sábado, 19 de Abril de 2014

À Benfica...


Uma vitória à Benfica!...

A vitória por 3-1 sobre o clube da fruta, na passada 4ª feira, além de ter valido a qualificação para a final da Taça de Portugal, soube que nem ginjas, porque foi conseguida depois de termos ficado a jogar com dez, desde o minuto 28 da primeira parte, e de termos sofrido o golo do empate aos 7 minutos da segunda, no único remate digno desse nome à nossa baliza...
Depois... bem, depois foi a remontada, num jogo em que a equipa teve uma atitude imensa e uma coragem tremenda, numa prova de maturidade que - devo confessar... - me surpreendeu muito positivamente.
E, atenção!... ainda ficámos a dever a nós próprios um resultado mais dilatado!

O jogo começou com o Benfica muito determinado e, logo aos 4 minutos, Salvio podia ter inaugurado o marcador, num remate sobre a linha de pequena área, depois de um cruzamento de Gaitán, da esquerda do nosso ataque.
Aliás, nesse ímpeto inicial, o Benfica beneficiou de 6 (!!!) cantos consecutivos, criando muitos problemas a Fabiano e aos defesas fruteiros.
Nessa altura, todos os expedientes foram usados para, como dizem os brasileiros, o adversário pedir arrego. O mais caricato dos expedientes foi o guarda-redes do clube regional ter descalçado uma bota, para obrigar à interrupção do jogo. E levou 2 minutos a calçá-la!!!...
Mas, aos 17 minutos, o Benfica marcou mesmo. Mais uma vez, cruzamento impecável de Gaitán, da esquerda do nosso ataque, para o segundo poste, onde apareceu Salvio, de cabeça, a enviar a bola para o canto superior esquerdo da baliza de  Fabiano. Foi a primeira grande explosão de alegria na Luz...


A eliminatória estava empatada. O adversário, que tinha entrado no jogo nitidamente intimidado, não conseguia reagir e perdia constantemente a bola para o nosso meio campo, que continuava a sair organizado e objectivo para o ataque.
O ciganito ainda tentava dar alguma luta, mas a única coisa que ia dando era paulada, como aconteceu com Maxi Pereira à passagem do minuto 22. O nosso amigo Pedro Proença não pôde, mesmo, deixar de lhe mostrar o amarelo...
Mas, para compensar, acabou por inventar, escandalosamente, um amarelo para Siqueira, 3 minutos depois, por uma suposta (melhor, supostíssima!... ) falta sobre um belga que os da Palermo portuguesa foram comprar à loja dos 300, a preço de saldo. E, três minutos depois, a puta cigana aproveitou um entrada mais impetuosa do nosso lateral esquerdo para fazer um filme, atirando-se para o chão e berrando como se lhe estivessem a desflorar o traseiro com arame farpado, para induzir o quarto árbitro a sugerir ao amigo Proença o segundo cartão amarelo, e consequente vermelho. Claro que Pedro Proença teve imensa dificuldade em fazer isso... de tal forma que se lhe viram lágrimas nos olhos quando deu ordem de expulsão a Siqueira...
A partir daí, a equipa perdeu-se um pouco no jogo e, naturalmente, o adversário teve mais posse de bola. Porém, a verdade é que nunca criou qualquer situação de real perigo.
Em consequência da expulsão de Siqueira, Cardozo foi substituído, entrando para o lugar de lateral esquerdo o André Almeida.
E o intervalo chegou com a eliminatória empatada, e com o Benfica a controlar o jogo e o adversário.

A equipa voltou a entrar bem na segunda parte, jogando de forma sempre segura e não deixando o adversário pôr o pé em ramo verde.
No entanto, à passagem do minuto 52, numa jogada sobre a esquerda da nossa defensiva, aparentemente inofensiva, e com os nossos defesas em vantagem numérica, um adversário - tipo "Kelvin", mas mais escuro... - acabou por ser premiado com o facto de André Almeida não ter metido o pé, eventualmente para não fazer falta, e flectiu para o interior da grande área, rematando meio enrolado, levando a bola a passar por entre as pernas de Artur (pois!...) e a anichar-se no fundo da baliza.
Sem saber ler nem escrever, o clube regional assumidamente corrupto (CRAC) apanhou-se empatado no jogo e em vantagem na eliminatória. Na verdade, deu a ideia de que pensavam que a eliminatória estava decidida.
Foi, então, que o Benfica soube estar no jogo... à Benfica.


Com Salvio, Gaitán, Enzo Peréz e, sobretudo, André Gomes, de peito aberto, a defender e a sair com critério para o ataque - sim, para o ataque, e não em contra-ataque... - o Benfica ia à procura de anular o prejuízo.
Foi assim que, cerca de 5 minutos após o golo adversário, André Almeida e Gaitán inventaram uma jogada soberba, com este a cruzar a bola para o interior da pequena área dos fruteiros onde estava Rodrigo, para este falhar a direcção do remate, a menos de dois metros da linha de golo, já com os adversários batidos.
E foi, também, assim que, dois minutos depois, Salvio progrediu pela direita do nosso ataque, em direcção à baliza portista e, já bem perto da pequena área, junto à linha de fundo, acabou por ser claramente ceifado pelo central Reyes. Ora bem... mais um problema que criaram ao amigo Pedro Proença, e que este não tinha outra forma de resolver que não fosse o assinalar da grande penalidade. Enzo Peréz converteu o castigo, com uma classe e uma calma tão impressionantes, que eu fiquei a perguntar-me como é que alguém pode falhar um castigo máximo...
Com 2-1 no marcador a eliminatória estava relançada. E o Benfica continuava a dar mostras de grande determinação, de grande garra e humildade, para ir atrás do bilhete para a final...
É verdade que o adversário - como lhe competia, e seria, aliás, natural, por estar em vantagem numérica... - tentou controlar mais a bola, baixando o ritmo e espreitando a ocasião para causar perigo. Mas o Benfica foi sempre muito sólido e eficaz, mostrando um espírito de equipa, uma capacidade de sacrifício e uma crença inabaláveis.
E logo a seguir ao golo, Rodrigo foi outra vez lançado em profundidade, correu em direcção à baliza, sobre a esquerda do nosso ataque e, já bem no interior da grande área, quando inflectia para a sua direita, para tirar o guardião Fabiano da jogada, acabou por escorregar e, assim, desperdiçar uma soberana ocasião para marcar.
Mas aos 80 minutos, numa jogada de envolvência sobre a esquerda do nosso ataque, a bola passou repetidas vezes por André Almeida, Gaitán e  André Gomes, até que, com este já no interior da área adversária, perto do seu vértice, Gaitán lhe picou a bola, com um toque subtil, por sobre dois adversários. André Gomes, de costas para a baliza, recebeu a bola no peito, virou-se e, sem deixar cair a bola, picou-a, de pé direito, sobre Fernando, deu dois passos em direcção à baliza e, com a oposição de Mangala e com Fabiano a fazer a mancha, sem deixar a bola cair no chão, desferiu um remate forte e colocado, levando o esférico a entrar junto ao poste mais próximo. Uma verdadeira, e excelsa!!!, obra de arte, que provocou uma estrondosa explosão de alegria na Luz, e que levou muitos adeptos, como que impelidos por uma mola, a saltar para dentro do recinto de jogo.


Vejo futebol na Luz - na nova, e na velha... - há muitos e muitos anos, mas não é fácil recordar muitos momentos tão intensos como aquele...

O jogo estava ganho e a eliminatória voltada a nosso favor!
O adversário não tinha forma de inverter a situação, mesmo a jogar em vantagem numérica.
Daí até ao final do jogo, nota apenas para o desnorte dos adversários - entenda-se, clube da fruta e amigo Pedro Proença...
O amigo Proença ainda arranjou forma de expulsar Jorge Jesus e, posteriormente, face às incidências, lá teve de expulsar o treinador do CRAC, Luís Castro, e a putinha cigana, que julgava estar numa rixa num acampamento cigano e, por via disso, lá teve de ver o segundo amarelo, e o consequente vermelho.


Foi uma vitória à Benfica, como muitas outras que já tive a felicidade de ver, e como há muito não via...
Será que esta atitude veio para ficar?
É que, se assim for, podemos aspirar a ganhar tudo esta época...
Para já, vamos lá a ganhar no próximo domingo, para podermos fazer a festa de campeão!...
Depois... bem, se for com a atitude da passada 4ª feira, vamos vergar a Juventus e por a mão à Liga Europa...



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BENFICA, 3 -  PORTO, 1

16/04/2014, 20:45 horas, Estádio da Luz, cerca de 45.000 espectadores.
Transmissão SportTV

ÁRBITROS: Pedro Proença; Bertino Miranda e Tiago Trigo; Duarte Gomes.

BENFICA: Artur; Maxi Pereira, Jardel, Garay e Siqueira; André Gomes, Enzo Peréz, Salvio e Gaitán (Markovic, 90+6 min.); Rodrigo (Lima, 66 min.) e Cardozo (André Almeida, 35 min.).
Suplentes: Paulo Lopes, André Almeida, Steven Vitória, Markovic, Sulejmani, Djuricic e Lima.


PORTO: Fabiano; Danilo, Reyes (Quintero, 82 min.), Mangala e Alex Sandro; Defour, Fernando e Herrera (Josué, 63 min.); Varela (Ghilas, 73 min.), Jackson Martinez e Quaresma.
Suplentes: Kadu, Ricardo Pereira, Maicon, Quintero, Josué, Carlos Eduardo e Ghilas.


MARCADOR: 1-0, Salvio (17 min.); 1-1, Varela (52 min.); 2-1, Enzo Peréz (58 min., g.p.); 3-1, André Gomes (80 min.).
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PS - Buonanotte Principessa...

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Arouca,0 - Benfica, 2 (apenas para registo...)


Estive ausente do país e nem pela net deu para ver o jogo. Sei, apenas, o que li em jornais (na net, claro...) e em outras fontes de informação...

Ao que parece, não foi um grande jogo. Terá valido pelos três pontos e pela ultrapassagem de mais uma etapa, rumo à desejada vitória na Liga.
Apesar de tudo, foi uma exibição segura, contra um adversário que não representou qualquer ameaça...


Mesmo assim, preocupa o facto do golo inaugural ter aparecido só na última jogada da primeira parte, através do inevitável Rodrigo.
A segunda parte foi bem melhor - o que não era muito difícil... - com a equipa a jogar com mais confiança e com uma pressão aliviada.
O segundo golo apareceu à passagem dos dez minutos da 2ª parte, na sequência de uma jogada em que Markovic, depois de passar entre vários adversários, entregou a bola a Gaitán e este, com um chapéu sobre Cássio, fez o 2-0.
O resultado podia ter sido dilatado, por mais de uma vez, mas as contas ficaram assim mesmo...


O negativo do jogo foi mesmo a lesão do Oblak, que foi atropelado - quanto a mim deliberadamente... - por uma cepo da equipa adversária, dentro da nossa pequena área, e fez um traumatismo craniano, embora supostamente não muito extenso.
Neste particular, os últimos jogos têm sido terríveis, com as lesões a aparecerem em catadupa: Rúben Amorim, Fejsa, Sílvio, Luisão, Oblak... até parece bruxedo...

Apesar dos resultados, sinto que a equipa tem pouca intensidade de jogo, e que os jogadores estão algo inseguros, complicativos, e que inventam muito, mesmo em situações fáceis, tornando difícil o que parece natural que acontecesse...
Ao contrário de outros, nós nunca - ou muito raramente... - tornamos definitivos os desfechos dos jogos, mesmo se estamos a dominar totalmente as operações, porque não concretizamos as muitas ocasiões que criamos ao longo do jogo. E isso, além de poder ser fatal, é altamente desgastante, quer para a equipa, quer os adeptos que acompanham o jogo...



Logo à noite vamos ter a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, contra o clube da fruta.
É preciso jogar muito mais do que temos jogado nos últimos jogos. Porque, apesar de o clubezeco regional da palermo portuguesa ter uma equipa mais fraca, contra nós rasgam-se sempre todos. Eles, e os de preto...


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AROUCA, 0  -  BENFICA, 2

13/04/2014, 17:00 horas, Estádio Municipal de Aveiro, cerca de 30.000 espectadores.
Transmissão SportTV

ÁRBITROS: Hugo Miguel; Hernâni Fernandes e Nuno Roque; Tiago Martins.

AROUCA: Cássio; Balliu, Diego Galo, Nuno André Coelho e Tinoco; Bruno Amaro (Lassad, 70 min.), Rui Sampaio e David Simão; Ceballos (Serginho, 58 min.), Roberto (André Calro, 75 min.) e Pintassilgo.
Suplentes: Rui Sacramento, Miguel Oliveira, Soares, Sérginho, Lassad, André Claro e Salim Cissé.

BENFICA: Oblak (Artur, 70 min.); Maxi Pereira, Jardel, Garay e Siqueira; André Almeida, Enzo Peréz, Markovic (Cardozo, 80 min.) e Gaitán; Rodrigo (Sálvio, 75 min.) e Lima.
Suplentes: Artur, Steven Vitória, André Gomes, Sálvio, Sulejmani, Djuricic e Cardozo.


MARCADOR: 0-1, Rodrigo (45 min.); 0-2, Gaitán (55 min.).
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PS - Buonanotte Principessa...

domingo, 13 de Abril de 2014

Valeu pela passagem à meia-final...


Com o AZ Alkmaar, e depois de uma bonita exibição, frente ao Rio Ave, voltou a mediania exibicional...
 
Há pouco a dizer acerca deste jogo da 2ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa.
Com a vantagem trazida da Holanda, e com um adversário objectivamente inferior, o jogo tinha tudo para ser aborrecido, com o Benfica a controlar e a pretender, sobretudo, garantir a passagem às meias-finais. E foi precisamente isso que aconteceu.
 
Apesar da equipa ter entrado a um ritmo lento, Salvio e Cardozo, nos primeiros dez minutos, podiam ter inaugurado o marcador. O remate de Cardozo foi, mesmo, travado com muita dificuldade pelo guardião Esteban...
O AZ Alkmaar, apesar de ter vontade, não tinha argumentos para virar a eliminatória. Nas poucas vezes que chegou mais longe, estavam lá os nossos centrais para impedir males maiores.
Só por volta dos 20 minutos, já depois de mais um bom remate de Salvio, sacudido pela defesa holandesa, é que o adversário apareceu a equilibrar mais o jogo, conseguindo um posicionamento capaz de contrariar o nosso ataque organizado.
Apesar disso, à passagem da meia hora, Siqueira e Rodrigo combinaram bem sobre a esquerda e este cruzou atrasado para Cardozo rematar, muito forte, de pé esquerdo, proporcionando mais uma espectacular defesa a Esteban.
Novamente Cardozo a rematar, aos 38 minutos, servido agora por André Almeida, mas desta vez a errar o alvo, fazendo a bola passar ao lado do poste esquerdo da baliza adversária.
Mas, no minuto seguinte, uma fenomenal arrancada de Salvio, desde a nossa intermediária defensiva até à projecção da área adversária, culminou com um cruzamento tenso para a grande área holandesa, onde apareceu Rodrigo, ao segundo poste, também ele embalado desde a nossa zona defensiva, a encostar o pé esquerdo e, de primeira, a fazer o golo inaugural.
Depois desta brilhante assistência, Salvio podia também ter marcado, ao cair do pano da primeira parte, num remate de pé esquerdo, sobre a direita da área adversária, que proporcionou mais uma grande defesa ao guardião do Alkmaar.
 
 
 
Na segunda parte, o jogo foi bem mais monótono do que na primeira...
O Alkmaar ainda tentou reentrar na eliminatória, mas a verdade é que nunca esteve em posição de fazer perigar a nossa qualificação.
E, mesmo sem acelerar, o Benfica chegaria ao 2-0, à passagem do minuto 71, em mais uma assistência de Salvio que, de uma bola perdida, junto à lateral direita, inventa uma jogada individual de fino recorte técnico, em que tira dois adversários do caminho e, já sobre a linha final, pica para a zona frontal da baliza, oferecendo a Rodrigo a possibilidade de encostar o pé e fazer o 2-0...
Com a eliminatória mais do que resolvida, Salvio ainda teve uma ocasião soberana para marcar quando, ao minuto 85, desmarcado por um grande passe de Luisão, já em esforço, rematou fraco, permitindo a Esteban fazer mais uma boa defesa.
E três minutos depois foi a vez de Cardozo não conseguir dominar a bola, já dentro da área holandesa, numa demonstração de alguma falta de confiança em si mesmo...
 
Em suma, uma vitória merecida, num jogo monótono, mas que valeu a presença em mais uma meia-final europeia. A terceira, nos últimos três anos...
 
 
Salvio fez uma bela exibição, e Rodrigo fez o que tinha de ser feito, mesmo sem deslumbrar.
A defesa foi competente, e o meio-campo, entregue inicialmente a Fejsa e André Gomes, cumpriu o seu papel, embora sem grande brilho.
No oposto esteve Sulejmani, que foi uma unidade de rendimento praticamente nulo.
Por outro lado, Cardozo, embora ainda longe do que pode, e deve, fazer, esteve bastante mais interventivo no jogo.
 
Uma nota triste, e penalizadora para a equipa, foi a lesão, grave - fractura da perna direita... - do Sílvio, logo aos 4 minutos de jogo, num lance infeliz, em que pontapeou inadvertidamente a perna de Luisão. Embora deva ter acabado esta época, fazemos votos para que se recupere o mais rápido possível...
 
 
Enfim... foi um jogo que valeu essencialmente pela qualificação para as meias-finais, que teve bons momentos, mas que foi muito pouco intenso.
E, atenção: é preciso mais, muito mais, já no próximo jogo, para a Liga. E melhor! Muito melhor...


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BENFICA, 2 -  AZ ALKMAAR, 0

10/04/2014, 20:05 horas, Estádio da Luz, cerca de 36.000 espectadores.
Transmissão SIC

ÁRBITROS: Pavel Kralovec; Roman Slysko e Martin Wilczek; Antonin Kordula.

BENFICA: Artur; Sílvio (André Almeida, 4 min.), Luisão, Garay e Siqueira; Fejsa (Enzo Peréz, 64 min.), André Almeida, Salvio e Sulejmani (Markovic, 70 min.); Rodrigo e Cardozo.
Suplentes: Paulo Lopes, André Almeida, Jardel, Enzo Peréz, Djuricic, Markovic e Lima.


AZ ALKMAAR: Esteban; Johansson, Gouweleeuw, Wuytens e Viergever; Ortiz (Henriksen, 79 min.), Gudelj e Elm; Berghuis (Gudmundsson, 77 min.), Aron e Beerens (Haye, 77 min.).
Suplentes: De Winter, Gorter, Reijnen, Henriksen, Haye, Gudmundsson e Avdic.


MARCADOR: 1-0, Rodrigo (39 min.); 2-0, Rodrigo (71 min.).
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PS - Buonanotte Principessa...
 

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Finalmente!... uma exibição agradável


Foi uma exibição agradável, de que resultou uma vitória segura, e justíssima, sobre o Rio Ave, materializada em quatro golos sem resposta...
 
A equipa entrou forte, decidida e a jogar com qualidade, perante um adversário que tem feito belas exibições na condição de visitante. Inclusivamente, era a defesa menos batida, em jogos fora de casa.
No entanto, o Benfica entrou muito bem no jogo, a pressionar de forma consistente e competente, assumindo desde cedo a intenção de chegar rapidamente à vantagem.
E aos 17 minutos de jogo, já depois de Rodrigo, Garay e Luisão terem rematado com perigo à baliza dos visitantes, surgiu o golo. Uma grande jogada de futebol, do mais fino recorte técnico, daquelas de encher o olho e que ficam na retina por muitos anos, saída dos pés de Enzo Peréz, e Sílvio, com este a descobrir Gaitán, sobre o bico esquerdo da grande área adversária, e com o argentino a infletir para a zona central, surgindo, depois de evitar um adversário, um passe de régua e esquadro, a rasgar toda a linha defensiva do Rio Ave, feito para a desmarcação de Rodrigo, sobre a zona frontal, resultando num remate de primeira, de pé esquerdo, com a bola a anichar-se no canto inferior direito da baliza de Ederson. Uma autêntica obra-prima...
 
 
O golo não fez a equipa baixar o ritmo e, nos minutos imediatos, poderia ter acontecido novo golo, em remates de Gaitán, Enzo Peréz, Rodrigo e Markovic, a três dos quais se opôs Ederson com grande competência.
O Rio Ave não conseguiu fazer o jogo que habitualmente faz e, na verdade, só ao minuto 28 teve o seu primeiro remate à baliza, num pontapé de muito longe, que saiu por cima da barra, sem que Oblak tivesse que se aplicar.
No minuto seguinte, Rodrigo disparou forte, de fora da área, descaído sobre a direita do nosso ataque, e a bola embateu num central vilacondense, sobrando para a zona da meia-lua da grande área, onde apareceu Gaitán a rematar colocado, para o fundo da baliza do Rio Ave.
 
 
Apesar da vantagem, a equipa manteve a toada atacante que vinha imprimindo à partida, desdobrando-se em jogadas envolventes, que continuavam a levar o perigo às imediações da baliza vilacondense. Garay, por duas vezes, e Rodrigo - que chegou milimetricamente atrasado a um cruzamento magistral de Gaitán... - protagonizaram situações de perigo iminente.
 
A segunda parte trouxe um ritmo de jogo mais pausado, com o Benfica a fazer circular a bola a toda a largura do terreno, mais focado em manter o controle da partida do que em se aventurar deliberadamente no ataque. A opção compreende-se, embora seja muito mais agradável - e, até, mais relaxante... - ver a equipa a jogar para marcar golos do que a jogar para evitar sofrê-los.
O resultado desta postura mais controladora foi que o Rio Ave continuou a não ter bola para jogar e, consequentemente, se manteve inofensivo, em termos atacantes.
E, apesar do ritmo bem mais pausado, as nossas unidades mais avançadas continuavamos a criar ocasiões para finalizar, como aconteceu com Lima e, mais tarde, com Cardozo, que entretanto tinha entrado no jogo aos 65 minutos.
E, à entrada do último quarto de hora de jogo, Maxi Pereira foi rasteirado quando se esgueirava dentro da área vilacondense. Penalty assinalado, que Cardozo bateu, aproveitando para regressar aos golos, numa ocasião que foi especialmente saudada pelos milhares que enchiam as bancadas da Luz.
 
 
O golo arrumou, por completo, o desfecho do jogo.
Mas o Benfica ainda havia de marcar mais uma vez, já em período de compensação, novamente por Cardozo, e novamente na transformação de uma grande penalidade, agora cometida sobre Enzo Peréz.
E, antes disso, tinha sido Maxi Pereira a rematar, com muito perigo, depois de mais um pormenor fantástico de Gaitán, dentro da grande área dos visitantes.
Gaitán, aliás, terá sido o mais desequilibrador dos nossos jogadores, rubricando uma bela exibição...
 
 
Além de Gaitán, gostei de Rodrigo e de Lima, tal como de André Almeida, de Sílvio e de toda a defesa.
Mas toda a equipa esteve globalmente bem, facto que é, sempre, motivo de grande satisfação!
É que... o futebol é um jogo de equipa...

Estamos mais perto do título, mas ainda não o conquistámos.
Além disso, há mais competições para vencer: a Liga Europa, a Taça de Portugal e a Taça da Liga...
Quem não tem ambição, não é benfiquista, definitivamente...


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BENFICA, 4 -  RIO AVE, 0

07/04/2014, 20:00 horas, Estádio da Luz, cerca de 48.000 espectadores.
Transmissão BenficaTV

ÁRBITROS: Cosme Machado; Alfredo Braga e Pedro Fernandes; Ricardo Baixinho.

BENFICA: Oblak; Maxi Pereira, Luisão (Jardel, 83 min.), Garay e Sílvio; André Almeida, Enzo Peréz, Markovic  e Gaitán; Rodrigo (Djuricic, 78 min.) e Lima (Cardozo, 65 min.).
Suplentes: Artur Morais, Jardel, André Gomes, Djuricic, Ivan Cavaleiro, Sulejmani e Cardozo.


RIO AVE: Ederson; Lionn, Marcelo, Rodriguez e Edimar; Tarantini, Filipe Augusto, Pedro Santos, Diogo Lopes e Ukra; Hassan.
Suplentes: Ventura, Ruben Ribeiro, Roderick, Tiago Pinto, Luís Gustavo, Braga e Joeano.


MARCADOR: 1-0, Rodrigo (17 min.); 2-0, Gaitán (29 min.); 3-0, Cardozo (76 min., g.p.); 4-0, Cardozo (91 min., g.p.).
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PS - Buonanotte Principessa...
 

domingo, 6 de Abril de 2014

Salv(i)o... pela exibição da 2ª parte


Um jogo muito pobre, na primeira parte, deu lugar a uma vitória que acabou por ser curta, tantas as hipóteses criadas na segunda metade do jogo...
 
Na primeira parte estivemos completamente ausentes do jogo...
Por via dessa ausência, o adversário foi muito pressionante, e podia ter colhido frutos dessa pressão.
Artur - que eu critiquei tantas vezes, com razão, diga-se... - fez uma bela exibição e, nesse período, realizou três grandes defesas, mantendo a nossa baliza inviolável.
 
 
O Alkmaar entrou a pressionar muito, e o nosso meio-campo recorreu nas mesmas debilidades dos últimos jogos. Ou seja, sempre a complicar muito, a progredir com a bola quando devia libertá-la, a libertá-la quando a devia reter... enfim, uma situação aflitivamente inexplicável, que parece estar a passar ao lado de quem de direito.
Só depois dos 20 minutos é que conseguimos (finalmente!...) chegar à baliza adversária, com a bola nos pés.
Maxi Pereira fez um belo remate, na sequência de um ressalto de bola na área adversária, que só não deu golo porque um holandês ofereceu o corpo à bola.
E no minuto seguinte, foi a vez de Rodrigo tentar a sua sorte, mas a bola saiu por cima da barra.
Entretanto, por esta altura, já controlávamos mais o jogo.
André Gomes, depois de uma boa combinação atacante, teve um bom remate, pouco depois da meia hora, com a bola a ser rechaçada pelo corpo de um adversário.
E entre os 40 e os 45 minutos, tivemos três grandes oportunidades de marcar.
Primeiro por Siqueira, que rematou já dentro da grande área, sobre a esquerda, depois de ter feito um passe e o ter ido recolher à frente, mas a bola saiu ligeiramente por cima da barra.
Depois, foi Rodrigo a disparar, de forma acrobática, de pé esquerdo, na sequência de uma jogada de Salvio, no interior da grande área, mas o remate também saiu ligeiramente por cima da barra.
E, por fim, foi Cardozo a rematar, de cabeça, ao segundo poste, com a bola a sair ao lado do poste esquerdo da baliza holandesa.
 
A segunda parte trouxe um Benfica totalmente diferente...
A pressionar mais, o golo apareceu logo aos 48 minutos. Na sequência de uma jogada de ataque de Rodrigo, pelo centro do terreno, a bola sobrou para Cardozo, que evitou bem um adversário e ajeitou a bola, rematando, em posição frontal, para o guarda-redes Alvarado defender com a ponta do pé. A bola sobrou, a meia altura, para Salvio que, sem a deixar cair no chão, rematou forte, para o fundo da baliza.
Pouco depois, Cardozo voltou a rematar forte, mas a bola saiu ligeiramente ao lado do poste.
Aos 55 minutos, já sem Alvarado na baliza, Rodrigo rematou de cabeça, em jeito, mas não evitou a intecepção de um defesa.
E no minuto seguinte foi Garay a cabecear para a baliza do AZ Alkmaar, com Rodrigo a fazer o desvio, a um metro da linha de golo, mas... para fora!
Perto dos 70 minutos, Rodrigo voltou a cheirar o golo, rematando de longe, com a bola a passar muito perto do poste esquerdo da baliza holandesa.
Aos 82 minutos, Lima rematou bem, de cabeça, obrigando Alvarado a uma excelente defesa para, na recarga, aparecer André Gomes a rematar forte e, de novo, Alvarado a corresponder com outra grande defesa.
 
Enfim, foi um jogo que devíamos ter disputado com uma atitude constante, desde o início, e em que devíamos ter resolvido a eliminatória, tantas e tais foram as oportunidades de golo.
 
 
 
A lesão de Rúben Amorim, ao minuto 38, permitiu que a dupla do miolo do meio-campo fosse composta por André Gomes e André Almeida, e essa dupla funcionou bastante bem. Enfim, uma boa notícia...
No plano oposto, a exibição de Cardozo ainda não produziu o que ele - com certeza!... - e nós queremos: golos. Já esteve melhor, mas ainda não ao nível que nós precisamos...
 
 
 
Agora, foco total no próximo jogo, para a Liga. Que tem de ser abordado com uma atitude a uma garra bem mais efectivas...
E, só depois, apontar à passagem às meias-finais da Liga Europa!
 

 
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AZ ALKMAAR, 0  -  BENFICA, 1

03/04/2014, 20:05 horas, Estádio AFAS, cerca de 30.000 espectadores.
Transmissão SportTV

ÁRBITROS: Svein Moen; Kim Haglund e Frank Andas; Sven Midthjell.

AZ ALKMAAR: Alvarado; Johansson, Gouweleeuw, Viergever e Poulsen (Gudmundsson, 50 min.); Elm, Ortiz e Gudelj (Henriksen, 84 minh.); Bereens, Aron e Berghuis.
Suplentes: De Winter, Gorter, Reijnen, Hoedt, Avdic, Henriksen e Gudmundsson.


BENFICA: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Siqueira; Rúben Amorim (André Almeida, 39 min.), André Gomes, Sálvio e Gaitán; Rodrigo (Markovic, 77 min.) e Cardozo (Lima, 65 min.).
Suplentes: Oblak, André Almeida, Jardel, Djuricic, Sulejmani, Markovic e Lima.


MARCADOR: 0-1, Salvio (48 min).
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PS - Buonanotte Principessa...

Vitória "escassa"... em exibição "anorética"


Por estar fora do país, vi o jogo pela net, numa sessão aqui e ali interrompida por algumas falhas.
Mas não devo ter perdido nada de importante, atendendo aos antes e aos depois das falhas...
 
O título que dei ao post poderá parecer contraditório, mas não é, realmente.
De facto, foi uma vitória que teria sido, naturalmente, mais robusta, tantas e tais foram as ocasiões disfrutadas.
Mas que a exibição também foi anorética, também é verdade!
 
O adversário estava enfraquecido, porque não podia contar com alguns habituais titulares, mas o Benfica também esteve muito aquém do que podia, e devia, fazer.
Enzo Peréz esteve a um nível miserável, e o meio-campo voltou a perder bolas de forma infantil e a falhar passes de maneira escandalosa, optando quase sempre por complicar o que era fácil.
Valeu a dinâmica da dupla Rodrigo-Lima, alguns raides do Gaitán, e a relativa competência defensiva.
Apesar disso, houve hipóteses reais para construir um resultado bem mais volumoso...
Logo aos 8 minutos, Gaitán recebeu um passe de Enzo Peréz e, sobre a direita, contornou Eduardo e, ainda com ângulo favorável, chutou ao lado direito da baliza deserta.
Ao minuto 13, Rodrigo construiu a jogada do golo. Desceu pela esquerda, até à linha de fundo, e cruzou atrasado para Lima aparecer a antecipar-se ao seu marcador directo e, de primeira, encostar para o fundo da baliza, deixando Eduardo completamente fora do lance.
O Braga não teve grande reacção ao golo, mas à passagem da meia hora de jogo, na marcação de um canto, podia ter empatado, quando uma falha da defesa permitiu a Rusescu cabecear, com perigo, entre Luisão e Oblak.
Na parte final da primeira parte, o Braga ainda tentou marcar, mas a nossa defesa foi sempre dando conta das situações. Esta foi a nossa pior parte do jogo, com o meio-campo a complicar muito e a permitir ao adversário ser mais intenso no seu jogo ofensivo.
Nos minutos iniciais da segunda parte, Markovic, Fejsa (de cabeça) e Rodrigo podiam ter marcado, mas não foram capazes de finalizar convenientemente.
O adversário, porém, esteve mais controlado e, por isso, não incomodou a nossa defesa.
E ao quarto de hora da segunda parte, na sequência de uma jogada de ataque sobre a nossa direita, o central Vinícius corta, de cabeça, em esforço, levando a bola a passar a centímetros do poste direito da baliza de Eduardo, que saíra para tentar agarrar a bola.
A quinze minutos do final, um livre apontado por Gaitán cruzou toda a pequena área bracarense, sem que ninguém encostasse o pé.
À passagem do minuto 84, Markovic rematou de fora da área para uma defesa apertada de Eduardo, aparecendo depois Lima a fazer o chapéu, com a bola a sair um pouco por cima da barra.
E no minuto seguinte, também com Lima na jogada, Vinícius fez um corte apertado, obrigando Eduardo a uma defesa de recurso para evitar o autogolo do central.
Já no primeiro minuto de compensação, Rodrigo esgueirou-se pela esquerda e, ao progredir junto à linha de fundo, dentro da grande área bracarense, foi rasteirado. Na marcação do penalty, o próprio Rodrigo atirou para a esquerda da baliza do Braga, permitindo a defesa a Eduardo...
Mais uma falha na marcação de uma penalidade, que é imperdoável a este nível de competição, e que pode ter custos elevados, em termos pontuais.
Como já aconteceu este ano, aliás, em Barcelos, por exemplo...
 
Enfim, uma exibição muito aquém do desejável, e que nos deixa apreensivos...
É preciso ser mais incisivos e, sobretudo, perceber que a nossa atitude, individual e colectiva, pode custar o hipotecar dos nossos objectivos.
Depois da exibição miserável na pocilga das antas, esperava outra exibição!
Embora o resultado, sirva...
 
 
 
 
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BRAGA, 0  -  BENFICA, 1

30/03/2014, 17:00 horas, Estádio AXA, cerca de 20.000 espectadores.
Transmissão SportTV

ÁRBITROS: Pedro Proença; Bertino Miranda e Tiago Trigo; Cosme Machado.

BRAGA: Eduardo; Dabó (Miljkovic, 56 min.), Santos, Vinicius e Núrio; Mauro, Luiz Carlos (Erivaldo, 78 min.), Pardo, Rúben Micael e Piqueti (Moreno, 65 min.); Rusescu.
Suplentes: Cristiano, André Pinto, Miljkovic, Bataglia, Vukcevic, Erivaldo e Moreno.

BENFICA: Oblak; Sílvio, Luisão, Garay e Siqueira; Fejsa, Enzo Peréz (Rúben Amorim, 68 min.), Markovic (Sálvio, 86 min.) e Gaitán; Rodrigo (André Gomes, 92 min.) e Lima.
Suplentes: Artur, Maxi Pereira, Jardel, Rúben Amorim, André Gomes, Sálvio e Cardozo.


MARCADOR: 0-1, Lima (13 min.).
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PS - Buonanotte Principessa...

quinta-feira, 27 de Março de 2014

O lugar dos porcos...



O lugar dos porcos é junto dos da sua igualha!!!
 
Ontem, no redil da Palermo portuguesa, uma equipa (???) do Benfica, comandada por J. Jesus, disputou (disputou?...) a 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal deste ano.
Uma exibição miserável, comandada pela figurinha que se vê à direita, voltou a ser motivo de vergonha para todos os benfiquistas. Consequência: derrota (1-0), contra uma equipa de merda, feita com jogadores comprados na loja dos chineses, que se tem fartado de ser envergonhada por tudo o que é Estoril e Nacional, mesmo na sua pocilga...
 
No fim do jogo, o porco peidoso e a figurinha que está à direita na foto abraçaram-se, junto à sala de imprensa, onde o primeiro foi acompanhar o segundo.
 
HAJA VERGONHA, FILHO DA PUTA!!!
O LUGAR DOS PORCOS É JUNTO DOS DA SUA LAIA!!!
VAI-TE EMBORA, FILHO DA PUTA!!!
 
SÓ ENVERGONHAS O BENFICA, CABRÃO!!!
SE DEPENDESSE DE MIM, NÃO VOLTAVAS A ENTRAR NA NOSSA CASA!!!