lado, fez o 1-0.
 
Mas, nessa altura o Benfica também já acumulara alguns erros, daqueles que nos parecem impossíveis de cometer...
Eram passes de risco, na zona defensiva, executados de forma absolutamente despropositada e gratuita, passes falhados a distâncias curtas (5 a 10 metros), endossos de bola para onde passava pela cabeça que iriam estar companheiros de equipa (mas que na realidade não estavam!...), enfim... situações incríveis, e inaceitáveis, numa equipa como o Benfica.
E, no último minuto da 1ª parte, Bruno César, no nosso meio campo defensivo, tocou, muito mal, a bola para trás, para Jardel, que, muito lento, se deixou antecipar por Makelele e este, depois de um sprint até à nossa área, chutou para o lado mais distante, deixando Paulo Lopes sem nada poder fazer, empatando a partida.
Se a primeira parte acabou mal, a segunda não começou melhor. É que, logo aos 5 minutos da etapa complementar, Saleiro ganhou uma bola na direita do ataque da Académica, em resultado de mais uma série de maus passes e equívocos do nosso meio-campo e defesa, caminhou em direcção à baliza e rematou para o fundo das redes, sem que fosse mínimamente eficaz a pressão dos nossos defesas. Naquela altura, estávamos fora da competição...
Logo depois, entraram Carlos Martins e Kardec, para os lugares de Bruno César e Aimar. Diga-se que Bruno César fez um jogo muito fraco (e ofereceu, a meias com Jardel) o primeiro golo da Académica. E Aimar, pura e simplesmente, esteve sempre muito ausente do jogo e, quando interveio, só fez misérias, falhando passes, perdendo inúmeras vezes a bola, reclamando por tudo e por nada, e não participando, de todo, nas tarefas defensivas. Ou seja, quase se pode dizer que jogámos com 10 durante quase uma hora de jogo!
Kardec entrou bem no jogo e, quatro minutos depois de ter entrado, empatou a partida. Ola John cruzou desde a direita do nosso ataque e Kardec apareceu, ao poste mais distante, a cabecear para restabelecer o empate. E cerca de 5 minutos mais tarde, o mesmo Kardec recebe, e devolve, um passe de Lima que, na zona frontal da baliza, atira para o 3-2.
Cinco minutos depois a Académica fica reduzida a 10 jogadores, por ter sido mostrado o 2º amarelo, e respectivo vermelho, a Ferreira. Makelele também deveria ter sido expulso, por agressão a Sálvio - até lhe partiu um dente!... - mas o boi preto resolveu mostrar apenas cartão amarelo. O costume!!!
Sálvio, que tinha entrado para o lugar de Nolito, logo depois do 2-2, também não trouxe nada de muito positivo à equipa...
Até ao final do encontro, voltámos a ter um futebol mais lento do que o devia acontecer, embora, mesmo assim, Ola John, Lima (por duas vezes, e em ambas no resultado de excelentes jogadas individuais...) e Carlos Martins, tenham tido ocasião para ampliar a vantagem.
No último minuto do tempo regulamentar, Keita embrulhou-se com Carlos Martins dentro da área da Académica e, ao levantarem-se, armou o punho para agredir o nosso jogador. O árbitro foi, a correr, abraçar o defesa negro. Sem comentários...
Sem jogar bem - longe disso!... - o Benfica controlou o jogo, com mais evidência depois da remontada, e justificava, claramente, uma maior diferença no marcador.
 
Individualmente, Lima foi o homem do jogo. André Gomes também não esteve mal, embora tenha de passar a resolver de forma mais prática as jogadas em que intervém. Kardec veio dar mais acutilância e velocidade ao ataque, e pode ter ganho o seu espaço no grupo de trabalho. Paulo Lopes, tal com Roderick esteve sóbrio e não comprometeu. O mesmo não se pode dizer de Bruno César e de Jardel. As restantes exibições individuais, foram todas sobre o fraco, umas mais do que outras...
É preciso fazer muito mais, e muito melhor, senão... um dia a casa cai!
 
E, atenção, porque vem aí uma série de jogos muita complicada!...
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Do bom ao mau... e vice-versa!


 
Depois do miserável jogo em Moreira de Cónegos, voltámos a jogar na Luz.
Um jogo com uma equipa que podia complicar a tarefa do Benfica, já que o Desportivo das Aves está a fazer uma boa campanha na 2ª Liga...
Mas, afinal, acabou por ser bem mais fácil do que o previsto...
Uma vitória por 6-0, numa exibição que teve momentos de muito bom nível... e outros de inacreditável desacerto!
Apesar de tudo, a história do jogo foi a dos golos. A vitória começou a desenhar-se aos 5 minutos, com um golo de Rodrigo, a passe de Gaitán.
Depois veio um hat-trick de Cardozo, com golos aos 18, 22 e 32 minutos. O primeiro, na sequência de uma intercepção de um passe de um defesa do Aves para o seu guarda-redes. E os outros dois, a passes de Rodrigo, que esteve bem na frente de ataque.
Na 2ª parte, e apesar do ritmo ter amainado um pouco, o Benfica marcou por mais duas vezes.
Aos 57 minutos, Rodrigo recebeu um passe de Maxi Pereira e, depois de ter tirado o defesa adversário do caminho, com um belo trabalho individual, rematou de pé esquerdo para o fundo das redes do Aves. E aos 73 minutos, depois de ter sido derrubado na área adversária e de ter sido assinalada grande penalidade, Lima converteu o castigo máximo, fixando o resultado final em 6-0.
Pelo meio, porém, ficaram mais uma mão cheia de ocasiões desperdiçadas (Sim! Poderia ter sido um resultado histórico!...), bem como uns quantos erros e opções muito discutíveis, incompreensíveis numa equipa como o Benfica...
Não se podem admitir tantos passes extraviados e tanto atabalhoamento como o que aconteceu no meio-campo ofensivo e na zona de finalização. Jogadores como Nolito, Bruno César, e mesmo Rodrigo e Gaitán, têm de ser mais eficazes e discernir bem na conclusão das jogadas, em vez de insistir no lance individual, quando deviam optar pelo colectivo, e vice-versa...
E, no meio-campo defensivo, e na zona do miolo, os nossos jogadores tem de deixar de ser complicativos e de insistir nos lances individuais de condução da bola, em dribles e por entre os adversários, na sequência dos quais inúmeras vezes perdem a bola e permitem o contra-golpe adversário.
É incrível como o Desportivo das Aves, apesar de ter sido dominado ao longo do jogo, ainda conseguiu criar duas ou três ocasiões em que podia ter concretizado facilmente...
 
 
Num jogo onde alinharam, de início, Artur, Maxi Pereira, Jardel, Garay e Luisinho, André Gomes, Bruno César, Gaitán e Nolito, Cardozo e Rodrigo, também jogaram Matic (substituíu Jardel, ao intervalo, por lesão deste), Lima (desde os 60 minutos, no lugar de Cardozo) e Sálvio (desde os 75 minutos, no lugar de Rodrigo).
Pelos golos que marcou, Cardozo tem que merecer referência. Mas Rodrigo, que também marcou por duas vezes e assistiu Cardozo em outros dois golos, terá sido o homem do jogo. Mau grado o que (também) falhou...
 
 


 
No passado domingo, o Benfica voltou a jogar para a Liga.
Na Amoreira, com o Estoril, o jogo afigurava-se bem mais difícil. O Estoril está bem no campeonato, vinha fazendo boas exibições e conseguindo bons resultados, e estava motivado pelos últimos resultados, de entre os quais um empate (2-2) com o aquele clubezeco regional da palermo portuguesa, cedido já mesmo em período de compensação...
 
Apesar de algum equilíbrio na fase inicial da partida, a vitória final (3-1) justifica-se inteiramente, e não sofre qualquer contestação.
A partir dos 20 minutos de jogo, o Benfica assumiu, com naturalidade, o controle do jogo. No entanto, a pouca velocidade do nosso meio campo e a exibição mais complicativa de alguns dos nossos jogadores, aliada à boa organização defensiva do Estoril, foram protelando o inaugurar do marcador. A primeira grande ocasião de golo surgiu por essa altura, com Cardozo a falhar a emenda, à boca da baliza, na sequência de um cruzamento da esquerda, de Rodrigo.
O Estoril ia ripostando, e a nossa defesa, em especial Jardel, também comprometia em algumas ocasiões. Passes de risco, desnecessários, maus passes para os nossos jogadores do meio-campo, e alguma passividade na abordagem dos lances, iam provocando alguns sobressaltos. Como aos 32 minutos, quando Luís Leal ganhou o lance a Jardel (muito lento e preso de movimentos...) e rematou, sobre a esquerda, já perto da pequena área, para uma defesa, a dois tempos, de Artur.
O jogo, no entanto, continuava a ser dominado por nós. Melgarejo por muito pouco não marcou, aos 36 minutos, com Wagner a desviar com a ponta dos dedos, levando a bola a sair pela linha final. E, na sequência desse lance, Cardozo apontou o canto (?!?!), do lado direito do nosso ataque, e Gaitán acorreu à bola, perto do bico da pequena área, para, de calcanhar, com o pé esquerdo, fazer a bola descrever um arco e entrar na baliza estorilista pelo seu canto superior direito. Um golo do outro mundo, a premiar quem mais tinha feito por marcar, mesmo que nem sempre o tivesse feito como devia.
E antes do final da primeira parte, poderia ter surgido o segundo golo, quando Rodrigo rematou cruzado, da direita do nosso ataque, fazendo a bola passar por debaixo do guardião Wagner, sendo esta rechaçada já sobre a linha de golo por um defesa canarinho.
Na 2ª parte, o jogo manteve o mesmo sentido e, à medida que o tempo ia passando, acentuava-se o nosso domínio. Até que aos 60 minutos, Gaitán, com um passe magistral, efectuado da esquerda do nosso ataque, coloca a bola no peito de Lima (que entrara ao intervalo, para o lugar de Rodrigo) e este, amortecendo para o seu pé direito, sem deixar a bola cair no chão, fuzilou autenticamente o guardião estorilista, fazendo o 2-0.
Já antes Sálvio tinha recebido a bola à entrada da área, na sequência de um canto, e rematado para uma espectacular defesa de Wagner.
E o mesmo Sálvio, à passagem do minuto 66, num remate acrobático, no interior da área, quase em posição frontal, atirou a bola com estrondo ao poste da baliza do Estoril, ressaltando esta para lá da linha de golo e voltando a sair. Estava feito o 3-0, num lance que foi muito rápido, mas não deixou qualquer margem de dúvida quanto ao facto da bola ter estado, completa e inequivocamente, dentro da baliza adversária. Aliás, nem sequer houve protestos...
Daí até final, o Benfica controlou sempre o jogo.
Ou melhor, quase até ao final.
É que, no último minuto de jogo, na sequência de uma livre marcado na direita do nosso meio campo defensivo, a bola foi cruzada por alto para a zona de jurisdição de Artur e este, parecendo ter o lance controlado, fez-se à bola. Mas deixou-a ressaltar para a frente, para a cabeça de uma adversário que, meio surpreendido, a cabeceou para a nossa baliza. Um frango daqueles à moda antiga! À Quim, pode dizer-se assim...
E o pior é que, no recomeço da partida, já em período de compensação, num cruzamento desde a esquerda da nossa defesa, a bola cruzou toda a largura do campo, atravessando a nossa pequena área, pela frente de Artur, sem que este a recolhesse. Incrível!!! Valeu que o avançado adversário também chegou atrasado à bola...
 
 
A equipa inicial foi a seguinte: Artur; André Almeida, Jardel, Garay e Melgarejo; Matic, Sálvio, Enzo Pérez e Gaitán; Cardozo e Rodrigo. Ao intervalo, saíu Rodrigo e entrou Lima. No decurso da 2ª parte, Ola John redndeu Gaitán (70 min.) e Aimar substituíu Cardozo (75 min.).
Tem que se destacar, pela positiva, Gaitán, não só pelo golo que marcou, mas também pela assistência a Lima para o 2-0, e pelo que jogou e fez a equipa jogar. Garay também esteve, globalmente, bem, tal como Melgarejo. Lima marcou um grande golo, e foi sempre muito interventivo. Sálvio esteve a um bom nível, mas foi muito inconstante. Enzo Pérez começou menos bem, mas acabou a um nível muito satisfatório. Matic e André Almeida não estiveram ao nível do que já fizeram, mas não comprometeram. Cardozo esteve menos bem, tal como Rodrigo. Jardel esteve claramente aquém do que a equipa precisava, comprometendo em alguns lances. Ola John ficou muito aquém do que pode e sabe. Atacou sem chama e defendeu mal e sem consistência.
Aimar, que regressou à competição, entrou com o jogo muito facilitado, já resolvido, e ficou aquém daquilo que se esperava. É verdade que vem de uma paragem prolongada. Mas, talvez por isso mesmo, devia ter sido mais codicioso...
Por fim, Artur. Apesar das boas exibições que já fez, não me está a inspirar confiança nenhuma. Tem cometido falhas mais vezes do que o que devia, algumas das quais inexplicáveis. De entre essas, contam-se algumas situações em que não sai à bola, outras em que deixa a bola passar incólume na sua zona de jurisdição, outras ainda em que se faz tarde aos lances, enfim...
Estamos em vésperas de um clássico e não me esqueço que, no ano passado, a culpa do golo que fez a diferença no resultado final foi sua. Por não ter apanhado uma bola aérea, na pequena área...
Artur está, talvez, instalado na sua área de conforto (como agora se costuma dizer...). É preciso que alguém lhe abane o trono!
É que, no Benfica, Rei é apenas o Eusébio. E à posteriori, claro...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Agradeço-vos por...


... por me terem lixado o Réveillon!

É preciso que percebam que não representam um qualquer clube regional, mesmo que sumptuosamente alcandorado a patamares dos quais não é digno.
Não! Vocês representam um clube que é muito maior do que todas as vossas vontades e anseios juntos. Comparados ao Benfica vocês são muito, mas muito, mesmo, insignificantes...

Aos benfiquistas, àqueles que sentem verdadeiro amor ao clube, como eu e muitas daquelas pessoas que ontem estiveram a puxar por vocês em Moreira de Cónegos, vocês devem muito mais do que o retorno pelas avultadas verbas que vos são pagas: vocês devem entrega total!
Sejam dignos de vestir esse manto sagrado!...

domingo, 30 de dezembro de 2012

UMA MERDA!!!



Como era facilmente previsível, a exibição - e o resultado - desta tarde em Moreira de Cónegos foi uma MERDA!!!
 
Depois de umas férias totalmente despropositadas, a equipa apareceu hoje, naturalmente, sem ritmo, sem vontade de jogar, a deixar correr o marfim durante todo o jogo - por exemplo, Garay, mesmo a perder, saía da zona defensiva sempre a passo, com uma lentidão exasperante!!!... - com uma atitude doentia de displicência e superioridade, enfim... um autêntico NOJO!!!
 
Como qualquer cidadão deste país, as nossas vedetas deveriam ter tido folga no dia 25, e tolerância de ponto no dia 24.
Como qualquer cidadão, passavam essas folgas a descansar, e a preparar-se para voltar ao trabalho no dia seguinte, sendo que tinham trabalhado nos anteriores...
Mas não! Foram de férias para Veneza, para Cancún, ou para o caralho que os foda e, claro, voltar a trabalhar é uma seca dos tomates!!!
Vão-se foder!!!
 
Do empate - conseguido de penalty, já em período de compensação... - fica a imagem de uma equipa que nunca se empenhou verdadeiramente para vencer o jogo, um adversário que, tendo muito menos valor técnico, teve sempre muito mais vontade, correu e suou muito mais, chegou sempre primeiro à bola, teve  mais hipóteses de marcar, e acabou o jogo a arrastar-se dentro do campo, tal o estado de exaustão dos seus atletas.
O penalty falhado (muito mal marcado!!!) por Lima, aos 60 minutos, e o golo do empate, marcado por Cardozo na conversão de outra grande penalidade, no segundo minuto do período de compensação, são apenas pormenores de somenos importância num jogo que nunca deveria ter acontecido!
 
E, atenção! Ou muito me engano, ou vamos ter encore's do filme desta tarde...
Vão ficar sequelas, sim! Do resultado... e da exibição!!!

Misérias...


"Misérias", sim senhor...
Mas o título deste post também poderia ser o seguinte: "Das férias em Olhão à ausência dos Bês, na Luz, esta noite..."
 
Há dez dias, em Olhão, para a 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga, a equipa de futebol principal fez, talvez ,o pior jogo da temporada. É verdade que o onze apresentado por Jorge Jesus tinha muitas alterações relativamente à equipa habitualmente titular. Na realidade, com Paulo Lopes na baliza e com André Almeida, Jardel, Sidnei e Luisinho, a zona defensiva era toda nova (embora Jardel tenha jogado com alguma regularidade, por impedimento de Luisão...). Nas alas surgiram Nolito e Bruno César (?!?!), com Enzo Pérez e Gaitán no miolo, atrás de Rodrigo, e com André Gomes à frente da defesa. É verdade que foram muitas mexidas de uma só vez. Mas também é verdade que a equipa estava claramente num formato de férias, jogando num ritmo lento e sempre muito previsível, acumulando falhas e erros que só acontecem num clima de super-descompressão...
Além de uma muito discutível poupança, houve um inaceitável desresponsabilizar dos que foram chamados a competir!!!
O mais curioso é que, depois, muitos deles ainda reclamam por, supostamente, não terem hipóteses de se mostrar...
 
Num jogo em que começámos a perder, logo no reinício da partida, após o intervalo, valeram-nos os golos de Rodrigo (69 min.) e Lima (87 min.), para garantir os pontos indispensáveis para conseguir títulos. Mesmo que esse título seja a Taça da Liga...
De facto, só após as entradas de Salvio e Lima, para os lugares de André Gomes e Bruno César, aos 55 minutos, já depois do golo do Olhanense, e de Ola John substituir Nolito, aos 75 minutos, é que a equipa mostrou mais alguma consistência e qualidade. Na minha opinião, J. Jesus foi imprudente e expôs a equipa a um desaire que, numa competição com o formato da Taça da Liga, pode ser fatal...
Foi, também, evidente uma atitude de descompressão que em nada beneficiou a equipa. Defendo que os atletas que estão em melhor forma devem ser os escolhidos, independentemente da competição. Ainda por cima quando, a seguir à partida de Olhão, havia um período de onze dias sem competição...
 
 
 
 
Esta noite, na luz, a equipa B acrescentou mais um capítulo negro à prestação tão paupérrima que tem vindo a protagonizar na segunda liga. Uma derrota (0-1) com a equipa que era, antes desta jornada, a última classificada é, para mim, totalmente inaceitável...
Estive no estádio, a ver o jogo. Foi mau demais para ser verdade. Em especial a 2ª parte, que foi, no mínimo, execrável!!!
A verdade é que a equipa B não tem qualidade para jogar na Catedral. A jogar como o tem feito, só está a profanar um espaço que tem de ser mantido num patamar acima de toda a mediocridade!
Além da muita falta de qualidade na equipa B, também há muito pouca humildade dos atletas (que se julgam Maradonas... e, obviamente, não o são, nem de perto, nem de longe!!!...) e muito pouco profissionalismo.
Para mim, passavam a jogar no Centro de Estágio do Seixal. Já!
E, já agora, passavam a ter a companhia de uns quantos atletas da equipa A que, por sinal, também estão a precisar de ser colocados no seu devido lugar...
 
 
Amanhã (hoje...) há, outra vez, Taça da Liga.
Estou para ver se em Moreira de Cónegos vamos voltar a ter de aturar uns quantos meninos que, em Olhão, foram, literalmente, umas nódoas...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vitória segura, mas...


... mas com um sobressalto desnecessário!
E com mais uma meia hora inicial que se dispensava de bom grado!
 
De facto, e apesar da equipa ter começado o jogo com o Marítimo, no passado sábado, a jogar de forma segura, fê-lo a um ritmo baixo e de forma previsível, permitindo ao adversário ir fazendo valer a sua organização defensiva.
Além de um futebol lento e previsível, a denunciar a crença de, mais cedo ou mais tarde, o golo ter de aparecer, o Benfica tinha algumas unidades a render abaixo do expectável. Tal como no jogo de Alvalade, também a nossa ala direita não estava ao nível que devia, com Maxi Pereira a desguarnecer o sector defensivo, e Salvio a deixar a desejar, não pressionando o adversário que lhe surgia pela frente e descrendo das iniciativas ofensivas.
Foi, aliás, da marcação de um livre a punir uma falta assinalada a Salvio (sobre Sami), sobre a nossa ala direita, que Rodrigo António, ao minuto 25, de costas para a baliza, em posição de fora de jogo, aproveitou um meio-alívio da nossa defesa, rodou sobre si e rematou, de surpresa, batendo Artur, que nada pôde fazer.
O golo apareceu no primeiro remate do Marítimo, totalmente contrário à corrente de jogo! É que, mesmo sem jogar rápido, e sem uma qualidade extraordinária, o Benfica já tinha criado uma mão cheia de oportunidades, de entre as quais remates perigosos de Lima e Cardozo, parados pelo guardião madeirense... ou passados muito perto dos limites da sua baliza. E em outras ocasiões, foram os nossos jogadores e chegar atrasados às solicitações dos colegas de equipa, ou a optar por finalizações menos consequentes.
Depois do golo do adevrsário, a equipa começou a ser mais rápida nas suas acções ofensivas e, em consequência disso, surgiram ocasiões de golo em catadupa. Logo três minutos depois do golo sofrido, Lima podia ter feito melhor, na sequência de um canto. E, no minuto seguinte, Maxi Pereira rematou cruzado, correspondendo a um passe atrasado de Matic, que subira até à linha final, sobre a direita, tendo o remate do uruguaio sido desviado pela linha final por um defesa adversário. Na jogada seguinte, Cardozo foi isolado por André Gomes e, tendo hesitado no momento do remate, acabou por rematar frouxo e permitir a defesa, de recurso, do guardião adversário. E, na sequência dessa jogada, Ola John insistiu, sobre a direita e, quase sobre a pequena área, rematou forte, levando a bola à malha lateral da baliza.
Finalmente, no minuto seguinte, fruto da grande pressão atacante do Benfica, apareceu o golo do empate. Ola John cruzou, da esquerda, para o segundo poste, onde apareceu Salvio, de cabeça, a assistir Cardozo, no poste contrário, para este meter a cabeça à bola e fazer a bola balançar a rede adversária.
Daí até ao intervalo, o jogo continuou a ser jogado insistentemente no meio campo do Marítimo, com as situações de golo a continuarem a surgir. Destaque para um remate de Melgarejo, em trivela, já dentro da pequena área, com a bola a passar caprichosamente a escassos centímetros do poste esquerdo da baliza de Ricardo. Destaque, também, para um perigoso remate de Salvio, sobre a direita do nosso ataque, desviado já sobre a linha de golo, com o guardião batido, por um defesa insular.
E assim chegou o intervalo, com um empate no marcador, altamente lisonjeiro para o Marítimo, e demasiado penalizador para a falta de velocidade do Benfica do primeiro quarto de jogo...
 
 
A 2ª parte começou com a equipa a mostrar a mesma determinação com que acabara a etapa inicial.
Com Enzo Pérez na equipa, por troca com André Gomes, a construção ofensiva era ainda mais criativa, com as consequentes dificuldades para o adversário.
Logo nos primeiros minutos, Maxi Pereira, Lima, Salvio e Ola John criaram oportunidades para marcar, mas a bola teimava em não entrar. Até que, ao minuto 65, na marcação de um canto, Roberge joga a bola com a mão, dentro da grande área. Penalty, 2º amarelo para Roberge e o consequente vermelho. Na marcação do penalty, Cardozo deitou o guarda-redes para um lado e fez a bola entrar no lado contrário. Voltava a fazer-se justiça no marcador, embora a diferença mínima não espelhasse, nem de perto nem de longe, a diferença de qualidade e produção entre as duas equipas.
Mas, logo depois, na sequência de uma rápida incursão pela direita do nosso ataque, depois de fazer um primeiro remate, Lima oferece a Cardozo a hipótese de voltar a marcar e o paraguaio não falha. Era o 3-1, que vinha tranquilizar equipa e, especialmente, os adeptos.
Era, também, um hat-trick de Cardozo que, assim, chegava à marca dos 100 golos na Liga...
Cardozo que poderia ter marcado logo dois minutos depois do 3-1, depois de uma bela assistência de Lima. Cardozo parou com o peito, baixou para o seu pé esquerdo e, sem deixar cair a bola, aplicou um potente pontapé, fazendo o esférico passar por cima do travessão da baliza insular. Foi pena, porque teria sido um extraordinário golo!!!
Pouco depois do minuto 75, quase aconteceu o 4-1. Matic cruzou da direita e, na pequena área, Maxi Pereira e Lima não conseguiram empurrar a bola para as redes do Marítimo.
Cerca do minuto 80, Maxi acorreu a uma jogada no interior da área maritimista e caiu, tocado pelo guardião Ricardo. O árbitro nada assinalou...
Jorge Jesus fez entrar Gaitán para o lugar de Ola John, a pouco menos de dez minutos do final, e uns minutos depois foi a vez de Rodrigo render Cardozo.
Na primeira vez que tocou na bola, Rodrigo marcou. Passe de Matic a isolar Melgarejo, sobre a esquerda do nosso ataque, este a centrar com conta, peso e medida, para o centro da área, onde apareceu Rodrigo, isolado, a encostar o pé e a fazer o 4-1 final.
 
 
Foi um resultado justo, e que até pecou por escasso, tantas e tais foram as ocasiões criadas. Entristece-me ver que se falha tanto...
O homem do jogo foi, para mim, o Cardozo, que voltou a marcar três golos.
Contudo, o jogador que mais se destacou, pelo que jogou e fez jogar, foi o Matic. Que grande jogo, apenas manchado, de alguma forma, pela infelicidade de ter deixado escapar a bola no lance que deu o golo do Marítimo...
Na manobra ofensiva, Ola John esteve mais dicreto neste jogo, e Salvio foi o habitual: irregular, alternando o bom com o lamentável. Lima fez um jogo muito esforçado e, embora não estando feliz na concretização, assistiu bem os pares do ataque. André Gomes esteve mais discreto do que em Alvalade, parecendo acusar um pouco o facto de jogar na Catedral. Enzo Pérez, sem ter estado muito bem, foi mais decisivo que André Gomes. Gaitán e Rodrigo não jogaram tempo suficiente para se formar uma opinião. Entraram com o jogo já resolvido, embora Rodrigo ainda tenha feito o gosto ao pé.
Na defesa, actuação eficaz dos centrais - Garay e Jardel - e de Artur. Maxi Pereira esteve globalmente bem, mas desguarneceu um pouco o flanco, em especial na parte inicial da partida. Melgarejo esteve regular, tanto a defender como a atacar.
 
Agora, vem aí o Olhanense e o Moreirense, para a Taça da Liga, na qualidade de visitante, e, logo no segundo dia do novo ano, o Desportivo das Aves, para a Taça de Portugal, na Luz.
Embora possam não parecer, são jogos de grande dificuldade. E basta olhar para o passado recente, para se perceber que serão desafios muito complicados...
Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito do período de férias dos jogadores e equipa técnica. Acho bem que tenham um período de repouso, que lhes permita disfrutar da companhia de familiares e amigos, nesta quadra festiva.
Mas, atenção: as férias são para ser gozadas apenas depois do jogo de Olhão, e até ao de Moreira de Cónegos...