segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Vitória (demasiado) sofrida...



 
 
Foi, mesmo, excessivamente sofrida a vitória de ontem, em Guimarães...
 
Para não variar, o adversário estava com uma disposição tal, que parecia capaz de comer a relva para nos retirar pontos.
Por outro lado, nós estivemos bastante aquém do que deveríamos, nomeadamente durante a 1ª parte.
É verdade que o Guimarães também não nos criou grandes problemas, preferindo manter-se muito compacto e coeso, sem grande vontade de atacar. Mas, como é natural, era ao Benfica que competia fazer as despesas do jogo.
Digno de registo, lembro-me de uma cabeceamento de Garay, por cima da trave, na sequência de um canto, aos 5 minutos, e de um passe magistral de Enzo Pérez, descaído sob a esquerda do nosso ataque, colocando a bola à disposição de Siqueira, que rematou, de primeira, correspondendo o guarda-redes vimaranense com uma grande defesa.
De facto, muito pouco para uma equipa com o valor da nossa...
A 2ª parte foi um pouco mais conseguida, com a equipa a revelar maior intencionalidade na acção ofensiva.
 
 
Enzo Pérez e Markovic apareceram mais no jogo, embora o sérvio pareça bastante desconfortável quando joga na ala, disso se ressentindo o seu rendimento.
Foi, aliás, Enzo Pérez o responsável pela expulsão de Addy, que fez - de entre muitas!... - duas faltas sobre o argentino, merecedoras de cartão amarelo. Assim, aos 60 minutos o Guimarães ficou reduzido a dez jogadores, depois de Addy ver o segundo amarelo, por ter puxado Enzo Pérez, que se esgueirava para o ataque, pela nossa ala direita.
A partir dessa altura intensificou-se mais a nossa pressão atacante, embora não tivéssemos tirado o devido partido do facto de jogarmos em vantagem numérica.
Aos 65 minutos, saiu Djuricic - ontem muito apagado... - e entrou para o seu lugar Lima. Lima que, poucos minutos depois, acorreu a um centro de Enzo Pérez, da direita do nosso ataque, e foi literalmente atropelado pelo central vimaranense, sem que o boi de preto se comovesse minimamente. Puta que o pariu!!!
Aos 72 minutos, na marcação de um canto, à esquerda do nosso ataque, Enzo Pérez bateu rasteiro, para a zona da marca da grande penalidade, e Cardozo, de primeira, rematou para a baliza. O guarda-redes vimaranense e um  defesa, colocados sobre a linha de golo, ainda ofereceram o corpo à bola, mas esta acabou mesmo por entrar na baliza.
Foi um golo decisivo, que acabou por ser importante, também, pelo facto de ter marcado o regresso de Cardozo aos golos, ele que tanta falta tem feito ao Benfica...
 
 
Cardozo ainda está longe da sua melhor forma - como o prova um lance, logo aos 5 minutos da 2ª parte, em que recebeu um passe de Fejsa e rematou, de primeira, mas muito ao lado... - mas, mesmo assim, é importante na manobra ofensiva, porque fixa os centrais, deixando espaços para que os médios e os alas visem a baliza adversária.
 
Depois do golo fomos aliviando a intensidade de jogo, disso se aproveitando o adversário para tentar fazer pela vida.
Esta é uma postura que não é admissível, e que nos pode custar muitos dissabores, como já tem acontecido algumas vezes. Aliás, o Benfica, ao invés de outras equipas, não é capaz de matar o jogo, seja com que adversário for, porque não é ambicioso nem tenaz quanto baste. Em resumo, põe-se a jeito e, às vezes, lixa-se!...
 
É porque, ao invés de outros, o Benfica tem que jogar sempre muito, muito, muito mais do que os outros, pela simples razão de que eles são sempre ajudados, enquanto que nós somos sempre puxados para trás.
Ontem, por exemplo, além de um penalty claríssimo sobre o Lima, deixou também muitas dúvidas um lance em que o central, em disputa com o Luisão, desvia a bola com o antebraço esquerdo, e ainda, pelo menos, dois fora-de-jogo muito mal assinalados, quando os nossos jogadores ficaram isolados frente ao guarda-redes adversário e, consequentemente, em posição bastante favorável para fazer golo.
É por isso que temos de jogar sempre em alto ritmo, em pressão constante sobre o adversário, e nunca facilitar. Se não, lixa-mo-nos!!!
 
 
Apesar de tudo, a equipa, ontem, jogou realmente como uma equipa. Houve entreajuda, solidariedade e boa postura e entendimento tático.
Ainda assim, permito-me destacar, pela positiva, Enzo Pérez, Fejsa e Luisão. Garay, André Almeida, Siqueira e Cardozo, também não estiveram mal. Já Matic, Djuricic e Markovic, estiveram algo longe do que podem fazer. Artur esteve no plano a que nos tem habituado, ou seja, lá de vez em quando faz umas habilidades que nos deixam todos arrepiados.
Os suplentes, Lima e Maxi Pereira, cumpriram. Lima, apesar de tudo, esteve mais envolvido do que Maxi Pereira, que está a atravessar um período de menor fulgor.
 
Em resumo, é preciso muito mais do que aquilo que agora temos...
 
 
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GUIMARÃES, 0  -  BENFICA, 1

22/09/2013, 18:00 horas, Estádio D. Afonso Henriques, cerca de 20.000 espectadores.
Transmissão SportTV
ÁRBITROS: Bruno Esteves; Mário Dionísio e Rui Teixeira; Manuel Oliveira.

GUIMARÃES: Douglas; Pedro Correia, Paulo Oliveira, Abdoulaye e David Addy; Leonel Olímpio e André André (Tiago Rodrigues, 58 min.); Marco Matias, André Santos (Ricardo Gomes, 83 min.) e Malonga (Nii Plange, 75 min.); Maazou.
Suplentes: Moreno, Assis, Crivellaro, Barrientos, Ricardo Gomes, Tiago Rodrigues, Nii Plange.


BENFICA: Artur; André Almeida, Luisão, Garay e Siqueira (Maxi Pereira, 80 min.); Fejsa e Matic; Enzo Pérez, Djuricic (Lima, 65 min.) e Markovic; Cardozo.
Suplentes: Paulo Lopes, Maxi Pereira, Jardel, André Gomes, Ola John, Rodrigo e Lima.

MARCADOR: 0-1, Cardozo (72 min.)
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PS - Buonanotte Principessa...

sábado, 21 de setembro de 2013

Um terço de bom futebol...


Rezam as crónicas que fizemos um bom jogo... nos primeiros 30 minutos da partida!
Não é mau! Especialmente se recordarmos o que tem sido o nosso futebol nos últimos tempos...
 
Não vi o jogo, por motivos profissionais. Tendo estado ausente do país, nem pela televisão pude acompanhar o jogo com o campeão belga - o Anderlecht - de quem não guardo boas recordações. Foi com este adversário que perdemos uma final da Taça UEFA, há uns bons aninhos atrás, e também com eles ficámos fora da fase de grupos da Champions, há um par de anos atrás, depois de termos vencido em casa, na eliminatória, por 1-0, e de termos perdido, desgraçadamente, na Bélgica por 3-0.
Lembro-me perfeitamente das duas situações. Como se fosse hoje...
 
Na final da Taça UEFA, então disputada a duas mãos, tínhamos feito um grande jogo em Bruxelas, mas acabámos por perder por 1-0. Na Luz, depois de termos estado a vencer, acabámos por sofrer o empate. Foi um dos jogos mais tristes de toda a minha vida. Quando o jogo terminou, lembro-me que fiquei sentado no meu lugar, incrédulo, com as lágrimas a correr pela cara abaixo. Devo ter sido a última pessoa a sair do estádio. Pelo menos não me lembro de ver ninguém, tal era o meu estado de abstração...
O Anderlecht daquela altura era uma equipa poderosa. Mas nós também tínhamos uma grande equipa. E um grandíssimo treinador.
Às vezes dou comigo a pensar o que faria Sven-Goran Erikson com um plantel como o que temos hoje...
 
Na situação mais recente, a realidade era já bem diferente. Embora tivéssemos um bom treinador - Trapattoni - a equipa era bem mais modesta. Apesar de tudo, podíamos ter ultrapassado o Anderlecht, que também já não era nem uma sombra da equipa que defrontámos na final da Taça UEFA.
Curiosamente, também vi esse jogo, na Bélgica, em que perdemos por 3-0. Fizemos uma exibição miserável, com um futebol paupérrimo e uma atitude em campo altamente criticável, apenas se podendo destacar, pela positiva, um jovem de aspecto físico algo estranho, de nome... Luisão.
 
 
 
 
Na passada 3ª feira as coisas correram bem, em termos de resultado, e assim-assim, em termos de exibição.
Pelo que li, na net e em jornais, parece-me que perdi uma boa meia hora inicial... e não terei perdido mais nada.
O que vi, de resumo vídeo, deixa realmente essa imagem: uma entrada em jogo bastante forte, a felicidade de marcar logo aos 4 minutos, a manutenção de uma boa intensidade de jogo e o controle do mesmo, um outro golo - de Luisão!... - a serenar mais as coisas... e depois... um regresso ao passado.
Quem esteve no estádio acabou por me confirmar que a 2ª parte foi ainda pior do que a parte final da etapa inicial, com a nossa equipa a estar totalmente desinspirada no aproveitamento do contra-ataque. Valha-nos o facto de não estarmos num esquema de eliminatória, mas sim de poule classificativa...
E até houve espaço para - à semelhança do que tem sido habitual... - a defesa voltar a comprometer. Realmente, ao que me foi dito, nos últimos quinze minutos, a defesa, nomeadamente centrais e guarda-redes comprometeram por mais de uma vez, tendo até a bola entrado na nossa baliza, na sequência de um livre, num lance que foi anulado por fora-de-jogo do atacante belga - mas que, muito provavelmente, se fosse no nosso campeonato, seria validado, deixando-nos em palpos de aranha para os instantes finais da partida...
E Artur, ao que parece, voltou a mostrar porque é que é urgente arranjarmos um guarda-redes...
(Já agora, são necessários todos os atrasos de bola que a defesa faz para o guarda-redes?...)
 
Em resumo, obrigado a Djuricic e a Luisão, pelos golos que fizeram o resultado, aos 4 e 30 minutos, respectivamente, mas a equipa tem de jogar mais qualquer coisa... e... durante mais tempo.
O golo de Djuricic, em recarga a um remate inicial de Enzo Pérez, foi um bom golo, ainda mais por ter aberto a porta a um bom resultado, mas o de Luisão, com amortecimento da bola no peito e remate sem a deixar cair, após passe de cabeça de André Almeida, na insistência de um canto marcado na direita do nosso ataque, é um lance de grande impacto. No estádio deve ter sido soberbo festejar aquele golo...
O que li destaca ainda o bom jogo de Fejsa e de Cardozo, bem como de Matic e dos laterais, André Almeida e Siqueira.
 
 
Cardozo faz falta ao Benfica, especialmente pelos golos que marca. Vamos a ver se ainda demora muito a voltar à normalidade...
 
Agora segue-se Guimarães.
É preciso não baquear!...
 
 
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BENFICA, 2  -  ANDERLECHT, 0

17/09/2013, 19:45 horas, Estádio da Luz, cerca de 30.000 espectadores.
Transmissão TVI
ÁRBITROS: Manuel Grafe; Thorsten Schifner e Guido Kleve; Holger Enschel.

BENFICA: Artur; André Almeida, Luisão, Garay e Siqueira; Fejsa e Matic; Enzo Pérez (Ola John, 70 min.), Djuricic (Maxi Pereira, 75 min.) e Markovic; Cardozo (Lima, 87 min.).
Suplentes: Paulo Lopes, Maxi Pereira, Jardel, André Gomes, Ola John, Rodrigo e Lima.

ANDERLECHT: Proto; Gillet, Kouyaté, Mbemba e N'Sakala; Demy de Zeeuw (Acheampong, 46 min.), Milivojevic, Sacha Kjestan; Massimo Bruno (Praet, 80 min.), Mitrovic (Cyriac, 76 min.) e Matíaz Suárez.
Suplentes: Kaminski, Deschacht, Nuytinck, Tielemans, Acheampong, Praet e Cyryac.

MARCADOR: 1-0, Djuricic (4 min.); 2-0, Luisão (30 min.)
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PS - Buonanotte Principessa...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Confirmação...



... De que este ano vai ser muito difícil de suportar... pela falta de qualidade do futebol jogado, pela falta de querer e de raça da equipa, pela inconsistência e macieza da nossa acção colectiva.
 
Mas, também, confirmação de que o Benfica vai ser o abono de família dos pobres e desvalidos do futebol nacional, e não só!...
"Não marcas golos? Então vem jogar connosco..."
"Não ganhas desde a pré-história? Então vem jogar connosco..."
"Não te deixam respirar nos jogos que tens realizado? Então vem jogar connosco..."
 
Pode parecer um exagero, mas não é!
Basta lembrar o passado mais recente, e logo se confirma que nós somos uns amigalhaços...
Que o digam, por exemplo, Bordéus, Levante, Nice, S. Paulo, Marítimo, Gil Vicente ou Paços de Ferreira. Ou, mesmo, a equipa B do Zbórdem...
... É verdade que não perdemos com todos eles - e também não faltava mais nada!... - mas os empates e as vitórias tangenciais, e miseráveis!, foram quase como se de derrotas se tratassem...
 
Ontem, recebemos o Paços de Ferreira, na nossa casa. Com zero pontos, zero golos marcados, depois de dois jogos em casa e um fora.
O jogo até começou mais ou menos bem, porque logo aos 5 minutos, depois de uma boa jogada, sobre a esquerda do nosso ataque, Lima cruzou para o centro da área, onde Cardozo, bem marcado, não chegou à bola, aparecendo-lhe nas costas Enzo Pérez a rematar, decidido, para o fundo da baliza do Paços.
Claro que a nossa costumeira bonomia permitiu que o adversário se empertigasse um pouco, dando-lhe espaço para jogar e rematar à nossa baliza.
Mas, aos 22 minutos, na marcação de um livre, uma jogada de laboratório - uma bonita dupla triangulação, em que intervieram Cardozo, Enzo Pérez e Markovic - permitiu a Garay, sobre a linha de pequena área, fazer o 2-0.
Porém, a verdade é que o nosso futebol foi sempre muito mastigado, lento, previsível, cinzentão...
Até ao intervalo, destaque apenas para um passe de morte de Cardozo, para Lima, sobre a meia lua da pequena área, com este, apenas com o guarda-redes adversário pela frente, a permitir a defesa do argentino do Paços de Ferreira.
O intervalo não fez bem nenhum à equipa, que veio ainda mais displicente e pouco empenhada. Foi, portanto, sem surpresa - mas também sem que nada o justificasse!... - que o adversário reduziu para a diferença mínima, através de um remate ligeiramente descaído para a esquerda da nossa defesa, depois de um passe para um atacante do Paços, feito desde o seu meio-campo, que passou perto da cabeça de Garay, sem que este fizesse menção de o interceptar, e foi cair nas costas de Luisão, com Artur a meio caminho entre nada e coisa nenhuma.
(A propósito, o Benfica precisa, mesmo, de um guarda-redes...)
Um golo assim só podia ter sido sofrido pelo Benfica. Ninguém mais sofre golos daqueles!...
O que nos valeu foi que, dois minutos depois, aos 52, na sequência de um canto marcado por Enzo Pérez na direita do nosso ataque, Garay subiu bem e, de cabeça, fez o 3-1. Garay acabou por se redimir, de certa maneira, das culpas que teve no golo do Paços de Ferreira...
Daí até final, não fizemos mais nada. Mas mais nada, mesmo! Jogámos a passo, sem chama, sem velocidade, nem imaginação, e sem qualquer ponta de emoção. Lembro-me, apenas, de dois remates à baliza adversária, ambos sem qualquer tipo de perigo. Um do Enzo Pérez, em arco, a sair por cima da barra, e outro do Cardozo, na marcação de um livre, que ficou na barreira.
Foi, até, o Paços que, embora sem criar perigo de maior, rematou mais. Em especial através de Bébé, que manteve sempre alguma pressão sobre a nossa defesa. Aliás, já ao terminar a primeira parte, Bébé tinha fugido à nossa defesa e a Artur e, sobre a esquerda da nossa área, de ângulo muito apertado, tentara o remate. Na altura valeu Luisão, que cortou quase sobre a linha de baliza, e Maxi Pereira, que completou o alívio.
 
Enfim, muito pouco para o que é preciso.
Infelizmente, quem joga como nós estamos a jogar, não pode, objectivamente, esperar rigorosamente nada, de coisa nenhuma...
Gostaria de estar enganado, mas não alimento qualquer expectativa.
Este jogo foi a confirmação daquilo que já vínhamos tendo, desde a pré-época. Para não irmos mais longe, claro...
 
Na próxima 3ª feira recebemos o Anderlecht, para a Liga dos Campeões...
Vamos ter algum milagre?...


 
O jogo de ontem marcou as estreias de Siqueira, que foi titular, e de Fejsa, que substituiu Rúben Amorim, aos 35 minutos de jogo, por lesão.
(Um parêntesis, apenas para estranhar o absolutamente anormal número de lesões no plantel: Sálvio, Gaitán, Sulejmani, Bruno Cortez... Será normal isto? Só parece normal no Benfica, já que nos outros clubes, mesmo com plantéis mais curtos, isso não se verifica!...).
Siqueira pareceu-me um jogador maduro. Mas só isso. Não sei se estará à altura das necessidades...
Fejsa foi um jogador aguerrido, que tentou preencher bem os espaços e recuperar a bola com grande determinação. Não é um tecnicista, mas caiu-me bem. A ver vamos...
 
Para além das referências aos estreantes, destaco, pela positiva, Enzo Pérez, pelo golo que marcou e porque esteve nos outros dois, e também pelo que jogou, tanto à direita, como à esquerda. Maxi esteve mais certo do que o habitual, embora sem ser brilhante. Ola John entrou a substituir Cardozo (75 min.) e voltou a estar em destaque... pela negativa! Em grande destaque, diga-se...
Também destaco Garay. Porque esteve (muito) bem... e (muito) mal. Marcou e, literalmente, deixou marcar...
E Artur, claro! Artur está a preparar-se para nos voltar a enterrar...
 
 
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BENFICA, 3  -  PAÇOS DE FERREIRA, 1

14/09/2013, 18:15 horas, Estádio Da Luz, 34.575 espectadores.
Transmissão BenficaTV.

ÁRBITROS: Bruno Paixão; Luís Ramos e Pais António; Tiago Martins.

BENFICA: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Siqueira (André Almeida, 62 min.); Enzo Pérez, Matic, Rúben Amorim (Fejsa, 35 min.) e Markovic; Lima e Cardozo (Ola John, 75 min.).
Suplentes: Paulo Lopes, Jardel, André Almeida, Fejsa, Djuricic, Ola John e Rodrigo.

PAÇOS DE FERREIRA: Degra; Tony, Gregory, Ricardo e Hélder Lopes; André Leão e Michael Seri (Romeu, 80 min.); Manuel José (Irobiso, 88 min.), Sérgio Oliveira (Caetano, 60 min.) e Rúben Ribeiro; Bébé.
Suplentes: Filipe Anunciação, Romeu, Rodrigo António, António Filipe, Nuno Santos, Caetano e Irobiso.

 
MARCADOR: 1-0, Enzo Pérez (5 min.); 2-0, Garay (22 min.); 2-1, Rúben Ribeiro (50 min.); 3-1, Garay (52 min.)
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PS - Buonanotte Principessa...

domingo, 1 de setembro de 2013

Que triste futebol, o nosso...



Como me entristece o nosso actual futebol...
 
O jogo desta tarde, em Alvalade, resultou em mais uma desilusão.
Jogámos um futebol triste, sem chama, previsível e enfadonho. E o adversário, sem fazer nada de especialmente relevante, foi aproveitando a nossa sensaboria e permissividade.
Aos dez minutos de jogo já tinha conseguido marcar um golo, num lance em que, uma vez mais, fomos apanhados em contra-pé. Beneficiámos de um livre, nas imediações da grande área sportinguista, junto ao seu vértice, na esquerda do nosso ataque. Lima inventou e movimentou a bola para Rodrigo, que não foi lesto a recolhê-la. Um adversário recolheu a bola e lançou o contra-ataque, sobre o nosso flanco esquerdo. Bola para um fulaninho meio índio que veio lá do paraíso da coca - que estava em fora-de-jogo!... - este devolve o passe e furta-se aos centrais, para ir receber a bola entretanto cruzada para as costas de Luisão e, de cabeça, atirar para o fundo da nossa baliza, onde Artur fez o que tem vindo a fazer nos tempos mais recentes: não defender.
Foi penoso ver o adversário a jogar... e a nossa equipa a ver jogar.
Pouco depois da passagem do quarto de hora de jogo, Rodrigo acorreu de cabeça a um cruzamento da direita do nosso ataque, levando a bola à barra da baliza de Patrício. Mas era o adversário quem tinha mais vontade de jogar...
Até ao intervalo, o único facto digno de registo, do nosso futebol, foi uma perdida escandalosa de Sálvio que, na zona frontal, sobre a linha de pequena área da baliza do Sporting, só com o guarda-redes pela frente, depois de um cruzamento de Cortez, da esquerda, rematou por cima da baliza. Aconteceu aos 35 minutos.
Entretanto, pouco antes, Enzo Pérez fora atingido, a curta distância, por um forte remate de um adversário, levando com a bola na cara e caindo de imediato no relvado. Veio a ser substituído por Ruben Amorim ainda antes do final da 1ª parte. Tal como Sálvio que, na sequência de uma entrada mais ríspida de um adversário, fez uma entorse no joelho direito, e foi substituído, em cima do intervalo, por Markovic.
 
A 2ª parte foi um pouco - muito pouco, mesmo... - melhor. Markovic trouxe alguma agitação à nossa movimentação ofensiva, acabando por arrastar um pouco a equipa.
À passagem do minuto 50, o sérvio entrou na grande área do Sporting com a bola controlada, em slalom, e atirou rasteiro, obrigando Patrício a uma defesa de recurso. A bola foi rechaçada para a zona central da grande área, onde apareceu Rodrigo a recuperá-la. Mas voltou a ser pouco lesto a chutar para a baliza, permitindo que o guarda redes adversário voltasse a oferecer o corpo à bola, fazendo-a ressaltar para fora das quatro linhas. Um lance sintomático do nosso futebol: lento, mastigado, inconsequente, triste, sem chama...
Entretanto, dois minutos antes também Gaitán tinha ficado pregado ao chão, depois de cruzar uma bola do lado esquerdo do nosso ataque. Mais uma jogador - o terceiro!... - substituído, aos 50 minutos, por lesão muscular. Para o seu lugar entrou Cardozo, que teve o condão de prender os centrais adversários. O nosso ataque ficou mais consistente, porque Cardozo é um jogador possante e que põe em sentido as defesas adversárias. Por isso não se compreende este tão dilatado afastamento da equipa...


Em resultado das alterações verificadas, e fruto do virtuosismo individual de alguns dos nossos jogadores, viemos a empatar a partida. Ao minuto 65, Markovic recebe a bola, na intermediária do nosso ataque, ligeiramente descaído sobre a direita, passa por vários adversários, entra na área e, à saída de Rui Patrício, mete-lhe a bola por debaixo das pernas, fazendo um golo de grande classe e espectáculo.

 
Até final do jogo, pouco mais de significativo fez a equipa.
Matic ainda teve um remate perigoso, que passou bem rente ao poste esquerdo da baliza adversária, mas por aí se ficou a produção da equipa.
E o boi Hugo Miguel fez vista grossa - grossíssima!... - a uma gravata que um central adversário fez a Cardozo, na altura da marcação de um canto a nosso favor.
Enfim... nada de novo.
Nem da nossa parte, nem da dos bois de preto...
 
 
Um resultado - mais um!... - negativo para o Benfica, que nos pode deixar a 5 pontos da liderança. À 3ª jornada!!!
O que mais me custa é ver - e ouvir... - a ligeireza com que os nossos jogadores e técnicos desvalorizam esse facto, desculpabilizando, assim, os resultados negativos, e as más exibições, que a equipa vem registando.
Ouvir isso a Antónios Pires Vicentes, a Pedros Validos ou a Pedros Guerras, já não admira. Até porque esses são pagos para isso...
Mas que dói, lá isso dói!
 
Acordem, benfiquistas! Para evitar os pesadelos, é preciso estar de olhos abertos...


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SPORTING, 1  -  BENFICA, 1

31/08/2013, 20:00 horas, Estádio Alvalade XXI, 46.109 espectadores.
Transmissão SportTV.

ÁRBITROS: Hugo Miguel; Nuno Pereira e Hernâni Fernandes; Duarte Gomes.

SPORTING: Rui Patrício; Cédric, Maurício, Rojo e Jefferson (Slimani, 85 min.); Adrien Silva, William Carvalho e André Martins; Carrillo (Capel, 74 min.), Montero e Wilson Eduardo (Eric Dier, 62 min.).
Suplentes: Marcelo Boeck, Magrão, Capel, Rinaudo, Eric Dier, Slimani, Welder.

BENFICA: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Cortez; Matic; Sálvio (Markovic, 45+3 min.), Enzo Pérez (Ruben Amorim, 43 min.) e Gaitán (Cardozo, 50 min.); Rodrigo e Lima.
Suplentes: Paulo Lopes, Jardel, Rúben Amorim, Sulejmani, Djuricic, Markovic e Cardozo.


MARCADOR: 1-0, Montero (10 min.); 1-1, Markovic (65 min.)
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PS - Buonanotte Principessa...




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Deprimente... e desesperante!




Triste e desanimado, pela partida da minha Principessa, não foi pelo jogo desta tarde que me animei e minimizei a tristeza...
 
 
O primeiro jogo em casa, para esta edição da liga, trouxe mais do mesmo. Isto é, um futebol muito lento, previsível, triste e sem imaginação, em simultâneo com uma gigantesca inconsistência, quer a atacar, quer a defender.
 
A primeira parte foi entediante, com um ou outro raro período em que surgiram jogadas mais rápidas. O Gil Vicente não criou nada. E o Benfica apenas criou qualquer coisa quando foi mais rápido e tentou ser mais objectivo. Uma ou outra ocasião que poderia ter resultado em golo, mas sempre uma ineficácia incompreensível... e desesperante! Lima e Rodrigo não foram capazes de fazer o que parecia ser mais fácil: marcar.
Aos 30 minutos Gaitán bateu um livre e fez a bola embater no poste direito da baliza do Gil Vicente. Aos 43 minutos, Sálvio rematou, em zona frontal, de fora da área, e a bola raspou no poste esquerdo da baliza visitante.
E nada mais de significativo houve na primeira metade...
 
Na segunda parte, o jogo foi ainda mais lento e sensaborão.
À passagem do minuto 70, o inacreditável aconteceu. Uma bola sacudida, pela defesa adversária, para o nosso meio campo, mereceu a atenção de Maxi Pereira que, depois de tocar o esférico na direcção da nossa baliza, entra em modo de displicência e muda para a velocidade de passo (ainda mais!) lento, deixando que um adversário lhe venha pelas costas e fique com a bola, a meia distância entre a divisória de meio-campo e a grande área, e com ela caminhe em diracção à baliza. Artur saíu da baliza e, ao remate rasteiro do atacante gilista, deixou a bola passar por entre as pernas. Ao segundo remate do Gil Vicente, na partida, com direcção da nossa baliza - o primeiro tinha sido aos 60 minutos, na sequência de uma canto... - o adversário fez golo!!!
A equipa não teve a reacção que se impunha, e o futebol manteve-se lento, pobre, sem ideias e... inconsequente. Markovic, que entrara para o lugar de Sálvio, ao minuto 65, ainda teve o condão de trazer alguma velocidade ao ataque, mas... o futebol é um desporto colectivo, que só resulta se jogado em equipa, claro! Também Djuricic e Sulejmani haviam sido lançados, ao minuto 68, para os lugares de Rodrigo e Gaitán, mas a sua entrada em jogo não trouxe resultados significativos.
Foi, contudo, Markovic, após um passe de Djuricic, sobre a meia-lua da grande área, quem, no primeiro minuto do tempo de compensação, ligeiramente descaído para a esquerda, conseguiu atirar, de pé direito, para o fundo da baliza gilista. E foi, também, outro sérvio - no caso Sulejmani... - quem, no terceiro dos quatro minutos de compensação, cruzou, da direita do nosso ataque, para a entrada da pequena área, onde, por trás de Luisão - integrado na manobra atacante nos últimos minutos do jogo... - apareceu Lima que, de cabeça, fez o segundo golo do Benfica.



Em súmula, foi um jogo deprimente, pela qualidade do futebol praticado, e desesperante, pela falta de eficácia, quer a defender, quer a atacar.
Foi, ainda, mais deprimente e desesperante, porque o adversário não nos criou quaisquer problemas dignos de menção, teve uma posse de bola abaixo dos 35%, fez 4 remates à nossa baliza, dos quais 2 levaram a direcçao correcta - e um desses deu golo... - e ganhou 1 pontapé de canto em toda a partida. Aliás, o único canto de que beneficiou... nas duas jornadas já disputadas!!!
 
Infelizmente, a verdade é que o nosso futebol é isto: pobreza, lentidão, falta de imaginação, ineficácia atacante, extrema permissividade defensiva... enfim, uma desilusão completa!
Bem podem vir dizer que o grupo está unido, e que atletas e equipa técnica estão irmanados nos mesmos objectivos, porque, em dissonância com isso, a verdade é que não se vê toca de onde possa sair coelho. Pelo contrário, vê-se uma equipa sem chama, que pratica um modelo de jogo que não se revela minimamente eficaz e resulta num futebol facilmente anulável por qualquer adversário. Mesmo pelos mais fracos...


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BENFICA, 2  -  GIL VICENTE, 1

25/08/2013, 17:45 horas, Estádio da Luz, 37.331 espectadores.
Transmissão Benfica TV.

ÁRBITROS: Paulo Batista; José Braga e Rui Teixeira; Rui Rodrigues.

BENFICA: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Cortez; Enzo Pérez e Matic; Sálvio (Markovic, 65 min.), Rodrigo (Djuricic, 68 min.) e Gaitán (Sulejmani, 68 min.); Lima.
Suplentes: Paulo Lopes, Steven Vitória, André Almeida, Rúben Amorim, Sulejmani, Djuricic e Markovic.

GIL VICENTE: Adriano; Gabriel, Halisson, Danielson e Luís Martins; Luan; Paulinho (Brito, 45 min. [Leandro Pimenta, 81 min.]), João Vilela, César Peixoto e Diogo Viana; Bruno Moraes (Simy, 70 min.).
Suplentes: Caleb, Pecks, Vitor Vinha, Vitor Gonçalves, Brito, Leandro Pimenta e Simy.

MARCADOR: 0-1, Diogo Viana (70 min.); 1-1, Markovic (90+1 min.); 2-1, Lima (90+3 min.)
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PS - Buonanotte Principessa...




 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Buonanotte Principessa...


 
Hoje, 19 de Agosto, a minha princesa partiu. Para dormir o sono eterno...
Buonanotte Principessa...
Tal como o sono que dormes, o meu amor por ti é eterno.
 
E, hoje, até o Benfica é secundário...
 
Buonanotte Principessa...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A insustentável mediocridade do nosso futebol(zinho)...



Jogo na Madeira, com o Marítimo - ou muito me engano, ou vai ser um dos sacos de pancada desta época... - e derrota (2-1). Fácil, fácil, fácil...

Logo à primeira... foi de vez!
Exibição e atitude nauseabundas... conforme prometera a pré-época e a profissionalíssima gestão dos recursos, incluindo import/export de reforços (?!?) e outras negociatas.
Futebol, zero! Objectividade, zero! Garra, zero! Vontade, zero!....
Posse de bola e recreação, muita! Sobranceria, muita! Permissividade, muiiiiiiita!...
Dois golos (outra vez!) muito consentidos, por falhas inaceitáveis na defesa, um jogo SEMPRE jogado a passo e SEMPRE super-híper lateralizado, uma acção ofensiva inconsequente e que não produz quaisquer ocasiões de golo, foi o que a equipa se permitiu oferecer aos sócios, adeptos e simpatizantes esta tarde, no início de mais um campeonato.
J. Jesus esteve ao seu nível, ou seja, no patamar mais baixo da imbecilidade e da ineficácia.
Uma equipa que joga aquilo, só o faz porque já não acredita no treinador. Ele próprio também já não acredita em si mesmo, creio eu...
E os sócios, adeptos e simpatizantes continuam a não acreditar na equipa nem no treinador. E a grande maioria começa a descrer, também, nos dirigentes, com o presidente à cabeça...

Apenas uma franja espúria de mercenários e avençados continua a ver grandiosidade onde apenas há miséria!!!
Fora com esses filhos-da-puta!!!
O Benfica não é compatível com não-benfiquistas, nem pode aceitar menos do que deixar a pele em campo, na defesa do Benfica...