segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vão à merda!!!...


 
Não é comum ver os benfiquistas, depois de uma vitória por 3-0, tão revoltados e insatisfeitos como ficaram ontem, depois do jogo com o Setúbal.
Era imperioso vencer, para continuar na liderança. Mas era muito importante ganhar pela maior diferença possível de golos, porque esse factor é o que está a fazer a diferença no topo da classificação... e pode ser decisivo, na altura de fechar as contas.
 
O adversário era dos mais frágeis, e jogávamos em casa, perante mais de 40.000 pessoas. O jogo começou de feição e marcámos logo aos 5 minutos, no segundo remate que fizémos à baliza, num belo pontapé de Enzo Perez, de fora da área.
Mas, depois... depois foi uma exibição sem chama, sem garra, num jogo jogado sempre abaixo do mínimo que a dignidade e condição de benfiquista exigia. Uma vergonhosa atitude de apatia (quase) total, que não rendeu os golos que devíamos ter feito... e que, muito provavelmente, farão bastante falta no final do campeonato.
A 2ª parte trouxe um assomo de querer e determinação, que redundou em dois golos, apontados no primeiro quarto de hora, por Lima (claro!...) e Rodrigo. Com uma confortável vantagem no marcador, e com o adversário encostado às cordas, e ainda com um estádio muito bem composto a puxar pela equipa, a faltar meia hora de jogo, estavam reunidas as condições para uma exibição à altura das necessidades... e para a concretização de uma goleada. Porém, eis que a equipa voltou a exibir uma inqualificável postura de total alheamento do jogo, em desrespeito pelo público e pelo clube, limitando-se a jogar para trás e a despejar bolas para longe da nossa baliza, sem o mínimo de intenção de jogar futebol!!!
Aimar, por exemplo, que entrou aos 70 minutos, foi o exemplo acabado desta inenarrável atitude de mediocridade atitudinal, limitando-se, continuamente, a engonhar o jogo e a jogar sistematicamente para trás!!!
 
Estou, naturalmente, enojado! Profundamente enojado! Eu, e muitos outros que, tal como eu, presenciaram tão deprimente espectáculo, que envergonha drasticamente o Benfica e os benfiquistas!
Foi evidente, à saída do estádio, a revolta dos que assistiram ao jogo, espelhada no facto de nem sequer quererem falar para a Benfica TV...
 
 
Foi imperdoável a postura da equipa, e... dos jogadores!!!
Para que fique registado, a equipa que, ontem, enxovalhou o Benfica e os benfiquistas foi composta por: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Luisinho; André Gomes, Salvio, Enzo Perez e Ola John; Rodrigo e Lima. Jogaram, ainda, Gaitán (saíu Salvio, aos 65 m.), Aimar (saíu Rodrigo, aos 70 m.) e Urreta (saíu Enzo Perez, aos 85 m.).
Destaco, pela positiva, Enzo Perez e Lima (naturalmente...), porque foram os mais inconformados.
Aos outros, quase sem excepção, faço justiça se lhes gritar, em alto e bom som: Vão à merda!!!...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Serviços mínimos...


No último post, tinha perguntado se, em Paços de Ferreira, teríamos Benfica...
A resposta foi um esclarecedor... nim.
De facto, a equipa foi séria, objectiva, relativamente eficaz e, no fundo, cumpriu a sua missão, que era vencer e colocar-se em vantagem para o jogo da 2ª mão, a disputar dentro de... cerca de dois meses e meio(!!!).
 
Vencer por 2-0 na Mata Real, num jogo para uma competição a eliminar, não é mau. O menos bom foi, mesmo, a exibição realizada, assinada num formato de serviços mínimos exigidos.
 
O jogo começou num ritmo algo lento, com o adversário a mostrar-se muito bem organizado e empreendedor, e com o Benfica a deixar jogar, sem pressionar o portador da bola e, em consequência disso, sem ter posse de bola.
As iniciativas de ataque eram mesmo do adversário e, por isso, antes de completado o primeiro quarto de hora, já eu desesperava com a nossa prestação. E até à passagem dos trinta minutos as coisas não se alteraram rigorosamente nada. É verdade que o Paços de Ferreira não criava perigo, mas, pelo menos, procurava fazê-lo. O Benfica, pelo acontrário, ia deixando correr o marfim.
Só à passagem do minuto 35 é que surgiu a primeira ocasião de algum perigo, com Lima a fazer um bom remate, que acabou por sair ao lado da baliza pacense. E Aimar, aos 45, acabou por repetir a dose, sendo que, desta vez, o remate passou bem a rasar o poste de Cássio. Muito pouco para o que seria lícito esperar...
 
No reinício, a equipa veio um pouco mais expedita e, como consequência disso, Gaitán teve uma boa ocasião para marcar, logo aos 2 minutos, mas atirou fraco, e à figura do guarda-redes. Mas a equipa estava mesmo mais mexida e, num ápice, Cosme Machado foi obrigado a admoestar dois pacenses com a cartolina amarela. Digo foi obrigado, porque não tinha mesmo como não o fazer; se tivesse podido, não os admoestaria, como aconteceu ao longo da primeira parte, de forma escandalosa, pelo menos em duas ocasiões. Em compensação, num espaço de três minutos - entre os minutos 41 e 43... - tinha amarelado André Gomes e Aimar (esses jogadores violentos e quezilentos!...) por, supostamente, terem impedido jogadas de contra-ataque. O pormenor relevante é que os cartões foram mostrados em jogadas que se desenrolaram bem dentro do meio-campo do Paços, ou seja, a mais de 60 metros da baliza do Benfica! Filho de puta, é o mínimo que se lhe pode chamar!!!
Aos 58 minutos o Benfica chegou ao golo. Bela jogada de Salvio, na direita do ataque, incursão quase até à linha final e cruzamento, rasteiro, para a zona da pequena área, onde acorreu Lima a encostar o pé e a fazer o golo inaugural.
O adversário acusou o golpe e, tendo de correr atrás do prejuízo, abriu espaços no meio campo, onde tinha estado muito compacto, até então.
O Benfica estava agora rei e senhor do jogo, e deixava o adversário em dificuldades no meio-campo, sendo que a entrada de Ola John, para o lugar de Aimar, um minuto antes do golo, ajudava bastante a desequilibrar a luta, do nosso meio-campo para a frente.
Aos 70 minutos, o médio oefensivo pacense Vitor entrou de forma violenta sobre Gaitán e (que chatice!...) Cosme Machado lá teve que lhe mostrar o cartão vermelho directo. Gaitán também acabou por ser substituído por Rodrigo. Em boa hora, diga-se, porque Rodrigo veio dinamizar bastante o nosso jogo ofensivo. É verdade que agora estávamos com mais um em campo, mas isso não tira qualquer mérito a Rodrigo.
 
 
 
Aliás, foi na sequência de um remate de Rodrigo, aos 75 minutos, feito depois de uma arrancada que o levou a ficar em posição quase frontal à baliza, ligeiramente descaído para a direita do nosso ataque, que surgiu o 2-0. Depois do remate de Rodrigo, que Cássio sacudiu para a sua direita, com muita dificuldade, apareceu Ola John a rematar colocado, junto ao poste direito da baliza do Paços, para o fundo das redes.
E, depois desse lance, Rodrigo rematou por mais duas vezes, com muito perigo, à baliza do Paços. Uma aos 79 minutos e outra três minutos depois. Na primeira ocasião, após uma bela desmarcação, a acorrer a um passe de Ola John, em chapéu, sobre a defesa pacense, Rodrigo parou no peito e, sem deixar cair a bola, desferiu um remate, de pé direito, que passou ligeiramente por cima da barra da baliza. Na segunda, o remate foi fulminante, de pé esquerdo, mas passou ligeiramente ao lado do poste.
 
Em suma, foi uma exibição que deixou a desejar, em especial na 1ª parte, mas que resultou numa vitória segura e inequívoca, e muito importante para a equipa, quer pelo passo que significa na direcção da final da Taça de Portugal, quer pelo acréscimo motivacional e de confiança que tráz à equipa.
 
Em termos individuais, além de Rodrigo, gostei da exibição do Lima, sempre esforçado - e novamente decisivo!... - não apenas pelo facto de ter marcado, mas porque atacou, defendeu, jogou e fez jogar, e continua a revelar uma humildade que tem de se enaltecer. Também André Gomes esteve muito bem. Foi lutador, empreendedor e tacticamente eficaz, apenas lhe faltando algum traquejo na abordagem dos lances, onde facilmente lhe ganham faltas.
 
 
Matic, Salvio e Gaitán estiveram globalmente bem, sendo que Matic se revela, cada vez mais, como um jogador imprescindível no equilíbrio do meio-campo. Já Aimar continua muito abaixo do que espera de um jogador da sua craveira. É verdade que vem de uma longa paragem e que tem muita falta de ritmo; mas, em minha opinião, continua a abusar do facto de ter uma qualidade técnica reconhecida... mas que não se faz sentir em campo. Resultado: perde jogadas em catadupa e permite contra-golpes que, por via da nossa vocação atacante, trazem sempre algum risco. Aimar parece-me que está, claramente, naquela fase da carreira em que tem de ir jogar para onde possa evoluir em campo de forma pausada, e pensando calmamente o jogo; por aqui, isso vai sendo cada vez mais difícil de fazer...
Na manobra defensiva, os laterais - Melgarejo e André Almeida - estiveram aquém das necessidades, permitindo que o adversário jogasse pelos flancos com algum à-vontade. Com o avançar do jogo - e com os puxões de orelhas de Jorge Jesus... - as coisas regularizaram um pouco. E quando André Almeida deu o seu lugar a Maxi Pereira, já depois do minuto 80, não se lhe podia fazer críticas. Os centrais estiveram eficazes, com especial relevância para Luisão, que secou os adversários que se lhe abeiraram. Garay também esteve bem, mas não acabou o jogo sem que voltasse a fazer um daqueles disparates que começam a ser habituais, metendo a bola nos pés de um adversários, na nossa zona defensiva. Artur esteve eficaz. É bom que esteja, porque naquela posição não se pode falhar. E ele tem falhado vezes demais para quem é guarda-redes do Benfica...
 
Amanhã volta o campeonato.
Voltamos à Luz e eu espero, também, que volte a qualidade e a intensidade que somos capazes de ter. E que precisamos de ter...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sim... e NÃO!!!



Jogo em Braga, contra o braga...
Assim mesmo, contra o braga (com letra minúscula, obviamente...)!
 
O título dado ao post - Sim... e NÂO!!! - foi o que me ocorreu, face ao jogo em si: Sim, pela atitude e (relativa...) eficácia da equipa, na 1ª parte; NÃO!!!, pela paupérrima 2ª parte, e pela inqualificável postura adoptada pela equipa, colectiva e individualmente...
 
A vitória (2-1) foi, mesmo, o melhor do jogo.
O resto, foi uma preocupante evolução, regressiva, que nos deve deixar, a todos, consternados e revoltados. É que, pura e simplesmente, na 2ª parte, não estivémos em campo! Quando estavam reunidas as condições para  fazermos um jogo autoritário e competente - porque estávamos confortáveis e tínhamos mais valor e condições para, a qualquer momento, matarmos o jogo - eis que nos deixámos enredar por uma equipa que nos é notoriamente inferior, e que jogou desfalcada de alguns dos seus habituais titulares. Miserável, é o mínimo que se pode dizer...
E acabámos por nos expor ao risco, nomeadamente depois de termos sofrido o golo, já perto do minuto 80...
 
Na primeira parte, fomos eficazes. Marcámos logo aos 5 minutos, por Sálvio, na recarga a um seu primeiro remate. E voltámos a marcar aos 35, por Lima, depois de um passe, de trivela, de Gaitán, em jogada perfeita de contra-ataque. E, apesar de termos tido sempre o jogo controlado, pouco mais fizémos. A verdade, no entanto, é que o adversário não teve qualquer ocasião de golo, e nunca importunou verdadeiramente o nosso sector mais recuado...
 
 
A 2ª parte foi para esquecer. Completamente! Ou para não esquecer, conforme se queira...
O Benfica deixou de ser eficaz, reduziu drasticamente a velocidade de jogo e a pressão sobre a bola. Ou seja, deixou de estar em campo...
Depois do adversário ter chegado ao golo, após uma falha imperdoável de Jardel, que deixou a bola passar-lhe sobre a cabeça, a equipa perturbou-se de forma nítida. Totalmente escusado, se não nos tivéssemos reduzido ao papel de apenas assistir ao jogo...
Uma atitude a rever, urgentemente.
Independentemente de se jogar melhor, ou pior, não tem sido hábito a equipa sumir-se, assim, do jogo. Por isso o facto é, ainda, mais preocupante.
A época vai a meio, ainda não ganhámos nada e, se repetirmos a dose, seguramente nada ganharemos!...
 
 
Em termos individuais, Gaitán esteve globalmente bem. Sálvio também não esteve mal, e Lima, apesar de incomodado pelos adeptos do clube corrupto, versão norte de palermo, que o assobiavam sempre que tocava na bola, esteve muito interventivo e batalhador, como lhe é habitual.
Enzo Pérez esteve bem tacticamente, mas cada vez me deixa mais a desejar, pela excessiva forma sul-americana como está em jogo, ou seja, sempre embrulhado em situações conflituosas, sempre no chão, sempre a complicar o que é fácil, enfim...
Destaco, ainda, Luisão, que foi importante na missão defensiva. E Matic, que foi uma peça fulcral, tanto a defender como a preparar - e a participar... - na manobra ofensiva.
Dos restantes, pouco há a dizer. Inclusivamente dos que, ao longo da partida, foram lançados no jogo: André Almeida (para render Ola John, aos 65 m.), Urreta (para o lugar de Gaitán, aos 85 m.) e Kardec (para o lugar de Lima, ao minuto 90), trouxeram pouco ao jogo...
 
Amanhã, joga-se, no norte, a 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal.
O adversário é o Paços de Ferreira, equipa que corre e disputa o jogo, de princípio ao fim.
E nós? Como vamos ser?...
Sejam Benfica!!!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Meia parte de avanço... e a outra meia em marcha lenta


 
O jogo da passada 2ª feira, com o Moreirense, a contar para a última jornada da 1ª volta da Liga, foi mais um teste à nossa capacidadede sofrimento.
Uma vitória (2-0), que poderia ter tido uma expressão maior, acabou por ser algo complicada, por culpa própria.
A nossa primeira parte foi má demais para ser verdade. A equipa jogou sempre a passo, sem alma, à espera que o jogo se resolvesse por si. De resto, muitos passes falhados, pouca objectividade e acutilância, e, deste modo, o jogo foi-se arrastando para o intervalo... à medida das aspirações do adversário. Adversário que queria mais do que o Benfica, mas que, obviamente, podia muito menos.
É verdade que o estado do relvado, algo pesado e um pouco maltratado, em nada ajudava. Mas a nossa falta de querer foi ainda mais decisiva.
Irrita-me, profundamente, este tipo de postura. E se, a jogar com um adversário limitado isso não tem repercussões, com um adversário mais apetrechado as coisas complicam-se significativamente. E muitas vezes sem hipótese de recuperação...
 
Apesar de tudo, e depois do Moreirense ter ameaçado logo no primeiro lance do jogo, pelo argelino Ghilas, a verdade é que o Benfica foi construindo algumas ocasiões em que poderia ter feito o golo. Cardozo (7 e 21 min.), Matic (12), Lima (16), Luisão (32, de cabeça) e Gaitán e Salvio, na mesma jogada, já em período de compensação no final da 1ª parte, poderiam ter marcado. A ocasião de Gaitán foi a mais flagrante: depois de ter entrado na área pela esquerda, driblado dois defesas e atirado para o poste mais distante, a bola sobrou para Salvio que, de angulo apertado, rematou e acertou no poste esquerdo da baliza de Ricardo. E, aos remates de Cardozo e Lima, opôs-se muito bem o guardião moreirense, em duas ocasiões, com defesas de recurso, para canto.
 
Na 2ª parte, a equipa entrou bem mais determinada.
Logo aos 2 minutos de jogo, Matic colocou a bola na baliza do Moreirense, na sequência de um canto, marcado da direita do nosso ataque. O jogador estava, porém, ligeiramente adiantado e, por isso, o golo não foi validado. (Se fosse com outros, até poderia estar dois metros para lá da defesa...).
Mas, logo no lance seguinte, Salvio recuperou a bola no nosso meio campo ofensivo, arrastou consigo três adversários, fintou-os e, à saída de Ricardo, atirou colocado, com um remate cruzado, para o poste mais distante. Estava feito o 1-0... e em boa altura!
Pouco depois dos 50 minutos poderia ter aparecido o 2-0, quando Cardozo cabeceou para uma defesa apertada do guardião adversário e Salvio, em posição frontal, em cima da linha da pequena área, fez a recarga, fazendo a bola subir muito.
Daí em diante, o ritmo voltou a baixar, ao mesmo tempo que a chuva aparecia com mais intensidade.
Apesar do ritmo agora mais frouxo, ainda houve ocasião para João Capela não marcar uma grande penalidade a nosso favor, numa jogada em que a bola, rematada para a baliza, sofre um ressalto e encontra a mão do central do Moreirense. Não se pode dizer que seja uma falta claramente indiscutível. Mas é indiscutível que, se fosse na nossa grande área, era assinalado penalty, de imediato...
Pouco depois Rodrigo substituíu Cardozo e Ola John rendeu Gaitán, mas o jogo não sofreu grande alteração. Talvez um pouco mais de rapidez no armar das jogadas, mas nada de significativo.
No entanto, foi Ola John quem, pouco depois dos 70 minutos, desmarcou Lima, que se adiantou à defesa e, à saída de Ricardo, fez-lhe um chapéu com as medidas certas e dilatou a vantagem no marcador. Lima que acabou por ser substituído, ao minuto 85, por André Almeida.
 
 
Daí até final, Rodrigo (76 min.) ainda tentou a sua sorte, mas a bola saíu ao lado. Aos 90 minutos, Maxi Pereira sacou um bom cruzamento, mas os nossos homens mais adiantados chegaram atrasados. E já no último minuto do período de compensação, Matic teve uma excelente ocasião, mas a bola acabou por sair ao lado da baliza de Ricardo.
 
Jogaram de início: Artur; Maxi, Jardel, Luisão e Melgarejo; Matic, Enzo Pérez, Salvio e Gaitán; Lima e Cardozo.
Para mim, o melhor em campo foi Salvio, embora perca sempre alguns lances. Lima também esteve bastante bem. Aliás, como tem sido habitual. As restantes exibições foram medianas, a meu ver. O centro da defesa esteve à altura e Melgarejo, apesar de um começo muito titubeante, acabou por cumprir. Enzo Pérez está em baixo, tal como Cardozo, que se está a apagar progressivamente. É preciso muito mais!!!
A exibição soube a pouco. E, sobretudo, fica a preocupação pelo facto da equipa facilitar em demasia, cometer muitos erros, individuais e colectivos, e não ter o killer instinct que nos poderia valer a consumação das vitórias sem termos que passar por sobressaltos. Não foi o caso do jogo de Moreira de Cónegos mas, convenhamos, o adversário era bem modesto...
O pior é quando os adversários são mais consistentes e coreáceos na sua acção...
 
Sábado há mais. E o adversário, que é duro de roer, costuma enraivecer-se e espumar pela boca quando joga contra o Benfica.
A mando do patrão, sem dúvida, mas também porque se habituou a cuspir no prato onde lhe temos servido imerecidas iguarias...
Filhos da puta!!!
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fácil... e difícil!!!


Fácil!!!
Acabou por ser fácil...
O jogo com a Académica, detentora da Taça de Portugal, depois de ter batido na final o Sporting, parecia poder ser de alguma dificuldade. Afinal, acabou por se traduzir numa vitória (4-0) inquestionável, tornada fácil pelo modo sério e determinado como a equipa abordou o jogo.
Foram 4-0, com 3-0 ao intervalo, mas podiam ter sido, sem qualquer tipo de exagero, sete ou oito...
O primeiro golo apareceu logo aos 5 minutos, por Ola John, que rematou à entrada da área, descaído sobre a esquerda do nosso ataque, após passe atrasado de Lima, desde as imediações do poste direito da baliza da Académica. Mas, antes disso, logo aos 2 minutos, Cardozo poderia ter marcado, também a passe de Lima; valeu o defesa João Dias a desviar o remate pela linha de fundo, quando a bola já entrava na baliza.
Aos 8 minutos, foi o próprio Lima quem fez o 2-0, acorrendo a um passe de Matic que, depois de um bom trabalho na linha final, na esquerda do nosso ataque, serviu a bola para o bico da pequena área, para ser encaminhada para o fundo das redes.
O jogo continuou a ter sentido único, embora a Académico tentasse fazer pela vida.
(Contudo, foi nesta fase da partida que ocorreu aquilo que me impeliu a usar, no título do post, o termo difícil. Adiante se perceberá melhor...)
Pouco antes da meia hora de jogo, Lima foi solicitado sobre a direita do nosso ataque, desmarcou-se, adiantou-se à defesa adversária e, à saída de Peiser, fez um remate em arco, não dando hipóteses ao guardião academista, que bem se esticou para desviar a bola, mas acabou por vê-la morrer no fundo da baliza.
E antes do final da 1ª parte, o mesmo Lima, no eixo do nosso ataque, acorreu a um passe do nosso meio-campo e, de cabeça, desviou para a direita do ataque, isolando Cardozo. Este, à saída de Peiser, não conseguiu desviar a bola, permitindo uma defesa de recurso, com a bola a sair rechaçada para a linha de fundo.
Na 2ª parte o jogo conheceu uma toada mais contida, com a Académica a tentar reduzir a desvantagem e o Benfica a controlar.
Pouco depois do primeiro quarto de hora, Gaitán e Carlos Martins entraram para os lugares de Ola John e Cardozo, e o jogo ganhou alguma vivacidade.
Cerca dos 70 minutos, Sálvio envolveu-se numa triangulação na zona central do terreno e, depois de receber a bola, rumou à grande área da Académica, driblando três adversários e, à saída de Peiser, rematou em arco, para o fundo das redes. Um belo golo, numa fase em que o jogo voltava a estar mais animado.
À entrada do último quarto de hora, Jesus fez entrar Kardec para o lugar de Lima, que recebeu uma grande, e justificada, ovação. Kardec que, pouco depois dos 80 minutos, já dentro da área, e ligeiramente descaído sobre a direita, teve uma excelente ocasião para ampliar o marcador, acabando a bola por sair a rasar o poste esquerdo da baliza de Peiser.
E, nas jogadas imediatas, foram Enzo Pérez e Nico Gaitán que tiveram o golo nos pés, mas acabaram por não conseguir concretizar. No caso de Enzo Pérez, o remate acabou por ser desviado pelo guarda-redes adversário pela linha final. Com Gaitán, este, descaído para a esquerda do nosso ataque, à entrada da pequena área, apenas com Peiser pela frente, desviou a bola do guardião adversário, mas esta foi, caprichosamente, sair ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza da Académica.
 
 
Lima foi, sem dúvida, o homem do jogo. Marcou por duas vezes, assistiu Ola John para o primeiro golo, assistiu Cardozo para o que poderia (deveria...) ter sido um belo golo, e esteve sempre muito interventivo, fosse a sair a jogar, fosse a fechar, quando a equipa não tinha a bola.
Sálvio, Ola Jonh e Matic, também estiveram bem, embora com intermitências na sua produção. Na defesa, Jardel, Luisão e André Almeida estiveram geralmente bem, tal como Artur que, neste jogo, ao contrário dos dois anteriores, não comprometeu, e acabou, até, por fazer uma defesa mais apertada, a um remate de longe. Melgarejo está numa fase menos boa, e começa a revelar uma intranquilidade que estava arredada há muito tempo.
Enzo Pérez e Cardozo, que têm estado mais ou menos regulares, fizeram um jogo muito abaixo das suas reais possibilidades. Enzo Pérez está a voltar a uma fase em que apareceu a jogar um futebol quezilento, muito ao estilo sul-americano...
Gaitán, Carlos Martins e Kardec, suplentes utilizados, cumpriram o seu papel. Carlos Martins está ainda (muito...) longe do que pode fazer. Gaitán e Kardec ficam marcados pelas falhas de que foram protagonistas.
 
 
Agora, o... difícil!
De facto, é-me muito difícil entender porque é que, uma equipa como o Benfica, com o jogo praticamente resolvido, jogadores como Enzo Pérez, Melgarejo, Matic, Ola Jonh, Salvio... cometem erros tão primários como sejam: ao sair a jogar, entregar a bola ao adversário (!) que está a 5 metros de si; ao ser destinatário de um passe, ficar parado, deixando o adversário chegar (sempre!...) primeiro à bola; ou, em situação de condução da bola, optar (quase invariavelmente...) por passes de risco, desnecessariamente, ou por jogadas individuais que (quase sempre!...) acabam em perda de bola...
Também me é muito difícil aceitar que, numa equipa como o Benfica, jogadas e situações potencialmente vantajosas para a equipa, sejam transformadas em situações de risco, ou se perca a situação de vantagem. De facto, têm sido inúmeras as vezes em que uma jogada de contra-ataque, um canto a nosso favor, um livre ou uma reposição de linha lateral, originam uma jogada em que a equipa se movimenta em direcção... à baliza contrária!!!
 
Jorge Jesus, mesmo com a equipa a vencer por 2-0, estava desesperado com certas coisas que iam acontecendo no jogo. E tinha razões para isso.
Eu também!
É preciso ser (muito) mais consistente e, sobretudo, constante.
 
Este discurso pode parecer um contra-senso depois de uma inequívoca vitória por 4-0. Mas é justificado. E legítimo. E acautelado...
Vamos a ver se corrigimos isso já amanhã (hoje), com o Moreirense.
(E é bom não esquecer que já lá estivémos quase a perder, esta época, e só trouxemos o empate, conseguido a muito custo, já sobre o final da partida...)
 
Sejam Benfica!!!
 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O empate... foi uma derrota!


O empate (2-2) com aquela equipazita regional-provinciana, assumidamente corrupta, foi, realmente... uma derrota!
 
Derrota... porque temos, de longe, um futebol de muito maior qualidade - como demonstrámos por diversas vezes esta época... - e, no domingo, não fizémos valer isso.
Derrota... porque perdemos uma oportunidade, real, de dar um golpe no adversário que mais perto temos na classificação.
Derrota... porque permitimos que esse bando de deserdados da qualidade futebolística saísse da Luz a pensar que valem alguma coisa...
 
Foi um empate-derrota por (muita) culpa própria.
Padecemos dos mesmos males que já nos haviam afligido em ocasiões anteriores: muitas desconcentrações, individuais e colectivas; inúmeros, e inadmissíveis erros, técnicos e tácticos, decorrentes de uma postura de alguma sobranceria e assumpção de um super-virtuosismo que, objectivamente, muitos dos nossos não têm; grande fragilidade de músculo no meio campo; défice claro na contabilidade que decorre da opção de ter laterias muito subidos, mas que atacam pouco, e mal, e comprometem nas tarefas defensivas, por repetidas ausências e falhas de posicionamento e falência física.
O resultado de tudo isso foi que, aos 8 minutos Garay ofereceu um golo, falhando o corte fácil de uma bola atirada para o interior da área, de um livre sobre a direita da nossa defesa.
E se é verdade que Matic, 2 minutos depois, de pé direito, sem deixar a bola cair no chão, repôs a igualdade no marcador, com um tiro imparável, desferido quase do limite da grande área adversária, lá voltou a aparecer mais um brinde nosso. Desta vez foi, mais uma vez, Artur a oferecer o golo ao adversário quando, aos 15 minutos, se permitiu sair a jogar com os pés, sobre a direita da nossa área, permitindo que um gajo que parece ter vindo do Biafra lhe roubasse a bola e voltasse a colocar-nos em desvantagem.
Embora 2 minutos depois Gaitán tivesse voltado a fazer o empate, a verdade é que estivémos sempre muito aquém do que podíamos e devíamos - porque tínhamos condições para isso e era essa a nossa obrigação!... - ter feito.
 
 
 
A verdade é que o adversário não contabilizou uma única oportunidade real de golo, em todo o jogo. O nosso jogo, apesar de muito mastigado, lento e eivado de erros e equívocos, individuais e colectivos, ainda deu para ameaçar a baliza adversária, em especial na 2ª parte, contabilizando-se uma boa meia dúzia de remates perigosos. Já dentro do último quarto de hora da partida, Cardozo, isolado, rematou forte e em jeito, mas o primeiro guarda-redes adversário (dois dois ou três com que aquela equipazeca costuma jogar, em cada jogo...) - um fulano com um certo ar de guia de camelos egípcio!... - esticou-se todo e tocou a bola com a ponta dos dedos, fazendo-a, caprichosamente, ir ao poste direito da sua baliza e sair pela linha final.
 
Como escrevia um dos pasquins da nossa comunicação social desportiva - sim, porque "A Bola" também é um verdadeiro pasquim!!!... - a diferença esteve na baliza: enquanto o nosso guarda-redes ofereceu um golo, o outro roubou-nos um!
 
Individualmente, só quero destacar Matic, que fez um grande jogo. Muitas vezes esteve sózinho - sim, é verdade!... - no nosso meio campo, e mesmo assim foi dando para as encomendas.
O resto da equipa esteve entre o medícore e o miserável, com especial relevo para toda a defesa e para o miolo. Enzo Pérez, então, fez-me desesperar, tal foi o nível - miserável, mesmo!!! - do seu jogo.
Pior do que Enzo Pérez só mesmo Artur. Pelo segundo jogo, consecutivo, e em replay de outras situações anteriores - uma das quais nos custou 3 pontos contra o mesmo adversário, neste mesmo palco, no ano passado... - o rapaz fez merda! E da grossa! Está, claramente, na altura de se sentar no banco. Aí, ao menos, pode pensar na seleção brasileira sem nos prejudicar. Só me apetece gritar: Vai p'ró caralho!!!
É verdade que não custou oito milhões e meio. Mas está a ficar muito parecido com Roberto...
Tenho saudades de ver um guarda-redes a sério - tipo Bento, ou Preud'home... - na baliza do Benfica. Nesta altura, Paulo Lopes está para Artur, como os dois referidos estão para Roberto...
 
PS - Amanhã temos Taça de Portugal, com a Académica, em Coimbra. Vamos ter Benfica? Ou vamos ter o remake do jogo com aquela mesma equipa para a Taça da Liga?...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Poupanças, incúrias e outras maldições...


Vitória (3-2) complicada, por culpa própria, sobre a Académica, em mais um jogo da Taça da Liga...
Muita poupança, muita gente a querer armar em Maradona e a jogar sempre da maneira mais complicada e arriscada possível, erros grosseiros - individuais e colectivos... - e uma continuada fatalidade de, contra o Benfica, os avançados e os guarda-redes adversários serem muito eficazes, iam provocando a nossa primeira derrota no futebol doméstico... que nos deixaria fora das meias-finais da Taça da Liga!
Com uma equipa repleta de muitas segundas (terceiras e quartas...) escolhas - Paulo Lopes; Maxi Pereira, Jardel, Roderick e Luisinho; André Gomes, Ola John, Bruno César e Nolito; Aimar e Lima - o Benfica até entrou a jogar de forma agradável, trocando bem a bola e procurando o golo.
O domínio intensificou-se a partir do quarto de hora de jogo, e Ola John, Nolito, Aimar e André Gomes, tiveram boas ocasiões para inaugurar o marcador, o que, no entanto, só veio a acontecer ao minuto 40, quando Lima, isolado por Bruno César, fintou Peiser e, de pé esquerdo, descaído sobre esse lado, fez o 1-0.
 
Mas, nessa altura o Benfica também já acumulara alguns erros, daqueles que nos parecem impossíveis de cometer...
Eram passes de risco, na zona defensiva, executados de forma absolutamente despropositada e gratuita, passes falhados a distâncias curtas (5 a 10 metros), endossos de bola para onde passava pela cabeça que iriam estar companheiros de equipa (mas que na realidade não estavam!...), enfim... situações incríveis, e inaceitáveis, numa equipa como o Benfica.
E, no último minuto da 1ª parte, Bruno César, no nosso meio campo defensivo, tocou, muito mal, a bola para trás, para Jardel, que, muito lento, se deixou antecipar por Makelele e este, depois de um sprint até à nossa área, chutou para o lado mais distante, deixando Paulo Lopes sem nada poder fazer, empatando a partida.
Se a primeira parte acabou mal, a segunda não começou melhor. É que, logo aos 5 minutos da etapa complementar, Saleiro ganhou uma bola na direita do ataque da Académica, em resultado de mais uma série de maus passes e equívocos do nosso meio-campo e defesa, caminhou em direcção à baliza e rematou para o fundo das redes, sem que fosse mínimamente eficaz a pressão dos nossos defesas. Naquela altura, estávamos fora da competição...
Logo depois, entraram Carlos Martins e Kardec, para os lugares de Bruno César e Aimar. Diga-se que Bruno César fez um jogo muito fraco (e ofereceu, a meias com Jardel) o primeiro golo da Académica. E Aimar, pura e simplesmente, esteve sempre muito ausente do jogo e, quando interveio, só fez misérias, falhando passes, perdendo inúmeras vezes a bola, reclamando por tudo e por nada, e não participando, de todo, nas tarefas defensivas. Ou seja, quase se pode dizer que jogámos com 10 durante quase uma hora de jogo!
Kardec entrou bem no jogo e, quatro minutos depois de ter entrado, empatou a partida. Ola John cruzou desde a direita do nosso ataque e Kardec apareceu, ao poste mais distante, a cabecear para restabelecer o empate. E cerca de 5 minutos mais tarde, o mesmo Kardec recebe, e devolve, um passe de Lima que, na zona frontal da baliza, atira para o 3-2.
Cinco minutos depois a Académica fica reduzida a 10 jogadores, por ter sido mostrado o 2º amarelo, e respectivo vermelho, a Ferreira. Makelele também deveria ter sido expulso, por agressão a Sálvio - até lhe partiu um dente!... - mas o boi preto resolveu mostrar apenas cartão amarelo. O costume!!!
Sálvio, que tinha entrado para o lugar de Nolito, logo depois do 2-2, também não trouxe nada de muito positivo à equipa...
Até ao final do encontro, voltámos a ter um futebol mais lento do que o devia acontecer, embora, mesmo assim, Ola John, Lima (por duas vezes, e em ambas no resultado de excelentes jogadas individuais...) e Carlos Martins, tenham tido ocasião para ampliar a vantagem.
No último minuto do tempo regulamentar, Keita embrulhou-se com Carlos Martins dentro da área da Académica e, ao levantarem-se, armou o punho para agredir o nosso jogador. O árbitro foi, a correr, abraçar o defesa negro. Sem comentários...
Sem jogar bem - longe disso!... - o Benfica controlou o jogo, com mais evidência depois da remontada, e justificava, claramente, uma maior diferença no marcador.
 
Individualmente, Lima foi o homem do jogo. André Gomes também não esteve mal, embora tenha de passar a resolver de forma mais prática as jogadas em que intervém. Kardec veio dar mais acutilância e velocidade ao ataque, e pode ter ganho o seu espaço no grupo de trabalho. Paulo Lopes, tal com Roderick esteve sóbrio e não comprometeu. O mesmo não se pode dizer de Bruno César e de Jardel. As restantes exibições individuais, foram todas sobre o fraco, umas mais do que outras...
É preciso fazer muito mais, e muito melhor, senão... um dia a casa cai!
 
E, atenção, porque vem aí uma série de jogos muita complicada!...